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Mulheres Empreendedoras: Tempos de transformação social

Você sabia que no Brasil já existem mais de 30 milhões de mulheres empreendedoras? Este número corresponde a 48,7% dos empreendimentos nos país, segundo dados do Global Entrepreneurship Monitor.

Além disso, outra pesquisa do SEBRAE revela que o empreendedorismo feminino cresceu cerca de 21% de 2001 a 2011. Enquanto que no mesmo período, o número de homens empreendedores aumentou apenas 9%.

Esses dados dão um panorama bastante animador para as mulheres, pois rompem os preconceitos e dão oportunidade para elas mostrarem que, do mesmo modo que os homens, podem fazer a diferença aonde quer que estejam.

Neste artigo, vamos falar sobre mulheres empreendedoras, entender a sua importância para o mercado e analisar alguns cases de mulheres nos negócios que resultaram em sucesso, acompanhe.

Mulheres empreendedoras são essenciais para o mercado

Como vimos, o empreendedorismo feminino já possui uma boa porcentagem de participação no mercado. Sem dúvida, isso é bastante saudável para a economia e para a sociedade de modo geral.

Visto que a inserção das mulheres nos negócios proporciona novas visões de mercado, amplia a diversidade de perspectiva, torna as organizações mais inclusivas e fomenta a inovação.

Por isso, as mulheres empreendedoras desempenham um papel importante no mercado e na sociedade. Por que a iniciativa dessas mulheres transforma o modus operandi dos negócios e a realidade de diversas pessoas ao seu redor.

Assim, mais mulheres sentem-se inspiradas para tornarem-se independentes financeiramente, o que ajuda a movimentar a economia. E mais, para a mulher que empreende e conquista autonomia financeira, há mais chances de interromper ciclos  de violência doméstica, por exemplo.

Então, mais do que ter o seu próprio empreendimento e lucrar com isso, as mulheres empreendedoras querem construir uma história de protagonismo e realização pessoal por meio dos negócios, como um ser humano munido de direitos e capacidade para tal.

Mulheres empreendedoras: Cases que inspiram!

De fato, a história de luta das mulheres pelos direitos é recheada de conquistas, como o direito ao voto, até a primeira presidência feminina com Dilma Rousseff

Certamente, ainda há muitas barreiras a serem rompidas. 

Mas com os resultados atuais já temos motivos para celebrar, porque elas já estão mudando o mundo dos negócios, confira alguns cases de sucesso.


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Luiza Helena Trajano

Mulheres empreendedoras

A princípio, uma das mulheres empreendedoras mais respeitadas no Brasil é a Luiza Helena Trajano. Ela esteve por 24 anos à frente do Magazine Luíza, considerada umas das maiores marcas de varejo do país. 

A varejista possui 113 lojas físicas, distribuídas por 819 cidades em 21 estados, sem mencionar o e-commerce. 

Segundo estimativas, só em 2019 as vendas do Magalu foram de 27,3 bilhões de reais. Além disso, a marca está no ranking das melhores empresas para se trabalhar há 22 anos consecutivos.

Atualmente, Luiza Trajano atua como presidente do Conselho de Administração do Magalu e é embaixadora da Endeavor.

Durante os seus 30 anos de trajetória ela recebeu centenas de reconhecimentos e premiações como mulher empreendedora, empresária e líder. Ela ficou em 1º lugar por dois anos consecutivos como líder de negócios com a melhor reputação no Brasil, de acordo com a Merco. Também se consolidou como a única executiva brasileira na lista global do WRC – World Retail Congress.

Sem dúvida essa mulher empreendedora é um grande exemplo de liderança e sucesso para todos nós. Porque é uma líder que assume responsabilidade em reduzir desigualdades para potencializar o crescimento do país. 

Camila Farani

Empreendedorismo feminino

Certamente mais uma das mulheres empreendedoras da nossa lista é a Camila Farani. 

Camila é um dos principais nomes do investimento-anjo no Brasil. Ela é formada como advogada, com MBA em Marketing e outras especializações em instituições de ensino renomadas como a Stanford University e MIT.

Também  possui especialização em Lideranças Femininas pela Fundação Dom Cabral e pelo Smith College Executive Education For Women. Com essa bagagem ela se tornou embaixadora da Rede Mulher Empreendedora.

O primeiro contato da Camila Farani com o empreendedorismo foi em 2001 e hoje ela é sócia-fundadora da G2 Capital, uma espécie de butique de investimentos em startups de tecnologia. Em 2013 a empreendedora recebeu o prêmio Barão de Mauá – Jovem Empresária, promovido pela Associação Comercial do Rio de Janeiro.

Além disso, ela co-fundou, em 2014, a MIA (Mulheres Investidoras Anjo), cujo objetivo é investir em startups lideradas por mulheres. Camila contribui para que outras mulheres empreendedoras ganhassem voz e conquistassem o seu espaço.

Ao mesmo tempo, Camila Farani é investidora no setor de alimentação, criou o Grupo Boxx de Coffee shops e fast-foods saudáveis, além de possuir marca própria de café em grão, o Farani Caffé.

Em 2016 a empreendedora recebeu o prêmio de melhor Investidora-Anjo no Startup Awards. E no mesmo ano, até 2018, ela foi presidente do Gávea Angels, um dos pioneiros no investimento-anjo do país.

Surpreendentemente, Camila Farani também ministrou aulas na pós-graduação da Fundação Getúlio Vargas, sendo requisitada por diversas empresas importantes como Google, Microsoft, Fundação Dom Cabral e Fiesp.

Bem, se alguém ainda tem dúvidas sobre a capacidade feminina e da sua competência para os negócios, essa mulher pode servir como exemplo vivo sobre o potencial de uma mulher no mundo corporativo.

Alcione Albanesi

Mulheres empreendedoras

Ainda outro exemplo inspirador para nós é o da Alcione Albanesi, que conseguiu derrubar tabus e transformar a FLC em uma das empresas mais fortes do mercado de lâmpadas no Brasil.

A empreendedora, aos 17 anos, abriu uma confecção de roupas com cerca de 80 funcionários. No entanto, durante uma viagem para os Estados Unidos, ela ficou intrigada com a diferença de preço das lâmpadas do mercado estadunidense e do mercado brasileiro.

Enquanto os consumidores estadunidenses  tinham acesso a produtos por menos de um dólar, os comerciantes brasileiros pagavam cerca de 3 dólares pela mesma lâmpada. 

E não só isso, essas lâmpadas não eram tão conhecidas no Brasil na época. Mas ela tinha convicção que elas iriam substituir as lâmpadas incandescentes no país inteiro. 

Então, percebendo a lacuna que havia neste mercado e a falta de concorrência, ela começou a elaborar um modelo de negócio que viria a ser a FLC.

Então, logo na primeira viagem Alcione comprou três contêineres, com cerca de 130 mil lâmpadas para vender no Brasil. E nos anos 1990, devido a um apagão, a FLC começou a aumentar significativamente o seu market share, porque ela era a única empresa que tinha lâmpadas econômicas. 

Desse modo, a FLC passou a concorrer diretamente com grandes empresas como a Philips. Assim, Alcione transformou a FLC em uma marca líder no seu respectivo segmento, e mais tarde investiu na sua primeira fábrica de leds no Brasil.

Certamente, essas mulheres empreendedoras quebraram preconceitos e provaram que têm competências tanto quanto um homem. E também contribuíram e contribuem com o desenvolvimento do Brasil, pois empregam centenas de milhares de pessoas e transformam vidas por onde passam.

E nós da RedFox apoiamos o empreendedorismo feminino, acreditamos na força das mulheres. Até porque a RedFox não existiria se não fosse uma mulher, Isabella Abreu, nossa CEO e fundadora da marca.

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