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Jogos terapêuticos

Jogos terapêuticos: hype ou realidade?

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O criador da Devolver Digital, Mike Wilson, estabeleceu parceria com o especialista em dispositivos médicos Ryan Douglas para lançar a DeepWell Digital Therapeutics. Esta empresa tem como foco desenvolver jogos digitais terapêuticos que auxiliarão no tratamento de alguns transtornos de saúde.

A aposta da DeepWell Digital Therapeutics neste modelo de negócio baseia-se em pesquisas que apontam que novas tecnologias envolvendo a gamificação podem ajudar em transtornos como a depressão e o TDAH.

De fato, a gamificação tem gerado discussões sobre o seu uso na medicina e se o futuro da área estaria nos jogos digitais, o que seria uma grande vantagem para quem sofre de algum transtorno mental, uma vez que estes jogos poderiam aumentar o acesso, levando o tratamento até a casa das pessoas, além de serem fáceis de usar. A Food and Drug Administration (FDA) já deu o primeiro passo, e em 2020 a agência aprovou o primeiro “jogo” prescrito, liberado para tratar crianças com TDAH.

Então a DeepWell quer surfar nessa onda, e desenvolver o seus próprios jogos que visam a saúde mental. A empresa já tem um jogo em desenvolvimento, cuja previsão de conclusão será em 2023.

Como foi dito anteriormente, a DeepWell irá ajudar criadores de jogos digitais a identificar outras formas de gamificação que possam beneficiar a saúde das pessoas. Mike possui uma vasta experiência em criação de jogos indie através da Devolver, que lançou sucessos como Hotline Miami, Inscription e Reigns.

Com essa expertise de Mike, a DeepWell analisaria partes dos jogos existentes ou em desenvolvimento para ver se haveria algum meio, onde o jogador pudesse fazer escolhas de maneira que poderiam sobrepor às técnicas usadas nas terapias cognitivo- comportamental, por exemplo.

Dessa forma, isso poderia ajudar a descobrir se haveria meios que fizessem sentido ao contexto do jogo, para pedir ao jogador para respirar de um certo modo ou pensar de uma certa maneira para ampliar o potencial terapêutico. 

No entanto, existe um desafio para esse movimento de jogos terapêuticos, que se trata da avaliação, pois as empresas ainda estão descobrindo a melhor maneira de verificar se os jogos funcionam de forma confiável como tratamentos. Os jogos nesse meio ainda são uma novidade, sendo assim, será preciso um trabalho minucioso de pesquisas antes que pacientes, médicos e outras partes interessadas sintam-se confiantes em usar jogos como suporte para tratamentos.

Certamente os jogos terapêuticos não precisam passar pelos mesmos testes que as drogas passam. As drogas precisam ter uma comprovação mais precisa de sua eficácia, da sua periculosidade e quais são os efeitos colaterais, algo que não acontece no caso dos jogos terapêuticos, embora possam viciar na mesma medida.

Os jogos poderão se tornar um aliado de terapeutas, psicólogos e outros profissionais da área clínica, podendo auxiliar em condições de saúde mental leves e moderadas. “Há certas coisas que apenas um profissional da saúde muito bem treinado pode fazer, mas há muitos lugares onde há lacunas que nós podemos ser úteis.” – Diz Ryan.

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