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Cidade inteligente

Como a Coreia do Sul está se transformando em uma cidade inteligente

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Cidade inteligente

Cerca de cinquenta famílias em Busan, na Coreia do Sul, toparam compartilhar dados pessoais de suas rotinas, desde hábitos de sono até a quantidade de lixo com o intuito de ajudar pesquisadores a fazer uma cidade do zero.

Entretanto não é qualquer cidade, o experimento tem como objetivo construir uma cidade inteligente. Uma das residentes do Eco Delta Smart Village, local onde estão situadas as famílias que estão participando do programa, chamada Song-Lee, diz que na sala de estar da família, há um espelho de três metros de altura e um tablet em uma parede próxima.

O espelho não é apenas para ajeitar o visual, ele é a peça mais importante do experimento. Assim, uma vez que a Srta. Lee ativa o espelho, ele se torna uma tela sensível ao toque, onde ela pode monitorar vários aspectos da sua saúde, desde a frequência cardíaca até o quão bem ela dormiu durante a noite.

O espelho também dá sugestões sobre alimentação, exercícios para o dia, informa sobre o tempo e sobre as notícias do dia. Já o tablet, mostra quais aparelhos estão funcionando, quanta energia a família está consumindo, informa se houver um pacote em sua caixa de correio e/ou se houver alimentos fora da validade na geladeira.

cidade inteligente
Song-Lee Lee verificando informações no espelho – Foto: Tim Franco – The New York Times

As 54 famílias moradoras da Vila Inteligente, que variam de unidades individuais a casas de três quartos, vivem sem aluguel (pagam apenas por eletricidade e água) e ficarão na Vila por três anos, com possibilidade de prorrogação por mais dois anos.  Tudo isso em troca dos dados coletados sobre eles! Esse projeto será acompanhado por desenvolvedores, fabricantes de eletrodomésticos, governo e especialistas em saúde

O Eco Delta Smart Village é a primeira fase de um desenvolvimento de três etapas, a família de Song-Lee Lee faz parte de um estudo bastante abrangente. Quando concluído, o desenvolvimento da Villa Inteligente totalizará 30.000 casas em 11,8 quilômetros quadrados, de áreas úmidas e costeiras, no delta do rio Nakdong.

Tudo isso custando em torno de 6,6 trilhões de wons sul-coreanos, cerca de R$ 25,7 bilhões ou US$ 5,6 bilhões. Segundo Lee Jae Min, vice-diretor do projeto cidade inteligente do ministério da terra, indústria e transporte: “Não será em breve, mas no futuro, planejamos ter um modelo padrão de cidade inteligente e exportar isso para o mundo.

Mas, porque uma cidade inteligente?

À primeira vista, o projeto Busan está em fase experimental, e busca avaliar não só como os cidadãos sul-coreanos podem viver melhor, mas também como o governo e o setor privado podem construir infraestruturas mais eficientes usando energia solar e hidrelétrica, bem como aparelhos mais econômicos em termos de energia.

Devido a Coreia do Sul ter que importar grande parte da sua energia, o projeto de cidades inteligentes se torna muito importante e urgente. Também há uma quantidade limitada de terra e muitas pessoas, o que aumenta a demanda por cidades mais inteligentes.” Afirma Donyun Kim, professor de design urbano e arquitetura na universidade de Sungkyunkwan, em Seul.

A grande visão para o desenvolvimento do projeto é sobre a sustentabilidade, pois embora a vila continue sendo parte da cidade de Busan, ela terá o seu próprio tratamento de esgoto, água e eletricidade por meio da energia solar e hidrelétrica.

Além disso, todos os espaços verdes da Vila Inteligente serão regados com água de esgoto reciclada, e a água potável virá do rio Nakdong e será filtrada usando a mais recente tecnologia.

Como resultado da energia hidrotérmica que vem das enormes quantidades de água subterrânea, combinada com os painéis solares nas casas gerará maior eficiência energética, mantendo os custos e o impacto ambiental no mínimo. Desse modo, drones poderão fazer entregas, e pequenos robôs poderão limpar e monitorar as ruas, aumentando a segurança dos civis.

No entanto, para construir esse tipo de cidade, é preciso estudar os comportamentos dos atuais moradores da vila inteligente. As suas rotinas e o uso que fazem da energia podem servir de insights para entender como as cidades inteligentes devem ser concebidas.

Assim, uma vez que esse experimento de três a cinco anos chegue ao fim, e a cidade se torne mais populosa, não estudaremos mais as informações, porém a tecnologia nessas casas será a mesma”, disse Min.

Vila inteligente
Eco Delta Smart Village – Foto: Tim Franco – The New York Times

Como os moradores se sentem na vila inteligente

“Todos os moradores tem um smartwatch sincronizado com o espelho e o sistema geral da casa”, explicou Kim-Do-Gyun, gerente geral da K-Water, uma filiada do ministério do Meio Ambiente que está auxiliando o desenvolvimento da Eco Delta Smart Village. E acrescenta: “O smartwatch monitora também o seu corpo e te avalia constantemente. É obrigatório que todos usem esse relógio durante os três anos!

A Srta. Lee, mencionada no início, relata que: “Às 7:00 da manhã a luz do quarto acende automaticamente, e um alto falante diz: ‘Oi, Song-Lee, bom dia. Por favor, estique seu corpo’, e algumas semanas atrás, queimamos algo na cozinha, e o sistema de filtro de ar removeu-o imediatamente. Assim que o sistema sentiu que algo estava errado ele teve autonomia para lidar com isso.

A mãe da Srta. Lee, Jeong Mi Sook, diz, bastante entusiasmada: “Estou aqui há dois meses, parece que estou morando em um hotel tendo férias com a minha família.

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Srta. Jeong Mi Sook preparando uma refeição – Foto: Tim Franco – The New York

As casas da cidade inteligente, possuem 15 produtos, dentre eles o filtro de ar que resolveu o incidente na casa de Lee e um AirDresser, um armário que pode secar roupas limpas, a vapor e higienizar. Todos eles podem ser controlados usando o aplicativo SmartThings.

A vila conta ainda com robôs de limpeza, serviço de descarte de lixo e tecnologia de reciclagem e a mais recente tecnologia para não só transformar as zonas úmidas, mas também para usar a água do rio Nakdong para a energia hidrelétrica, água potável e outros usos. Dessa maneira, a energia hidrelétrica irá energizar tudo, casas, postes de luz, sistemas de irrigação em áreas públicas, etc.

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Dispositivos eletrônicos – Foto: Tim Franco – The New York

Sem dúvida a construção da Eco Delta Smart City em Busan é uma das tentativas mais abrangentes e ambiciosas ao redor do mundo para criar cidades inteligentes. Há muitos esforços para construir ou reconstruir cidades e bairros, com base em dados e em uma abordagem holística para criar ambientes mais saudáveis e sustentáveis.

A Toyota está construindo a cidade Tecida no Japão para estudar novas tecnologias de IA, e os moradores dos bairros de Helsinque, Finlândia e Amsterdã  já foram estudados e tecnologias inteligentes foram adicionadas às casas.

E você o que pensa sobre isso? Compartilhe essa informação com outras pessoas, vamos aumentar essa roda de discussão para que juntos possamos construir um futuro melhor.

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