Conheça os usos e aplicações do big data na saúde

big data na saúde

O big data na saúde apresenta um grande impacto na precisão das tomadas de decisão dos centros médicos. Isso porque contribui no diagnóstico, na prevenção e no tratamento de doenças, além de viabilizar a redução de custos para o hospital.

O cruzamento de informações melhora, por exemplo, o acompanhamento e monitoramento do paciente. A razão disso é a oportunidade de oferecer serviços mais dinâmicos, ágeis e de qualidade partindo de insights na execução das atividades. Com isso, os resultados das instituições médicas são potencializados.

Para entender melhor o uso do big data na saúde, separamos uma lista com as principais aplicações e exemplos práticos no mercado. Confira a seguir!

Análise preditiva

O big data abre caminho para melhorar a precisão de ações dentro da área médica a partir de uma análise preditiva. O cruzamento de informações gera insights que direcionam várias previsões: custos, necessidade de equipamentos e medicamentos, prescrições clínicas, taxa de ocupação dos leitos etc.

Com dados para identificar as necessidades internas, os gestores conseguem definir as prioridades na instituição e no cuidado dos pacientes, realizando tomadas de decisão mais assertivas e eficazes.

Essa aplicação do big data na saúde já é vista no mercado, como no caso da Optum Labs. O centro de pesquisas americano aposta na solução para desenvolver uma medicina mais personalizada e analisar padrões nas informações demográficas.

Precisão de diagnósticos

O big data aumenta muito a precisão dos diagnósticos clínicos e laboratoriais. O cruzamento dos dados permite chegar a conclusões mais eficientes em relação ao estado do paciente, ainda nos estágios iniciais das doenças.

A partir das informações, o paciente recebe tratamentos mais eficazes, com maiores chances de cura. Um exemplo surpreendente é o serviço realizado pela chinesa Ping An Good Doctor. A empresa começou a implementar clínicas totalmente automatizadas – literalmente sem funcionários – que usa inteligência artificial para investigar sintomas e realizar diagnósticos em apenas 1 minuto.

Pesquisas e estudos médicos

Os dados capturados pelo big data ampliam a efetividade de pesquisas e análises sobre o comportamento de doenças no organismo. Eles ajudam a encontrar soluções para tratar pacientes, aumentando as chances de cura.

É o que tem acontecido com o câncer, já que vários projetos começaram a usar a tecnologia para analisar diferentes tipos do problema. A combinação de registros de pacientes com amostras de biópsias ajuda a analisar o comportamento das mutações em resposta aos tratamentos, revelando tendências para os melhores resultados.

Um exemplo interessante é o incentivo do National Cancer Instituite (NCI), nos Estados Unidos, para programas de aceleramento das pesquisas que usam a tecnologia.

Pesquisas de satisfação

A avaliação do atendimento é muito importante para clínicas, laboratórios e hospitais entenderem a percepção dos pacientes sobre os serviços prestados. A partir das respostas inseridas em formulários de pesquisas, o big data pode cruzar os dados para identificar formas de melhorias no sistema.

Dessa maneira, é possível identificar as estratégias mais eficazes para suprir a demanda e, novamente, entender as melhores tomadas de decisão para aperfeiçoar a gestão.

Redução de custos

O cruzamento de dados impacta diretamente na redução de custos em qualquer processo, tomando como base a análise preditiva. Ao entender os gargalos e problemas que interferem nas finanças da instituição, é possível tomar medidas para economizar ou fazer melhores investimentos.

Um case aqui na RedFox é o Simulador Comercial, produto que desenvolvemos para o Grupo Dasa para aperfeiçoamento de contratos. O big data aparece no uso de algoritmos inteligentes que ajudam a corrigir erros aplicados nas negociações e reduzir glosas.

Essas são algumas das aplicações mais comuns do big data na saúde, mas essa tecnologia pode fazer muito mais, como parte de um contexto maior da inteligência artificial. Confira também o poder da IA na elaboração dos diagnósticos.

A transformação digital da Saúde no Brasil

transformação digital na saúde

A CEO da RedFox Soluções Digitais, Isabela Abreu, define a transformação digital como uma forma de “olhar a organização como um todo, revisitar os processos e, ao mesmo tempo, aplicar a tecnologia nesses processos. Não necessariamente só colocar a tecnologia nos processos atuais, mas repensar a forma como ela é hoje e pensar de uma forma completamente diferente para transformar aquilo de maneira digital, muitas vezes inclusive mudando a cultura”.

Na medicina, esse contexto se encaixa perfeitamente com as necessidades das organizações, visto que muito se fala em automatizar os processos administrativos e as ferramentas utilizadas pelos médicos.

Mas quais são os desafios da transformação digital na saúde no nosso país? Como esse processo deve ser feito e o que já está em andamento? Confira a seguir!

Planilha para gestão de escalas

 Os desafios da transformação digital na saúde no Brasil

Um dos principais desafios da transformação digital na saúde é atrair mais atenção para o assunto. As necessidades do mercado estão cada vez mais visíveis e há muito espaço para o setor crescer, mas ainda existem barreiras, como as questões regulatórias.

“O ambiente regulatório da saúde é muito forte, então qualquer mudança que seja feita precisa de uma série de aprovações. Em Saúde, a gente fala de vidas, de pessoas”, explica a CEO da RedFox. Ela acredita que as discussões para implantar mudanças na medicina são muito importantes nesse sentido e deve-se tomar cuidado para não por a vida dos pacientes em risco.

Outra questão importante é a busca por mais eficiência operacional, gerando oportunidades para aumentar receitas, melhorar o engajamento de pacientes e aumentar a produtividade da equipe. O desenvolvimento de soluções digitais para evoluir esses pontos é parte fundamental do processo de transformação digital.

Isabela aponta que esse desenvolvimento deve ser bem planejado. “Não adianta pegar um processo e aplicar a tecnologia. Isso pode aumentar o problema que tem hoje. A ideia é olhar o procedimento e ver como fazer, parar e pensar como eu posso fazer esse processo de maneira diferente que aumente a produtividade, gere ganho efetivo para a organização. Ao aplicar tecnologia, você ganha agilidade, consegue automatizar processos”.

Como aplicar a transformação digital na saúde

Como a transformação digital na saúde é um processo que exige cautela, uma empresa precisa analisar as suas reais necessidades antes de simplesmente implantar novas tecnologias. Isso exige que haja uma personalização das soluções, já que cada instituição tem contextos, públicos e realidades diferentes.

Por trabalhar com soluções digitais, Isabela tem uma visão bem clara sobre como esse caminho deve ser trilhado. Na RedfFox, muitos clientes vêm da área da saúde e a implementação das ferramentas é desenvolvida de forma planejada.

“Em nenhuma empresa, cabe a mesma solução para outras. É claro que depende do nível de maturidade entre elas e a infraestrutura conta bastante, porque, quando a gente fala de mudança e transformação digital, a gente fala não só de pessoas e culturas, mas também de processos. Os processos precisam ser mais ágeis e a empresa precisa estar preparada em questão de tecnologia, principalmente, pra pensar diferente”, ela explica.

Enquanto existem soluções que se encaixam em várias instituições simultaneamente, é preciso analisar a viabilidade para cada caso, entendendo os processos individuais de uma empresa. Se necessário, soluções prontas podem ser contratadas de forma personalizada. A equipe de desenvolvimento é capaz de moldar um produto já pronto para adaptá-lo aos negócios do cliente.

Novos caminhos da medicina no Brasil

Ainda há muitos profissionais e instituições que estão fechados para a transformação digital, mas esse processo não pode ser evitado por muito tempo. Com tantas inovações e soluções em desenvolvimento no mercado, a medicina tradicional vai precisar se mexer e evoluir.

O Brasil já começa a receber atualizações de acordo com as novidades no exterior e, mais do que isso, já está inserido na produção de tecnologia. A FIAP, por exemplo, tem vários projetos em andamento, incentivando os próprios alunos a inovar e desenvolver tecnologias que são apresentadas anualmente no festival NEXT.

Algumas soluções disponíveis no mercado já permitem realizar agendamentos digitais e exames por dispositivos wearable. A teleconsulta é outra inovação que tem muito potencial, permitindo o acompanhamento à distância por meio dos dispositivos inteligentes.

Quer mais insights sobre a transformação digital na saúde? Confira a entrevista completa com Isabela Abreu a seguir!