O futuro do MVP é o MAP – Minimum Awesome Product

Pode começar a se despedir do MVP (Minimum Viable Product)! A partir da Metodologia Ágil, ele serviu por muito tempo ao propósito de acelerar a entrega de resultados no setor de desenvolvimento, mas outro formato deve tomar esse lugar a partir de agora. A bola da vez é o MAP – ou Minimum Awesome Product.

Nunca trabalhou com o MVP e não sabe do que estamos falando? Então vamos contextualizar! O Produto Mínimo Viável é a entrega com os requisitos mínimos para o produto funcionar, de forma que possa ser lançado no mercado. Serve como uma amostra, um piloto do projeto para gerar feedback, captar métricas e guiar os próximos passos para o aperfeiçoamento sem que os esforços se percam.

Basicamente, trata-se de um projeto em escalas que pode ser aprimorado enquanto já está no mercado. Você entrega uma base para resolver o problema do cliente enquanto desenvolve o projeto completo.

Porém, ele já não é mais tão importante. Afinal, o MAP acaba de entrar em cena, não é mesmo?

Mas o que é o Minimum Awesome Product?

Vamos entender uma coisa: os clientes conseguem utilizar o MVP tranquilamente enquanto o produto final não é apresentado, mas isso não significa exatamente que eles estejam satisfeitos com a qualidade de entrega. Enquanto o MVP tem uma forma bruta, várias empresas resolveram aprimorar a ideia da primeira entrega.

É assim que surge o MAP, o Minimum Awesome Product – a palavra Awesome realmente traz a noção de incrível. Sabe por que? Porque o resultado inicial já precisa estar em um estágio de formulação minimamente interessante e agradável, seja esteticamente como funcionalmente.

Isso quer dizer que o produto deve ser bom, bonito e barato. A qualidade implica na funcionalidade, a estética ajuda a conquistar o público e o preço é importante para testar a absorção do mercado sem o risco de perder altos investimentos.

A evolução da demanda

O que justifica essa evolução do MVP para o MAP é a nova clientela. O consumidor já não aceita como antes adquirir um produto com qualidade reduzida e determinadas funcionalidades passaram a ser fundamentais.

Um exemplo: um aplicativo precisa ter compatibilidade com as redes sociais ou não está apto para o mercado. Isso porque esse recurso passou a ser considerado básico e um produto incompatível passa a impressão de má qualidade.

Outra questão diz respeito à concorrência. Não espere que o consumidor tenha interesse em um produto inferior à qualidade do mercado. O normal é que ele opte pela união de preço e qualidade – e é por isso que o Minimum Awesome Product ganha tanta relevância.

Vale ressaltar que a aparência também impacta bastante no consumidor final. Ele não quer um produto com visual amador; o design precisa ser agradável visual e funcionalmente. Estar fora das exigências da demanda significa fracasso nos testes de mercado, o que dificulta a evolução para uma versão final.

Diante desse contexto, você ainda vai continuar com o MVP ou vai migrar para o MAP? Diga nos comentários se o seu produto ainda está compatível com a versão mais crua da primeira versão!