Inovação Disruptiva, Radical e Incremental: você sabe a diferença?

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Você já deve saber que, para se manter relevante no mercado hoje, a cultura de inovação deve ser o seu grande norte. Mas você sabia que há diferentes formas de inovação, como inovação disruptiva, inovação radical e inovação incremental?

Entender em qual o melhor momento para investir em cada uma dessas iniciativas pode ser a melhor estratégia para melhorar os resultados da sua empresa e dar mais um passo rumo à Transformação Digital do seu negócio. Quer saber o que é cada tipo de inovação e como aplicá-las? Então confira neste texto!

Inovação Incremental

Inovação incremental, é aquela que acontece quando adicionamos novas funcionalidades a produtos já existentes, ou criamos soluções complementares para atender às demandas do mesmo mercado no qual já atuamos.

Em inglês, o termo utilizado para descrevê-la é sustainable innovation, ou seja, representa um tipo de inovação sustentável, que garante a permanência e a competitividade da empresa no mercado por meio de melhorias.

A inovação incremental costuma ser a forma de inovação com menos custos e riscos para a empresa.

Inovação Radical

A inovação radical acontece quando saímos um pouco mais da caixa.

Fazer inovação radical é olhar para aquele mar vermelho, o mercado saturado em que você atua, ou pretende atuar, virar o rosto e olhar para um outro lado, procurando pelos oceanos azuis, que são aqueles mercados que ainda não estão monopolizados por grandes empresas, os tubarões que engolem novas iniciativas.

A Estratégia do Oceano Azul foi criada por W. Chan Kim e Renée Mauborgne e descrita em detalhes no livro de mesmo nome, em 2005. Apesar dos quase 15 anos de sua publicação, a estratégia ainda é muito referenciada nos dias de hoje, porque possibilita um olhar diferenciado para inovação e negócios. Você pode conferir a autora explicando o conceito neste vídeo.

Seu principal ensinamento é que, para conquistar vantagem competitiva de verdade, uma empresa precisa, em vez de competir com seus concorrentes, torná-los irrelevantes. Como? Inovando, encontrando oportunidades em mercados pouco explorados ou não explorados e, finalmente, fazendo a disrupção.

Inovação Disruptiva

Na inovação disruptiva, também nos recusamos a navegar em mares vermelhos. Porém, ela vai mais além: empresas disruptivas criam seu próprio oceano azul para navegar, ou seja, criam novos mercados, para demandas que, muitas vezes, as pessoas sequer percebiam que tinham.

Na inovação disruptiva são criados novos mercados e produtos com soluções que permitem que os clientes experimentem situações ou produtos que não existiam antes. Ainda mais importante: oferecem soluções que são eficientes, convenientes e financeiramente mais acessíveis e que oferecem uma proposta de valor concreta para seus consumidores.

As maiores críticas em relação à metodologia do Oceano Azul giram em torno de seu ideal quase utópico. De fato, é difícil ser disruptivo e poucas empresas conseguem realmente encontrar Oceanos Azuis. Ainda assim, a estratégia permanece relevante porque incentiva uma cultura de inovação continua e permite que as pessoas continuem procurando seus oceanos azuis.

Inovação Disruptiva, Radical e Incremental: você sabe a diferença?

Qual a melhor forma de inovar na minha empresa?

É claro que todo mundo quer ser disruptivo e descobrir um novo oceano. Mas veja bem: empresas com cultura de inovação de verdade estão sempre agindo – ou buscando agir – em todas as frentes, seja em inovação incremental, radical ou disruptiva.

Por exemplo, incentivam que os colaboradores pensem e executem constantemente a inovação incremental, enquanto seus gestores se dedicam a buscar por novas oportunidades e modelos de negócios e encontrar oportunidades nas dores das pessoas.

Ou ainda, incentivam que os colaboradores também procurem por novas oportunidades de negócios através, por exemplo, de incubadoras internas para criar startups corporativas internas.

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Se você está em dúvida sobre por qual forma de inovação você deve começar, já adianto: não há uma única receita a seguir.

O que você quer para o seu negócio? Apenas sua sobrevivência, pelo menos até que uma startup com uma inovação disruptiva destrua o seu mercado, ou quer criar asas para viver como quiser e passar a ditar as regras do jogo?

Inove, ou fique para trás

Um grande problema pelo qual as empresas que não olham para inovação passam é a falta de visão a longo prazo. Imagine o seguinte cenário:

Uma nova empresa surge, com uma solução que tem certo potencial para atingir seus clientes, mas que, no momento, é pouco mais do que um MVP, com poucas funcionalidades e só consegue atingir consumidores menos exigentes, ou aqueles early adopters, dispostos a correr riscos por alguma feature interessante. Não é um problema para você. 

Sua empresa não se alarma muito. Talvez pense por alguns momentos em implementar uma solução parecida, mas decide que não vale a pena investir em algo que parece pouco escalável e apenas uma moda passageira.

No entanto, a tartup logo começa a ter novas ideias e incrementar as funcionalidades do produto rapidamente. Através de relação próxima com os clientes, conseguem se conectar e absorver suas dores e desejos com agilidade e transformá-las em oportunidades de negócios, implementando soluções com eficiência. Em pouco tempo, o produto começa a parecer atrativo até mesmo para os consumidores mais exigentes, até, finalmente, alcançar os clientes da sua empresa. 

Nesse momento, já é tarde e caro demais aprimorar o seu produto e você se vê enxugando gelo e tendo que se virar para correr atrás do prejuízo.

Apesar de ser apenas um exemplo, essa poderia ser a história dos taxistas quando a Uber começou a crescer, dos bancos tradicionais quando a Nubank nasceu, ou de tantas outras indústrias que tiveram seus mercados disruptados por soluções inovadoras.

Inovação no passado e no futuro

Veja bem, se formos pensar em exemplos históricos de situações como essa que eu acabei de narrar, como o clássico Netflix vs Blockbuster, você logo entenderá que, muitas vezes, a mudança acontece tão rapidamente que simplesmente não há tempo de correr atrás do prejuízo. De uma hora para outra, o mercado em que você atua pode simplesmente deixar de existir, levando a sua empresa com ele!

Um exemplo bastante atual que vale a pena trazer também é o da impressora 3D. Hoje os modelos domésticos dessas impressoras não permitem assim tantos usos, mas tente imaginar o que será possível fazer com elas em apenas alguns anos. Você poderá imprimir o seu jantar, por exemplo. Ou produtos como roupas, acessórios e presentes tardios.

Como a indústria, da forma como a conhecemos hoje, ficará nesse cenário? Uma aposta é que, neste caso, o foco seja na venda do design do produto e não mais na peça pronta.  

Viu como tudo pode mudar em um instante? Por isso, criatividade e flexibilidade são habilidades que todos temos que começar a desenvolver. Se pararmos para pensar fora da caixa, muitas boas ideias podem nascer! Vamos por a mão na massa?

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