HIS 2019: Como incentivar um estilo de vida com mais qualidade nas empresas?

A saúde dos colaboradores traz vários desafios para o fluxo de atividades nas empresas. Entre eles, gestores os gestores precisam acompanhar a eficácia dos planos de saúde e campanhas de incentivo para a adoção de bons hábitos. Mas como a tecnologia pode ajudar?

Esses foram alguns pontos abordados na palestra “O impacto da tecnologia na saúde populacional”, que reuniu representantes de diferentes setores para compartilhar ideias e experiências sobre o assunto.

Estiveram presentes Ricardo Ramos, presidente da ASAP; Alexandre Toscano, gerente Latam de Saúde Corporativa da Pirelli; Nathalia Nunes, editora-chefe da Informa Markets; Aline Telles de Mello, coordenadora de Programas de Saúde do Banco Santander; e Leonardo Carvalho, médico do Hospital Israelita Albert Einstein

Separamos alguns insights sobre esse encontro que teve como palco o HIS 2019. Confira a seguir!

Organizar é preciso!

Antes de buscar tecnologias para melhorar a qualidade da saúde nas empresas, é preciso organizar o sistema. É isso que aponta o médico Leonardo, que enxerga diferenças gritantes entre o modelo brasileiro e o sistema de saúde em Singapura, onde teve experiências profissionais.

 Para Alexandre, o problema está na mentalidade das pessoas. Ele enxerga o sistema ocupacional do nosso país como fantástico, mas que não funciona porque as pessoas insistem nos maus hábitos, deixando de praticar atividades físicas e sem adotar uma alimentação adequada.

Enquanto há doenças que estão relacionadas à genética, Aline pontuou que o que se pode fazer é justamente atacar no estilo de vida. Em seu trabalho, ela procura fomentar programas que mostrem a importância de mudar os hábitos, com foco na atenção primária da saúde dos colaboradores. 

Uma das estratégias que ajudam a organizar o atendimento nas instituições é dar visibilidade para a o trabalho do médico de família, mostrando que o pronto-socorro nem sempre é a melhor opção. Com projetos como esse, a taxa de engajamento à atenção primária cresceu em 25% dentro do Santander.

Ricardo entende que a saturação nos hospitais afeta inclusive a forma de atendimento pelos planos de saúde. “Costuma-se tratar o beneficiário como doente, que precisa se adaptar ao ambiente. Ele precisa ser tratado como consumidor para agregar valor à experiência”.

Aplicativos ajudam no cuidado da saúde

Embora a tecnologia em si tenha tido pouco destaque no debate, Aline levantou um ponto importante para a mudança de hábitos no estilo de vida: os aplicativos voltados para a saúde. No entanto, ela desacredita no impacto dessas soluções. Para ela, falta maturidade para as pessoas se empenharem no uso continuado, resumindo-se a cerca de seis meses apenas.

Já a experiência de Nathalia se mostrou positiva. O incentivo do uso de dispositivos como o Apple Watch teve um índice de 30% de engajamento entre os funcionários da empresa. Os devices ajudam trouxeram resultado na evolução dos hábitos de 40% dos colaboradores que passaram a usar os devices.

Com dois contextos diferentes, você acredita que os devices inteligentes realmente conseguem mudar os hábitos de saúde das pessoas? Deixe a sua opinião nos comentários e confira também os outros conteúdos que publicamos sobre o HIS 2019 aqui no blog!

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *