Gestão ágil: como resolver problemas complexos com Design Thinking

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Resolver problemas complexos com design thinking pode ser uma boa alternativa para o seu negócio. Isso porque a metodologia combina o olhar estratégico, humanizado e focado no usuário dos designers, à visão de negócios e gestão.

Em momentos de crise, a geração de oportunidades para superar as dificuldades com eficiência deve ser uma prioridade nas organizações. Mas quando os métodos tradicionais falham no enfrentamento dos desafios, é preciso ter agilidade para encontrar alternativas verdadeiramente eficazes para ajudar.

Neste contexto de incertezas, o mais seguro é optar por alternativas já consolidadas. É ai que entra o design thinking, uma metodologia focada na resolução de problemas complexos nas empresas de forma ágil, prática e extremamente eficaz.

Quer saber como você pode resolver problemas reais na sua empresa com Design Thinking? Então leia este texto e descubra!

O que é Design Thinking

O design thinking é uma metodologia de planejamento e execução de tarefas, focada na resolução ágil de problemas complexos. Como o nome sugere, é baseado na maneira crítica, criativa e orientada ao usuário com a qual os profissionais de design trabalham.

Ele combina o olhar técnico e centrado no humano à visão de negócios e tem na tecnologia um importante aliado. O processo do design thinking pode ser aplicado aos mais diversos cenários e contextos e pode trazer resultados positivos para empresas de diversos setores.

É uma forma simples, empática, humana, visual e holística de resolver problemas complexos, começando por um esforço coletivo para entender a demanda e dores dos usuários. Dessa forma, você será capaz de se perguntar as perguntas certas e criar protótipos de soluções rapidamente.

As etapas do processo de Design Thinking

O processo de Design Thinking se divide em 5 etapas fundamentais. São elas: 

  • Empatizar: implica em um conhecimento profundo sobre o desafio, exigindo olhar de perto para as dores, os desejos e as expectativas dos pacientes, procurando entendê-las e empatizar com elas;
  • Definir: é o momento de olhar para os problemas levantados e articulá-los, definindo claramente o que você quer resolver;
  • Idear: hora de juntar a equipe e fazer um brainstorming de ideias criativas para solucionar o desafio. Quanto mais ideias (e mais ousadas!), melhor. Depois, elas poderão ser lapidadas e reorganizadas;
  • Prototipar: esse é o momento de entender como viabilizar as soluções pensadas. Considere a receita que a proposta de valor pode gerar, quais os investimentos e tarefas necessárias para a viabilização dos projetos. Crie um (ou vários) protótipos para testar as soluções completas, ou parte delas;
  • Testar: o processo não acaba quando a entrega da solução fica pronta. O ideal é investir em ciclos de inovações e novos testes, para continuar melhorando sempre.

Como resolver problemas com Design Thinking

Um dos grandes diferenciais do Design Thinking é que ele propõe a colaboração para a resolução de problemas complexos. Mas não aquele tipo de colaboração em que profissionais de uma mesma área -designers, por exemplo- se reúnem para falar a mesma língua e ter ideias parecidas. Para ter os melhores resultados com a metodologia, o ideal é poder contar com equipes interdisciplinares, e profissionais T (aqueles com perfis híbridos).

Assim, a interdisciplinariedade e diversidade nas equipes são fundamentais para o processo criativo, porque fomentam um ambiente adequado à inovação.

Em segundo lugar, o design thinking ajuda a resolver problemas complexos porque procura equilibrar a viabilidade de mercado ao alcance possível pela tecnologia disponível e aos desejos e demandas dos usuários. Isso faz com que as soluções criadas a partir desta estratégia sejam não só altamente eficazes e centradas na dor dos clientes, como também financeira e tecnologicamente viáveis e sustentáveis.

E então, já percebeu como o design thinking pode ser uma ótima metodologia para criar soluções inovadoras? Agora confira 2 cases de empresas que utilizaram a abordagem para resolver seus desafios de negócio na prática!

Como o design thinking resolveu problemas na Airbnb

Você pode nunca ter usado os serviços da Airbnb, mas certamente sabe o que a empresa faz. No entanto, o que nem todo mundo sabe é que a famosa unicórnio quase fechou suas portas.

Em 2009, seus 3 jovens fundadores enfrentavam momentos difíceis, com a receita semanal da companhia chegando a apenas 200 dólares. As dívidas acumulavam e não havia atrativos para apresentar aos investidores. Mas tudo mudou quando, em uma reunião com Paul Graham, co-fundador da aceleradora Y Combinator, os jovens notaram um fator em comum em sua lista de quartos para locação em Nova York: a baixa qualidade das fotos.

As imagens, tiradas a partir de câmeras de celulares, não geravam uma boa impressão. Graham então fez uma sugestão ousada: “vão para Nova York, passem algum tempo com seus clientes e substituam as fotos amadoras por fotos de qualidade profissional”. O resultado? Logo na semana seguinte às mudanças, as receitas da empresa dobraram.

Você pode argumentar que US$ 400,00 de receita não é muita coisa. Mas foi o primeiro avanço, que colocou a Airbnb no caminho certo para crescer.

Ainda hoje, se colocar no lugar do cliente é uma premissa essencial para qualquer colaborador da organização. Para reforçar esse valor, a empresa costumava financiar uma viagem para todo novo colaborador, em sua primeira ou segunda semana de trabalho, para que fosse realizada uma pesquisa de campo, com sugestões de melhoria. Também, no primeiro dia do onboarding, o novo colaborador deveria criar novas features para os produtos da Airbnb.

A Airbnb acertou em manter o design thinking e a inovação no core da cultura da empresa, incorporando-as às rotinas da organização, para resolver seus problemas. Você pode conferir o case completo neste link (em inglês).

Como o design thinking resolveu problemas na Airbnb
Reprodução (Airbnb, LinkedIn)

Como o design thinking resolveu problemas no Setor de emergência do Hospital de Stanford

Em 2016, um exercício realizado por 14 pessoas, entre médicos, enfermeiras e técnicos do setor de emergência de Stanford, como parte de um curso de dois dias de design thinking trouxe mudanças significativas para a administração do hospital. O curso foi ministrado pelo instituto de design de Stanford, com o objetivo de encontrar, na prática, formas de melhorar a oferta do cuidado para os pacientes.

Durante o primeiro dia, os profissionais fizeram desde entrevistas aos pacientes à simulações. Assim, ao se colocarem na pele dos pacientes, puderam exercitar a empatia e descobrir dores que eles sequer sabiam que existiam.

No segundo dia, os resultados foram apresentados e discutidos e as propostas para solucionar as dificuldades foram levadas à administração do hospital. Uma questão que o grupo encontrou foi, por exemplo, a ânsia dos pacientes por uma comunicação mais eficiente e transparente durante o período de atendimento.

Com efeito, após o experimento, o design thinking passou a fazer parte do dia a dia dos profissionais e gestores do hospital e serviu, inclusive, de base para o planejamento do novo Hospital de Stanford, que foi inaugurado em 2018. Além disso, o design thinking foi utilizado também para redesenhar duas unidades de enfermagem do antigo hospital, para atender apenas aos pacientes com câncer.

Confira aqui o case completo (em inglês).

Como o design thinking resolveu problemas no  Setor de emergência do Hospital de Stanford
Reprodução (Stanford Health care)

Quer saber mais sobre como resolver problemas complexos com Design Thinking° Então assista agora a este case em vídeo sobre o uso de Design Thinking na Kaiser Permanente, um dos maiores players de saúde dos EUA!

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