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Fail fast fail often saiba como vencer com a historia de 3 startups que deram errado

Fail fast, fail often: saiba como vencer com a história de 3 startups que deram errado!

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Leitura: 8 Minutos

Fail fast, fail often, fail foward. O lema de empresas inovadoras do Vale do Silício não poderia ser mais adequado. Conheça a história de 3 startups que deram errado e aprenda como evitar os mesmos erros!

A inovação é o único caminho a seguir para as empresas do futuro. Mas nenhuma invenção é realmente inovadora se não houverem riscos envolvidos, e tudo bem! Correr riscos e errar faz parte da cultura de inovação. Além de aprender com erros na sua própria jornada, é possível retirar insights importantes das histórias de outros empreendedores.

Por isso, nesse texto você poderá conferir 3 cases de startups corporativas internas que deram errado e aprender com seus erros e acertos!

Google Glass

O Google Glass foi um produto lançado pelo laboratório X da Google. O projeto vinha sendo desenvolvido em segredo desde meados de 2006 e foi finalmente anunciado em 2012. Com proposta inovadora, o óculos inteligente deixou entusiastas da tecnologia curiosos sobre o potencial do equipamento.

conheça 3 startups que deram errado: Google Glass, Laboratório X da Google.
Reprodução (Revista Exame/Flickr/thomashawk)

Onde a startup errou

O óculos de realidade aumentada passou a ser vendido em 2014 para o publico geral, mas foi descontinuado em 2015.

As primeiras impressões acerca do Google Glass foram bastante variadas. Alguns reclamaram da inconveniência do design do produto, que dificultava o uso por pessoas que usavam óculos, por exemplo, outros, das falhas de performance.

Outra questão era o preço, que tornava o aparelho bastante inacessível: o Google Glass chegou ao mercado custando US$ 1.500,00 dólares.

Mas certamente, as maiores críticas em relação ao produto foram em relação à privacidade. As críticas se deram porque a câmera acoplada permitia que o usuário tirasse fotos e gravasse vídeos de forma razoavelmente discreta. Isso causou preocupação em muitas pessoas a respeito de sua privacidade. O Google Glass acabou sendo descontinuado em 2015, em virtude de tantas reclamações.

Em 2019, a Google anunciou o lançamento de uma nova versão do Google Glass, voltada para o mercado corporativo. O aparelho deixou a divisão X da Alphabet para fazer parte da linha de produtos da Google. Os preços começavam a partir de US$ 999,00.

Com um novo design, user-friendly e com o foco nas vendas B2B, a aposta da empresa é de obter melhores resultados com a nova versão. Será?

Theranos

Outra empresa na linha de startups promissoras que deram errado foi a Theranos.

Com a proposta de conseguir realizar mais de 200 exames laboratoriais com poucas gotas de sangue, a Theranos foi, durante muito anos, uma grande aposta para a área da saúde no Vale do Silício. A startup unicórnio chegou a ser avaliada em US$ 9 bilhões em 2014 e recebeu, ao longo dos anos, mais de US$ 700 milhões em fundos de investimentos.

Foi fundada em 2003 por Elizabeth Holmes, uma jovem de 19 anos que abandonou sua graduação em Engenharia Química em Stanford para criar a empresa e, ao longo de mais de uma década, dedicou-se ao desenvolvimento do Edison, a ferramenta revolucionária de análise da Theranos.

Em seu momento de auge, Holmes não só foi comparada à Steve Jobs, como também participou de entrevistas e palestras, apresentou um TED e foi capa das revistas Forbes, Fortune e Bloomberg Businessweek.

conheça 3 startups que deram errado: Theranos, fundada por Elizabeth Holmes.
Reprodução (Medium)

Onde a startup errou

Apesar das grandes promessas, os segredos que cercavam a tecnologia da empresa logo começaram a chamar a atenção da imprensa e de órgãos reguladores. Assim, em outubro de 2015, o Wallstreet Journal publicou uma investigação sobre as inconsistências na empresa. Na época, o jornalista descobriu, através do depoimento de um colaborador da Theranos, que a máquina Edison só era capaz de realizar testagem para 15 tipos de exames.

Outras inconsistências diziam respeito ao uso de equipamentos de outras empresas para a realização das testagens -em vez de tecnologia proprietária, como era anunciado- e, ainda mais grave para uma organização que afirmava já ter realizado mais de 3,5 milhões de exames, fraude nos resultados apresentados.

O escândalo, por fim, culminou

  • no fechamento da empresa em 2018,
  • em acusações de fraude massiva cometida pela fundadora e pelo ex-CEO da companhia,
  • um processo federal -que ainda segue em aberto- e
  • uma série de processos de clientes que se sentiram lesados pela companhia.

O cientista-chefe da Theranos, um dos primeiros profissionais contratados pela empresa, chegou a alertar a empreendedora sobre as inconsistências no aparelho, que ainda não permitia a entrega dos resultados prometidos.

Talvez a proposta inicial da empresa fosse mesmo de revolucionar o mercado de saúde e melhorar o cuidado com pacientes. No entanto, em algum momento isso parece ter se perdido e a Theranos errou em não ser ética e transparente com seus acionistas e clientes e em apressar a entrada no mercado de uma tecnologia que ainda não estava pronta para isso.

Raden: malas inteligentes

Por fim, a terceira empresa na lista das startups que deram errado é a Raden. A startup foi fundada em 2015, por Josh Udashkin. Sendo ele mesmo um executivo que vivia em viagens à trabalho e buscava por mais praticidade nesses momentos, juntou cerca de US$ 500.000,00 entre economias pessoais e investimentos de parentes e amigos para lançar o seu produto.

Logo nos primeiros meses, a mala inteligente da Raden despertou a atenção dos consumidores, chegando a ser classificada na lista de presentes favoritos para o Natal da Oprah como “a mala mais inteligente que já existiu”. No Natal, pouco depois de seu lançamento, a Raden já havia vendido todo o seu estoque de 19.000 malas e possuía uma fila de espera de 7.000 pessoas.

O produto em si era uma mala de policarbonato com 4 rodas giratórias e um puxador que funcionava como uma balança para medir o peso da bagagem. Além disso, possuía uma bateria de lítio para recarregar acessórios e contava com GPS e 3G que permitiam seu rastreamento através de um aplicativo. Os preços variavam de US$ 295,00 à US$ 395,00.

Reprodução (Raden/Instagram)

Onde a startup errou

Nos primeiros meses de lançamento, quando o produto ainda estava em alta em função da recomendação da Oprah, o então presidente negou-se a procurar por investimentos de grandes fundos, contando apenas com o lucro das vendas dos produtos. Pouco tempo depois, a empresa já enfrentava momentos difíceis e havia períodos nos quais o caixa chegava a ficar zerado.

A falta de visão também cegou Udashkin, impedindo-o de perceber os riscos que corria com o crescimento da Away, outra empresa de malas inteligentes que nasceu por volta da mesma época. Diferentemente da Raden, a Away soube buscar e aproveitar os investimentos para fazer a marca crescer, tornando-a uma empresa focada em estilo de vida -e não em venda de malas-, através da criação de uma revista e podcast.

Enquanto a Away crescia e investia em anúncios e fidelização dos clientes, a Raden pouco utilizava estratégias de publicidade e propaganda e apenas vendia malas, mas não sabia reter clientes.

O tiro final veio por conta de regulamentações governamentais. Em dezembro de 2017, a Federal Aviation Administration anunciou a proibição do embarque com malas inteligentes que não tivessem baterias removíveis, porque as baterias de lítio estavam causando incêndios nos vôos.

No momento da proibição, a empresa não tinha mais verbas, quer para investir em publicidade, quer para investir no desenvolvimento de uma nova versão para o seu produto. A bateria das malas era removível, mas isso exigia que o passageiro abrisse a mala no aeroporto, tornando-a pouco conveniente.

Enquanto isso, a Away conseguiu se adaptar rapidamente, gerando conteúdo educativo para mostrar aos seus consumidores como remover com facilidade a bateria de suas malas e possibilitando que os modelos antigos fossem substituídos pelo novo de forma gratuita. A Raden fechou as portas em março de 2018, pouco menos de 4 anos após sua fundação.

Conclusão

Startups com grandes ideias nascem e dão errado todos os dias. No entanto, para obter verdadeiro sucesso e transformar uma boa ideia em um produto realmente inovador, é preciso ir além das boas ideias. É necessário saber executar uma estratégia com planejamento, propósito e visão.

Soluções inovadoras precisam ser acessíveis, convenientes e confiáveis. Quando algum destes três fatores falha, seja por falta de visão, de antecipação da reação dos consumidores, ou qualquer outro motivo, as coisas podem começar a dar errado.

Não queremos, com isso, desencorajá-lo a tentar e -por que não- errar se necessário. Pelo contrário, ideias inovadoras dificilmente são aplicáveis sem que haja riscos, mas é preciso estar atento e saber quando avançar, recuar, ou até mesmo reinventar. Afinal, um olhar estratégico pode te ajudar a evitar que a situação chegue a um ponto irreparável.

Por isso, não desanime se der errado: erre rápido, com frequência e siga em frente!

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