Habilidade não é tudo: como encontrar e contratar seus devs (desenvolvedores)

contratar devs

Depois que imergi no universo da tecnologia há alguns anos, tive a oportunidade — ou posso dizer desafio — de fazer o hunting e contratar muitos (dezenas) profissionais de TI. Algumas pessoas me perguntam sobre o perfil ideal de um profissional de TI para as contratações. Eu costumo dizer que não existe uma receita de bolo, até porque cada empresa tem uma linha de raciocínio. 

Mas, particularmente, acredito que o candidato deve ter uma forma de trabalho alinhada com a cultura e as novas metodologias.

Na RedFox usamos a Metodologia Ágil — assunto que já abordei por aqui. As empresas que seguem essa dinâmica já não querem mais aquele colaborador que entende puramente de tecnologia, mas buscam alguém com conhecimento mais amplo e que sabe usar a tecnologia para alcançar resultados.

O novo profissional de TI precisa ter visão de negócio e saber entender os problemas, apoiando-se na tecnologia como ferramenta para isso. Ou seja, ele deve ser uma parte integrada do ecossistema corporativo e conhecer o processo de tomadas de decisão.

Habilidade X Comportamento: não escolha apenas um lado

Se um candidato é extremamente habilidoso nas questões técnicas de TI, você contrataria de imediato? Se a sua resposta for sim, sugiro reavaliar esse conceito. O conhecimento técnico realmente é muito importante, mas não se deve negligenciar o comportamento.

Partindo do princípio que o profissional de TI deve estar alinhado com a cultura da empresa, o comportamento também é muito importante. Se o candidato não estiver em sintonia com o espírito da equipe, é bem provável que o rendimento seja prejudicado. Ou seja, de nada valerá todo o conhecimento que ele tem.

A RedFox segue esse raciocínio, avaliando o profissional sobre as duas vertentes. A primeira é a habilidade, quando vemos todo o aspecto técnico/skills e stacks que utilizamos nos nossos projetos, mas acreditamos que são pontos que podem ser desenvolvidos. O candidato não precisa ser nenhum expert, apenas ter um conhecimento suficiente e vontade de aprender.

Já a segunda é comportamento, algo mais difícil de ajustar. Atitudes e postura são características muito pessoais que dificultam a adaptação. Por isso, o comportamento do profissional de TI que costumamos buscar precisa estar aderente à cultura da RedFox. 

Expectativas de mercado para o profissional de TI

O setor de tecnologia é altamente mutável e esse é um dos grandes desafios para a tecnologia da informação. É por isso que a adaptabilidade e a atitude devem contar muito mais do que um conhecimento aprofundado em alguma linguagem ou framework (ferramenta).

As constantes inovações do mercado fazem com que o profissional precise olhar a tecnologia como um meio e não fim. As expectativas que você deve ter com o seu colaborador são muito mais pautadas no perfil comportamental e corporativo.

O trabalho dele precisa estar alinhado com os objetivos da sua empresa para que os resultados apareçam. Na RedFox, nós sempre procuramos envolver os desenvolvedores no conhecimento da dor do cliente, do negócio e do problema que ele está resolvendo. Além disso, achamos importante também que ele trabalhe em conjunto com outras equipes, como o time de UX.

Uma vez que eles têm a visão do todo, passam a entender como o que desenvolvem contribui para o alcance do resultado. E isso é fundamental para alcançar os melhores resultados.

Nós entendemos que o desenvolvedor possui habilidades que permitam que hoje ele atue como desenvolvedor, mas que amanhã o levem a ser um tech leader ou gestor de projetos. Para isso acreditamos no desenvolvimento de habilidades como gestão, metodologias ágeis, liderança etc.

A palavra de ordem, novamente, deve ser alinhamento. Um trabalho integrado com gestão horizontal, onde todos estejam na mesma página da visão global da corporação.

Então, vamos voltar à questão principal deste artigo. Qual é o perfil do novo profissional de TI? Eu acredito que podemos resumir na figura de alguém que tenha capacidades técnicas e analíticas, métodos ágeis, comportamento alinhado à visão da empresa e que esteja preparado para trabalhar em equipe!

*artigo originalmente escrito para o Linkedin por Isabela Abreu.

O que é telemedicina e quais são as vantagens para o setor da saúde

telemedicina

Vamos falar sobre o que é telemedicina? Podemos dizer que o conceito se trata de uma revolução na área da saúde, tpromovendo a democratização do cuidado a partir de tecnologias de telecomunicação e informação.

Essa modalidade de atendimento não só permite um maior engajamento entre médico e paciente como também promove a expansão da medicina para áreas de difícil acesso. Não é exatamente uma novidade no mercado, mas só agora passa a ser uma tendência promissora.

No Brasil, a telemedicina busca ampliar o impacto, com discussões sobre a regulamentação e como ela deve ser aplicada. Algumas instituições já passaram a usá-la, mas é importante que todo o setor esteja alinhado com o conceito desde já, entendendo os benefícios para a gestão hospitalar.

Separamos a seguir vantagens e expectativas da telemedicina para os serviços de saúde!

Tratamentos rápidos

Com as tecnologias de teleconferência, o paciente pode receber acompanhamento e cuidado à distância, permitindo que o médico participe mais do seu dia a dia. As vantagens vão desde um atendimento mais rápido e a redução da jornada do paciente até o aumento do número de acolhimentos para as instituições.

Maior inclusão a pacientes com necessidades

A telemedicina traz um aspecto inclusivo interessante para o atendimento de pacientes com necessidades especiais. Pessoas com problemas físicos, como cadeirantes, têm mais dificuldade para se locomover e o cuidado à distância reduz os esforços de terem que ir até o médico. Já para a instituição, essa característica agrega valor competitivo e melhora a logística hospitalar.

Democratização do acesso

Na democratização do acesso, podemos considerar a questão da expansão do conhecimento para as regiões de difícil acesso. Os hospitais nesses lugares costumam ter infraestrutura mais precária e poucos recursos tecnológicos, pois os recursos demoram a chegar.

A partir do contato à distância com outras instituições, os médicos de locais distantes conseguem acesso a serviços e informações que não poderiam proporcionar aos pacientes.

Promoção da prevenção

Se a telemedicina favorece o tratamento de doenças, é também um ponto importante para a disrupção do sistema de saúde, trazendo oportunidades para aumentar esforços na prevenção.

O médico consegue usar as ferramentas para executar um trabalho de conscientização, com dicas de hábitos saudáveis e rotinas que ajudam a prevenir doenças. A tendência para o futuro é uma medicina mais voltada para a boa saúde do que para o tratamento de doenças em si.

Auxílio a diagnósticos e compartilhamento de informações entre médicos

A telemedicina permite que os médicos e outros profissionais de saúde compartilhem conhecimento por meio digital. As vantagens se encaixam tanto em serviços de atendimento como para compartilhar informações entre profissionais.

É possível solicitar apoio de especialistas para diagnósticos mais precisos, discutir casos clínicos, trocar informações e serviços entre instituições, capacitar profissionais à distância e até realizar procedimentos com a supervisão de um médico via monitor.

Redução de custos

No sentido financeiro, essa é uma vantagem muito relevante da telemedicina. É só pensar na economia em equipamentos, mão de obra, custos de deslocamento para viagens e conferências etc.

Todas essas vantagens ajudam a entender o que é telemedicina e por que o mercado deve ficar atento para a tendência. Como complemento, fizemos uma entrevista com o Dr. Chao Lung Wen, que fala mais sobre o conceito. Veja a seguir!

#Teamred: entenda melhor a campanha institucional da RedFox

#teamred

Desde a fundação da RedFox, adotamos como um dos pilares da nossa empresa uma cultura organizacional que viabilize o fomento de boas idéias e o desenvolvimento de pessoas.

Entendemos que isso envolve basicamente três fatores: estabelecer um ambiente em que as pessoas sintam-se à vontade no trabalho, garantir recursos para a evolução na profissão de cada um e buscar no mercado gente afim de fazer a diferença.

Nesse terceiro quesito, temos em nosso DNA uma missão: queremos dar oportunidades a quem não encontra espaço no mercado, mas tem muito potencial a ser explorado.

É nesse ponto que nos identificamos com o esporte: existem diversas histórias de atletas de origem humilde que, ao terem a chance de demonstrar seu talento, encantaram pessoas dispostas a investir em sua capacidade e construíram com garra e suor sua trilha de sucesso.

Em outras palavras, o que buscamos num profissional está além da proficiência. É a vontade de fazer a diferença. 

Essas pessoas nem sempre estão nas grandes universidades ou escolas de renome. Há também os que se dedicam ao autodidatismo durante o intervalo do Ensino Médio e o trabalho de meio período, extraem ao máximo de informações de cursos gratuitos ou de baixo investimento, reúnem-se com outras pessoas na mesma situação para trocar experiências e ampliar a rede de conhecimento.

Tudo isso enquanto almejam uma oportunidade para mostrarem o que sabem. Assim como nas histórias de esportistas só precisaram de alguém que acreditasse no potencial para dar o pontapé inicial numa carreira brilhante.

Nesse contexto, o #teamred é esse alguém. 

O que é a campanha #teamred?

Entre os feedbacks mais relevantes que recebemos diariamente, estão os posicionamentos de pessoas que estão ou passaram pelo nosso time. 

É com muita alegria e satisfação que recebemos elogios sobre o que geralmente as pessoas referenciam como “a cara da RedFox”.

Mas o que constitui essa definição?

Assim como a questão de gerar oportunidades a quem não tem, existe uma série de valores em que nossa cultura organizacional que conversa com o esporte: perseverança, respeito, comprometimento, superação, entre outros.

Por isso, escolhemos esse tema para tangibilizar o clima que, sob a chancela de quem faz ou fez parte do #teamred, dá tão certo. 

A campanha envolve toda nossa linha de comunicação – interna e externa – visando deixar claros a visão, a missão e os valores de nossa empresa.

Além de nos aproximar de quem se identifica com os nossos propósitos.

#GoRed

Diego Menezes
Gabriel Guerreiro
Isabela Abreu
Luís Seixas

Novas tecnologias revolucionam o foco dos serviços de saúde

serviços de saúde

As novas tecnologias começaram a ampliar o que se entende por serviços de saúde. Se antes o médico era a principal referência do paciente nos cuidados do corpo, hoje as inovações trazem mais autonomia para as pessoas sobre o próprio bem estar.

Mas se você pensa que a sua instituição médica vai perder referência por causa disso, pode ficar tranquilo. O que muda mesmo é o direcionamento dos cuidados. A medicina passa a trazer mais atenções para a prevenção, diminuindo o foco majoritário no tratamento das doenças.

Com o advento do home care, a tecnologia se torna um catalisador para ampliar os serviços de saúde. O paciente consegue obter insights e alertas para evitar problemas no organismo, mas ainda precisa do médico nesse acompanhamento. Conheça a seguir os novos rumos da medicina na Era Digital!

Telemedicina favorece o atendimento à distância

A telemedicina é ao mesmo tempo uma revolução nos serviços de saúde e também uma polêmica. Entre os avanços já disponíveis pela tecnologia, o modelo tem a vantagem de levar atendimento especializado à distância para comunidades e regiões de acesso precário aos cuidados.

Sabemos que o Brasil é um país de grande extensão territorial e muitas diferenças socioeconômicas. Há uma má distribuição dos médicos nas regiões mais distantes difícil de contornar, por mais que o governo crie incentivos, como foi o caso do Mais Médicos.

Só que a telemedicina tem o potencial para evoluir o nosso sistema de saúde para esse nível. Já existem centros de excelência que utilizam o modelo para diminuir os prejuízos dessas situações. No Piauí, temos o exemplo do Hospital Regional Tibério Nunes em Floriano, que se conecta com profissionais do Albert Einstein para avaliar diagnósticos e prontuários com mais precisão.

O formato da telemedicina também pode reduzir as filas de espera, já que muitos pacientes podem ter o diagnóstico sem precisar passar pelo consultório. Ainda falta uma regulamentação apropriada, mas a expectativa é que ela consiga fornecer serviços de saúde com responsabilidade a partir do cuidado assistido.

Serviços de saúde chegam à colaboração entre médico e paciente

E se o paciente pudesse ter mais participação e autonomia nos serviços de saúde? Essa é outra realidade que a tecnologia traz para a medicina moderna. As pessoas passam a ter cada vez mais autonomia sobre o próprio estado a partir de dispositivos, softwares e sistemas de acompanhamento.

Os wearables são um exemplo da revolução dos serviços de saúde, permitindo que o usuário acompanhe sinais vitais e fique em alerta para riscos de doenças como pressão alta e ataque cardíaco. Ao mesmo tempo, esse acompanhamento pode ser usado no tratamento de doenças, o que aumenta o poder colaborativo com o médico.

A partir de aplicativos, os próprios smartphones se tornaram uma maneira de aproximar médicos e pacientes. O Whatsapp e o Skype, por exemplo, podem ser usados como ferramentas para a telemedicina. Outros apps permitem acompanhar dados como quantidade de água ingerida  e a rotina de atividades físicas, entre muitas outras possibilidades.

Até a internet mesma pode facilitar o acesso à informação e o autodiagnóstico de forma colaborativa. É claro que a quantidade de sites duvidosos é imensa, mas há especialistas que distribuem conteúdos esclarecedores em plataformas como o Youtube e se colocam à disposição nas redes sociais.

O poder da tecnologia para expandir o conceito de serviços de saúde é como o universo: infinito. Com muitas mudanças já em andamento, só podemos dizer que o futuro da medicina já está acontecendo!

Se você quer saber mais sobre as novidades desse cenário, acompanhe o blog da RedFox e siga as nossas páginas nas redes sociais:

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O que a cultura data-driven pode fazer pelo seu negócio?

Cultura data driven

Você provavelmente não dirigiria um carro sem faróis durante a noite e nem entraria em uma caverna sem lanterna, certo? Assim como nesses exemplos, as empresas precisam entender que não dá mais para atuar no mercado sem desenvolver uma cultura data-driven.

Estamos falando de um modelo de gestão que utiliza dados e informações como foco para nortear as tomadas de decisão em um negócio. Essa cultura facilita o direcionamento e a visão de estratégias por meio de insights e correlação de ideias, proporcionando mais segurança nas ações.

Aqui, os dados têm a mesma função dos faróis do carro e da lanterna: gerar visibilidade e clareza. Se você quer saber mais sobre a cultura data-driven e como ela pode ajudar o seu negócio, acompanhe este artigo até o final!

Por que a cultura data-driven é tão importante?

É muito comum ver gestores usando a própria intuição para desenvolver estratégias de negócio. Essas tomadas de decisão têm embasamento em informações pertinentes, como ações da concorrência, público-alvo e tendências de mercado.

Só que apenas isso não é suficiente para definir o sucesso das estratégias, até porque nem sempre o que funciona para um negócio é o mais indicado para outro. A disrupção da sua empresa precisa ser direcionada pela cultura data-driven.

A partir de ferramentas digitais, esse modelo se destaca ao proporcionar dados para os planos de ação e desenvolvimento de diferenciais competitivos. Dados esses que conversam com o contexto real da sua empresa.

A análise das informações permite enxergar o relacionamento com o mercado, o fluxo dos processos internos e os resultados oficiais, entre muitos outros contextos. Com isso, você consegue identificar as melhores estratégias para guiar a empresa e realizar boas tomadas de decisão.

Vamos pegar o caso da Netflix como exemplo. A empresa é amplamente dirigida pelo Big Data, utilizando algoritmos para indicar conteúdos e obter informações sobre o comportamento dos usuários.

Toda a estrutura da plataforma se baseia em coleta e processamento de dados para aprimorar os serviços e gerar insights para novas produções. Até alguns roteiros são desenvolvidos a partir de inteligência artificial, como é o caso de Stranger Things.

As análises preditivas fazem a leitura de diversas informações durante o consumo. Entre elas, é possível entender o momento em que o usuário assiste a um conteúdo do catálogo; as interações realizadas, como avanço, retorno e pausa de tempo; a classificação do conteúdo e o dispositivo que acessou a plataforma. Tudo isso é valioso para entender o perfil do usuário e como melhorar a experiência.

E é assim que a cultura data-driven funciona. Ela pode apontar as diretrizes para a gestão de negócios a partir de informações ricas sobre todo o ciclo de atividades e/ou consumo dos serviços e produtos — independente se o seu objetivo é entender o seu público-alvo, os processos ou os modelos de sistemas adotados na empresa.

Como implantar o modelo corretamente?

Convencido da importância da cultura data-driven? Então agora você precisa definir como inseri-la no seu modelo de negócios.

O ponto principal para ter em mente é que ela está diretamente atrelada à utilização de dados para a tomada de decisão, sejam eles originários do seu público, das equipes internas ou de equipamentos, por exemplo. 

Assim, você precisa utilizar ferramentas adequadas que coletam e filtram os dados para identificar o que realmente tem valor para a empresa. A partir da automação do processo, a capacidade analítica se torna mais eficaz, acelerando esse filtro.

A coleta de dados é o primeiro passo para realizar o processamento adequado das informações. Mas não basta gerar um mar de informações se sem saber o que fazer com elas.

Procure as ferramentas adequadas para armazenar e processar as informações coletadas. A infraestrutura também precisa ser muito bem planejada para que os dados não se percam.

Quais ferramentas adotar?

A automação e a inteligência artificial são as ferramentas de maior impacto para uma cultura data-driven. Elas estão presentes em ferramentas como a Internet das Coisas e o Big Data.

Enquanto a IoT é eficaz para coletar dados, o Big Data atua no processamento para gerar os insights. Nos espaços físicos, o usuário consegue interagir com dispositivos conectáveis à rede, coletando as informações.

Mas isso também é possível por plataformas digitais, como as redes sociais e aplicativos. Os ambientes on-line trazem ferramentas como os chatbots, que conversam de forma rápida e instantânea com o usuário. Para o público, há vantagens pela autonomia e conforto na hora de solucionar dúvidas e realizar outras ações.

Em relação à infraestrutura, a tendência é abandonar o armazenamento em servidores internos para utilizar as nuvens. Além de mais segurança — os riscos de perda dos dados reduzem muito — elas permitem o acesso de qualquer lugar, à distância.

O segredo para implementar elementos como esses na sua empresa é ter uma empresa de tecnologia parceira de qualidade. Na RedFox, desenvolvemos sistemas e plataformas alinhados com as principais tendências digitais do mercado.

Nossos softwares usam inteligência artificial para promover os melhores insights e organizar os processos das suas equipes. Entre em contato e confira os nossos serviços!

Renata Pietro (Coren-SP) conta dificuldades na disrupção de cuidados com o paciente

Renata Pietro fala sobre tecnologia e cuidados com o paciente

Em mais uma entrevista para a série “Transformação digital na saúde”, a RedFox conversa com Renata Pietro, presidente do Conselho Regional de Enfermagem (Coren) do Estado de São Paulo. O tema da vez é a tecnologia na entrega de cuidados com o paciente.

Pietro conta as dificuldades e gargalos do setor rumo à disrupção dos processos e como a capacitação de profissionais é importante para esse cenário. Para ela, a transformação digital está diretamente relacionada à melhoria da qualidade dos serviços.

“Eu acredito que transformação digital é tudo aquilo que vem de encontro com o que o gestor busca para melhorar as suas práticas. Tudo que podemos colocar hoje no mercado para melhorar o desempenho da equipe e o alcance dos serviços e que possa gerar uma qualidade e efetividade é considerado uma transformação digital”, diz.

Mas o que atrapalha os gestores a adotarem as tecnologias no Brasil? Confira a seguir os principais gargalos apontados pela diretora do Coren-SP para a disrupção dos cuidados com o paciente!

Barreiras culturais

Renata acredita que um dos principais empecilhos para a adoção de tecnologias na enfermagem brasileira é a cultura do setor. Para ela, as instituições precisam ser mais ativas na busca por soluções tecnológicas que mudem os processos.

“Acho que a grande dificuldade é colocar um pouco mais de iniciativa para mudar o processo de trabalho. Quando pensamos em toda essa tecnologia, temos menos de 40% da indústria trabalhando esses dados. Quando a gente fala em digitalização, todo o cenário geral ainda é muito lento aqui. A gente ainda padece um pouco dessa transformação e desse desenvolvimento”, contextualiza.

Ainda na cultura, ela reforça a importância de olhar para os profissionais, pois eles também estão inseridos no ciclo. O problema é a forma como eles se relacionam com cada instituição.

“O nosso profissional muitas das vezes tem mais de um vínculo empregatício e cada empresa tem uma cultura que determina o serviço. Então, temos muitas barreiras para vencer para conseguir colocar um serviço que vá automatizar ou modificar o desfecho frente ao cuidado”.

Necessidade de capacitação profissional

Aproveitando o gancho, há mais uma questão que envolve os profissionais na melhoria dos cuidados com o paciente: eles precisam de capacitação constante para acompanhar as novidades e dinâmicas do mercado, bem como as novas tecnologias.

 “Nós precisamos capacitar essas pessoas, precisamos ter colaboradores capacitados para trabalhar esse cenário. A qualificação do profissional é um dos gargalos”, aponta a presidente do Coren-SP.

“No Coren-SP, nós temos uma unidade que se chama Coren Educação, onde promovemos estratégias de treinamento e capacitação para a equipe e profissionais de enfermagem, sejam eles enfermeiros, técnicos ou auxiliares. Cada vez mais, a gente vem trazendo um olhar para mudar o cenário cotidiano da assistência, porque isso merece ter uma visualização e um desenvolvimento diferente com melhores resultados para o paciente”.

Falta de acesso por distância

Ainda há muitas instituições que não conseguem adotar tecnologias devido às questões de localização. Por estarem em locais de difícil acesso, as novidades simplesmente não chegam, dificultando a qualidade do trabalho e do atendimento.

“[O] gargalo é colocar um serviço que traga qualidade e segurança para o paciente e também para a equipe que está ali trabalhando com ele. […] Se nós pensarmos em uma tecnologia mínima, uma pulseira de identificação que custa R$ 0,10, quantos serviços em nosso país ainda não conseguem colocar esse tipo de estratégia?”, questiona Pietro.

Para contextualizar esse cenário, ela toma como exemplo a prescrição informatizada. É uma tecnologia que apura melhores resultados nos cuidados com o paciente, ajudando o trabalho dos profissionais.

“Nós sabemos que uma prescrição informatizada reduz 70% as chances de um evento adverso associado a uma interação de farma. Muitas instituições ainda não conseguem ter uma prescrição informatizada. O desafio ainda é muito grande por conta de o nosso país ser continental. Isso dificulta muito o trabalho da enfermagem”.

Dificuldade de investimento

E um último problema que Renata cita é o próprio modelo do sistema de enfermagem que temos no Brasil. Ela acredita que o setor ainda é muito segmentado e fragmentado, focando muito na questão de custo e prazo de implementação.

“Acho que o mercado hoje está muito voltado para um modelo médico-cêntrico onde você tem as instituições trabalhando como uma grande empresa, muito preocupadas com a questão de prazo e, obviamente, como isso impacta de forma orçamentária”, descreve.

Porém, a tendência para a diretora do Coren-SP é que os cuidados com o paciente comecem a ganhar mais destaque nesse cenário. Com isso, esse gargalo para a adoção de novas tecnologias vai precisar ser repensado em breve e, quem sabe, superado rumo a uma cultura mais aberta.

Confira a entrevista completa com Renata Pietro no vídeo a seguir:

Gestão Ágil: errar é humano (e faz bem)


Você já errou hoje?

Escolhi essa pergunta para começar nossa conversa sobre Gestão Ágil porque tem tudo a ver com o assunto.

Se a sua resposta for negativa, provavelmente deve cometer algum deslize ao longo do dia. Isso faz parte da vida, e não tem problema. Pelo contrário: faz parte do processo de aprendizado.

Gestão Ágil é justamente isso: aprender de forma empírica — na prática. O principal benefício é permitir à equipe uma margem de erros a serem corrigidos rapidamente, refinando a assertividade nesse processo.

Infelizmente, a maioria das pessoas e empresas ainda tem a visão de que as falhas são inaceitáveis, ignorando que isso sempre existirá. A diferença é a forma como você lida e aprende com a situação.

Errar é humano e faz bem. E acredite, pode realmente deixar o trabalho mais inteligente.

Como funciona a Gestão Ágil?

Quando falamos de agilidade, não é puramente sobre velocidade. O conceito está relacionado à capacidade de adaptação, que pode ser muito morosa nas empresas.

É aí que surge a Gestão Ágil: uma solução estratégica com vários modelos para conter o problema.

Essa metodologia propõe ciclos de entregas curtos e em etapas, trabalhando com o Produto Mínimo Viável (MVP). Vejo um resultado muito bom nesse sistema, porque as equipes conseguem ajustar as dificuldades com mais facilidade. Isso porque o impacto é visto em fases específicas, tornando-se mais escaneável na cadeia do processo.

Ao final de cada ciclo, os usuários já podem utilizar o produto/solução de fato, possibilitando colher alguns frutos do trabalho, melhorar o entendimento sobre as reais necessidades dos clientes e verificar se a solução efetivamente resolve os problemas apontados.

Quais são os benefícios da Gestão Ágil?

Não tem como falarmos em Gestão Ágil sem citar o esforço da equipe. Um dos principais destaques da metodologia é que você consegue trabalhar com um time multidisciplinar e capaz de se auto-organizar.

Em outras palavras, os colaboradores têm a liberdade de seguir a própria linha de trabalho, podendo executar as atividades de acordo com o perfil de cada um. Isso é muito benéfico para o resultado, porque as diferenças se balanceiam no final.

Existe um trabalho linear, horizontal, que favorece também a transparência na gestão. Mesmo que os profissionais tenham uma capacidade de autocontrole, eles se conversam e encontram as soluções para os erros e problemas em equipe.

Ou seja, todos se reúnem para se ajudar conforme as dificuldades, reforçando a característica do aprendizado e melhorando os resultados.

Porém, acredito que o benefício principal é mesmo a questão das entregas por ciclo, que se tornam mais frequentes: o cliente consegue acompanhar de perto o desenvolvimento dos projetos, podendo solicitar ajustes e alterações sempre que achar necessário, sem que isso prejudique o andamento total do projeto.

O trabalho conjunto converge em resultados satisfatórios e cheios de valor agregado.

A Gestão Ágil na prática

Como CEO da RedFox, percebo um salto de qualidade considerável a partir da adoção dessa metodologia — tanto internamente, aplicando na gestão dos nossos projetos, como de maneira externa, aplicando em nossos clientes.

Gestão Ágil nos permitiu trabalhar com times multidisciplinares de maneira integrada, unindo pessoas com habilidades distintas. Isso nos dá abertura para trabalhar visões diferentes e agregar conhecimentos com foco no resultado.

Um dos pontos importantes é que, quando os erros aparecem, por qualquer razão que seja, as equipes trazem isso à tona para que todos consigam pensar juntos em uma solução, em vez de colocar o problema para debaixo do tapete e esperar que ele desapareça.

“Isabela, como trazer esse movimento na minha empresa?”

Para implementar a metodologia, penso que o primeiro passo é implementar uma cultura ágil, fazendo com que todos entendam que existe uma nova forma de trabalhar, mais colaborativa, transparente e integrada.

No processo, vejo que é muito importante quebrar o paradigma da cultura do medo com os erros, aceitando que eles existem. Precisamos deixar que os colaboradores experimentem mais e se sintam confiantes para errar, para entender que é possível aprender e transformar as lições em aprendizados.

Por isso, eu deixo um conselho: erre sem medo!

*Artigo originalmente escrito para o Linkedin por Isabela Abreu

A transformação digital no atendimento de urgência e emergência

atendimento de urgência e emergência

Urgência é definitivamente a palavra-chave nos ambientes de pronto-socorro. Isso significa que o local precisa ter um acolhimento rápido e eficaz, o que facilita muito se sua equipe conta com a ajuda da tecnologia nas tomadas de decisão, principalmente na triagem de urgência e emergência.

Se o paciente chega ao hospital com ataque de miocárdio, por exemplo, não pode esperar até que os pacientes anteriores sejam atendidos, já que o risco de fatalidade é grande. E você com certeza não quer que a sua instituição se responsabilize pela falta de cuidado, não é mesmo?

É por isso que existe a triagem, estabelecendo a prioridade na fila. Ela determina que os casos de emergência e urgência devem ficar à frente. Muitas pessoas acham que os dois conceitos são sinônimos, mas eles têm as diferenças.

O exemplo que citamos acima é um caso claro de emergência, uma situação com risco de morte que precisa de imediatismo. A urgência também se dá em situações críticas, mas não há ameaça instantânea — ela pode, entretanto, se tornar emergência se não for solucionada com rapidez.

Vale ressaltar que a determinação de prioridades precisa ser dinâmica. Como organizar as filas nos pronto-socorros a fim de proporcionar atendimento de urgência e emergência adequado? A tecnologia é a resposta!

Descubra a seguir como ela auxilia médicos e enfermeiros na missão de salvar vidas.

Saiba como a tecnologia melhora o atendimento de urgência e emergência

A triagem começa quando o paciente chega à unidade e é atendido pelos enfermeiros. A decisão precisa ser efetiva e segura, mas os enfermeiros não têm o algoritmo específico para selecionar os graus de urgência.

A tecnologia, por outro lado, só tem a agregar para a sua instituição de saúde, com mais assertividade e velocidade no acolhimento.

Sem tecnologia…

Vamos imaginar uma sala de espera em que o atendimento é manual. Enfermeiros perdem tempo ao separar a ordem de prioridade e ao levar as fichas para os médicos. Por sua vez, os médicos precisam sair das salas o tempo todo para chamar um paciente. Isso porque ainda existe a dificuldade em localizar o próximo da lista!

… com tecnologia!

Toda essa morosidade no processo é reduzida com a aplicação de um sistema de triagem automatizado para fazer a seleção e o encaminhamento de acordo com o grau de risco. A tecnologia consegue acelerar o processo de atendimento de urgência e emergência, poupando os esforços das equipes.

No acolhimento, o enfermeiro registra as informações diretamente no sistema, que cria um prontuário eletrônico. O profissional então consegue entender melhor a classificação de risco de acordo com as indicações eletrônicas, organizando o fluxo de atendimento de forma mais efetiva.

A ideia é integrar as soluções e tecnologias para alinhar as equipes em prol desse atendimento assertivo. A inteligência artificial molda os parâmetros de urgência e insere as fichas no sistema de acordo com a prioridade.

Com tecnologia, os seus processos ganham uma enorme vantagem não só por fazer o atendimento de acordo com as normas de saúde, mas também porque seguem a tendência de gestão focada no paciente.

Inspire-se com casos de sucesso

Os sistemas de triagem são uma realidade indiscutível em muitas instituições de saúde. Mas a transformação digital não fica parada; o avanço permite melhorar cada vez mais o acompanhamento médico.

Para você se inspirar na disrupção do atendimento de urgência e emergência do seu hospital, separamos alguns casos interessantes divulgados na mídia. Veja a disrupção no SAMU e no Hospital Tacchini!

SAMU Emergência

Há alguns anos, o serviço de resgate emergencial do SAMU já trabalha com tecnologia adaptada para acelerar o atendimento. A instituição utiliza vários aplicativos para facilitar a vida de profissionais e pacientes, como o WhatsApp.

Um destaque é o SAMU Emergência. O app permite ao usuário acompanhar a localização da ambulância, enquanto que a própria equipe médica consegue ter acesso aos dados do paciente de forma segura.

Ele é integrado às redes sociais, mas sem invadir a privacidade do usuário. Pela ferramenta, é possível cadastrar familiares e amigos para serem acionados nos casos de emergência.

A solicitação também fica registrada no perfil do paciente, o que ajuda a controlar trotes que atrasam o atendimento de quem realmente precisa.  Legal, não é?

Hospital Tacchini

Um caso mais recente de disrupção no sistema médico é o Hospital Tacchini, no Rio Grande do Sul. Em setembro de 2018, a instituição adotou uma nova tecnologia para melhorar a triagem para atendimento a pacientes em estado de infarto.

O Protocolo da Dor Torácica foi desenvolvido para monitorar todo o atendimento do paciente, desde a chegada ao pronto atendimento e exames até a estabilização do quadro e serviços auxiliares.

O sistema permite uma comunicação rápida entre os setores médicos, facilitando o atendimento de urgência e emergência voltado para problemas do coração. Para a eficácia, o Hospital Tacchini investiu ainda no treinamento das equipes para capacitação do uso da ferramenta.

Segundo dados divulgados, o protocolo diminuiu a espera de atendimento de uma média de 120 minutos para até 90 minutos.

Busque a transformação digital do seu atendimento

Se a sua instituição ainda não acompanha as inovações e soluções para o atendimento de urgência e emergência, o que está esperando para começar a transformação digital? O uso de tecnologias melhora desde o tempo de atendimento até a qualidade e o foco do trabalho das equipes.

A RedFox Soluções Digitais está preparada para atender a sua demanda, seja no ambiente de pronto-socorro ou na melhoria dos processos administrativos e gestão de escala. Realizamos uma análise das necessidades junto ao cliente, entendendo o que precisa ser feito de forma personalizada para cada caso.

Entre em contato com o #teamred e descubra o que podemos fazer pela sua instituição!

Kleber Fernandes (CRF-SP) explica desafios tecnológicos para o transporte de medicamentos

transporte de medicamentos

Se você acompanha o nosso blog com frequência, já deve ter visto a nossa série “Transformação digital na saúde”. No terceiro episódio, a RedFox conversa com Kleber dos Santos Fernandes, coordenador de Transportes e Distribuição do Conselho Regional de Farmácia de São Paulo (CRF-SP), sobre o uso de tecnologia no transporte de medicamentos.

O setor busca as inovações para resolver questões importantes na logística farmacêutica, como aponta Fernandes. “Se eu tivesse que fazer uma lista de desafios, escolheria a temperatura no transporte e distribuição, a logística reversa de produtos pós-consumo e a rastreabilidade”.

Vamos entender como esses tópicos se relacionam com a tecnologia para transporte de medicamentos?

Temperatura dos medicamentos

A qualidade dos medicamentos depende muito da manutenção de suas propriedades químicas.  Itens como a iluminação e a umidade no transporte são pontos que afetam a sensibilidade desses produtos, mas são fáceis de contornar. Já a temperatura exige uma atenção especial.

“Hoje se trabalha com caminhão refrigerado, que controla a temperatura de maneira muito simples. Temos também caixas térmicas de excelente qualidade para a cadeia fria de 2 a 8 ºC, como as vacinas. O grande desafio é a temperatura entre 25 a 30 ºC no transporte”, afirma Fernandes.

Para ele, o cuidado térmico é uma tendência nas preocupações de logística farmacêutica. O mercado já conta com soluções para manter a qualidade no transporte de medicamentos, como softwares e sensores para monitorar e controlar a temperatura à distância. Nesses sistemas, as notificações podem ser acessadas via smartphone.

Porém, o coordenador de Transportes e Distribuição do CRF-SP ainda enxerga um problema nesse cenário. “Temos sensores integrados a um web service que permitem monitorar a temperatura através de iscas ou data logs nos caminhões ou nas cargas. Temos também equipamentos refrigerantes muito bons pra tecnologia integrada nos veículos, mas isso tudo ainda é muito caro”.

Ou seja: os esforços em relação à temperatura precisam focar em encontrar formas acessíveis de realizar um transporte de medicamentos apropriado às propriedades químicas.

Logística reversa de produtos

A logística reversa é responsável por retornar os medicamentos não utilizados pelos usuários de forma consciente. Há campanhas de conscientização para que eles não sejam depositados no lixo comum, mas elas não são suficientes.

Kleber ressalta inclusive a existência da Política Nacional de Resíduos Sólidos para combater os problemas ambientais, sociais e econômicos decorrentes dos depósitos de materiais. Porém, a questão dos remédios ainda está solta.

“A 12.305/10 é uma lei de 2010. Cada estado atua de forma distinta, mas não temos um programa nacional de recolhimento de medicamento pós-consumo. O consumidor descarta as caixas no lixo comum. Um desafio que temos é criar um programa de logística reversa estruturado de conscientização para que as pessoas não descartem o medicamento em qualquer local.”, contextualiza.

Fernandes enxerga um campo com muito potencial para ser explorado no tocante à tecnologia. Para ele, o mercado farmacêutico tem potencial para propor soluções inteligentes que incentivam a prática da logística reversa, mas ainda não se moveu como deveria.

“Não existe tecnologia para isso ainda. A logística reversa é uma folha em branco, com um campo vasto pra ser explorado. Essa é uma boa oportunidade para os profissionais da área farmacêutica”, opina.

Rastreio de produtos

O último ponto que Kleber explora é o rastreio no transporte de medicamentos. Existe uma necessidade de identificar a localização dos produtos ao longo da cadeia logística, desde a obtenção da matéria-prima até a chegada ao consumidor final.

“Dentro do segmento farmacêutico, a rastreabilidade dos dados é o que tem mais foco nas discussões. Saber como e onde o medicamento está na cadeia é um desafio muito interessante. A gestão da informação, a captura de dados e a rastreabilidade são as principais tendências na transformação digital”, ele aponta.

Segundo Fernandes, o processo tecnológico esbarra com força na questão da localização e das condições dos medicamentos. A informação precisa ser compartilhada com a vigilância sanitária, com os fabricantes e com os órgãos reguladores.

Com isso, a logística começa a investir na estratégia de serialização dos produtos para facilitar a identificação. “Uma caixa de medicamento que sai da indústria vai ter o seu lote e cada unidade vai ser serializada. A gente vai saber exatamente qual foi a unidade que chegou para o consumidor. Isso é um projeto muito robusto, mas já há várias empresas com soluções e tecnologias para fazer isso. Mais de 50 países no mundo trabalham com serialização de medicamentos e o Brasil também está caminhando para isso”, diz Kleber.

A expectativa é que o processo de serialização favoreça a produtividade do setor. E esse ponto será muito importante para a questão da economia, como contextualiza Fernandes.

“Se eu conseguir ler todos os seriais, não vou ter nenhuma perda de rastreabilidade.  Mas empresas que não investem em tecnologia talvez tenham que ler a caixa, seja na unidade ou na full Box. Assim, eu posso ter uma perda de produtividade e isso reverte no bolso do próprio consumidor”.

Os três tópicos abrem portas para resolvem os entraves do transporte de medicamentos a partir de tecnologia. Se você se interessou pelo assunto, pode ver a entrevista completa com Kleber Fernandes no vídeo a seguir!

Tecnologias que melhoram a qualidade na triagem hospitalar

triagem hospitalar

Coloque-se no lugar do paciente: você definitivamente não gostaria de esperar horas por um atendimento diante de uma urgência grave, certo? Em algum momento no passado, a triagem hospitalar foi uma solução inovadora para resolver essa questão. Hoje, a inovação está nas tecnologias que ajudam a diminuir ainda mais as filas de espera.

As novidades do mercado são grandes aliadas para reduzir ruídos e gargalos no processo. Seja no pronto-atendimento ou no corredor de internação, não dá mais para usar um sistema manual. O paciente quer agilidade.

Se você ainda não investe em tecnologia para melhorar a experiência na sua instituição, está perdendo tempo! Que tal aprender um pouco sobre como as ferramentas disponíveis no mercado podem aprimorar o seu sistema de triagem hospitalar? Confira a seguir!

Sistemas de classificação de risco

Vamos começar pelo básico: num cenário quase inconcebível nas instituições de saúde atualmente é a falta de um sistema eletrônico para a classificação de risco. O pré-atendimento serve para categorizar a urgência, mas a tecnologia ajuda a controlar a chamada.

A maioria dos hospitais utiliza painéis e senhas automatizados para gerenciar a ordem de prioridades. Porém, podemos ver a falta desse cenário em cidades de interior ou em locais muito afastados, onde os avanços tecnológicos ainda não são realidade.

Os sistemas eletrônicos de classificação de risco já encontram opções de melhoria, como a aplicação de algoritmos para nas etapas, mas ainda precisam da gestão de profissionais para enviar as fichas. Vale lembrar que você precisa treinar a equipe para determinar o que realmente é emergência e o que pode ser resolvido em uma consulta agendada.

Aplicativos de check-in

A adoção de aplicativos para notificar a chamada é um passo interessante para melhorar a experiência dos usuários na jornada do paciente. Eles querem mais poder sobre o período de espera, em vez de esperar sem previsão de horário.

No sistema de triagem hospitalar, as senhas seguem a prioridade de atendimento. Com a sequência numérica ignorada na chamada, o paciente acaba confuso sobre quando será chamado.

Os aplicativos de check-in são opções para apresentar uma noção mais precisa da fila, com estimativa de tempo. Então, o paciente consegue administrar a gestão pessoal enquanto aguarda. Ele pode ir o banheiro sem se preocupar ou mesmo ir à padaria para comer algo, de acordo com o caso.

Como esses apps têm acesso às informações cadastrais e ao prontuário eletrônico (PEP), trazem mais uma vantagem.  É possível fazer o check-in ainda em casa, tornando menor o tempo de espera efetivo.

Gestão de leitos

A automatização dos processos também pode beneficiar a gestão de leitos do seu hospital. Os gargalos na comunicação entre as etapas de admissão, atendimento e alta são os principais motivos para a demora nas internações.

Os sistemas de gestão integrados são uma solução indicada para o seu hospital conter esses problemas. Eles reúnem as informações do processo, gerando uma visão instantânea das vagas disponíveis para novas admissões.

Ferramentas de indicadores

Existem várias tecnologias que permitem acompanhar os indicadores da gestão do hospital. Elas permitem monitorar o tempo de espera, classificar pacientes, entender as taxas de admissão e dispensa de alta, entre muitas outras ações gerenciais.

Algumas ferramentas de indicadores são o big data, o business inteligence (BI) e o analytics, que cruzam informações para facilitar as decisões. Essas ferramentas influenciam a triagem hospitalar ao facilitar o acompanhamento dos pacientes, indicando previsões de quando o próximo atendimento ocorrerá.

Sistemas de gestão de escala

Conta simples: quanto mais médicos disponíveis para atendimento, mais rapidamente as filas de espera andam. Mas como assegurar a presença dos profissionais nos turnos? A resposta está nos sistemas de gestão de escalas!

Essas ferramentas auxiliam os gestores a preencherem os buracos nas agendas e a melhorarem a comunicação com os médicos. Quando um deles não consegue realizar o atendimento previsto, outros podem se prontificar a cobrir o horário, já que todos têm uma visão ampla da situação.

Na triagem hospitalar, os efeitos do sistema de gestão de escalas aparecem pelas filas mais rápidas e pelo menor tempo de espera.

Se o seu objetivo é aumentar a satisfação dos pacientes e melhorar o atendimento, vai encontrar nas tecnologias apresentadas ótimas oportunidades para acelerar a triagem hospitalar.

Confira também como fazer a transformação digital na administração hospitalar!