HIS 2019: Como a aplicação de Data Analytics contribui com as instituições na prática

Uma das vantagens do HIS para quem acompanha as palestras é poder ver casos práticos sobre os assuntos abordados no evento. Assim foi no painel “Data Analytics na prática: Desenvolvendo dados em melhores decisões de negócio”, que abordou as experiências dos convidados.

O painel ocorreu no espaço especial da Bionexo, contando com Rodrigo Grossi (CTO da empresa), André Almeida (conselheiro da ABCIS) e, de última hora, Carol Donavon (gerente de Inteligência da Rede Ímpar).

Confira o resumo desse encontro a seguir!

Uma breve apresentação sobre Data Analytics

O debate teve início com uma pequena apresentação ministrada por André, que trouxe uma pesquisa do Gartner com as tendências para Data Analytics deste ano – incluindo analytics aumentada, blockchain e servidores de memória persistentes – e os tópicos de destaque para a utilização da tecnologia.

As atenções se voltam para três características principais: as decisões orientadas por dados (data driven), a privacidade e a inteligência artificial. No primeiro caso, há uma série de estratégias para adotar uma cultura de negócios orientada por dados.

Entre as dicas que André pontuou, é interessante se cercar de pessoas analíticas, manter a informação à vista, entender que haverá pessoas incomodadas com a mudança e ter em mente que a eficiência analítica vai além de simplesmente ter grande volumes de dados.

A multidisciplinaridade na aplicação de Data Analytics na saúde

Os profissionais mais importantes para cuidar dos dados são o cientista de dados e o engenheiro de dados. Porém, eles precisam contar com o apoio de outras áreas para aplicar data analytics na saúde.

Esse é um dos pontos que André enxerga como destaque na integração dessa tecnologia no setor. Para ele, a preparação dos dados é muito importante, o que ressalta o papel dos especialistas citados, mas tem uma característica multidisciplinar, precisando da ajuda de áreas de negócio, tecnologia, equipe clínica, entre outros.

Rodrigo concorda que o cientista de dados por si só é insuficiente, reforçando a função da estrutura de dados. Ter um modelo consistente é fundamental para aplicar os conceitos de tecnologia. Além disso, ele entende que só quem tem vivência de business na saúde é capaz de fazer as correlações entre os dados.

A necessidade de multidisciplinaridade também é vista por Carol. Ela entende que é preciso ensinar estatística ao enfermeiro e informações clínicas aos especialistas técnicos. Nessa fusão de conhecimentos, a gerente de Inteligência já viu casos em que um enfermeiro se redescobriu na área de estatística, reencontrando-se profissionalmente.

A importância dos métodos ágeis para o setor

A área da saúde atua diretamente com vidas e, por isso, os riscos de erros precisam ser mínimos. Para lidar com falhas, Rodrigo apontou a importância de trabalhar com métodos ágeis: é a questão do fail fast.

Esse modelo de gestão propõe uma evolução no ciclo de aprendizado, com testes que imprimem mais velocidade nas execuções e ajudam a delimitar até onde é permitido falhar. O CTO da Bionexo acredita que ter uma área de catálogo de produtos é fundamental para mitigar possíveis erros.

Adicionando sua visão ao debate, Carol, que trabalha diretamente com Analytics em uma instituição de saúde, pontuou que a tomada de decisão nesses ambientes precisa ser rápida e precisa. Para que uma metodologia funcione, ela vê a necessidade de uma mudança mental na estrutura do processo, com ação em múltiplas frentes.

Na Rede Ímpar, um grande desafio para a aplicação de Data Analytics era unificar os dados dos pacientes. A estratégia foi mudar a aplicação de informações técnicas para dados estratégicos com a fusão de BI, processos, dados saneados, entre outras ações, incentivando a adoção de prontuários digitais para o corpo assistencial.

Quer saber o que mais rolou no HIS 2019? Acompanhe aqui no blog!

HIS 2019: Os impactos da inteligência artificial na saúde

inteligência artificial

A inteligência artificial é uma tecnologia em ascensão que impacta diversas áreas, protagonizando também mudanças no setor de saúde. Com essa premissa, o HIS 2019 explorou o assunto nos painéis do evento, como o “Digital Conversation: AI no relacionamento com o cliente”.

O debate foi moderado por Michael Kapps, CEO da TNT Health, e teve a participação de Rodrigo Scotti (CEO e criador da Nama), Sergio Passos (CTO da Take), Alexandre Pantuzzo (Sr Data Scientist, Statician e Product Engineer da Microsoft) e Gustavo Meirelles (radiologista e gestor médico de inovação do Grupo Fleury).

Confira os insights da mesa-redonda!

IA na transformação digital

Após se apresentarem, os convidados iniciaram a conversa ressaltando o papel da IA nos processos de transformação digital.  Foram abordados pontos como as aplicações de forma geral e os riscos que precisam ser analisados.

Alexandre pontuou que a ferramenta tem poder de gerar novas oportunidades de trabalho e melhorar a qualificação dos funcionários, sendo um complemento para as atividades humanas Nesse sentido, Sérgio acredita que a inteligência artificial vai permitir que a máquina passe a executar tarefas que desde o começo deveriam ser dela, pelo caráter operacional repetitivo.

Já Rodrigo lembrou que é preciso ter cuidado com as aplicações, tomando como exemplo as fake news que invadiram o sistema eleitoral nas últimas campanhas. Ele enxerga que estamos em um momento estratégico para as transformações, mas que a inteligência artificial tem seus riscos e não é 100% confiável.

Até onde os riscos são aceitáveis?

Os riscos precisam ser analisados, principalmente em se tratando de algo tão importante como a saúde. Os convidados colocaram em pauta a precisão da atuação das máquinas inteligentes, com vários exemplos.

Mike, por exemplo, citou um experimento da BBC em que os bots foram usados para conversar com os pacientes, substituindo um terapeuta. O resultado teve um mau desempenho, pois a máquina não conseguia entender.

É uma questão de desenvolver os sistemas para alimentar devidamente a máquina, mas também é preciso entender até que ponto a inteligência artificial pode ser aplicada na medicina e em que setores isso pode acontecer.

 “Os aviões voam sozinhos, mas quem aqui voaria sem piloto?”, Gustavo provocou a plateia para exemplificar a questão. Na saúde, é o mesmo contexto. O paciente sempre vai ter a necessidade de conversar com o médico para tirar dúvidas que a máquina não está preparada para solucionar.

O desenvolvimento das soluções e a participação dos médicos

Tendo consciência das possibilidades de erro da máquina, o desenvolvimento das soluções precisa seguir um conjunto de regras, com linguagem adequada e treinamentos adequados antes de entrarem em execução.

Essa é a visão de Rodrigo, que vê no machine learning uma ferramenta essencial para criar bots inteligentes.  Para ele, é preciso pensar na estruturação do desenho para que a máquina seja capaz de dar respostas sensíveis.

Alexandre também acredita que as redes neurais precisam ser capacitadas com treinamentos intensos. Se houver chance de erro, há casos em que a inteligência artificial deve ser evitada. Um exemplo citado é a identificação de criminosos. Se a precisão é de 80%, o risco é inaceitável.

O atendimento clínico por meio de IA

No atendimento clínico, a inteligência artificial pode ajudar de várias formas, como na identificação de novos tratamentos.

Gustavo apresentou um caso na oncologia em que a tecnologia foi aplicada junto a uma análise genômica para entender quem precisa de quimioterapia ou não. A partir da IA, foi possível chegar a resultados que dispensavam o tratamento para alguns pacientes.

Sergio enxerga essa identificação e seleção dos pacientes de acordo com grupos e padrões como um benefício para o atendimento, melhorando as relações entre o paciente e a máquina.

Para Rodrigo, é uma oportunidade de personalizar o contato, possibilitando que os pacientes se sintam mais confortáveis para se abrirem. Ele citou o exemplo de crianças com autismo, que preferem naturalmente conversar com máquinas.

Esses foram alguns insights e questões levantados no painel “Digital Conversation: AI no relacionamento com o cliente” do HIS 2019. Queremos a sua opinião também: até onde o uso da inteligência artificial na medicina é aceitável? Deixe o seu comentário!

HIS 2019: Como incentivar um estilo de vida com mais qualidade nas empresas?

A saúde dos colaboradores traz vários desafios para o fluxo de atividades nas empresas. Entre eles, gestores os gestores precisam acompanhar a eficácia dos planos de saúde e campanhas de incentivo para a adoção de bons hábitos. Mas como a tecnologia pode ajudar?

Esses foram alguns pontos abordados na palestra “O impacto da tecnologia na saúde populacional”, que reuniu representantes de diferentes setores para compartilhar ideias e experiências sobre o assunto.

Estiveram presentes Ricardo Ramos, presidente da ASAP; Alexandre Toscano, gerente Latam de Saúde Corporativa da Pirelli; Nathalia Nunes, editora-chefe da Informa Markets; Aline Telles de Mello, coordenadora de Programas de Saúde do Banco Santander; e Leonardo Carvalho, médico do Hospital Israelita Albert Einstein

Separamos alguns insights sobre esse encontro que teve como palco o HIS 2019. Confira a seguir!

Organizar é preciso!

Antes de buscar tecnologias para melhorar a qualidade da saúde nas empresas, é preciso organizar o sistema. É isso que aponta o médico Leonardo, que enxerga diferenças gritantes entre o modelo brasileiro e o sistema de saúde em Singapura, onde teve experiências profissionais.

 Para Alexandre, o problema está na mentalidade das pessoas. Ele enxerga o sistema ocupacional do nosso país como fantástico, mas que não funciona porque as pessoas insistem nos maus hábitos, deixando de praticar atividades físicas e sem adotar uma alimentação adequada.

Enquanto há doenças que estão relacionadas à genética, Aline pontuou que o que se pode fazer é justamente atacar no estilo de vida. Em seu trabalho, ela procura fomentar programas que mostrem a importância de mudar os hábitos, com foco na atenção primária da saúde dos colaboradores. 

Uma das estratégias que ajudam a organizar o atendimento nas instituições é dar visibilidade para a o trabalho do médico de família, mostrando que o pronto-socorro nem sempre é a melhor opção. Com projetos como esse, a taxa de engajamento à atenção primária cresceu em 25% dentro do Santander.

Ricardo entende que a saturação nos hospitais afeta inclusive a forma de atendimento pelos planos de saúde. “Costuma-se tratar o beneficiário como doente, que precisa se adaptar ao ambiente. Ele precisa ser tratado como consumidor para agregar valor à experiência”.

Aplicativos ajudam no cuidado da saúde

Embora a tecnologia em si tenha tido pouco destaque no debate, Aline levantou um ponto importante para a mudança de hábitos no estilo de vida: os aplicativos voltados para a saúde. No entanto, ela desacredita no impacto dessas soluções. Para ela, falta maturidade para as pessoas se empenharem no uso continuado, resumindo-se a cerca de seis meses apenas.

Já a experiência de Nathalia se mostrou positiva. O incentivo do uso de dispositivos como o Apple Watch teve um índice de 30% de engajamento entre os funcionários da empresa. Os devices ajudam trouxeram resultado na evolução dos hábitos de 40% dos colaboradores que passaram a usar os devices.

Com dois contextos diferentes, você acredita que os devices inteligentes realmente conseguem mudar os hábitos de saúde das pessoas? Deixe a sua opinião nos comentários e confira também os outros conteúdos que publicamos sobre o HIS 2019 aqui no blog!

HIS 2019: Fórum debate integração da saúde digital na rotina clínica

Saúde digital

A palestra “Integração da saúde digital na rotina clínica” reuniu profissionais de clínicas médicas para debater o impacto das tecnologias para unificar o acesso às informações de atendimento.

Participaram do debate cinco representantes de instituições renomadas e crescentes no mercado: Felipe Folco (Cia da Consulta), Felipe Roitberg (Hospital Sírio Libanês), Sandro Nhaia (MedRoom), Emilio Puschmann (Amparo Saúde) e George Martinez (OncoClínicas).

Confira a seguir os tópicos que foram levantados!

Necessidade de reforço na cultura das instituições

As instituições participantes da mesa redonda investem na implantação de sistemas e ferramentas, mas o sistema de saúde como um todo enfrenta várias barreiras para chegar à integração no atendimento clínico.

O debate levantou como principal desafio a questão do aculturamento dos médicos em relação à tecnologia. Mesmo com a disponibilização das ferramentas, muitos profissionais ainda são resistentes, principalmente nas gerações mais tradicionais.

Entre os insights, os participantes citaram alguns gatilhos que podem ajudar a resolver a questão. Folco levantou a questão da usabilidade das ferramentas – é importante que elas tenham um template amigável para cada especialidade clínica e que as soluções estejam sempre em aprimoramento.

Ele reforça que os médicos precisam enxergam as tecnologias como benefício, focando na facilidade de encontrar os dados em vez da dificuldade de uso. As ferramentas precisam fazer sentido e serem pertinentes para cada grupo de usuários na especificidade.

Em adição, George pontua que atualmente há muito mais foco nos modelos sistêmicos do que na usabilidade – e isso precisa mudar. Os desenvolvedores precisam focar apresentar as informações mais importantes que a solução deve resolver.

Além disso, ele acredita que é preciso estimular o aculturamento de acordo com cada geração. Enquanto os profissionais da geração Millenium têm mais facilidade de adaptação, gerações anteriores precisam ter um modelo de treinamento presencial para entender como usá-las.

Enquanto a dificuldade é encaixar esses treinamentos na rotina do profissional, a sugestão de Sandro é deixá-los livres para agendar horários conforme a disponibilidade de agenda nos laboratórios.

Prontuário eletrônico e a integração dos dados

O foco da palestra é como tornar o sistema de saúde mais integrado a partir das tecnologias. Nesse sentido o assunto do momento é o prontuário eletrônico. Essa ferramenta tem o potencial de trazer muitos benefícios para o atendimento, porque mantém os dados do paciente atualizados.

No entanto, os convidados veem uma problemática na questão. Até pela questão da cultura entre os médicos, eles acreditam que ainda vai demorar muito para que possamos chegar a um sistema de saúde integrado, onde os profissionais possam ter acesso a dados de consultas prévias dos pacientes.

Folco pontua que muitos médicos ainda sentem receio de disponibilizar as informações das consultas em um prontuário aberto, mesmo que o paciente detenha a posse dos dados. Por isso, o aculturamento é tão importante. Só a partir de uma mudança de percepção, será possível chegar a um sistema integrado, onde o histórico do paciente possa ser usado para uma melhor eficiência do atendimento.

Para complementar, Emilio ressalva que os médicos precisam aprender a confiar mais uns nos outros para que possa haver a troca de dados. Ele acredita que o uso de repositórios para alimentar os prontuários é um caminho interessante para proporcionar mais segurança às informações. Assim, o sistema de saúde poderá evitar desperdícios de exames repetidos e a falta de comunicação entre os prestadores de saúde.

Realidade aumentada e o ensino médico

A realidade aumentada também teve um breve destaque no debate sobre integração da saúde digital. Essa ferramenta ajuda no ensino de estudantes e médicos, até para entender as novas ferramentas para o trabalho clínico.

Sandro tem projetos de ensino e acredita que essa solução ajuda bastante no aprendizado, mas refuta que nem sempre é necessária. Os conteúdos também podem ser assimilados por outras plataformas, como podcasts e vídeos.

A partir da gamificação, é possível criar variações do aprendizado, retomando a questão da personalização para cada especialização. Ele enxerga que, embora haja similaridades no processo de atendimento, o profissional precisa estar preparado para lidar com as especificidades de cada caso.

Qual sua opinião sobre o assunto? Deixe nos comentários e acompanhe a cobertura completa do HIS 2019!

HIS 2019: Como integrar os silos de informação num grande big data na cadeia médica?

Big data na cadeia médica

Mais integração e a padronização dos pacotes de dados são os principais desafios do setor de saúde para derrubar as barreiras dos silos de informação e se beneficiar do uso de big data na cadeia médica.

Esse foi o cerne do painel Silos x Big Data, que ocorreu no Health Innovation Show 2019, realizado em setembro na capital paulista.

Moderada por Enrico de Vettori, sócio-líder da indústria de Life Sciences & Health Care da Deloitte, a conversa contou com Rafael Gomes de Castro, presidente da Unimed Petrópolis; Maurício Cerri, superintendente de TI da Faculdade de Engenharia de São Paulo (FESP); Orestes Pullin, presidente da Unimed do Brasil, ​ e Mercia Cabrera, executiva de Clientes da Cerner.

Contexto atual e o HITECH Act

A integração e o compartilhamento de dados entre os agentes da cadeia brasileira de Saúde – como operadoras, hospitais e médicos – são grandes desafios de cultura e tecnologia.

Como exemplo bem sucedido nesse sentido, Cabrera citou o HITECH Act, medida dos Estados Unidos para unificar as bases de informação dos principais hospitais no país.

Em linhas gerais, o governo americano estabeleceu indicadores de qualidade para as instituições de saúde, conferindo um certificado àquelas que cumpriam os pré-requisitos em cada tópico. Essas, por sua vez, obtinham o direito de requerer investimentos públicos para modernizar sua infraestrutura e participar do programa.

O que difere do que ocorreu lá do atual cenário brasileiro é que aqui o protagonismo parte das empresas particulares, enquanto os norte-americanos tiveram apoio público. Outra diferença está na maturidade do sistema, que já contava com medidas estruturais que favoreceram a entrada de soluções voltadas à gestão de saúde pública.

Contudo, a perspectiva é positiva: Cabrera avalia o ritmo de investimento em tecnologia das instituições brasileiras com bons olhos, e afirma que em pouco tempo conseguiremos atingir esse nível de maturidade.

Case Unimed

Um exemplo que corrobora com essa visão otimista é o trabalho da Unimed. Pullin 

compartilhou que a troca de experiências com os parceiros tecnológicos dos hospitais da rede os motivou a estabelecer padrões para os pacotes de dados.

A partir desta infraestrutura, foi possível criar um barramento nacional, possibilitando o desenvolvimento de um grande banco de dados.

De acordo com Pullin, o próximo passo é o investimento na contratação de cientistas de dados, visando analisar esse volume de informações e estabelecer uma base para seu uso no desenvolvimento de soluções de Inteligência Artificial.

E a Lei Geral de Proteção de Dados?

Segundo Cerri, o principal desafio quando pensamos na adequação dos dados de Saúde à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) é estabelecer um meio de atender os requisitos da legislação de forma que as informações sigam um fluxo fluido até a ponta do processo, que é o cuidado com o paciente.

Além dos aspectos tecnológicos, o superintendente de TI da FESP enxerga um entrave cultural nesse esforço, visto a coleta ainda manual dos dados de paciente pelos médicos e a falta de consciência sobre a responsabilidade de manter a segurança e privacidade sobre essas informações.

Ele conta que lá no Estados Unidos essa barreira é bem menor, já que os médicos, por exemplo, tem por cultura resguardar os nomes numa eventual troca de casos entre seus pares.

“Chega um momento em que a tecnologia está tão próxima ao core do negócio que é capaz de transformá-lo”

Os benefícios de contar com uma base de dados para direcionar decisões desde a gestão até o cuidado do paciente foi unânime na mesa de discussão.

A necessidade de abraçá-la também. Para Pullin, é nítida a insustentabilidade dos modelos atuais e a tecnologia apresenta um meio de solucionar essa questão.

E você? Qual sua opinião sobre o assunto? Deixe nos comentários e acompanhe nossa cobertura do HIS 2019!

HIS 2019: Área assistencial deve protagonizar criação de soluções de Inteligência Artificial para o cuidado de pacientes

inteligência artificial para o cuidado de pacientes

Como atender de forma assertiva a demanda de médicos e outros profissionais de saúde com soluções de inteligência artificial para o cuidado de pacientes?

Essa questão norteou o debate “Inteligência Aumentada: como IA pode re-significar prevenção, diagnóstico e terapia”, que ocorreu em setembro no HIS 2019.

O painel foi mediado por Mariana Perroni, medical advisor da IBM, e contou com a participação de Marcio Aguiar, Enterprise Senior Sales manager da NVIDIA; Celso Azevedo, CTO da Data H; Guilherme Rabello, gerente Comercial e Inteligência de Mercado na InovaIncor; e Silvio Moreto, CEO & Co-founder da Varstation​.

A IA é um caminho sem volta na saúde

Mariana Perroni abriu o painel destacando que a tecnologia sempre teve um papel crucial na saúde. Contudo, se por um lado essa tendência traz resultados positivos, por outro acarreta em mais custos para as instituições e complexidade dos cuidados.

Esse movimento demanda a busca por soluções focadas no acompanhamento dos fluxos nas jornadas do paciente e do médico. Os dados obtidos por prontuários eletrônicos, por exemplo, revelaram-se um bom caminho para esse fim.

O problema é que apenas 0,5% dos dados gerados são analisados. O motivo? As barreiras culturais e de interoperabilidade.

O papel da área assistencial

Para Rabello, é preciso deixar claro que a tecnologia deve ser vista como um meio de alcançar uma solução, em vez de o fim.

Em outras palavras, confiar que as equipes de TI vão criar sozinhas as ferramentas que devem transformar a saúde é um erro. Esse esforço precisa ser multidisciplinar.

“Temos que fazer o que o médico faz com a gente: diagnóstico, análise do cenário e prescrição do tratamento. Terapia para mudança de processo, que é mudança de cultura, que é mudança de gente”, define.

Isso implica em conscientizar os profissionais da área assistencial, ou seja, com contato direto com o paciente, que a inteligência artificial é uma tecnologia assistiva. Em outras palavras, é a que vai resolver o problema dele.

Isso sem falar do papel desses profissionais como consultores na concepção das ferramentas.

Para ele, essa é a forma mais eficiente de alcançar os gestores de saúde, que hoje veem o investimento em tecnologia somente com custo.

Transformação digital de dentro para fora

Uma coisa ficou clara: precisamos trazer o pessoal de saúde para dentro da área tecnológica e dar a eles o protagonismo. E a melhor forma de engajar a cadeia de assistência à saúde na produção das ferramentas de Inteligência é a promoção de eventos e meetups.

O que acha? Deixe sua opinião nos comentários e acompanhe a cobertura completa do His 2019!