Transformação digital nas empresas: por onde começar?

transformação digital nas empresas

A transformação digital nas empresas deixou de ser tendência e se tornou fundamental para garantir uma vantagem competitiva. Porém, muitas organizações ficam perdidas na iniciativa. Afinal, como começar o processo de mudança nos ecossistemas?

Há uma série de estratégias que você pode seguir, mas, de forma geral, precisa pensar nos objetivos que devem ser conquistados durante a mudança. É importante também que eles fiquem bem claros para os colaboradores, deixando todos cientes das vantagens.

Tendo isso em mente, a RedFox lista a seguir alguns caminhos que vão te ajudar a seguir a trajetória de transformação digital nas empresas. Confira!

Entenda as necessidades do mercado

O primeiro passo para aplicar a transformação digital é entender as necessidades do negócio. De um lado, deve-se compreender o que pode melhorar a rotina interna no trabalho das equipes. De outro lado, há as necessidades do mercado, que vê a tecnologia como sinônimo de qualidade.

O cliente precisa enxergar valor no que a sua empresa tem a oferecer e, para isso, os novos modelos de relacionamento colocam os negócios a um patamar elevado. Já o colaborador pode entender e executar as tarefas a ele delegadas com mais praticidade, contando com plataformas de treinamento e de gestão.

Defina a estratégia digital  

Só depois de entender o que precisa ser melhorado que é possível determinar uma estratégia digital para os negócios. Desenhar o plano descritivo do projeto ajuda a alinhar todos os envolvidos e stakeholders no desenvolvimento e evolução de cada ação, bem como deixá-los cientes das variáveis do processo.

É importante definir as iniciativas, as ferramentas a serem implantadas, o processo de mudança de cultura, as estruturas de negócio, as metodologias, entre outros elementos relevantes.

Incentive a nova cultura

Não adianta começar o processo de transformação digital nas empresas sem que os colaboradores estejam engajados com a proposta. Eles podem estar resistentes e se mostrarem conformados com o modelo tradicional — alguns até temem perder o emprego para a tecnologia.

Só que os processos manuais estão cada vez mais obsoletos e seguram todo o potencial da organização. Para instigar a cooperação, você precisa incentivar uma nova mentalidade e mostrar as vantagens das mudanças. Essa estratégia precisa começar a partir dos líderes, apresentando os valores e as facilidades que a tecnologia propicia aos fluxos de trabalho.

Escolha as ferramentas ideais

A ideia da transformação digital nas empresas é utilizar a tecnologia de forma estratégica para solucionar problemas. Com isso, escolher as ferramentas adequadas para automatizar processos é mais uma etapa importante.

A criação de ativos digitais deve ser estruturada com segurança, transparência e viabilidade financeira. Algumas tecnologias que ajudam a digitalizar os processos seguindo essa lógica são o big data, cloud computing, blockchain, IoT e inteligência artificial.

Conheça a plataforma de gestão Smart Process

As dicas anteriores são algumas dicas para dar o pontapé inicial na sua transformação digital, mas, se você procura uma solução inteligente para a sua transformação digital, a RedFox pode ajudar. Desenvolvemos o Smart Process para auxiliar as empresas que buscam transformar os processos a partir da tecnologia, melhorando a visibilidade do trabalho e a comunicação entre os setores.

A partir da nossa solução, as equipes se inserem na integração das tarefas, conseguindo acompanhar todas as etapas e entender a continuidade de seus trabalhos. Ao enxergar os benefícios de uma plataforma digital, os colaboradores se percebem como atores da estratégia, o que facilita para que eles se abram para para a nova cultura.

Com o Smart Process e outras soluções, a RedFox ajuda a promover uma verdadeira transformação digital nas empresas. Visite os nossos canais de atendimento e conheça os produtos disponíveis!

Processo manual: Quais são os riscos de erro humano nas empresas?

processo manual

As tarefas com processo manual estão mais suscetíveis a erros de natureza humana, que interferem no desempenho dos resultados. Isso porque informações sem acuracidade atrapalham os líderes nas tomadas de decisão e podem levar a ações catastróficas.

Nós da RedFox enxergamos a automação como a melhor saída para conter esse contexto. Existem várias tarefas que podem ser executadas por soluções digitais, diminuindo riscos como o arquivamento e gestão de documentos.

Enquanto muitas empresas ainda trabalham com papéis, por exemplo, há sempre chances de perder informações no manuseio dos documentos. Já em uma empresa em transformação digital, os dados ficam protegidos na nuvem e em sistemas seguros.

Então, para evitar os prejuízos causados pela falha humana, é importante ter meios de identificar os gargalos e corrigi-los. É nesse contexto que desenvolvemos o SmartProcess, uma solução importante para aperfeiçoar os processos e dar visibilidade aos gestores.

Com a nossa solução, a sua empresa consegue corrigir problemas comuns ao processo manual e ainda automatizar tarefas de caráter repetitivo. Confira a seguir alguns tipos de erro humano que podem prejudicar a sua empresa e como a nossa solução pode ajudar!

Falta de atenção

Uma característica da natureza humana é que nós nunca estamos totalmente focados. Por diversos motivos, podemos nos distrair ao executar uma tarefa, causando erros que podem ser identificados tardiamente, quando já prejudicaram o andamento das atividades.

Assim, contar com um sistema de gerenciamento de processos é uma forma interessante de conter esses problemas. No SmartProcess, há algoritmos inteligentes que ajudam a identificar erros nas informações inseridas e solicitam a readequação, evitando que os dados sejam repassados de forma errada no fluxo do processo.

Fadiga ou cansaço

Seja pela complexidade de um trabalho, jornadas de trabalho extensas, excesso de pressão dos gestores, entre outros motivos, o colaborador pode fazer as atividades cansado ou esgotado.

Dessa forma, torna-se muito difícil realizar um trabalho com primazia e qualidade. Com a queda de desempenho, o funcionário fica suscetível a cometer erros e deslizes, prejudicando o andamento dos processos.

As tarefas executadas por meio de soluções digitais estão livres desse contexto, já que a máquina pode funcionar ininterruptamente sem ter a qualidade afetada.

Negligência a informações

Em meio a grandes volumes de dados, o processo manual dificulta a leitura das informações para as tomadas de decisão, principalmente quando as informações estão registradas em papel. Assim, muitos dados podem ser esquecidos ou deixados de lado nas análises.

Enquanto a atividade humana se torna mais complexa para lidar com tanto material, tecnologias como inteligência artificial, big data e analytics presentes no SmartProcess têm potencial para realizar o processamento com mais agilidade.

A ideia é incentivar a digitalização das informações, deixando o papel de lado. Assim, todos os dados ficam disponíveis no sistema para utilização dos algoritmos, gerando relatórios mais completos e consistentes.

Falta de capacitação

Nem todos os funcionários estão capacitados para lidar com o processo manual, tendo um desempenho limitado nas atividades delegadas. Isso pode acontecer devido à falta de cuidado na seleção, realocação indevida ou mal elaborada, acúmulo de função originada de outros cargos, entre outros motivos.

Ter mais atenção ao perfil dos profissionais ou mesmo capacitá-los é uma saída para o problema, mas os erros também podem ser corrigidos – de forma até mais confiável – a partir da automação do processo, utilizando sistemas e plataformas com algoritmos inteligentes para realizar atividades repetitivas e mecanizadas.

Se o SmartProcess tem meios de facilitar essa questão, também traz uma biblioteca digital que pode ser alimentada com materiais de treinamento. Assim, os gestores contam com uma ferramenta otimizada para desenvolver a capacitação da equipe a partir de treinamentos ágeis e com baixo custo.

Outra vantagem é a identificação dos funcionários que precisam atualizar o conhecimento. A partir do acompanhamento das atividades, a solução emite diagnósticos que sinalizam a falta de cumprimento dos padrões, avisando quando um colaborador precisa ser retreinado.

Falta de comprometimento

Outro problema no processo manual originado da má seleção é a escolha de profissionais sem comprometimento com a empresa. Eles tendem a executar as demandas sem o cuidado adequado, caindo em contextos já citados, como a falta de atenção e a negligência aos procedimentos e dados, ou mesmo atrasar as entregas.

A identificação desses profissionais nem sempre é possível na contratação, mas, quanto mais uma empresa automatiza seus processos, maiores são as chances de as entregas serem feitas de acordo com a demanda.

O SmartProcess tem uma funcionalidade que desenha o processo de forma que o usuário execute as tarefas dentro das regras especificadas, ou seja, o sistema garante que a execução de todas as etapas críticas sejam cumpridas, independente do comprometimento do colaborador.

Erros propositais e corrupção do processo

Quão confiáveis os seus profissionais são? Vemos com frequência empresas acusadas de corrupção e caixa dois nos noticiários. Enquanto isso pode de fato ocorrer nas altas gerências, também pode ser premeditado por líderes e gestores de cargos inferiores, com acesso aos processos financeiros.

Esse contexto é mais característico de empresas de grande porte, onde as etapas costumam ser longas e passam pelas mãos de várias pessoas. Ter uma ferramenta digital para rastrear todas as movimentações é uma forma de evitar a corrupção e ações ilegais dentro do seu negócio. No SmartProcess, esse acompanhamento é facilitado por um dashboard de fácil visualização que identifica os responsáveis pelas tarefas.

Se a sua empresa apresenta erros humanos com frequência por ter um processo manual, a nossa solução tem tudo para ajudar a aumentar os resultados do negócio. Entre em contato com a equipe RedFox e converse com um de nossos especialistas sobre o SmartProcess!

O que é big data e qual é a influência para os resultados de uma empresa?

O que é big data?

Em meio a tantos dados que chegam diariamente, muitas empresas procuram entender o que é big data para melhorar os negócios. Isso porque o conceito permite usar as informações como instrumento de valor para os processos.

Existem várias ferramentas usadas para coletar dados, tanto na gestão do ecossistema interno de uma empresa como no relacionamento com os clientes. Então, chega a ser um grande desafio assimilar e compreender tudo sem a ajuda de uma tecnologia apropriada como o big data.

Para entender como ele promove a fácil compreensão das informações, é preciso primeiro saber como funciona. Afinal, o que é o big data e qual é o seu impacto nas empresas? Descubra a seguir!

O que é big data?

O big data nada mais é do que um grande volume de dados estruturados (vindos de bancos de dados, sistema, arquivos de texto etc.) e não estruturados (oriundos de documentos do Word, páginas da internet, vídeos, audios etc.), sendo um facilitador nas tomadas de decisão.

A partir dele, é possível cruzar informações para gerar insights preciosos, o que leva a ações com melhores resultados na gestão dos negócios. A ideia é gerar valor com menos esforços e de forma mais rápida, já que a máquina tem capacidade de processamento muito superior à capacidade humana.

O conceito dos 5 V’s do big data

O valor do big data para as organizações está centrado no que se denomina conceito dos 5 V’s. Inicialmente, eram apenas 3 itens, mas o conjunto foi expandido com o tempo. São eles:

  • Volume: refere-se à quantidade de dados que são absorvidos pelo big data para a leitura. É o princípio do processo de análise, que precisa de um número razoável de informações para o cruzamento de informações.
  • Variedade: esse item é importante para que a análise apresente insights de qualidade, com informações úteis. Quanto mais dados e fontes são utilizados no processamento, melhores serão as chances de gerar informações relevantes e confiáveis.
  • Velocidade: a rapidez com que a máquina faz a leitura dos dados é uma das vantagens do big data para as empresas. O desafio é justamente gerar informações com mais agilidade para promover tomadas de decisão pontuais.
  • Veracidade: qualquer decisão precisa ser realizada a partir de informações concretas e verídicas. Ao processar diversos dados, o big data tem alto potencial de gerar insights com análise apropriada, porque consegue fazer a leitura com mais facilidade do que um humano.
  • Valor: o último V diz respeito à relevância dos resultados de análise para as tomadas de decisão. Nesse caso, é importante que os dados processados sejam capazes de gerar valor para o negócio, apresentado o que chamamos de informação útil.

Essas cinco características ajudam a entender melhor o que é big data. Mais do que isso, permitem que as empresas possam ter mais confiança na hora de usar dados e relatórios para fazer a tomada de decisões.

A RedFox reconhece a importância desse conceito para o mercado e, por isso, procura aplicar sempre as melhores ferramentas nas soluções que desenvolvemos. O big data especificamente pode ser encontrado no Smart Process, criado para evoluir os sistemas de gestão das empresas.

Agora que você já sabe o que é big data, que tal entender como o Smart Process funciona?


O que é transformação digital? Conhecendo os caminhos da Era Digital

O que é transformação digital?

A definição sobre o que é transformação digital vai além da simples adoção de tecnologia. Os softwares e hardwares são apenas as ferramentas para tornar real uma verdadeira mudança estrutural nos negócios, que engloba vários elementos com foco em melhorar o desempenho das empresas.

A CEO da RedFox, Isabela Abreu, define esse movimento como uma maneira de repensar os processos gerando valor para a organização e adequando-se às suas reais necessidades. Isso envolve, além de agregar soluções digitais,  a inclusão de pessoas, a revisão de estratégias operacionais e de negócio, bem como a constante análise de dados.  

Assim, é possível melhorar a vida das pessoas e estabelecer uma estrutura empresarial mais ágil, visando o equilíbrio entre qualidade e velocidade. Por isso a necessidade de promover uma mudança de comportamento nas equipes e a automatização dos processos, com ferramentas e sistemas inteligentes que facilitem as rotinas de trabalho. 

Em resumo, para entender o que é transformação digital é preciso ter em mente que o termo central desse conceito é mudança: de processos, de comportamento, de cultura e de estratégias. Mudanças que se completam em busca dos melhores resultados. Mudanças que mantêm as empresas vivas em um cenário de alta competitividade.

Da 1ª Revolução Industrial à Revolução Digital: a evolução dos processos

Para entender o que é transformação digital na sua essência, é interessante voltar às suas origens. Esse conceito  faz parte de um movimento maior chamado Revolução Digital ou 4ª Revolução Industrial.

Trilhamos um longo caminho até a chegada desse ciclo, que começou na 1ª Revolução Industrial. Foi um período que pavimentou as vias para o mundo tecnológico, com início no final do século XVIII.

Esse primeiro ciclo foi marcado pela chegada da máquina a vapor para substituir o homem e os animais em atividades rústicas. Foi a primeira vez em que os processos ganharam mais agilidade, ajudando na produtividade e também na criação de tecnologias de bens de consumo.

Então veio a 2ª Revolução Industrial, no início do século XX. Tivemos um avanço com a chegada da energia elétrica e petrolífera. Tecnologias já existentes foram aperfeiçoadas, enquanto outras surgiram. O destaque ficou pela invenção do telefone e do telégrafo, que facilitaram a propagação das informações e o surgimento da comunicação de massa.

Com a máquina fazendo o trabalho humano e a comunicação ganhando impulso, estava sacramento o que daria início à chegada do mundo digital. A tecnologia ganhou impulso no terceiro ciclo da Revolução Industrial, que ocorreu na década de 1970, após a 2ª Guerra Mundial.

Esse período ficou marcado como a Era da Informação, trazendo de vez os primeiros inventos digitais pela chegada da computação. Houve a transição das ferramentas mecânicas pelas digitais nos processos industriais e a facilidade para troca de informações cresceu bastante.

E eis que chegamos à fase atual: a Revolução Digital ou a quarta fase da Revolução Industrial. Vemos o impulsionamento de ferramentas e soluções digitais, com tecnologias mais avançadas para monitoramento e facilitação da gestão nas indústrias e empresas ou mesmo máquinas autônomas e inteligentes. É a fase da disrupção digital.

Os impactos da Era Digital para a transformação digital dos processos

No âmbito da nova Revolução Industrial, vivemos o ciclo da transformação digital. O avanço da internet e da telefonia ajudou a digitalizar a sociedade, com a democratização da informação.

Contamos com várias tecnologias que poderiam parecer ficção há menos de duas décadas, indo desde a Internet das Coisas, que conecta os dispositivos físicos à rede, até a existência de ciborgues – as pessoas já podem ter membros robóticos.

As ferramentas da Era Digital são um passo muito grande na expansão de possibilidades para a prestação de serviços e os processos das empresas, como a melhora do monitoramento e análise de atividades. Softwares e plataformas permitem avaliar dados para gerar insights em tomadas de decisão e entender melhor os processos das empresas.

Até a medicina ganhou um novo contexto. Não só os gestores contam com alicerces para evoluir os cuidados com o paciente como o atendimento já pode ser aplicado à distância, com as novas possibilidades da telemedicina. Os cuidados com a saúde ganharam um upgrade muito importante que tendem a melhorar cada vez mais.

A evolução tecnológica trouxe também um novo cenário de empreendedorismo, com o crescimento de startups que surgem já pautadas em negócios digitais. E esses novos mercados mostraram a real necessidade de empresas tradicionais se renovarem, aderindo ao movimento de o que é transformação digital.

A linha do tempo da Revolução Industrial traz um direcionamento perfeito para compreender o conceito, mas há muito mais para aprender sobre a TD. Se você quer saber mais sobre como implantar essa mudança na cultura da sua empresa, entre em contato com os nossos consultores e acompanhe o blog para mais conteúdos como este!

A transformação digital na modelagem de processo

A modelagem de processo é uma prática que melhora resultados a partir de regras de negócios, permitindo a visualização dos caminhos que cada etapa pode seguir.

O modelo evoluiu bastante com o passar dos anos, saindo da total falta de atenção no acompanhamento para a atual disrupção, com soluções que facilitam a visibilidade das ações.

Na década de 1980, por exemplo, as empresas tinham um fluxo de trabalho extremamente manual e deixavam de olhar para os processos. Não havia uma preocupação em verificar o ciclo das tarefas ou os responsáveis pelos gargalos.

Conforme a tecnologia ganhou espaço no mercado, esse cenário passou por mudanças. Até o começo dos anos 2000, várias organizações já aplicavam técnicas de redesenho dos processos. Então, elas passaram a ver os processos de uma forma mais ampla, entendendo as tarefas executadas.

Mas como se deu essa mudança e como a transformação digital ajuda a evoluir a modelagem de processo? Vamos entender a seguir!

A influência da Administração Científica de Taylor nos processos

O avanço da tecnologia é um forte catalisador na evolução da forma de ver os processos, mas as teorias de vários autores também trazem a contribuição importância. Um dos grandes destaques é a proposta de Frederick W. Taylor, publicada em 1911.

Ele desenvolveu o conceito da Administração Científica, com uma série de métodos com o objetivo de gerar produção máxima com o mínimo custo. São 5 propostas centrais: planejamento, padronização, especialização, controle e remuneração.

As ideias apresentam um contexto que chegaria a beneficiar empresas em detrimento dos funcionários nas décadas seguintes, promovendo:

  • organização predefinida do trabalho, comparando-se a uma máquina;
  • subvalorização da qualificação dando lugar a tarefas repetitivas;
  • visão do salário como fator pouco relevante para a satisfação dos colaboradores;
  • administração fazendo a exploração dos funcionários em prol das empresas.

Apesar de prejudicial e alienador para a massa trabalhadora, o modelo de Taylor foi pioneiro para melhorar a organização da linha de produção. O interessante é que podemos enxergar parte dessas propostas no uso das tecnologias modernas nos processos, as quais são desenvolvidas para substituir o homem nas tarefas repetitivas.

O novo cenário da modelagem de processo

O avanço da tecnologia abriu espaço para o surgimento de soluções inovadoras de gestão, beneficiando a modelagem de processo. São ferramentas que mapeiam os processos dentro da empresa, gerando insights para entender o que funciona adequadamente e quais são os gargalos.

A metodologia do BPM é um exemplo para expandir a visão de negócios, mas já é possível apresentar algo mais complexo e completo. Ao pensar na criação de ferramentas para modelagem de processo, há necessidade de acompanhar mais de perto o que acontece em tempo real dentro do desenho do processo.

Para isso, o full-time equivalent (FTE) se mostra uma metodologia interessante. O método permite analisar o grau de envolvimento dos colaboradores nas ações e projetos do fluxo do processo, utilizando regras de negócio.

Assim, pode-se a entender a quantidade de pessoas necessárias para executar uma tarefa específica, permitindo organizar a demanda adequadamente. Esse tipo de solução proporciona um melhor desenho do processo para acompanhar as funções de cada funcionário e as necessidades de reestruturar os fluxos.

O FTE pode ser aplicado a novas plataformas inteligentes que permitem relacionar as atividades em execução no ecossistema às metas planejadas. A partir dos grandes volumes de dados gerados, a modelagem de processo moderna consegue então proporcionar insights mais precisos.

Smart Process: a solução para processos inteligentes

Ao observar as dores e dificuldades do mercado, a RedFox desenvolveu o Smart Process, uma plataforma avançada para a modelagem de processo. A solução traz ferramentas que ampliam a visão de negócios, facilitando a resolução de diversos problemas da gestão.

O desenho do processo proporciona uma visibilidade mais clara das metas e resultados, favorecendo a rastreabilidade. Isso porque gera transparência sobre quem inclui as informações no sistema e quando isso acontece.

A atualização pode ser acompanhada em tempo real, facilitando o controle das atividades. A partir do FTE, o usuário ganha acesso a insights para identificar as demandas de mão de obra e o esforço necessário na execução das tarefas.

Outro benefício é a integração de dados e sistemas, que ficam concentrados em um único lugar. Uma vez que todas as informações estão na plataforma, o gestor consegue estruturar o seu centro de controle operacional, executando uma gestão mais eficiente.

Essas são apenas algumas vantagens do Smart Process. Para saber mais sobre a solução e como ela pode evoluir a sua modelagem de processo, entre em contato com o team Red!

6 problemas causados pela falta de controle de processos

falta de controle de processos

De acordo com um relatório da KPMG de 2017, muitas empresas têm dificuldade para antecipar resultados . Segundo a pesquisa, apenas 21% dos projetos analisados entregavam benefícios consistentes. Aos demais, cabia problemas como a falta de controle de processos, uma característica que prejudica a identificação das falhas nas atividades do ecossistema corporativo.

Mesmo que cada setor tenha funções específicas, muitas vezes as tarefas se complementam, criando uma relação de interdependência entre as áreas. O trabalho de uma equipe, então impacta diretamente nos resultados da empresa como um todo.

Durante a nossa imersão no mercado, a RedFox identificou uma série de dificuldades comuns a empresas sem um modelo eficaz para melhorar o ecossistema de gestão das organizações.

A partir dessa expertise, selecionamos 6 problemas que podem ser resolvidos com uma solução apropriada para o controle de processos. Confira a seguir!

1. Falta de clareza nas atribuições das áreas

Quando os funcionários têm dificuldade de entender as tarefas, o processo pode travar ou atrasar, tomando mais tempo do que deveria. Esse problema ocorre com frequência em ambientes corporativos desordenados, onde as responsabilidades são confusas.

A falta de clareza acarreta em pessoas fazendo as tarefas que deveriam ser delegadas a outros funcionários e, ainda pior, sem o cuidado próprio do responsável por desempenhar a função. No contexto geral, a empresa acaba por desvalorizar o real potencial dos funcionários, deixando de tê-los nas funções mais adequadas para cada perfil.

Como consequência, os resultados perdem qualidade e estão sujeitos a erros. Isso atrasa as demais etapas do processo e o resultado final.

2. Sobreposição e duplicidade de funções

Além de confusão na execução de tarefas, a falta de controle de processos também pode gerar duplicidade, fazendo com que mais de uma pessoa realize a mesma atividade. Há casos em que esse contexto sequer é identificado pelos gestores.

É comum também o acúmulo de tarefas para um funcionário, enquanto outros que poderiam se ocupar de algumas dessas atividades apresentam ociosidade na cadeia do processo. A sobreposição de funções ou até mesmo nomenclaturas erradas de cargos são resultados desse contexto.

Quando a visão do ecossistema é clara, evita-se a perda de tempo com esse tipo de situação. O tempo dos funcionários é otimizado e os materiais criados são utilizados de maneira inteligente dentro dos processos interconectados.

3. Inexistência de funções vitais para o funcionamento da organização

A falta de visão para a necessidade de funções ausentes no processo é mais um resultado da gestão sem controle. Com isso, caímos novamente na situação em que funcionários realizam tarefas impróprias para o cargo, refletindo na baixa qualidade do produto/serviço.

Identificar gargalos referentes a cargos ausentes ajuda a criar ciclos mais inteligentes e com melhores rendimentos, inserindo os profissionais adequados para a realização das atividades em questão.

Com as ferramentas adequadas, o gestor tem melhor visibilidade dos organogramas de trabalho e pode readequar os processos para que as tarefas estejam nas mãos certas.

4. Elevado número de níveis hierárquicos

Em empresas de grande porte, há um elevado número de níveis hierárquicos, abrindo espaço para vários problemas. Para começar, quanto mais pessoas envolvidas no processo, a tendência é deixá-lo mais demorado e difícil de identificar as falhas, bem como os responsáveis pelo erro.

O resultado é um forte desentendimento entre áreas, que se responsabilizam entre si. Em vez de resolver a questão, os colaboradores perdem tempo em uma discussão para definir de quem é a culpa.

As falhas podem ser resultados de uma quebra de comunicação no meio do caminho ou do famoso telefone sem fio, onde as informações se perdem ou são deturpadas no trajeto. Isso inclui o uso de meios ineficientes de contato, como e-mails que chegam ao destinatário, mas não são lidos.

Esse contexto de fácil perda de informações facilita ainda a ação de colaboradores mal intencionados, com brecha para práticas ilícitas e corrupção no sistema.

5. Falta de integração na estrutura

Sem a visão de processos, o trabalho das áreas correlacionadas é feito de maneira desconexa. A falta de integração na estrutura do processo é um problema sério de gestão, porque leva a retrabalhos, perda de tempo, falha de comunicação e atrasos em tarefas, bem como a perda de informações.

6. Estrutura inadequada aos padrões

Sem um controle de processos adequado, a empresa pode até ter padrões predefinidos, porém as chances de eles não serem cumpridos são grandes. Esse contexto apresenta colaboradores executando tarefas de forma aleatória, contribuindo para resultados inconsistentes e cheios de falha.

A gerência se torna incapaz de resolver os problemas e agir frente aos erros de processo, porque perde a visibilidade sobre as tarefas. Os padrões se tornam meramente triviais, existindo apenas por uma questão de formalidade. Logo, o fluxo dos processos se torna confuso.

Se você se identifica com pelo menos uma parte dessas falhas no ecossistema da sua empresa, é porque realmente precisa melhorar a gestão. Para isso, precisa de ferramentas inteligentes que podem ajudar a desenhar, entender e controlar os processos, garantindo um  melhor gerenciamento e uma maior visibilidade das tarefas e melhora na comunicação.

Que tal conhecer o que o Smart Process tem a oferecer para a sua organização?

HIS 2019: Como a aplicação de Data Analytics contribui com as instituições na prática

Uma das vantagens do HIS para quem acompanha as palestras é poder ver casos práticos sobre os assuntos abordados no evento. Assim foi no painel “Data Analytics na prática: Desenvolvendo dados em melhores decisões de negócio”, que abordou as experiências dos convidados.

O painel ocorreu no espaço especial da Bionexo, contando com Rodrigo Grossi (CTO da empresa), André Almeida (conselheiro da ABCIS) e, de última hora, Carol Donavon (gerente de Inteligência da Rede Ímpar).

Confira o resumo desse encontro a seguir!

Uma breve apresentação sobre Data Analytics

O debate teve início com uma pequena apresentação ministrada por André, que trouxe uma pesquisa do Gartner com as tendências para Data Analytics deste ano – incluindo analytics aumentada, blockchain e servidores de memória persistentes – e os tópicos de destaque para a utilização da tecnologia.

As atenções se voltam para três características principais: as decisões orientadas por dados (data driven), a privacidade e a inteligência artificial. No primeiro caso, há uma série de estratégias para adotar uma cultura de negócios orientada por dados.

Entre as dicas que André pontuou, é interessante se cercar de pessoas analíticas, manter a informação à vista, entender que haverá pessoas incomodadas com a mudança e ter em mente que a eficiência analítica vai além de simplesmente ter grande volumes de dados.

A multidisciplinaridade na aplicação de Data Analytics na saúde

Os profissionais mais importantes para cuidar dos dados são o cientista de dados e o engenheiro de dados. Porém, eles precisam contar com o apoio de outras áreas para aplicar data analytics na saúde.

Esse é um dos pontos que André enxerga como destaque na integração dessa tecnologia no setor. Para ele, a preparação dos dados é muito importante, o que ressalta o papel dos especialistas citados, mas tem uma característica multidisciplinar, precisando da ajuda de áreas de negócio, tecnologia, equipe clínica, entre outros.

Rodrigo concorda que o cientista de dados por si só é insuficiente, reforçando a função da estrutura de dados. Ter um modelo consistente é fundamental para aplicar os conceitos de tecnologia. Além disso, ele entende que só quem tem vivência de business na saúde é capaz de fazer as correlações entre os dados.

A necessidade de multidisciplinaridade também é vista por Carol. Ela entende que é preciso ensinar estatística ao enfermeiro e informações clínicas aos especialistas técnicos. Nessa fusão de conhecimentos, a gerente de Inteligência já viu casos em que um enfermeiro se redescobriu na área de estatística, reencontrando-se profissionalmente.

A importância dos métodos ágeis para o setor

A área da saúde atua diretamente com vidas e, por isso, os riscos de erros precisam ser mínimos. Para lidar com falhas, Rodrigo apontou a importância de trabalhar com métodos ágeis: é a questão do fail fast.

Esse modelo de gestão propõe uma evolução no ciclo de aprendizado, com testes que imprimem mais velocidade nas execuções e ajudam a delimitar até onde é permitido falhar. O CTO da Bionexo acredita que ter uma área de catálogo de produtos é fundamental para mitigar possíveis erros.

Adicionando sua visão ao debate, Carol, que trabalha diretamente com Analytics em uma instituição de saúde, pontuou que a tomada de decisão nesses ambientes precisa ser rápida e precisa. Para que uma metodologia funcione, ela vê a necessidade de uma mudança mental na estrutura do processo, com ação em múltiplas frentes.

Na Rede Ímpar, um grande desafio para a aplicação de Data Analytics era unificar os dados dos pacientes. A estratégia foi mudar a aplicação de informações técnicas para dados estratégicos com a fusão de BI, processos, dados saneados, entre outras ações, incentivando a adoção de prontuários digitais para o corpo assistencial.

Quer saber o que mais rolou no HIS 2019? Acompanhe aqui no blog!

HIS 2019: Os impactos da inteligência artificial na saúde

inteligência artificial

A inteligência artificial é uma tecnologia em ascensão que impacta diversas áreas, protagonizando também mudanças no setor de saúde. Com essa premissa, o HIS 2019 explorou o assunto nos painéis do evento, como o “Digital Conversation: AI no relacionamento com o cliente”.

O debate foi moderado por Michael Kapps, CEO da TNT Health, e teve a participação de Rodrigo Scotti (CEO e criador da Nama), Sergio Passos (CTO da Take), Alexandre Pantuzzo (Sr Data Scientist, Statician e Product Engineer da Microsoft) e Gustavo Meirelles (radiologista e gestor médico de inovação do Grupo Fleury).

Confira os insights da mesa-redonda!

IA na transformação digital

Após se apresentarem, os convidados iniciaram a conversa ressaltando o papel da IA nos processos de transformação digital.  Foram abordados pontos como as aplicações de forma geral e os riscos que precisam ser analisados.

Alexandre pontuou que a ferramenta tem poder de gerar novas oportunidades de trabalho e melhorar a qualificação dos funcionários, sendo um complemento para as atividades humanas Nesse sentido, Sérgio acredita que a inteligência artificial vai permitir que a máquina passe a executar tarefas que desde o começo deveriam ser dela, pelo caráter operacional repetitivo.

Já Rodrigo lembrou que é preciso ter cuidado com as aplicações, tomando como exemplo as fake news que invadiram o sistema eleitoral nas últimas campanhas. Ele enxerga que estamos em um momento estratégico para as transformações, mas que a inteligência artificial tem seus riscos e não é 100% confiável.

Até onde os riscos são aceitáveis?

Os riscos precisam ser analisados, principalmente em se tratando de algo tão importante como a saúde. Os convidados colocaram em pauta a precisão da atuação das máquinas inteligentes, com vários exemplos.

Mike, por exemplo, citou um experimento da BBC em que os bots foram usados para conversar com os pacientes, substituindo um terapeuta. O resultado teve um mau desempenho, pois a máquina não conseguia entender.

É uma questão de desenvolver os sistemas para alimentar devidamente a máquina, mas também é preciso entender até que ponto a inteligência artificial pode ser aplicada na medicina e em que setores isso pode acontecer.

 “Os aviões voam sozinhos, mas quem aqui voaria sem piloto?”, Gustavo provocou a plateia para exemplificar a questão. Na saúde, é o mesmo contexto. O paciente sempre vai ter a necessidade de conversar com o médico para tirar dúvidas que a máquina não está preparada para solucionar.

O desenvolvimento das soluções e a participação dos médicos

Tendo consciência das possibilidades de erro da máquina, o desenvolvimento das soluções precisa seguir um conjunto de regras, com linguagem adequada e treinamentos adequados antes de entrarem em execução.

Essa é a visão de Rodrigo, que vê no machine learning uma ferramenta essencial para criar bots inteligentes.  Para ele, é preciso pensar na estruturação do desenho para que a máquina seja capaz de dar respostas sensíveis.

Alexandre também acredita que as redes neurais precisam ser capacitadas com treinamentos intensos. Se houver chance de erro, há casos em que a inteligência artificial deve ser evitada. Um exemplo citado é a identificação de criminosos. Se a precisão é de 80%, o risco é inaceitável.

O atendimento clínico por meio de IA

No atendimento clínico, a inteligência artificial pode ajudar de várias formas, como na identificação de novos tratamentos.

Gustavo apresentou um caso na oncologia em que a tecnologia foi aplicada junto a uma análise genômica para entender quem precisa de quimioterapia ou não. A partir da IA, foi possível chegar a resultados que dispensavam o tratamento para alguns pacientes.

Sergio enxerga essa identificação e seleção dos pacientes de acordo com grupos e padrões como um benefício para o atendimento, melhorando as relações entre o paciente e a máquina.

Para Rodrigo, é uma oportunidade de personalizar o contato, possibilitando que os pacientes se sintam mais confortáveis para se abrirem. Ele citou o exemplo de crianças com autismo, que preferem naturalmente conversar com máquinas.

Esses foram alguns insights e questões levantados no painel “Digital Conversation: AI no relacionamento com o cliente” do HIS 2019. Queremos a sua opinião também: até onde o uso da inteligência artificial na medicina é aceitável? Deixe o seu comentário!

HIS 2019: Como incentivar um estilo de vida com mais qualidade nas empresas?

A saúde dos colaboradores traz vários desafios para o fluxo de atividades nas empresas. Entre eles, gestores os gestores precisam acompanhar a eficácia dos planos de saúde e campanhas de incentivo para a adoção de bons hábitos. Mas como a tecnologia pode ajudar?

Esses foram alguns pontos abordados na palestra “O impacto da tecnologia na saúde populacional”, que reuniu representantes de diferentes setores para compartilhar ideias e experiências sobre o assunto.

Estiveram presentes Ricardo Ramos, presidente da ASAP; Alexandre Toscano, gerente Latam de Saúde Corporativa da Pirelli; Nathalia Nunes, editora-chefe da Informa Markets; Aline Telles de Mello, coordenadora de Programas de Saúde do Banco Santander; e Leonardo Carvalho, médico do Hospital Israelita Albert Einstein

Separamos alguns insights sobre esse encontro que teve como palco o HIS 2019. Confira a seguir!

Organizar é preciso!

Antes de buscar tecnologias para melhorar a qualidade da saúde nas empresas, é preciso organizar o sistema. É isso que aponta o médico Leonardo, que enxerga diferenças gritantes entre o modelo brasileiro e o sistema de saúde em Singapura, onde teve experiências profissionais.

 Para Alexandre, o problema está na mentalidade das pessoas. Ele enxerga o sistema ocupacional do nosso país como fantástico, mas que não funciona porque as pessoas insistem nos maus hábitos, deixando de praticar atividades físicas e sem adotar uma alimentação adequada.

Enquanto há doenças que estão relacionadas à genética, Aline pontuou que o que se pode fazer é justamente atacar no estilo de vida. Em seu trabalho, ela procura fomentar programas que mostrem a importância de mudar os hábitos, com foco na atenção primária da saúde dos colaboradores. 

Uma das estratégias que ajudam a organizar o atendimento nas instituições é dar visibilidade para a o trabalho do médico de família, mostrando que o pronto-socorro nem sempre é a melhor opção. Com projetos como esse, a taxa de engajamento à atenção primária cresceu em 25% dentro do Santander.

Ricardo entende que a saturação nos hospitais afeta inclusive a forma de atendimento pelos planos de saúde. “Costuma-se tratar o beneficiário como doente, que precisa se adaptar ao ambiente. Ele precisa ser tratado como consumidor para agregar valor à experiência”.

Aplicativos ajudam no cuidado da saúde

Embora a tecnologia em si tenha tido pouco destaque no debate, Aline levantou um ponto importante para a mudança de hábitos no estilo de vida: os aplicativos voltados para a saúde. No entanto, ela desacredita no impacto dessas soluções. Para ela, falta maturidade para as pessoas se empenharem no uso continuado, resumindo-se a cerca de seis meses apenas.

Já a experiência de Nathalia se mostrou positiva. O incentivo do uso de dispositivos como o Apple Watch teve um índice de 30% de engajamento entre os funcionários da empresa. Os devices ajudam trouxeram resultado na evolução dos hábitos de 40% dos colaboradores que passaram a usar os devices.

Com dois contextos diferentes, você acredita que os devices inteligentes realmente conseguem mudar os hábitos de saúde das pessoas? Deixe a sua opinião nos comentários e confira também os outros conteúdos que publicamos sobre o HIS 2019 aqui no blog!

HIS 2019: Fórum debate integração da saúde digital na rotina clínica

Saúde digital

A palestra “Integração da saúde digital na rotina clínica” reuniu profissionais de clínicas médicas para debater o impacto das tecnologias para unificar o acesso às informações de atendimento.

Participaram do debate cinco representantes de instituições renomadas e crescentes no mercado: Felipe Folco (Cia da Consulta), Felipe Roitberg (Hospital Sírio Libanês), Sandro Nhaia (MedRoom), Emilio Puschmann (Amparo Saúde) e George Martinez (OncoClínicas).

Confira a seguir os tópicos que foram levantados!

Necessidade de reforço na cultura das instituições

As instituições participantes da mesa redonda investem na implantação de sistemas e ferramentas, mas o sistema de saúde como um todo enfrenta várias barreiras para chegar à integração no atendimento clínico.

O debate levantou como principal desafio a questão do aculturamento dos médicos em relação à tecnologia. Mesmo com a disponibilização das ferramentas, muitos profissionais ainda são resistentes, principalmente nas gerações mais tradicionais.

Entre os insights, os participantes citaram alguns gatilhos que podem ajudar a resolver a questão. Folco levantou a questão da usabilidade das ferramentas – é importante que elas tenham um template amigável para cada especialidade clínica e que as soluções estejam sempre em aprimoramento.

Ele reforça que os médicos precisam enxergam as tecnologias como benefício, focando na facilidade de encontrar os dados em vez da dificuldade de uso. As ferramentas precisam fazer sentido e serem pertinentes para cada grupo de usuários na especificidade.

Em adição, George pontua que atualmente há muito mais foco nos modelos sistêmicos do que na usabilidade – e isso precisa mudar. Os desenvolvedores precisam focar apresentar as informações mais importantes que a solução deve resolver.

Além disso, ele acredita que é preciso estimular o aculturamento de acordo com cada geração. Enquanto os profissionais da geração Millenium têm mais facilidade de adaptação, gerações anteriores precisam ter um modelo de treinamento presencial para entender como usá-las.

Enquanto a dificuldade é encaixar esses treinamentos na rotina do profissional, a sugestão de Sandro é deixá-los livres para agendar horários conforme a disponibilidade de agenda nos laboratórios.

Prontuário eletrônico e a integração dos dados

O foco da palestra é como tornar o sistema de saúde mais integrado a partir das tecnologias. Nesse sentido o assunto do momento é o prontuário eletrônico. Essa ferramenta tem o potencial de trazer muitos benefícios para o atendimento, porque mantém os dados do paciente atualizados.

No entanto, os convidados veem uma problemática na questão. Até pela questão da cultura entre os médicos, eles acreditam que ainda vai demorar muito para que possamos chegar a um sistema de saúde integrado, onde os profissionais possam ter acesso a dados de consultas prévias dos pacientes.

Folco pontua que muitos médicos ainda sentem receio de disponibilizar as informações das consultas em um prontuário aberto, mesmo que o paciente detenha a posse dos dados. Por isso, o aculturamento é tão importante. Só a partir de uma mudança de percepção, será possível chegar a um sistema integrado, onde o histórico do paciente possa ser usado para uma melhor eficiência do atendimento.

Para complementar, Emilio ressalva que os médicos precisam aprender a confiar mais uns nos outros para que possa haver a troca de dados. Ele acredita que o uso de repositórios para alimentar os prontuários é um caminho interessante para proporcionar mais segurança às informações. Assim, o sistema de saúde poderá evitar desperdícios de exames repetidos e a falta de comunicação entre os prestadores de saúde.

Realidade aumentada e o ensino médico

A realidade aumentada também teve um breve destaque no debate sobre integração da saúde digital. Essa ferramenta ajuda no ensino de estudantes e médicos, até para entender as novas ferramentas para o trabalho clínico.

Sandro tem projetos de ensino e acredita que essa solução ajuda bastante no aprendizado, mas refuta que nem sempre é necessária. Os conteúdos também podem ser assimilados por outras plataformas, como podcasts e vídeos.

A partir da gamificação, é possível criar variações do aprendizado, retomando a questão da personalização para cada especialização. Ele enxerga que, embora haja similaridades no processo de atendimento, o profissional precisa estar preparado para lidar com as especificidades de cada caso.

Qual sua opinião sobre o assunto? Deixe nos comentários e acompanhe a cobertura completa do HIS 2019!