O que a cultura data-driven pode fazer pelo seu negócio?

Cultura data driven

Você provavelmente não dirigiria um carro sem faróis durante a noite e nem entraria em uma caverna sem lanterna, certo? Assim como nesses exemplos, as empresas precisam entender que não dá mais para atuar no mercado sem desenvolver uma cultura data-driven.

Estamos falando de um modelo de gestão que utiliza dados e informações como foco para nortear as tomadas de decisão em um negócio. Essa cultura facilita o direcionamento e a visão de estratégias por meio de insights e correlação de ideias, proporcionando mais segurança nas ações.

Aqui, os dados têm a mesma função dos faróis do carro e da lanterna: gerar visibilidade e clareza. Se você quer saber mais sobre a cultura data-driven e como ela pode ajudar o seu negócio, acompanhe este artigo até o final!

Por que a cultura data-driven é tão importante?

É muito comum ver gestores usando a própria intuição para desenvolver estratégias de negócio. Essas tomadas de decisão têm embasamento em informações pertinentes, como ações da concorrência, público-alvo e tendências de mercado.

Só que apenas isso não é suficiente para definir o sucesso das estratégias, até porque nem sempre o que funciona para um negócio é o mais indicado para outro. A disrupção da sua empresa precisa ser direcionada pela cultura data-driven.

A partir de ferramentas digitais, esse modelo se destaca ao proporcionar dados para os planos de ação e desenvolvimento de diferenciais competitivos. Dados esses que conversam com o contexto real da sua empresa.

A análise das informações permite enxergar o relacionamento com o mercado, o fluxo dos processos internos e os resultados oficiais, entre muitos outros contextos. Com isso, você consegue identificar as melhores estratégias para guiar a empresa e realizar boas tomadas de decisão.

Vamos pegar o caso da Netflix como exemplo. A empresa é amplamente dirigida pelo Big Data, utilizando algoritmos para indicar conteúdos e obter informações sobre o comportamento dos usuários.

Toda a estrutura da plataforma se baseia em coleta e processamento de dados para aprimorar os serviços e gerar insights para novas produções. Até alguns roteiros são desenvolvidos a partir de inteligência artificial, como é o caso de Stranger Things.

As análises preditivas fazem a leitura de diversas informações durante o consumo. Entre elas, é possível entender o momento em que o usuário assiste a um conteúdo do catálogo; as interações realizadas, como avanço, retorno e pausa de tempo; a classificação do conteúdo e o dispositivo que acessou a plataforma. Tudo isso é valioso para entender o perfil do usuário e como melhorar a experiência.

E é assim que a cultura data-driven funciona. Ela pode apontar as diretrizes para a gestão de negócios a partir de informações ricas sobre todo o ciclo de atividades e/ou consumo dos serviços e produtos — independente se o seu objetivo é entender o seu público-alvo, os processos ou os modelos de sistemas adotados na empresa.

Como implantar o modelo corretamente?

Convencido da importância da cultura data-driven? Então agora você precisa definir como inseri-la no seu modelo de negócios.

O ponto principal para ter em mente é que ela está diretamente atrelada à utilização de dados para a tomada de decisão, sejam eles originários do seu público, das equipes internas ou de equipamentos, por exemplo. 

Assim, você precisa utilizar ferramentas adequadas que coletam e filtram os dados para identificar o que realmente tem valor para a empresa. A partir da automação do processo, a capacidade analítica se torna mais eficaz, acelerando esse filtro.

A coleta de dados é o primeiro passo para realizar o processamento adequado das informações. Mas não basta gerar um mar de informações se sem saber o que fazer com elas.

Procure as ferramentas adequadas para armazenar e processar as informações coletadas. A infraestrutura também precisa ser muito bem planejada para que os dados não se percam.

Quais ferramentas adotar?

A automação e a inteligência artificial são as ferramentas de maior impacto para uma cultura data-driven. Elas estão presentes em ferramentas como a Internet das Coisas e o Big Data.

Enquanto a IoT é eficaz para coletar dados, o Big Data atua no processamento para gerar os insights. Nos espaços físicos, o usuário consegue interagir com dispositivos conectáveis à rede, coletando as informações.

Mas isso também é possível por plataformas digitais, como as redes sociais e aplicativos. Os ambientes on-line trazem ferramentas como os chatbots, que conversam de forma rápida e instantânea com o usuário. Para o público, há vantagens pela autonomia e conforto na hora de solucionar dúvidas e realizar outras ações.

Em relação à infraestrutura, a tendência é abandonar o armazenamento em servidores internos para utilizar as nuvens. Além de mais segurança — os riscos de perda dos dados reduzem muito — elas permitem o acesso de qualquer lugar, à distância.

O segredo para implementar elementos como esses na sua empresa é ter uma empresa de tecnologia parceira de qualidade. Na RedFox, desenvolvemos sistemas e plataformas alinhados com as principais tendências digitais do mercado.

Nossos softwares usam inteligência artificial para promover os melhores insights e organizar os processos das suas equipes. Entre em contato e confira os nossos serviços!

Renata Pietro (Coren-SP) conta dificuldades na disrupção de cuidados com o paciente

Renata Pietro fala sobre tecnologia e cuidados com o paciente

Em mais uma entrevista para a série “Transformação digital na saúde”, a RedFox conversa com Renata Pietro, presidente do Conselho Regional de Enfermagem (Coren) do Estado de São Paulo. O tema da vez é a tecnologia na entrega de cuidados com o paciente.

Pietro conta as dificuldades e gargalos do setor rumo à disrupção dos processos e como a capacitação de profissionais é importante para esse cenário. Para ela, a transformação digital está diretamente relacionada à melhoria da qualidade dos serviços.

“Eu acredito que transformação digital é tudo aquilo que vem de encontro com o que o gestor busca para melhorar as suas práticas. Tudo que podemos colocar hoje no mercado para melhorar o desempenho da equipe e o alcance dos serviços e que possa gerar uma qualidade e efetividade é considerado uma transformação digital”, diz.

Mas o que atrapalha os gestores a adotarem as tecnologias no Brasil? Confira a seguir os principais gargalos apontados pela diretora do Coren-SP para a disrupção dos cuidados com o paciente!

Barreiras culturais

Renata acredita que um dos principais empecilhos para a adoção de tecnologias na enfermagem brasileira é a cultura do setor. Para ela, as instituições precisam ser mais ativas na busca por soluções tecnológicas que mudem os processos.

“Acho que a grande dificuldade é colocar um pouco mais de iniciativa para mudar o processo de trabalho. Quando pensamos em toda essa tecnologia, temos menos de 40% da indústria trabalhando esses dados. Quando a gente fala em digitalização, todo o cenário geral ainda é muito lento aqui. A gente ainda padece um pouco dessa transformação e desse desenvolvimento”, contextualiza.

Ainda na cultura, ela reforça a importância de olhar para os profissionais, pois eles também estão inseridos no ciclo. O problema é a forma como eles se relacionam com cada instituição.

“O nosso profissional muitas das vezes tem mais de um vínculo empregatício e cada empresa tem uma cultura que determina o serviço. Então, temos muitas barreiras para vencer para conseguir colocar um serviço que vá automatizar ou modificar o desfecho frente ao cuidado”.

Necessidade de capacitação profissional

Aproveitando o gancho, há mais uma questão que envolve os profissionais na melhoria dos cuidados com o paciente: eles precisam de capacitação constante para acompanhar as novidades e dinâmicas do mercado, bem como as novas tecnologias.

 “Nós precisamos capacitar essas pessoas, precisamos ter colaboradores capacitados para trabalhar esse cenário. A qualificação do profissional é um dos gargalos”, aponta a presidente do Coren-SP.

“No Coren-SP, nós temos uma unidade que se chama Coren Educação, onde promovemos estratégias de treinamento e capacitação para a equipe e profissionais de enfermagem, sejam eles enfermeiros, técnicos ou auxiliares. Cada vez mais, a gente vem trazendo um olhar para mudar o cenário cotidiano da assistência, porque isso merece ter uma visualização e um desenvolvimento diferente com melhores resultados para o paciente”.

Falta de acesso por distância

Ainda há muitas instituições que não conseguem adotar tecnologias devido às questões de localização. Por estarem em locais de difícil acesso, as novidades simplesmente não chegam, dificultando a qualidade do trabalho e do atendimento.

“[O] gargalo é colocar um serviço que traga qualidade e segurança para o paciente e também para a equipe que está ali trabalhando com ele. […] Se nós pensarmos em uma tecnologia mínima, uma pulseira de identificação que custa R$ 0,10, quantos serviços em nosso país ainda não conseguem colocar esse tipo de estratégia?”, questiona Pietro.

Para contextualizar esse cenário, ela toma como exemplo a prescrição informatizada. É uma tecnologia que apura melhores resultados nos cuidados com o paciente, ajudando o trabalho dos profissionais.

“Nós sabemos que uma prescrição informatizada reduz 70% as chances de um evento adverso associado a uma interação de farma. Muitas instituições ainda não conseguem ter uma prescrição informatizada. O desafio ainda é muito grande por conta de o nosso país ser continental. Isso dificulta muito o trabalho da enfermagem”.

Dificuldade de investimento

E um último problema que Renata cita é o próprio modelo do sistema de enfermagem que temos no Brasil. Ela acredita que o setor ainda é muito segmentado e fragmentado, focando muito na questão de custo e prazo de implementação.

“Acho que o mercado hoje está muito voltado para um modelo médico-cêntrico onde você tem as instituições trabalhando como uma grande empresa, muito preocupadas com a questão de prazo e, obviamente, como isso impacta de forma orçamentária”, descreve.

Porém, a tendência para a diretora do Coren-SP é que os cuidados com o paciente comecem a ganhar mais destaque nesse cenário. Com isso, esse gargalo para a adoção de novas tecnologias vai precisar ser repensado em breve e, quem sabe, superado rumo a uma cultura mais aberta.

Confira a entrevista completa com Renata Pietro no vídeo a seguir:

Quais são os principais gargalos na logística hospitalar?

A logística hospitalar afeta todos os setores da instituição

Imagine a seguinte situação: você vai a um hospital, realiza os exames e precisa fazer um tratamento específico. Só que a instituição não tem os medicamentos necessários porque o gestor não se atentou para a logística hospitalar. Então, os remédios ficam em falta e você, como paciente, sai frustrado do atendimento.

Se você não tem o hábito de acompanhar todos os processos da sua instituição, pode acreditar — esse tipo de situação é mais frequente do que você imagina! É muito comum a administração priorizar outras atividades do setor, abrindo espaço para o surgimento de verdadeiros gargalos no controle de medicamentos e outros itens essenciais para o bom funcionamento do sistema.

A logística hospitalar é responsável não só pelo estoque de remédios, mas também pela administração de todos os recursos, como maquinários, finanças, pessoas e informações gerais. Ela deve organizar, coordenar e planejar todas as atividades operadas internamente, garantindo a qualidade no atendimento.

Você sabe quais são os desafios que a má administração desse processo precisa superar? Confira a seguir os principais problemas gerados pela falta de controle da logística hospitalar.

Falta de remédios e itens hospitalares

Já citamos este tipo de gargalo da logística hospitalar no começo deste artigo. Ele se destaca porque, quando pensamos nas atividades do setor, remédios e equipamentos são itens fundamentais em uma instituição de saúde.

Principalmente em casos de urgência e emergência, as operações e cirurgias precisam de medicamentos e suprimentos de saúde como anestesias, seringas, vacinas e muito mais produtos que auxiliam nos cuidados com o paciente. Sem eles, a maioria dos serviços hospitalares se torna inviável.

A logística precisa estar atenta em relação aos estoques para evitar a falta dos insumos mais usados no atendimento. Quanto maior a demanda de um medicamento, maior é a necessidade de reposição.

Carência de profissionais

As pessoas também fazem parte da logística hospitalar. O posicionamento adequado dos profissionais nos turnos é função da gestão administrativa, que precisa garantir a presença de médicos, enfermeiros e demais colaboradores para um atendimento de qualidade.

Neste caso, a falta de profissionais nos turnos prejudica o andamento das atividades e consultas, podendo causar desde o aumento na fila de espera até a inviabilidade de realização de exames e procedimentos.

Por isso, os gestores precisam ficar atentos para as necessidades de pessoal dentro da instituição, acompanhando as jornadas de trabalho e os imprevistos de cada profissional. É importante ter estratégias de segundo plano para casos de faltas e buracos nas agendas, preenchendo os espaços com o voluntarismo de outros profissionais.

Infraestrutura de estoques inadequada

A principal causa para a falta de medicamentos é uma má gestão dos estoques. Isso pode incluir tanto um mau gerenciamento das quantidades como a ausência de uma infraestrutura adequada para realizar esse acompanhamento.

A qualidade do local de armazenamento dos remédios precisa estar de acordo com as especificações. A temperatura e a umidade devem estar adequadas para a conservação química, até porque vários medicamentos precisam ser refrigerados.

Muitos hospitais deixam de controlar essas questões. O resultado? Perda de estoques e prejuízos para a instituição! Mas o pior contexto mesmo é a utilização de um medicamento vencido no tratamento do paciente, o que pode até piorar o quadro de saúde.

Falta de tecnologia apropriada

No exemplo que iniciou este artigo, a falta de remédios poderia facilmente ser substituída pela ausência de equipamentos. O paciente não teria o atendimento adequado para a realização de exames e, pior ainda, não poderia ter um diagnóstico preciso sobre o estado de saúde.

Quando a logística hospitalar é deixada de lado, o controle de todos os insumos fica bagunçado, inclusive a aparelhagem para um atendimento completo. Se uma máquina quebra, pode demorar muito tempo para que ela seja consertada em um ambiente sem controle.

Mas a tecnologia não se resume somente aos equipamentos. Sistemas e softwares são muito importantes para realizar uma boa gestão do fluxo geral. Eles permitem acompanhar todas as informações referentes ao que acontece nas dependências da instituição, como as demandas de consultas, disponibilidade de profissionais, agendas médicas e inclusive o estado de máquinas e estoques de medicamentos.

Todos esses elementos estão ligados à logística hospitalar. Ou seja, um bom sistema de gestão é a chave para controlar os insumos e permitir que a instituição esteja em ordem. Então você deve garantir que as equipes tenham as ferramentas adequadas e estejam alinhadas com a tecnologia disponível no seu hospital.

Uma boa logística hospitalar contribui para a eficiência do fluxo de caixa e para a qualidade no atendimento. Por isso, a sua instituição de saúde precisa contar com um parceiro especializado no fornecimento de tecnologia. Confira por que a RedFox é a melhor opção para realizar a transformação digital da sua instituição de saúde!

A transformação digital no atendimento de urgência e emergência

atendimento de urgência e emergência

Urgência é definitivamente a palavra-chave nos ambientes de pronto-socorro. Isso significa que o local precisa ter um acolhimento rápido e eficaz, o que facilita muito se sua equipe conta com a ajuda da tecnologia nas tomadas de decisão, principalmente na triagem de urgência e emergência.

Se o paciente chega ao hospital com ataque de miocárdio, por exemplo, não pode esperar até que os pacientes anteriores sejam atendidos, já que o risco de fatalidade é grande. E você com certeza não quer que a sua instituição se responsabilize pela falta de cuidado, não é mesmo?

É por isso que existe a triagem, estabelecendo a prioridade na fila. Ela determina que os casos de emergência e urgência devem ficar à frente. Muitas pessoas acham que os dois conceitos são sinônimos, mas eles têm as diferenças.

O exemplo que citamos acima é um caso claro de emergência, uma situação com risco de morte que precisa de imediatismo. A urgência também se dá em situações críticas, mas não há ameaça instantânea — ela pode, entretanto, se tornar emergência se não for solucionada com rapidez.

Vale ressaltar que a determinação de prioridades precisa ser dinâmica. Como organizar as filas nos pronto-socorros a fim de proporcionar atendimento de urgência e emergência adequado? A tecnologia é a resposta!

Descubra a seguir como ela auxilia médicos e enfermeiros na missão de salvar vidas.

Saiba como a tecnologia melhora o atendimento de urgência e emergência

A triagem começa quando o paciente chega à unidade e é atendido pelos enfermeiros. A decisão precisa ser efetiva e segura, mas os enfermeiros não têm o algoritmo específico para selecionar os graus de urgência.

A tecnologia, por outro lado, só tem a agregar para a sua instituição de saúde, com mais assertividade e velocidade no acolhimento.

Sem tecnologia…

Vamos imaginar uma sala de espera em que o atendimento é manual. Enfermeiros perdem tempo ao separar a ordem de prioridade e ao levar as fichas para os médicos. Por sua vez, os médicos precisam sair das salas o tempo todo para chamar um paciente. Isso porque ainda existe a dificuldade em localizar o próximo da lista!

… com tecnologia!

Toda essa morosidade no processo é reduzida com a aplicação de um sistema de triagem automatizado para fazer a seleção e o encaminhamento de acordo com o grau de risco. A tecnologia consegue acelerar o processo de atendimento de urgência e emergência, poupando os esforços das equipes.

No acolhimento, o enfermeiro registra as informações diretamente no sistema, que cria um prontuário eletrônico. O profissional então consegue entender melhor a classificação de risco de acordo com as indicações eletrônicas, organizando o fluxo de atendimento de forma mais efetiva.

A ideia é integrar as soluções e tecnologias para alinhar as equipes em prol desse atendimento assertivo. A inteligência artificial molda os parâmetros de urgência e insere as fichas no sistema de acordo com a prioridade.

Com tecnologia, os seus processos ganham uma enorme vantagem não só por fazer o atendimento de acordo com as normas de saúde, mas também porque seguem a tendência de gestão focada no paciente.

Inspire-se com casos de sucesso

Os sistemas de triagem são uma realidade indiscutível em muitas instituições de saúde. Mas a transformação digital não fica parada; o avanço permite melhorar cada vez mais o acompanhamento médico.

Para você se inspirar na disrupção do atendimento de urgência e emergência do seu hospital, separamos alguns casos interessantes divulgados na mídia. Veja a disrupção no SAMU e no Hospital Tacchini!

SAMU Emergência

Há alguns anos, o serviço de resgate emergencial do SAMU já trabalha com tecnologia adaptada para acelerar o atendimento. A instituição utiliza vários aplicativos para facilitar a vida de profissionais e pacientes, como o WhatsApp.

Um destaque é o SAMU Emergência. O app permite ao usuário acompanhar a localização da ambulância, enquanto que a própria equipe médica consegue ter acesso aos dados do paciente de forma segura.

Ele é integrado às redes sociais, mas sem invadir a privacidade do usuário. Pela ferramenta, é possível cadastrar familiares e amigos para serem acionados nos casos de emergência.

A solicitação também fica registrada no perfil do paciente, o que ajuda a controlar trotes que atrasam o atendimento de quem realmente precisa.  Legal, não é?

Hospital Tacchini

Um caso mais recente de disrupção no sistema médico é o Hospital Tacchini, no Rio Grande do Sul. Em setembro de 2018, a instituição adotou uma nova tecnologia para melhorar a triagem para atendimento a pacientes em estado de infarto.

O Protocolo da Dor Torácica foi desenvolvido para monitorar todo o atendimento do paciente, desde a chegada ao pronto atendimento e exames até a estabilização do quadro e serviços auxiliares.

O sistema permite uma comunicação rápida entre os setores médicos, facilitando o atendimento de urgência e emergência voltado para problemas do coração. Para a eficácia, o Hospital Tacchini investiu ainda no treinamento das equipes para capacitação do uso da ferramenta.

Segundo dados divulgados, o protocolo diminuiu a espera de atendimento de uma média de 120 minutos para até 90 minutos.

Busque a transformação digital do seu atendimento

Se a sua instituição ainda não acompanha as inovações e soluções para o atendimento de urgência e emergência, o que está esperando para começar a transformação digital? O uso de tecnologias melhora desde o tempo de atendimento até a qualidade e o foco do trabalho das equipes.

A RedFox Soluções Digitais está preparada para atender a sua demanda, seja no ambiente de pronto-socorro ou na melhoria dos processos administrativos e gestão de escala. Realizamos uma análise das necessidades junto ao cliente, entendendo o que precisa ser feito de forma personalizada para cada caso.

Entre em contato com o #teamred e descubra o que podemos fazer pela sua instituição!

Kleber Fernandes (CRF-SP) explica desafios tecnológicos para o transporte de medicamentos

transporte de medicamentos

Se você acompanha o nosso blog com frequência, já deve ter visto a nossa série “Transformação digital na saúde”. No terceiro episódio, a RedFox conversa com Kleber dos Santos Fernandes, coordenador de Transportes e Distribuição do Conselho Regional de Farmácia de São Paulo (CRF-SP), sobre o uso de tecnologia no transporte de medicamentos.

O setor busca as inovações para resolver questões importantes na logística farmacêutica, como aponta Fernandes. “Se eu tivesse que fazer uma lista de desafios, escolheria a temperatura no transporte e distribuição, a logística reversa de produtos pós-consumo e a rastreabilidade”.

Vamos entender como esses tópicos se relacionam com a tecnologia para transporte de medicamentos?

Temperatura dos medicamentos

A qualidade dos medicamentos depende muito da manutenção de suas propriedades químicas.  Itens como a iluminação e a umidade no transporte são pontos que afetam a sensibilidade desses produtos, mas são fáceis de contornar. Já a temperatura exige uma atenção especial.

“Hoje se trabalha com caminhão refrigerado, que controla a temperatura de maneira muito simples. Temos também caixas térmicas de excelente qualidade para a cadeia fria de 2 a 8 ºC, como as vacinas. O grande desafio é a temperatura entre 25 a 30 ºC no transporte”, afirma Fernandes.

Para ele, o cuidado térmico é uma tendência nas preocupações de logística farmacêutica. O mercado já conta com soluções para manter a qualidade no transporte de medicamentos, como softwares e sensores para monitorar e controlar a temperatura à distância. Nesses sistemas, as notificações podem ser acessadas via smartphone.

Porém, o coordenador de Transportes e Distribuição do CRF-SP ainda enxerga um problema nesse cenário. “Temos sensores integrados a um web service que permitem monitorar a temperatura através de iscas ou data logs nos caminhões ou nas cargas. Temos também equipamentos refrigerantes muito bons pra tecnologia integrada nos veículos, mas isso tudo ainda é muito caro”.

Ou seja: os esforços em relação à temperatura precisam focar em encontrar formas acessíveis de realizar um transporte de medicamentos apropriado às propriedades químicas.

Logística reversa de produtos

A logística reversa é responsável por retornar os medicamentos não utilizados pelos usuários de forma consciente. Há campanhas de conscientização para que eles não sejam depositados no lixo comum, mas elas não são suficientes.

Kleber ressalta inclusive a existência da Política Nacional de Resíduos Sólidos para combater os problemas ambientais, sociais e econômicos decorrentes dos depósitos de materiais. Porém, a questão dos remédios ainda está solta.

“A 12.305/10 é uma lei de 2010. Cada estado atua de forma distinta, mas não temos um programa nacional de recolhimento de medicamento pós-consumo. O consumidor descarta as caixas no lixo comum. Um desafio que temos é criar um programa de logística reversa estruturado de conscientização para que as pessoas não descartem o medicamento em qualquer local.”, contextualiza.

Fernandes enxerga um campo com muito potencial para ser explorado no tocante à tecnologia. Para ele, o mercado farmacêutico tem potencial para propor soluções inteligentes que incentivam a prática da logística reversa, mas ainda não se moveu como deveria.

“Não existe tecnologia para isso ainda. A logística reversa é uma folha em branco, com um campo vasto pra ser explorado. Essa é uma boa oportunidade para os profissionais da área farmacêutica”, opina.

Rastreio de produtos

O último ponto que Kleber explora é o rastreio no transporte de medicamentos. Existe uma necessidade de identificar a localização dos produtos ao longo da cadeia logística, desde a obtenção da matéria-prima até a chegada ao consumidor final.

“Dentro do segmento farmacêutico, a rastreabilidade dos dados é o que tem mais foco nas discussões. Saber como e onde o medicamento está na cadeia é um desafio muito interessante. A gestão da informação, a captura de dados e a rastreabilidade são as principais tendências na transformação digital”, ele aponta.

Segundo Fernandes, o processo tecnológico esbarra com força na questão da localização e das condições dos medicamentos. A informação precisa ser compartilhada com a vigilância sanitária, com os fabricantes e com os órgãos reguladores.

Com isso, a logística começa a investir na estratégia de serialização dos produtos para facilitar a identificação. “Uma caixa de medicamento que sai da indústria vai ter o seu lote e cada unidade vai ser serializada. A gente vai saber exatamente qual foi a unidade que chegou para o consumidor. Isso é um projeto muito robusto, mas já há várias empresas com soluções e tecnologias para fazer isso. Mais de 50 países no mundo trabalham com serialização de medicamentos e o Brasil também está caminhando para isso”, diz Kleber.

A expectativa é que o processo de serialização favoreça a produtividade do setor. E esse ponto será muito importante para a questão da economia, como contextualiza Fernandes.

“Se eu conseguir ler todos os seriais, não vou ter nenhuma perda de rastreabilidade.  Mas empresas que não investem em tecnologia talvez tenham que ler a caixa, seja na unidade ou na full Box. Assim, eu posso ter uma perda de produtividade e isso reverte no bolso do próprio consumidor”.

Os três tópicos abrem portas para resolvem os entraves do transporte de medicamentos a partir de tecnologia. Se você se interessou pelo assunto, pode ver a entrevista completa com Kleber Fernandes no vídeo a seguir!

Tecnologias que melhoram a qualidade na triagem hospitalar

triagem hospitalar

Coloque-se no lugar do paciente: você definitivamente não gostaria de esperar horas por um atendimento diante de uma urgência grave, certo? Em algum momento no passado, a triagem hospitalar foi uma solução inovadora para resolver essa questão. Hoje, a inovação está nas tecnologias que ajudam a diminuir ainda mais as filas de espera.

As novidades do mercado são grandes aliadas para reduzir ruídos e gargalos no processo. Seja no pronto-atendimento ou no corredor de internação, não dá mais para usar um sistema manual. O paciente quer agilidade.

Se você ainda não investe em tecnologia para melhorar a experiência na sua instituição, está perdendo tempo! Que tal aprender um pouco sobre como as ferramentas disponíveis no mercado podem aprimorar o seu sistema de triagem hospitalar? Confira a seguir!

Sistemas de classificação de risco

Vamos começar pelo básico: num cenário quase inconcebível nas instituições de saúde atualmente é a falta de um sistema eletrônico para a classificação de risco. O pré-atendimento serve para categorizar a urgência, mas a tecnologia ajuda a controlar a chamada.

A maioria dos hospitais utiliza painéis e senhas automatizados para gerenciar a ordem de prioridades. Porém, podemos ver a falta desse cenário em cidades de interior ou em locais muito afastados, onde os avanços tecnológicos ainda não são realidade.

Os sistemas eletrônicos de classificação de risco já encontram opções de melhoria, como a aplicação de algoritmos para nas etapas, mas ainda precisam da gestão de profissionais para enviar as fichas. Vale lembrar que você precisa treinar a equipe para determinar o que realmente é emergência e o que pode ser resolvido em uma consulta agendada.

Aplicativos de check-in

A adoção de aplicativos para notificar a chamada é um passo interessante para melhorar a experiência dos usuários na jornada do paciente. Eles querem mais poder sobre o período de espera, em vez de esperar sem previsão de horário.

No sistema de triagem hospitalar, as senhas seguem a prioridade de atendimento. Com a sequência numérica ignorada na chamada, o paciente acaba confuso sobre quando será chamado.

Os aplicativos de check-in são opções para apresentar uma noção mais precisa da fila, com estimativa de tempo. Então, o paciente consegue administrar a gestão pessoal enquanto aguarda. Ele pode ir o banheiro sem se preocupar ou mesmo ir à padaria para comer algo, de acordo com o caso.

Como esses apps têm acesso às informações cadastrais e ao prontuário eletrônico (PEP), trazem mais uma vantagem.  É possível fazer o check-in ainda em casa, tornando menor o tempo de espera efetivo.

Gestão de leitos

A automatização dos processos também pode beneficiar a gestão de leitos do seu hospital. Os gargalos na comunicação entre as etapas de admissão, atendimento e alta são os principais motivos para a demora nas internações.

Os sistemas de gestão integrados são uma solução indicada para o seu hospital conter esses problemas. Eles reúnem as informações do processo, gerando uma visão instantânea das vagas disponíveis para novas admissões.

Ferramentas de indicadores

Existem várias tecnologias que permitem acompanhar os indicadores da gestão do hospital. Elas permitem monitorar o tempo de espera, classificar pacientes, entender as taxas de admissão e dispensa de alta, entre muitas outras ações gerenciais.

Algumas ferramentas de indicadores são o big data, o business inteligence (BI) e o analytics, que cruzam informações para facilitar as decisões. Essas ferramentas influenciam a triagem hospitalar ao facilitar o acompanhamento dos pacientes, indicando previsões de quando o próximo atendimento ocorrerá.

Sistemas de gestão de escala

Conta simples: quanto mais médicos disponíveis para atendimento, mais rapidamente as filas de espera andam. Mas como assegurar a presença dos profissionais nos turnos? A resposta está nos sistemas de gestão de escalas!

Essas ferramentas auxiliam os gestores a preencherem os buracos nas agendas e a melhorarem a comunicação com os médicos. Quando um deles não consegue realizar o atendimento previsto, outros podem se prontificar a cobrir o horário, já que todos têm uma visão ampla da situação.

Na triagem hospitalar, os efeitos do sistema de gestão de escalas aparecem pelas filas mais rápidas e pelo menor tempo de espera.

Se o seu objetivo é aumentar a satisfação dos pacientes e melhorar o atendimento, vai encontrar nas tecnologias apresentadas ótimas oportunidades para acelerar a triagem hospitalar.

Confira também como fazer a transformação digital na administração hospitalar!

Prontuário eletrônico e outras tecnologias para a gestão de clínicas e hospitais

Prontuário eletrônico e outras tecnologias ajudam a gestão de hospitais e clínicas

Soluções como prontuário eletrônico e softwares de gestão de escala são alguns recursos disponíveis para automatizar processos. Porém, não basta simplesmente digitalizar a operação para atender uma tendência de mercado.

Cada modelo de gestão tem gargalos específicos. Por isso, o primeiro passo é identificá-los para, então, buscar as ferramentas que podem ajudar sua instituição.

Quer conhecer as principais tendências para gestão de clínicas e hospitais? Descubra a seguir como o prontuário eletrônico e outras soluções podem beneficiar o trabalho da sua equipe!

Prontuário eletrônico

O prontuário eletrônico do paciente, também conhecido como PEP, é uma ferramenta de armazenamento e controle dos dados dos pacientes, reunindo-os em um único lugar.

A ferramenta permite ao médico acessar e registrar digitalmente resultados e laudos de exames, anamneses, prescrições de remédios, entre outros. Isso favorece a qualidade dos serviços, pois dá mais praticidade ao acesso dos dados em consultas e exames.

Inclusive, o prontuário eletrônico pode ser acessado de qualquer lugar, sem deixar de lado a segurança e a privacidade no manuseio das informações.

De forma geral, o PEP contribui para diminuir erros, otimizar recursos e aperfeiçoar o atendimento. Até porque mesmo os médicos de outras instituições também conseguem ver o histórico do paciente. Basta ter a permissão de acesso aos dados.

Computação em nuvem

A computação em nuvem está presente de várias formas na gestão hospitalar. No prontuário eletrônico, por exemplo, esse tipo de sistema leva agilidade, praticidade e segurança ao armazenamento de informações.

É por meio da nuvem que médicos e gestores conseguem acessar dados à distância. As informações ficam compartilhadas somente entre os profissionais que têm permissão de acesso.

Além disso, a capacidade de armazenamento pode ser estendida conforme a necessidade. Isso permite que as informações hospitalares fiquem organizadas em um único ambiente digital.

Vale ressaltar ainda que a computação em nuvem gera mais economia do que manter servidores internos, bancos de dados e outras ferramentas de armazenamento na instituição.

Big Data

O big data é uma solução que permite cruzar informações para gerar insights e relatórios valiosos. Na área da saúde, a estratégia favorece a geração de diagnósticos mais precisos e ajuda a acompanhar a saúde dos pacientes.

Para a gestão, também ajuda a identificar formas de redução de custos, comparar a eficiência de equipamentos, encontrar erros nos processos, entre outras ações.

Bulário on-line

Assim como o prontuário eletrônico, existe um espaço digital para consultar bulas e remédios. O bulário on-line facilita a prescrição de receitas e o abastecimento de medicamentos na instituição.

Com isso, os médicos e gestores conseguem identificar os remédios mais adequados para os pacientes. A Anvisa oferece o serviço gratuitamente.

Telemedicina

A telemedicina está em alta nas tendências para a área da saúde, já que permite o atendimento de pacientes à distância. No Brasil, porém, ela ainda está em fase inicial, já que a regulamentação ainda está em discussão.

Entre os benefícios, a telemedicina consegue levar assistência a pessoas que moram em lugares de dificil acesso. Já na gestão de saúde, permite gerenciar as agendas médicas mais eficientes e produtivas.

O atendimento na telemedicina pode ser feito por videoconferências, teleconsultas e até com realização de cirurgias por robôs. Pela ampla opção de serviços, o modelo de atendimento ainda gera polêmicas, mas só tem a somar aos serviços de clínicas e hospitais.

Softwares de gestão

Os softwares de gestão ajudam a equipe administrativa a organizar as estratégias da instituição, como o melhor controle de buracos nas escalas e agendas médicas.

Existem vários tipos de software disponíveis para aprimorar a gestão hospitalar, como ERPs e sistemas para gestão de escalas. Eles trazem eficiência operacional e ajudam a reduzir custos, resolvendo os principais problemas e gargalos administrativos.

Essas são as principais tecnologias disponíveis para a gestão de clínicas e hospitais. Do prontuário eletrônico aos softwares personalizados, a sua instituição encontra oportunidades para aperfeiçoar processos e aumentar a qualidade dos serviços assistenciais.

Na RedFox, estudamos o seu caso e ajudamos a desenvolver as melhores soluções para a sua instituição médica. Confira por que somos a escolha ideal para o seu processo de disrupção e transformação digital!

Diretor de TI da Associação Paulista de Medicina discute tecnologia na saúde e gestão hospitalar

tecnologia na saúde

No segundo episódio da série “Transformação digital na saúde”, a RedFox conversou com Antonio Carlos Endrigo, diretor de TI da Associação Paulista de Medicina (APM). Para ele,o novo direcionamento da tecnologia na saúde e gestão hospitalar  é um processo que vai transformar as vidas dos profissionais de saúde e dos pacientes que utilizam os serviços.

“Estamos passando por momento de grandes transformações na área da saúde. Novas tecnologias estão sendo utilizada, como a inteligência artificial, IoT e machine learning, onde máquinas e softwares acabam aprendendo e evoluindo”, ele contextualiza.

Na entrevista, Antonio fala sobre a importância da tecnologia na saúde para os serviços assistenciais e sistemas de gestão, além das dificuldades de adoção de novas tecnologias nas instituições médicas. Confira os principais insights a seguir!

Por que a adoção de tecnologias é importante no sistema de saúde

Direcionar o setor para adotar tecnologia é uma tarefa difícil, mas que traz inúmeros benefícios para o sistema assistencial. Além de gerar uma aceleração dos processos, a transformação digital permite aos hospitais e clínicas conseguir economia e produtividade.

“Vemos hospitais que têm noção em tecnologia em nível muito alto comparados a hospitais na América do Norte, Europa e muitos que ainda estão no sistema analógica”, fala Antonio Carlos. “O foco do hospital é na prestação de serviços assistenciais. Se ele gasta muitos esforços na questão administrativa, acaba não sendo eficiente nessa área”.

O diretor de TI aponta também que a adoção de tecnologias gera também uma melhoria nos sistemas de gerenciamento de escalas. Ele afirma que hospitais que ainda contam com um sistema manual têm maior dificuldade na organização, sendo importante gerar uma disrupção no modelo.

“Em muitos hospitais, hoje existem ferramentas que apontam tempo, nome e horário. Cada profissional pode se organiza ser a partir delas semo manuseio ou ação de outra pessoa. É necessário o uso dessas novas tecnologias nos hospitais para automatizar os processos”, contextualiza.

Para enfatizar a importância da tecnologia na saúde, Endrigo conta o exemplo da APM, que ousou seguir pela transformação digital e atualmente proporciona serviços muito mais dinâmicos aos pacientes. A própria equipe se viu beneficiada.

“A APM é uma instituição de quase 90 anos. Tivemos uma transformação digital na área, iniciada há quase cinco anos. É uma operação gigantesca, que tinha um sistema operacional instalado em servidores internos com performance muito ruim. Havia muita reclamação e pressão nas equipes. Então, fizemos a transformação digital e montamos a nuvem. Houve uma mudança muito grande e a performance aumentou barbaramente”, ele conta.

Desafios para implantação de soluções digitais na saúde

A APM enfrentou o desafio da disrupção digital, mas Endrigo ainda enxerga obstáculos para que o setor possa se adequar como um todo. Para ele, os principais problemas são o conservadorismo e a cultura dentro das instituições.

“O custo de tração em muitos hospitais é alto e as dívidas impedem de adotar novas tecnologias. Na maioria das vezes, o médico está à frente na área administrativa, sendo o direcionador no uso de novas ferramentas, mas é conservador. Ele pensa muito na hora de adotar os novos serviços. Essa cultura causa certa demora e a instituição fica aquém de usar novas tecnologias”, afirma.

Antonio Carlos acredita que, se as instituições apostarem na disrupção, podem quebrar esse ciclo de custos altos e focar nas atividades mais importantes, mas devem aceitar os gastos iniciais que as tecnologias demandam. A implantação pode ser cara, mas se paga no futuro.

“Os hospitais gastam energia enorme na parte administrativa e poderiam ser mais fortes na área assistencial. Isso acontecia na APM, mas apostamos na mudança. Tivemos custo inicial, mas, em três anos, alcançamos um breakeven desse valor. Agora é só beneficio. O foco é atender o associado. O mesmo espero nos hospitais, mas poucos enxergam esse caminho e tem foco no analógico”.

Na entrevista, Endrigo fala sobre como os prontuários eletrônicos devem contribuir para diminuir glosas e prejuízos para a instituição, além de contar mais sobre as experiências da Associação Paulista de Medicina com tecnologia na saúde. Confira o vídeo na íntegra!

O que é jornada do paciente? Conheça o ciclo do cuidado com a saúde!

o que é jornada do paciente?

Todo profissional da saúde precisa saber o que é jornada do paciente. Trata-se de um processo que define todo o relacionamento das pessoas atendidas pelo serviço médico dentro de uma instituição. O percurso engloba desde os cuidados e o surgimento do primeiro sintoma até a avaliação final do serviço.

Sabemos que, por uma série de fatores, muitos pacientes evitam ao máximo ir ao médico quando percebem algo estranho na saúde. Isso ocorre muito em razão de experiências que não cumprem a expectativa. Então as instituições devem dar prioridade máxima ao atendimento no geral.

Se a definição de o que é jornada do paciente engloba todas as etapas dos cuidados com a saúde, descrever as fases do processo não é uma tarefa tão simples. Cada pessoa tem uma experiência diferente nas instituições, mas alguns procedimentos não se alteram.

Confira a seguir as etapas mais comuns da jornada!

Prevenção

Muitos podem acreditar que a jornada começa no surgimento dos sintomas, mas na verdade ela começa até antes.

A adoção de hábitos saudáveis é o primeiro ponto de destaque, ao lado de outras medidas de prevenção. Isso é importante para evitar uma série de doenças crônicas e envolve desde a boa alimentação até rotinas de atividades físicas.

Sintomas

Infelizmente, nem todo mundo sabe cuidar da saúde pela prevenção. A falta de atenção é um dos motivos que desencadeia as diversas doenças. Genética, predisposição e contato com agentes infectantes são outras possibilidades.

Busca de informação

É cada vez mais comum que os pacientes procurem informações na internet antes de irem ao médico. Isso ocorre porque elas querem encontrar a cura sem ter que se deslocar ao atendimento clínico, ou descobrir qual é o especialista certo sem passar pelo clínico geral e até pela falta de confiança no serviço médico disponível, entre outras causas.

Sim, a internet é uma ótima fonte de informações. Mas não valida a ação que comentei anteriormente. Isso porque há muitas informações duvidosas na rede e o paciente não está capacitado para realmente entender qual é o problema.

Os sintomas de várias doenças são semelhantes, então a busca pode apenas gerar desespero e ansiedade, podendo até causar crises nervosas e ataques de pânico. A medida mais adequada realmente é visitar o clínico geral, mas, no contexto da internet, as instituições podem gerar práticas para melhorar a experiência, com conteúdos oficiais e mais assertivos.

Agendamento clínico

O primeiro contato com a instituição de saúde é na hora do agendamento das consultas. O procedimento tem evoluído para proporcionar mais conforto e praticidade, com ferramentas como o agendamento on-line.

O paciente não quer enfrentar fila na linha de espera para conseguir marcar um horário. Por isso, a possibilidade de agendar pela internet melhora bastante a experiência.

Atendimento médico

O atendimento médico é o serviço principal que o paciente busca na instituição. É comum que ele queira uma resposta logo na primeira consulta, mas nem sempre é o que acontece. Existe até uma contradição nas expectativas, porque ele quer se tratar de imediato sem precisar de exames, mas também pode ficar desconfiado se o diagnóstico for instantâneo.

Realização de exames

Em vários casos, o médico solicita uma bateria de exames ao paciente para avaliar melhor as condições de saúde. Há uma nova etapa de agendamento para chegar à realização em si. É importante que o hospital tenha equipamentos adequados para suprir a demanda, facilitando a jornada do paciente.

Diagnóstico e tratamento

Com os exames em mãos, é chegada a hora do diagnóstico. O paciente descobre o que há de errado com a saúde e consegue as informações adequadas para realizar o tratamento. O médico precisa ter a sensibilidade necessária para dar a notícia com cuidado, em especial nos casos mais críticos.

Então, cabe ao paciente seguir as recomendações e acompanhar os resultados do tratamento junto ao profissional. Durante o tratamento, ele pode voltar várias vezes em novas consultas, retomando etapas anteriores da jornada.

Pós-atendimento

A etapa final é o pós-atendimento. A instituição de saúde pode manter o relacionamento enviando informações de prevenções e cuidados personalizados para cada paciente. Assim, ele se sente cuidado mesmo depois do tratamento.

O pós-atendimento é importante também para que ele possa avaliar os serviços prestados, ajudando a instituição a melhorar continuamente o atendimento.

Essas são as principais etapas de o que é jornada do paciente. Se você gostou de entender sobre o ciclo, fique atento aos próximos conteúdos, e acompanhe as nossas redes sociais: estamos no Facebook, Instagram e LinkedIn!

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