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Custos hospitalares: 7 maneiras de reduzir sem perder eficiência

Administrar custos hospitalares, principalmente em momentos de crise, é um desafio que mobiliza e tira o sono de gestores financeiros. Isso porque, na área da saúde, parece haver um impasse entre reduzir custos ou garantir a qualidade dos serviços prestados. 

Mas será que isso é mesmo verdade?

Pensamos que não. Um olhar mais profundo sobre os custos hospitalares pode mostrar, inclusive, que muito dinheiro está sendo desperdiçado em processos desnecessários, equipes inteiras executando tarefas que poderiam ser realizadas por uma máquina, pequenos erros de planejamento, estoques parados e desperdício de recursos. 

Por isso, tirar um tempo para rever a forma como os recursos financeiros do seu estabelecimento de saúde são empregados na rotina hospitalar pode ser uma forma de reduzir custos e ainda, ao contrário do que se pode pensar, melhorar a eficiência e a qualidade do serviço prestado. 

Para compreendermos melhor o que está em jogo, precisamos ter muito claro o que são e quais os tipos de gastos existentes na rotina hospitalar. 

Despesas

As despesas são os gastos que não são diretamente relacionados à prestação do serviço, mas são também importantes para garantir a boa qualidade do atendimento. São os gastos com profissionais de marketing, recepcionistas, contadores e até com o cafézinho da recepção. Vamos além! Até com a colherzinha descartável usada para misturar o açúcar no café da recepção. 

Custos hospitalares

Custos englobam todos os gastos na prestação do serviço. Para que um paciente seja atendido em uma clínica, por exemplo, os custos essenciais envolvem a infraestrutura do espaço, compra de EPIs, salário dos profissionais, dentre outros.

Há dois tipos principais de custos:

  • Custos fixos – se configuram como uma pendência permanente, mesmo que não haja fluxo de serviço. Por exemplo, durante a pandemia do coronavírus, o faturamento de muitas clínicas caiu em 60, 80, por vezes em até 100%, porque os pacientes deixaram de marcar e comparecer às consultas eletivas. No entanto, mesmo sem elas, os custos com o aluguel, contas de água, luz, telefone, internet, impostos e financiamentos não deixaram de existir.
  • Custos variáveis – nestes casos, o valor se altera conforme a demanda do serviço. Por exemplo, nos estabelecimentos de saúde que continuaram com fluxo durante a pandemia, houve aumento da demanda por EPIs como luvas e máscaras, fazendo com que os valores por unidade aumentassem exorbitantemente.

Dentre os custos fixos ou variáveis, podemos ter custos diretos ou indiretos.

  • Custos diretos – estão diretamente relacionados ao serviço contratado, sendo possível identificar e calcular com facilidade o seu valor. Alguns exemplos de custos hospitalares são os EPIs como máscaras e luvas, medicamentos, e o tempo que o profissional empreende em atendimento com seu paciente.
  • Custos indiretos – são custos sobre os quais não é possível identificar diretamente a relação com o serviço prestado. Por exemplo, o consumo de energia elétrica durante um atendimento médico ou cirúrgico.

Agora que já temos mais clareza sobre os tipos de despesas e custos hospitalares, a dica é registrá-los, mesmo que pareçam insignificantes, para conseguir uma visão mais realista sobre o fluxo de caixa de seu estabelecimento de saúde.

Mas ainda há muito mais que você pode fazer para reduzir os custos hospitalares sem perder eficiência. Quer ver? 


1. Reveja e simplifique políticas e processos

Para evitar que muito tempo e recursos sejam gastos em tarefas que pouco valor agregado, é importante fazer uma avaliação da eficiência das rotinas administrativas, para identificar e pôr em prática as mudanças necessárias. Para padronizar processos, ferramentas tecnológicas de automação podem ser ótimas opções. 

Depois de definidas as melhorias, todas as mudanças devem ser documentadas e deve ser fornecido aos colaboradores um protocolo de conduta, para que todos consigam compreender e executar as tarefas de acordo com o desejado, evitando assim os problemas causados pela falta de controle nos processos

Para o corpo clínico, pode ser criado um protocolo com informações sobre boas práticas em relação ao tempo de atendimento, pedidos de exames e uso de recursos, buscando evitar a permanência prolongada do paciente no hospital, realização excessiva de exames e o uso indiscriminado de material hospitalar e medicamentos.

Este processo de avaliação deve ser constante. Uma boa alternativa é dar voz aos colaboradores para que eles possam sugerir e testar novas possibilidades de melhorias nas tarefas que fazem parte de suas rotinas.

A padronização e definição de regras claras de conduta e governança te ajudarão também a ter um melhor compliance e reduzir custos causados por erros operacionais. 

2. Automatize

A automação pode ser uma excelente forma de reduzir custos hospitalares, ganhar mais eficiência nos processos e aumentar a produtividade da sua equipe.

Automatizar processos significa substituir um trabalho manual, geralmente de tarefas repetitivas e burocráticas, pelo trabalho realizado por uma máquina ou software. 

Dentre os benefícios, está a melhor utilização dos recursos humanos da empresa, que ganha tempo para realizar atividades mais estratégicas para o negócio. Além disso, a automação garante uma maior padronização, agilidade e eficiência na realização de processos, transparência e facilidade de acesso à dados e informações que podem servir de base para relatórios de performance.

Algumas das operações que podem ser automatizadas são: controle de agendas e escalas, confirmação de agendamento, prontuários eletrônicos, gestão financeira e emissão de laudos.


3. Repense o uso dos espaços

Já parou para pensar que a forma como os espaços são usados e até mesmo como os móveis estão dispostos nos ambientes pode não ser o melhor em termos de aproveitamento do espaço disponível? Uma mudança no design do interior do seu estabelecimento de saúde pode ser outra forma de reduzir custos.

Em alguns casos vale até mesmo contratar um especialista para te ajudar a fazer um uso melhor da infraestrutura disponível. Com isso, você pode otimizar o uso, conseguir mais espaços para atendimento e tornar as salas ambientes mais produtivos.

Uma boa revisão de infraestrutura também consegue, através da revisão de processos, possibilitar a diminuição do tempo de espera, agilizar o processo de desocupação e limpeza dos espaços.

4. Elimine equipamentos obsoletos

Ar condicionados, aparelhos de exames, impressoras e lâmpadas são alguns exemplos de aparelhos que melhoraram ao longo dos anos, no sentido de oferecer mais economia para os usuários. Por isso, se o seu estabelecimento de saúde não passa por uma reforma e revisão de aparelhos há algum tempo, você pode estar jogando dinheiro fora com equipamentos com consumo extremamente exagerado de energia. 

Em alguns casos, pode sair mais barato procurar por alternativa de outsourcing de alguns procedimentos e equipamentos do que comprá-los. Vale a pena fazer uma pesquisa das diferentes soluções disponíveis no mercado hoje. 

5. Apoie-se em indicadores de performance

A tomada de decisão baseada em dados é uma habilidade que todo gestor precisa começar a desenvolver. Na era digital, usar os dados disponíveis e buscar formas de conseguir mensurar processos é essencial para medir resultados e ancorar decisões de negócios.

Por isso, listamos abaixo alguns indicadores que você deve ficar de olho:

  • Taxa de ocupação: percentual do total de pacientes atendidos sobre a quantidade de leitos disponíveis por dia em um período pré-determinado. Sua análise permite saber qual o tipo de leito mais usado, informações como idade e sexo com maior demanda e quais convênios trazem mais demanda. Um percentual muito alto pode sugerir a necessidade de expansão.
  • Produtividade: é essencial saber quais serviços dão mais retorno financeiro, ou seja, tem maior produtividade, e aqueles que têm baixa produtividade. Isso ajudará a repensar prioridades e investimentos em uma área ou outra e, consequentemente, aumentar o retorno financeiro. 
  • Rentabilidade:  indica quanto foi o arrecadamento, em relação ao montante de investimentos. Ou seja, qual foi o retorno do investimento. 
  • Tempo médio de permanência: é calculado com base na divisão do número de pacientes que passaram na instituição sobre um intervalo de tempo pré-determinado. É importante levar em conta qual o tipo de procedimento, pois isso influencia diretamente no tempo de permanência esperado.
  • Faturamento: diz respeito à avaliação da capacidade da instituição de faturar sem ter perdas. Nesta análise, é considerado o registro de procedimentos com padrão específico, como procedimentos, especialidades ou convênios. Possibilita o entendimento dos contratos que são mais lucrativos para a instituição.
  • Satisfação dos pacientes: mostra a qualidade do serviço prestado. Índices muito baixos indicam insatisfação e podem implicar na perda destes pacientes. Para melhorar os resultados, pode ser necessário investir no atendimento e na jornada do paciente. Um bom meio de medi-lo é através de avaliação de NPS.

6. Avalie seus fornecedores com frequência

Outra forma de reduzir custos hospitalares é fazer uma avaliação frequente dos seus fornecedores.

Ter os mesmos fornecedores há muitos anos pode ser bom por um lado, mas, em alguns casos, pode implicar em preços mais altos. Por isso, é importante sempre estar atento às novas opções no mercado, que, por vezes, podem oferecer serviços e produtos de igual ou melhor qualidade por um preço mais baixo.

Mesmo que queira manter a fidelidade, conhecer o preço praticado no mercado também é importante para negociar valores com o fornecedor atual. 

Além disso, é sempre bom acompanhar se o prometido, em termos de qualidade, está sendo realmente cumprido. 

7. Seja Lean 

A metodologia Lean nasceu nas fábricas da Toyota, como um modelo de gestão e produção “enxuto”. Hoje, o Lean é aplicado nas mais diversas áreas profissionais, como em empresas, e também na área da saúde. 

No modelo Lean, é feita análise dos processos internos, o diagnóstico dos problemas, a definição de metas, o planejamento e a execução de ações de intervenção e, por fim, a determinação de indicadores de avaliação e monitoramento e atribuição de responsáveis pelas ações.

Consiste em uma jornada em busca da melhoria contínua, que se baseia em três princípios básicos:

  1. Cultura de melhoria contínua;
  2. Respeito entre pessoas, como colaboradores e clientes;
  3. Foco no cliente.

Em suma, o objetivo principal é a busca por eliminar o desperdício, entendido como tudo aquilo que não agrega valor para o paciente. Para identificar onde ocorre o desperdício, é preciso haver um mapeamento do fluxo de valor do paciente, ou seja, dos processos do hospital.

Com este mapeamento, é possível encontrar e combater as fontes de desperdício, visando reduzir os custos e erros assistenciais.

Conclusão

Em relação à redução de custos, o que pode ser um fator de comprometimento à qualidade do atendimento ao cliente é o corte arbitrário de gastos, sem que busquemos entender de fato o que está causando os problemas.

Dessa forma, uma análise cuidadosa dos processos como são hoje no seu estabelecimento de saúde é fundamental para a determinação das melhores estratégias a serem tomadas para reduzir custos hospitalares.

Pode ser que todas as nossas dicas façam sentido para o seu negócio, ou apenas algumas. O importante é conhecer as opções e não esperar mais para agir sobre o problema, especialmente em um momento tão crítico para os negócios como neste período de crise atual.

Quer saber como a RedFox pode aumentar o caixa da sua instituição? Fale conosco.

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Transformação Digital

Inteligência artificial na saúde: quais as aplicações e benefícios

Saiba o que é inteligência artificial, qual o papel da inteligência artificial na saúde, suas principais aplicações e benefícios e como os médicos podem auxiliar no desenvolvimento de novas soluções inovadoras!

Falar sobre Inteligência Artificial e as suas inúmeras aplicações nos diferentes mercados e produtos é uma grande tendência.

Essa tecnologia não é mais uma promessa do futuro, mas uma ferramenta que pode ser utilizada desde agora para otimização de tempo e processos no dia a dia dos negócios.

A área da saúde é uma das que já se beneficia da inteligência artificial na rotina de trabalho de profissionais da saúde. E o futuro é ainda mais promissor!

Tenho certeza de que você já escutou alguém falar sobre Inteligência Artificial, mas você sabe o que termo significa?

Neste post, você terá a chance de entender, de uma vez por todas:

  • o que é inteligência artificial;
  • como a IA pode ser aplicada na área da saúde;
  • o que é necessário para que a IA se torne o novo normal da saúde;
  • qual o papel do médico no desenvolvimento de soluções de IA em saúde.

Confira!

O QUE É INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL

O termo Inteligência Artificial se refere a um conjunto de soluções, como Machine Learning, Processamento de Linguagem Natural e Deep Learning. Seu objetivo é emular a inteligência humana, dando às máquinas a capacidade de:

  • aprender com experiências e percepções,
  • fazer deliberações e
  • tomar decisões com base em dados.

 Entenda a diferença entre Inteligência Artificial e Machine Learning.  

Longe de substituir o papel do humano na tomada de decisões, a IA têm funcionado como um importante aliado, pois fornece informações e insights para apoiar os profissionais em suas atividades.

 A IA é aplicável nas mais diversas frentes: no entretenimento, como no caso da Netflix, na saúde, comércio e indústria. Além da grande aplicabilidade, traz inúmeros benefícios para seus usuários.

 É capaz, por exemplo, de auxiliar na automação de processos manuais, otimizando tempo e recursos da empresa. Possibilita também a análise preditiva, ao identificar e analisar diferentes cenários e eventos possíveis, auxiliando na tomada de decisões estratégicas.

 Para aprender e continuar se desenvolvendo, assim como nós, a Inteligência Artificial precisa ser alimentada por dados. A diferença entre os humanos e a IA é que, para garantir assertividade, a IA demanda uma grande quantidade de dados, estruturados ou não, para aprender. Daí vem a importância do Big Data para a Inteligência Artificial.

A INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL NA ÁREA DA SAÚDE

As soluções de IA podem ser importantes aliados dos profissionais da saúde, rastreando ciclos epidemiológicos e apoiando o diagnóstico de doenças e condições de saúde do paciente

Na RedFox, por exemplo, desenvolvemos soluções para auxiliar médicos no diagnóstico precoce do câncer de mama e pneumonia através de imagens .

Com IA, é possível também predizer a probabilidade de traumas graves, infartos e fazer acompanhamento à distância de pacientes.

No entanto, é preciso ter clareza de que as soluções de IA têm o objetivo de servirem de suporte aos profissionais de saúde, nunca de substituí-los.

No combate ao coronavírus, empresas têm focado suas soluções em:

  • rastreamento e identificação precoce da doença;
  • plataformas de teleatendimento: são capazes de fazer um pré diagnóstico, com base nos sintomas  apresentados e, se necessário, direcionar os pacientes para um atendimento profissional;
  • monitoramento por telemedicina de pacientes infectados.

 Saiba mais sobre como a Inteligência Artificial tem ajudado os profissionais da saúde na batalha contra o coronavírus.

COMO A INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL PODE SE TORNAR O NOVO NORMAL NA SAÚDE

Otimização de tempo e recursos, maior assertividade nos diagnósticos e suporte na tomada de decisão  são alguns dos benefícios da aplicação de IA na saúde. Mas ainda há um longo caminho a ser percorrido para que a adoção de soluções de IA se tornem regra, e não exceção na área.

Para que isso aconteça, é necessário que as soluções em IA foquem, em primeiro lugar, na adequação da oferta de valor de seu produto para os profissionais. O objetivo deve ser, sempre, tornar a vida do médico mais simples e oferecer maior qualidade de atendimento ao paciente.

É preciso também desenvolver soluções que sejam financeiramente sustentáveis e focadas na experiência do usuário – UX –. Isto irá garantir uma boa usabilidade para profissionais da saúde e pacientes.

Outro ponto fundamental é a obtenção de dados. Como vimos, a IA depende de dados para aprender. No contexto da saúde, com muitas informações sensíveis e sigilosas, a obtenção destes dados pelas empresas desenvolvedoras das soluções é dificultada.

No entanto, é fundamental que, cada vez mais, os profissionais da saúde possam trabalhar em conjunto com os profissionais de tecnologia para gerar dados estruturados e organizados.

As empresas já têm pensado e aplicado soluções para garantir a segurança dos dados mais sensíveis utilizados para o aprendizado das máquinas. Alguns exemplos são o uso de mais de um banco de dados com separação das informações e protocolos de segurança

Veja aqui quais os usos e aplicações de Big Data na saúde.

O grande desafio está na garantia do rigor científico, de validação e segurança da informação e na busca e ampliação de oferta de profissionais capacitados para modelar e desenvolver a tecnologia e de profissionais capazes de fazer análises dos dados.

 O PAPEL DO MÉDICO NO DESENVOLVIMENTO DE SOLUÇÕES DE IA EM SAÚDE

Com a democratização de ferramentas para desenvolvimento de soluções de IA e de acesso às ferramentas de nuvem, é possível montar máquinas para processamento de informações a preços relativamente acessíveis.

A falta de profissionais capacitados para operar e modelar a tecnologia e de cientistas de dados é um problema que precisa ser olhado com mais atenção. Apesar disso, ainda é possível montar equipes multiprofissionais com pessoas capacitadas e obter ótimos resultados.

A área da saúde, com as suas complexidades, torna essencial que os médicos e demais profissionais da área sejam protagonistas no desenvolvimento e aplicação das soluções tecnológicas em suas rotinas. Desse modo, médicos com perfil ou formação mista, capazes de trabalhar lado a lado com engenheiros e cientistas da computação e de dados para o desenvolvimento de soluções de IA são fundamentais.

Cada vez mais, a IA será uma ferramenta essencial para os profissionais da saúde de hoje e do amanhã. Por isso, estar preparado para integrar e compor equipes mistas para desenvolver e operar a IA é quase um dever para aqueles que se imaginam praticando medicina daqui para frente. 

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SmartProcess

Como Aumentar a Produtividade do Meu Time Automatizando Processos Manuais

Descubra como a incorporação de tecnologias de automação na sua empresa pode ajudar seus colaboradores a produzirem mais, com ganhos em satisfação e qualidade nas entregas.

O mercado, cada vez mais exigente, cria a necessidade das empresas de se modernizarem e investirem em processos mais rápidos, eficientes e de melhor qualidade. Nesse cenário, automatizar processos manuais tem sido a escolha de muitas empresas, sejam elas do setor industrial, comercial ou de serviços.

Automação de processos é a otimização de tarefas através da substituição de trabalho manual pelo uso de máquinas e tecnologias da informação. Por sua vez, estas são capazes de entregar mais agilidade e melhor performance de resultados.

A necessidade de automação no setor industrial já é bem clara. Afinal, não há mais quem conteste o fato de que o modelo industrial depende de máquinas e robôs para ser capaz de suprir em escala as demandas do mercado.

Mas não é só para a indústria que a automação pode servir. Empresas dos setores de comércio e serviços têm se beneficiado muito dessas tecnologias e a tendência é que cada vez mais delas descubram os benefícios potenciais da automação de processos e iniciem também este processo. 

Um dos principais benefícios que as empresas podem conseguir com processos digitais é o aumento de sua produtividade.

Otimizando processos

Automatizar processos manuais permite otimização dos processos da sua empresa, trazendo mais eficiência e agilidade.

Com máquinas e softwares, os processos rotineiros são concluídos mais rapidamente, porque os sistemas são capazes de processar um volume maior de dados em menos tempo do que pessoas.

Além disso, os colaboradores ganham mais tempo para dedicarem-se à tarefas de maior valor agregado. Ficam mais satisfeitos e também produzem mais.

Essa otimização vem também com a padronização, já que a automação garante que os processos sejam realizados sempre da mesma forma e com a mesma qualidade, oferecendo mais segurança.

Por fim, softwares de automação são facilmente auditáveis, pois garantem ampla visão da execução dos processos. Permitem também análises mais assertivas e maior precisão na medida do tempo gasto para completar as tarefas, resultando em melhor previsibilidade e definição de prazos.

Começando a digitalização de processos

Não é novidade que fazer o controle de informações da sua empresa em papel, ou mesmo em Excel, já não é mais suficiente. 

Mas, quando a mera menção de inserção de tecnologia e digitalização de processos vira uma dor de cabeça ou um arrepio na espinha para alguns gestores, é preciso mostrar que não precisa ser assim.

Se a sua empresa ainda utiliza papel e caneta, não é necessário que, de uma hora para outra, passe a utilizar o que há de mais novo em inteligência artificial, por exemplo. 

A mudança deve ser estratégica e criteriosa, pensando no que faz sentido para a sua empresa e para os seus colaboradores. Os custos da mudança também devem ser avaliados.

O mercado de tecnologia oferece soluções das mais diversas, voltadas para setores e demandas específicas. Assim, basta pesquisar quais são as melhores opções para o momento atual do seu negócio.

 Como automatizar processos

Automatizar processos manuais não precisa ser um processo extremamente caro, que acaba assustando e inviabilizando a mudança.

Você pode descobrir, por exemplo, que uma solução em um software de ERP (Planejamento de Recursos da Empresa), para integrar e gerenciar todos os recursos da empresa, como compras, fluxo de caixa, estoque, faturamento diário e balanço contábil, já pode fazer uma diferença enorme para o seu negócio.

Outra ferramenta simples, de extrema importância para as áreas de marketing, vendas e suporte, são as soluções de CRM (Gestão de Relacionamento com o Cliente). Elas permitem o cadastro e registro de informações sobre os clientes, trazendo uma integração e centralização de informações que torna mais fácil a gestão do relacionamento com os clientes da empresa. 

O atendimento ao cliente também tem muito a ganhar com a automação. Os consumidores, cada vez mais, exigem soluções rápidas para as suas dores. Por isso, destacam-se as empresas que conseguem dar as respostas mais ágeis e eficientes. 

Com atendimento automatizado por chatbots, as respostas chegam ao cliente quase que instantaneamente, aumentando a sua satisfação com a marca. Assim, sua equipe de suporte fica menos sobrecarregada, pois deixa de precisar atender às questões mais pontuais, podendo dedicar-se aos atendimentos que exijam mais atenção e cuidado humano.

Para o setor de serviços, soluções robustas de controle de agendas e escalas podem ter grande impacto na organização da rotina de trabalho. 

Relatórios, pagamentos, procedimentos financeiros, disparos de e-mails, banco de dados e até mesmo a produtividade são exemplos de processos que podem também ser automatizados.

Mas com tantas opções de soluções de diferentes funcionalidades e preços, é preciso fazer uma análise cuidadosa sobre quais farão mais sentido para o negócio.

Automatizando a produtividade

Além de softwares para gerenciamento de processos e projetos, é possível encontrar soluções para gerenciar também os recursos humanos da sua empresa. 

De gestão de férias, reuniões, projetos e tempo, a tecnologia está disponível para ajudar suas equipes a se organizarem melhor e produzirem mais e melhor.

Muito se tem a ganhar também com a adoção de metodologias ágeis como forma de organização de tarefas e entregas dos seus colaboradores.  

Automatizar processos manuais dá aos seus colaboradores mais tempo para se dedicarem ao que realmente importa. Assim, podem se engajar mais no cumprimento de suas metas, gerando valor para a empresa e fazendo os negócios prosperarem. 

Com tantos benefícios e tantas opções, para os mais diversos tamanhos e tipos de empresa, fica difícil continuar justificando a não incorporação de processos automatizados no dia a dia do seu negócio. 

O mundo hoje já é digital. Por isso, não é mais possível continuarmos nos apoiando em processos antigos e analógicos.

Para garantir a competitividade e a sobrevivência da sua empresa, é preciso começar uma grande mudança na qual a tecnologia, com certeza, deve fazer parte. 

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Automação de processos manuais
SmartProcess

7 Benefícios da Automação de Processos Manuais

Automatizar processos significa substituir processos manuais por tecnologias como sistemas e softwares capazes de executar as tarefas repetitivas e manuais que muitas vezes podem levar horas em poucos segundos. Os benefícios da automação de processos para as empresas vão muito além de economia de tempo de execução.

Com tecnologia, a empresa consegue ganhos em eficiência nos processos, maior satisfação e engajamento dos colaboradores, redução de custos e visão global de todas as etapas do negócio. 

Se a sua empresa anda sofrendo com processos lentos e ineficientes, a automação pode ser o melhor caminho. 

É importante ressaltar que o incremento de tecnologia na realização de tarefas manuais não significa necessariamente o fim do trabalho para as pessoas. Elas ainda são necessárias, mas a natureza do seu trabalho deve mudar. 

As ferramentas tecnológicas ajudam a reduzir a necessidade de trabalho humano em tarefas repetitivas e burocráticas. Assim, novas oportunidades se abrem para que as pessoas ocupem funções mais analíticas, de maior interesse aos negócios. 

Ainda tem dúvidas de que a automação de processos é o caminho certo para a sua empresa? Então confira os benefícios!

1. MAIS PRODUTIVIDADE, MENOS DE CUSTOS E OTIMIZAÇÃO DE TEMPO 

Uma das principais vantagens da automação de processos é a redução de custos. O uso de tecnologia permite que mais atividades sejam feitas em menos tempo, reduzindo o tempo final para a realização da tarefa.

Você também passará a precisar de menos pessoas para realizar um único processo, reduzindo custo com contratações para cargos operacionais.

Além disso, com menos tarefas manuais e repetitivas, mais tempo pode ser investido em atividades centrais para o negócio, como análises de resultados, inovação e foco no cliente, aumentando também a produtividade dos colaboradores. 

2. PADRONIZAÇÃO, QUALIDADE E EFICIÊNCIA NAS TAREFAS

 A automação de processos traz a segurança de que as atividades serão sempre realizadas da mesma forma. 

Enquanto processos manuais dependem de pessoas para sua realização, processos automatizados podem ser realizados com pouco ou nenhuma interferência humana.

Lembrando que, quanto mais precisas e manuais forem as tarefas, quando realizadas por pessoas, há mais chances de erros e distrações.

Atividades automatizadas são menos sujeitas a erros, mais rápidas e eficientes. Ferramentas automatizadas conseguem produzir maiores resultados em tempo menor do que pessoas.  

3. MÉTRICAS E RESULTADOS 

O terceiro benefício da automação de processos é o aumento na assertividade.

Sem interferência humana, os erros são menos frequentes ou mesmo deixam de acontecer. O resultado disso é uma maior confiabilidade dos dados e informações, permitindo uma análise melhor de métricas e indicadores.

Há até mesmo soluções que oferecem relatórios gerados automaticamente com base nas informações do sistema..  

Com relatórios e métricas mais confiáveis, fica muito mais fácil tomar decisões de negócios mais acertadas, com maiores chances de causarem impactos positivos para a sua empresa.

Dados já são um dos ativos mais valiosos para qualquer estratégia ou negócio. Por isso, mais confiabilidade nas informações é um grande benefício que você pode alcançar com a automação de processos.

4. CENTRALIZAÇÃO DE INFORMAÇÕES E COMUNICAÇÃO 

 A automatização possibilita que as informações sobre os processos sejam acessadas com mais facilidade por gestores e colaboradores.

Outros benefícios em automatizar processos são percebidos na facilitação da comunicação entre equipes e entre áreas e na visualização de resultados. 

Se quadros de avisos ou até mesmo canais de e-mail já não são mais suficientes para manter a boa comunicação entre os colaboradores, há ferramentas que podem garantir com mais eficiência o acesso e a circulação de informações. 

Além disso, com integração de multiplataformas de processos, é possível ter uma visão ampla do negócio como um todo, que favorece a análise do cenário geral de custos, mercado, concorrência e clientes.

5. DEFINIÇÃO DE PRAZOS 

Os softwares de automação mostram também o tempo de execução das tarefas. 

É possível saber com precisão em que projetos suas equipes estão alocadas, qual a disponibilidade de absorver novas demandas e qual a média de tempo gasto por projeto. 

Assim, fica fácil definir prazos mais assertivos e seguros para entrega de novos projetos aos seus clientes, diminuindo as chances de atrasos nas entregas. 

6. TRANSPARÊNCIA, CONTROLE E COMPLIANCE

Os benefícios em automatizar processos não param por aí. Com mais acesso à informação, ter o controle dos processos como um todo e de todo o fluxo de trabalho dos colaboradores é mais fácil.

Com mais transparência, o compliance fica garantido, uma vez que todas as ações realizadas nos sistemas ficam registradas em histórico, tornando possível controle e facilitando futuras auditorias dos processos. 

Dessa forma, é possível garantir que as condutas de seus colaboradores e todos os processos realizados estão dentro das normas e padrões de compliance da organização. 

7. MAIOR COMPETITIVIDADE

Com processos mais rápidos e eficientes e pessoas mais produtivas e engajadas em atividades estratégicas, é muito provável que a sua empresa passe a oferecer um produto ou serviço de maior qualidade ao consumidor final.

Assim, sua empresa fica mais competitiva no mercado, seus clientes ficam mais satisfeitos e, além de deixar de perder dinheiro, você logo se verá lucrando mais. 

Os grandes players do mercado estão sempre buscando por novas formas de aumentar a qualidade e agilidade de seus processos internos. 

Conectadas às tendências, essas empresas têm encontrado em soluções com uso de machine learning e inteligência artificial importantes aliados para melhorar ainda mais os processos. 

Alinhada à uma estratégia de Transformação Digital, os benefícios da automação de processos podem ser ainda maiores.  

Agora que você já sabe os benefícios da automação de processos para a sua empresa, é hora de começar também a mudança!

Para continuar aprendendo sobre as mais novas tendências em tecnologia para acelerar os seus negócios, não deixe de acompanhar nossos canais nas redes sociais!

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Como automatizar processos manuais
SmartProcess Transformação Digital

Automação de Processos: saiba o que é e como começar na sua empresa

Sua empresa está perdendo muito tempo e dinheiro com atividades manuais e repetitivas? Veja como a automação de processos pode ser a solução que você precisa para alavancar o crescimento do seu negócio!

Você já parou para fazer as contas do tempo gasto na sua empresa com atividades puramente repetitivas e burocráticas? Já ouviu falar sobre automação de processos?

Hoje, cada minuto que seus colaboradores gastam fazendo manualmente tarefas que um software poderia fazer, é um minuto de dinheiro desperdiçado para sua empresa.

No fim do mês, qual será o tamanho do prejuízo?

Em um país com uma economia tão incerta quanto o Brasil, com crises frequentes, sua empresa pode ser dar ao luxo de perder dinheiro?

Se a resposta for negativa, a solução pode ser automatizar os seus processos internos.

 O QUE É AUTOMAÇÃO DE PROCESSOS

Automação de processos é a utilização de ferramentas tecnológicas como máquinas e softwares para substituição de trabalhos manuais. Dentre os benefícios da automação, estão: o ganho em tempo, eficiência, qualidade e confiabilidade e a redução de custos com atividades operacionais.

Como resultado, seus colaboradores passam a gastar menos tempo com burocracias, dedicando mais tempo às atividades mais estratégicas para a empresa.

Hoje, o mercado oferece soluções para a automação das mais diversas atividades, voltadas aos mais diversos tipos de negócios. Por isso, para garantir todos os benefícios que a automação pode trazer, é necessário ter estratégia para realizar a mudança.

O PASSO A PASSO DA AUTOMAÇÃO

 A primeira coisa que você deve fazer é mapear todos os processos realizados na sua empresa, da forma como são hoje. Comece pelos mais repetitivos.

Em seguida, pense sobre quais processos seriam mais impactados pela automação, em quais setores os benefícios seriam maiores e trarão os maiores ganhos para a sua empresa.

O próximo passo é mostrar para a sua equipe de colaboradores os benefícios da mudança. Lembre-se de que, para que qualquer transformação seja efetiva, ela deve começar pelas pessoas.

Feito isso, chega a hora de escolher dentre as melhores opções disponíveis no mercado, aquelas que irão efetivamente te ajudar a alcançar os resultados desejados.

Por fim, após escolhidas e implementadas as ferramentas, é essencial investir no treinamento de todos os impactados pela mudança. Depois é só acompanhar as métricas e aproveitar os benefícios.  

Sabemos que a passagem da etapa de convencimento para a etapa de implementação não é tão fácil, mas os benefícios compensam. 

PORQUE AUTOMATIZAR

Dentre os principais benefícios, está a diminuição de custos por processo, uma vez que, com a automação, mais tarefas são realizadas em menos tempo, com menos exigência de recursos humanos.

Com processos automatizados, sobra mais tempo para seus colaboradores atuarem em atividades mais estratégicas, agregando mais valor aos negócios. 

Além disso, a automação traz menos chances de erros nos processos, em especial naqueles com grandes detalhamentos e repetições, aumentando a qualidade do produto final. 

Diversas soluções de automação fornecem relatórios de desempenho, que permitem uma melhor visão do todo e podem servir como base para análises de resultados gerais da empresa. 

Mas estes são apenas alguns dos benefícios que a automação de seus processos manuais pode trazer para a sua empresa, que podem ser ainda maiores se houver boas ferramentas e adesão de seus colaboradores. 

FERRAMENTAS DE AUTOMAÇÃO

As opções de ferramentas para fazer a automação são diversas. 

Como vimos, automatizar processos consiste na substituição do trabalho manual pelo uso de tecnologia na realização de um processo.

Dessa forma, até mesmo uma planilha de Excel pode ser considerada uma forma de automatizar trabalho, se antes a sua empresa fazia cálculos e registros à mão. 

Das mais básicas às mais tecnológicas, como as soluções com uso de tecnologias de inteligência artificial e machine learning, o importante é escolher as que entreguem melhores resultados, sejam seguras e sustentáveis para o seu modelo de negócios.

Por isso é que uma análise cuidadosa sobre o momento atual dos seus processos é tão importante. O ideal é olhar para o grau de maturidade tecnológica da sua empresa e estabelecer uma meta para, só então, buscar as soluções que te ajudem a chegar lá. 

AUTOMAÇÃO DE PROCESSOS E TRANSFORMAÇÃO DIGITAL

A automação de processos pode trazer ainda mais benefícios se fizer parte de uma estratégia bem definida de Transformação Digital na sua empresa. 

Automatizar processos é um grande começo para a Transformação Digital da sua empresa, mas é importante não parar por aí.  

Para colher os frutos, é essencial que, além de automatizar processos, haja também mudanças na cultura da empresa, nas lideranças e colaboradores, nos métodos de trabalho e na visão dos negócios.

Com novas empresas 100% digitais surgindo todos os dias, lançando modelos de negócios disruptivos, apoiar sua estratégia de negócios em processos manuais é a receita certa para o fracasso da sua empresa.

As empresas analógicas precisam adaptar seus modelos de negócios ao padrão digital para manterem-se competitivas e a automação de processos pode ser o primeiro passo para iniciar essa mudança.

Para saber mais sobre como automatizar a sua empresa, acompanhe a RedFox em nossas redes sociais e não perca as novidades. 

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Saúde e liderança feminina: veja o que essas gestoras estão fazendo para superar os desafios na pandemia

Mulheres, visionárias, mães, líderes. Descubra o que têm feito essas gestoras de saúde para superar os desafios impostos pela crise do novo coronavírus e trazer resultados para o seu negócio e para a saúde do país.

A pandemia do COVID19 forçou grandes mudanças nas rotinas de empresas, escolas e da população como um todo.

Nesse cenário de incertezas, os negócios na área da saúde foram duramente impactados.

De um lado, há aqueles que tiveram um grande crescimento de demanda, como hospitais e alguns laboratórios. De outro, clínicas e consultórios de atendimento eletivo, viram sua receita cair em mais de 60% após o início da pandemia.

No entanto, o aumento de custo operacional com EPIs, o medo de infecção e a instabilidade das equipes tem sido uma realidade para todos.

Neste contexto, têm se destacado estabelecimentos de saúde liderados por mulheres incríveis, que, com planejamento e ação, tornaram-se exemplos de protagonismo e superação e tornaram seus negócios grandes agentes de promoção de saúde.

Conheça suas histórias e inspire-se para ser também, protagonista da mudança que você quer ver no seu estabelecimento de saúde e na saúde do país!

REDFOX – DIGITAL SOLUTIONS

 Logo no início da pandemia, Isabela Abreu, nossa CEO e fundadora, agiu rapidamente para planejar as melhores ações para contribuir com as necessidades do mercado de saúde. Deste planejamento, surgiu o movimento, liderado por ela, de criação do grupo #FightCOVID19.

Formado por mais de 300 voluntários, dentre profissionais de saúde e tecnologia, o grupo tem buscado soluções para fornecimento de EPIs e desenvolvimento de outras soluções para atender hospitais, laboratórios e clínicas.

Além disso, também disponibilizou para uso de todos os estabelecimento de saúde que precisassem, a plataforma de gestão de escalas Go Health.

Isabela aposta na cooperação como estratégia de superação.

Menos impactadas, as empresas digitais tem se destacado pela iniciativa de ajudar empresas analógicas a enfrentarem o desafio, seja por criação de conteúdos educativos, ou ações de parceria.

Para o futuro, acredita na criação de novas parcerias e novos modelos de negócios em saúde e entende que não iremos mais voltar aos modelos pré-COVID19. É fundamental, então, a inclusão digital dos médicos, educação, colaboração e o foco no paciente. É o momento de inovar em saúde, para avançar o país.

SORRIDENTS FRANCHISING

 Carla Renata Sarni dirige do grupo Salus, composto pela rede Sorridents e outras 4 empresas da área de saúde e bem estar fundadas por ela. Seu maior desafio durante a crise foi continuar levando saúde para seus pacientes odontológicos em situação de emergência.

A ação que tornou isso possível foi a implementação rápida de um canal de teleodontologia, no qual cirurgiões dentistas conseguem fazer um pré-diagnóstico para definir a urgência do caso e orientar a população. Dentre os mais de 2000 atendimentos realizados ao dia, a maior parte pode esperar, priorizando os casos de real emergência.

Nas empresas que estão fechadas, como o caso das clínicas de estética, a solução foi aproveitar para rever processos e treinar a equipe.

Outra ação importante tem sido a distribuição de cartilhas de higiene pessoal e bucal em comunidades economicamente desfavorecidas.  

A executiva acredita que o momento seja de união, parceria e humildade para desaprender e aprender novas habilidades. As mudanças de hoje, em saúde e tecnologia, vieram para ficar e as empresas precisam se preparar para isso, pensando no bem comum para seus negócios, clientes e para o Brasil.  

GRUPO SABIN  – MEDICINA DIAGNÓSTICA

 Lídia Abdalla é CEO do Grupo Sabin. Especializado em análises clínicas, o grupo tem sido protagonista na coleta e análise dos testes para diagnóstico do COVID-19, atendendo, além de seus clientes habituais, outros 24 hospitais.  

Com visão de negócios, acionou a área de pesquisa e desenvolvimento para, já em janeiro, iniciar os primeiros testes com amostras para validação do teste RT-PCR.

A cultura de inovação da empresa foi crucial na adaptação para o momento de pandemia. Projetos previstos para serem lançados no segundo semestre foram adiantados e postos para funcionar em 10 dias. 

Investiram também em conteúdo digital, home office e treinamento para a classe médica e migração de toda a sua estratégia de marketing para o digital. 

Aumentaram as interações com clientes em suas páginas virtuais, as ferramentas tecnologias e a equipe de atendimento.  

O foco no cuidado com a saúde física e psicológica de colaboradores e clientes e a comunicação intensa foram também fatores essenciais.

Para o futuro, defende como fundamental uma maior integração entre saúde pública e suplementar e mais investimentos em educação, saúde e indústria, para que o país deixe de depender da importação de equipamentos e reagentes estrangeiros e possa alcançar a auto suficiência.

INTERNE SOLUÇÕES EM SAÚDE.

Fundadora e diretora executiva da Interne, Paula Meira enfrenta o desafio de liderar uma empresa que atua há 23 anos na frente de um grande negócio voltado ao home care em Pernambuco, região que, até o momento, tem mais de 15 mil casos confirmados de coronavírus.

Se, por um lado, a demanda pelos serviços prestados pela Interne não para de crescer, a preocupação com a segurança de seus clientes e de sua equipe de médicos, enfermeiros e profissionais da área administrativa, cresce no mesmo ritmo.

Atendendo também a casos de remoções de casos de COVID-19, seus colaboradores e ela mesma tem enfrentado longas horas e grande volume de trabalho, com esforços imensos para administrar os afastamentos de mais de 600 funcionários, trocas de equipes e integração de novos médicos.

Hábitos precisaram ser revistos e as escalas das equipes precisaram ser remanejadas com muito cuidado e eficiência para garantir o atendimento contínuo. 

Daqui para frente, Paula acredita que, além do avanço tecnológico, como telemedicina e IoT, a grande mudança precisa acontecer nas pessoas. Os profissionais e órgãos reguladores precisam se capacitar e se adaptar aos novos modelos de negócios.

VIDIA

Médica de formação e com uma sólida trajetória em gestão de saúde pública, Paula Mateus foi a responsável pela idealização e execução do programa Corujão da Saúde, uma parceria entre setor público e privado de saúde em São Paulo.

Agora na área privada, é co-fundadora da Vidia, startup que viabiliza cirurgias e amplia o acesso à saúde através de um marketplace que conecta pacientes, provedores e instituições financeiras.

Após receber captação de fundos para começar o negócio, Paula teve o desafio de fazer as primeiras contratações, onboardings e gestão da equipe de forma completamente digital.

Entende que a Vidia já estava no caminho certo desde o início: sua experiência na saúde pública a ajudou a conhecer os problemas da saúde antes da pandemia chegar.

Paula sempre acreditou que somente o achatamento de curvas de contaminação, premissa do SUS desde muito antes do coronavírus, não é o suficiente.

É necessária também a ampliação da oferta de saúde, que almeja possibilitar por meio da criação do sistema da Vidia.  

Ela adianta: não vê a Vidia como unicórnio, mas sim como zebra.

Empresas unicórnio apresentam soluções escaláveis e rápidas. Na área da saúde, é preciso escalar com muita qualidade. Por isso, a zebra parece um modelo mais adequado: tem a premissa de growth alto, oferecem soluções de alto valor agregado, mas são mais sustentáveis.  

No futuro, espera que o sistema de saúde e que a categoria médica como um todo seja menos engessada, gaste menos tempo com teorias e realmente aprenda pela prática. É a expectativa por uma saúde de qualidade, mas ágil.

 CONCLUSÃO

 O cenário de pandemia forçou todas as empresas a pensarem fora da caixa e fazerem mudanças para enfrentar os desafios.

Ao ousar fazer diferente, essas mulheres têm causado impacto não só em seus negócios e pacientes, mas no sistema de saúde como um todo.

Todas elas defendem um ponto em comum: o momento agora é de muita cooperação, aprendizado e inovação. Juntos, temos o potencial de agir para transformar significativamente a saúde hoje, para termos a saúde que queremos no futuro: digital, acessível e de qualidade.

E então, vamos juntos?

Quais são os seus exemplos de liderança feminina? Conte pra nós nas nossas redes sociais! 

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Como enfrentar e superar os desafios das clínicas e consultórios na pandemia

Descubra as 5 práticas que renomados profissionais da saúde estão utilizando para reinventarem seus negócios durante a crise do novo coronavírus

A crise causada pela pandemia do novo coronavírus afetou drasticamente empresas dos mais variados setores, inclusive empresas da área da saúde. Com a interrupção das consultas eletivas, surgiram grandes desafios nas clínicas e consultórios na pandemia.

Afinal, de uma hora para outra, estas empresas tiveram que lidar com quedas de mais de 60% nos atendimentos eletivos e, consequentemente, de receita. Numa crise que já dura mais dois meses, e sem previsão de terminar, os profissionais da saúde tiveram que se adaptar rapidamente, para garantirem a continuidade de seus negócios.

Como estratégia de enfrentamento, selecionamos para você 5 práticas que grandes profissionais da saúde estão usando hoje para superar os desafios das clínicas e consultórios!

1. Reflita  sobre o estado atual do seu negócio e onde você quer estar no futuro

Para o otorrinolaringologista Bruno Rossini, fundador da clínica Otovita e a dentista e consultora em gestão de saúde Cristina Goellner, o cenário trazido pelo avanço da Covid 19 oferece o momento ideal para uma atividade de introspecção.

É hora de olhar para a sua clínica ou consultório como um negócio e fazer uma avaliação para entender:

  • Como são realizados os processos hoje;
  • Quais são os seus custos fixos e qual o impacto deles na sua receita;
  • Quais despesas podem ser cortadas ou diminuídas, quais são essenciais e quais precisarão ser renegociadas.

Acima de tudo, é preciso pensar no que pode ser feito de novo e diferente. É neste momento, inclusive, que novas oportunidades de negócios podem surgir.

Aproveite também para fazer uma avaliação sobre como a sua equipe está reagindo. Para superar essa fase difícil, a comunicação, a união e o engajamento de todos é essencial.

A mudança abrupta de cenário exige também uma mudança de mindset e o desenvolvimento de habilidades que ajudem seus colaboradores e o seu negócio a chegar ao final da crise melhores do que começaram, por isso, invista também na capacitação da sua equipe.

2. Procure por soluções práticas e criativas para superar os desafios da sua clínica ou consultório

Os desafios das clínicas e consultórios na pandemia não param de crescer: quedas brutais de faturamento, atendimentos caindo de 60 à 90%, aumento de custos de EPIs entre 400 à 1000% e falta de espaço adequado para médicos e pacientes realizarem as teleconsultas.

Tudo isso, somado ao contexto de incerteza e fragilidade do momento, pode causar certo pânico. Mas não precisa ser assim.

A saída é  buscar por soluções ágeis, eficientes e criativas.

Tenha em mente que todos estão passando por dificuldades, por isso, não tenha medo de renegociar dívidas, fazer os cortes necessários e buscar por novas estratégias.

Diversos profissionais, como Bruno Rossini, o hemodinamicista Carlos Eduardo Bernini e o gastroenterologista Eduardo Usuy, têm adotado a telemedicina como uma forma de atender seus pacientes e gerar receita.

Assim, diante da crise, a telemedicina surgiu como uma precursora e aceleradora na Transformação Digital na Saúde. Porém, para garantir a melhor experiência para médicos e pacientes, ainda há desafios, como encontrar ferramentas que garantam melhor usabilidade e segurança para os seus usuários.

Saiba mais sobre os desafios da telemedicina e da saúde digital no mercado brasileiro.

Em situações de emergência, podemos acabar implementando ferramentas sem uma avaliação cuidadosa sobre o sentido e o valor da ferramenta para o consumidor final.

Estar aberto à inovação significa, também, aprender a errar e a reparar o erro rapidamente.

O importante é, após a crise, refletir sobre quais medidas farão sentido para o seu negócio a longo prazo, pensando no valor que você quer entregar aos seus pacientes.

3. Mantenha um relacionamento próximo com seus clientes durante a pandemia

Enxergar a clínica, o consultório ou o laboratório como negócio implica também em olhar o paciente como cliente.

Os médicos Bruno Rossini e Carlos Eduardo Bernini, por exemplo, já estão buscando estratégias para tornar a relação com seus pacientes mais próxima.

Afinal, uma mensagem, perguntando sobre a evolução do paciente dois dias e uma semana depois do atendimento, pode ser o diferencial na fidelização do cliente. Afinal, é um erro acreditar que a jornada do paciente se encerra quando este deixa o consultório.

Além disso, ao testar novas ferramentas, como plataformas de telemedicina, é importante consultar o paciente sobre o como foi a experiência de uso.

Lembre-se de que a plataforma é o meio que possibilita a comunicação entre vocês e uma solução confusa, que exige muitos cliques, com uma usabilidade ruim, pode causar a perda desse cliente.

A tecnologia já mudou os padrões de consumo por todo o mundo. Na área da saúde, as exigências dos novos consumidores são muito diferentes do que o modelo médico tradicional pode oferecer. Portanto, cabe aos profissionais da saúde se adequarem a esse novo perfil.

Não há uma receita exata de como encantar todos os tipos de pacientes.

Os consumidores procuram, cada vez mais, por atendimento customizado às suas demandas. Por isso, é importante definir o perfil ideal de seus pacientes atuais e daqueles que você quer alcançar, e direcionar as suas estratégias a eles.

4. Crie laços que fortalecem

Se algo ficou muito claro nos últimos meses, é que este não é um momento de competição e rivalidade e exemplos de união e parceria tem surgido por todos os lados.

Na RedFox, criamos o #FightCOVID19 e conseguimos atrair mais de 300 voluntários, entre médicos, desenvolvedores, enfermeiros e outros profissionais, unidos com a missão de oferecer soluções eficazes no combate ao coronavírus, como busca de fornecimento de EPIs e a abertura da nossa solução em escalas médicas Go Health para todos os estabelecimentos de saúde que precisarem.

Já clínicas e consultórios, como a clínica do gastrólogo Eduardo Usuy, têm se beneficiado de associações de médicos para compras conjuntos de materiais e EPIs, por exemplo.

Num momento tão incerto, é importante buscar parcerias e união com empresas e profissionais que estejam enfrentando os mesmos problemas e que estejam dispostos a passar por eles juntos, para que todos saiam fortalecidos e consigam superar os desafios das clínicas e consultórios na pandemia.

5. Empodere-se com a tecnologia para superar os desafios da sua clínica ou consultório

De fato, a pandemia também veio para mostrar que não dá mais para adiar a Transformação Digital nas empresas. Por conta disso, muitos profissionais estão começando a utilizar ferramentas tecnológicas, como plataformas de telemedicina, como estratégia de sobrevivência. Mas não é só isso.

As empresas analógicas, ou pouco digitalizadas, foram as que mais sofreram na transição para o regime de quarentena. Enquanto isso, empresas digitais tiveram pouca dificuldade em estabelecer, por exemplo, regime de home office para 100% dos colaboradores.

Mas mesmo com toda a dificuldade, o solo é fértil para a aceleração da Transformação Digital na saúde.

Se antes da pandemia o modelo de home office na saúde parecia impossível, hoje clínicas e hospitais que impuseram o trabalho remoto para as suas equipes administrativas têm tido bons desfechos. Como resultado, muitas delas estão questionando a necessidade de retomar o trabalho presencial destes profissionais após a pandemia.

Ainda não sabemos ao certo quais serão os verdadeiros impactos da aceleração digital na saúde pós-pandemia, mas temos certeza de que a Transformação Digital da Saúde é uma mudança necessária e sem volta e estar preparado para ela é primordial.

Mas e você, está preparado para levar sua empresa para o futuro? 

Agora você já sabe o que outros profissionais da saúde têm feito para enfrentar os desafios nas clínicas e consultórios na pandemia do coronavírus da melhor forma possível. Portanto, é hora de parar e refletir sobre quais dessas estratégias fazem sentido por em prática no seu negócio e começar a agir.

Queremos saber também o que você tem feito para manter o seu estabelecimento de saúde durante a pandemia. Conta pra gente no nosso Linkedin e Instagram.

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Transformação Digital na Saúde

Da adversidade à oportunidade: Os entraves para a transformação digital na saúde

Imaturidade de processos ainda muito analógicos e falta de profissionais digitalmente capacitados para liderarem a mudança ainda são grandes obstáculos para a Transformação Digital na Saúde. Saiba o que podemos fazer diante deste cenário para tornar a transformação possível.

Em uma live do canal da Health Innova Hub com Fernando Cembranelli, nossa CEO, Isabela Abreu, conversou sobre como a crise causada pela pandemia do coronavírus no Brasil pode ser uma oportunidade para acelerar a Transformação Digital na Saúde.

Com base nisso, criamos uma série de artigos para te deixar atualizado sobre os principais assuntos relacionados à saúde digital, durante este momento de crise.

No primeiro deles, falamos sobre a relação entre a transformação digital e a revolução digital, que traz modelos de negócios e novos perfis de consumidores. Descubra agora quem é o novo consumidor de saúde e como se preparar para atendê-lo.

No segundo, vimos como a telemedicina tem sido utilizada como forma de propiciar a aproximação entre médicos e pacientes e quais os desafios para o futuro da telemedicina e saúde digital no Brasil.

Com o isolamento social, as empresas se viram obrigadas a recorrer ao uso de tecnologias digitais para darem continuidade ao seus trabalhos, agora à distância. No contexto da saúde, uma alternativa muito utilizada tem sido a telemedicina.

Essa digitalização forçada está sendo, sem dúvidas, um primeiro passo rumo à Transformação Digital de empresas que ainda estavam resistindo às mudanças.

Embora o contexto de adversidade possa ser uma oportunidade para a aceleração da Transformação Digital na saúde, ainda há muitos obstáculos para tornar essa mudança uma realidade em todo o país.

Descubra quais são alguns dos principais entraves na Transformação Digital na saúde hoje, em nosso último texto da série.

Os entraves na Transformação Digital na saúde

Uma dificuldade que muitas organizações de saúde estão enfrentando no processo de Transformação Digital, que ficou bastante evidente neste período de quarentena, é a imaturidade de seus processos.

Apesar de parecer um mercado já bastante tecnológico, a realidade mostra que não é bem assim, pois muitos processos básicos são feitos de forma ainda analógica.

Um exemplo são as instituições que ainda fazem escalas médicas em planilhas de Excel. Se antes da pandemia este já não se mostrava um método de organização eficaz, agora, em um cenário de sobrecarga extrema, com médicos trabalhando por 18 horas diárias ou mais, o modelo se tornou insustentável.

Quando médicos na linha de frente precisam ser subitamente afastados por grau de estresse elevado, ou por contaminação pelo COVID-19, o controle das escalas médicas e de ajustes na escala precisa ser feito de maneira rápida, integrada, prática e eficiente, para evitar erros e gaps nos plantões.

Fazer isso sem tecnologia é inviável. É necessário buscar por soluções digitais, em vez de sobrecarregar ainda mais as equipes com trabalhos manuais e burocráticos que geram muito esforço por parte das instituições e podem não trazer os melhores resultados.

A pauta da Transformação Digital, apesar de em alta neste momento de necessidade, não é uma pauta recente. Empresas analógicas já vêm tentando implementar a Transformação Digital há algum tempo, no entanto, a realidade é que 70% delas falha neste processo.

O digital é um caminho sem volta. Para que a mudança seja real, precisamos, além de ferramentas digitais, de profissionais capacitados para liderá-la.

Os profissionais de saúde do futuro

 O mercado tem, cada vez mais, valorizado profissionais com competências e formações múltiplas. São requisitados talentos com olhar multidisciplinar, e aqueles que se adaptam facilmente a equipes multiprofissionais.

O cenário é de crescimento exponencial, internacionalização das empresas e maior concentração de profissionais de tecnologia no sudeste do país ou no exterior. Assim, a tendência de modelos de home office e trabalho com equipes remotas tenderá a crescer. As empresas, inclusive as da área da saúde, devem se preparar para este desafio.

Para viabilizar a mudança, será preciso amadurecer a gestão das organizações, criar políticas sólidas de home office e mudar o mindset de gestores e líderes.

Será preciso também educar os profissionais a se adaptarem a este novo modelo, para que a gestão de pessoas não seja mais um obstáculo na transformação digital na saúde.

Trabalho remoto na área da saúde

Na saúde, é preciso avaliar quais atividades são passíveis de serem realizadas à distância. Para os médicos, por exemplo, pré-consultas e consultas de rotina podem ser realizadas com ferramentas de telemedicina, não de forma substitutiva, mas complementar.

Já para profissionais da equipe administrativa, o modelo de equipes remotas é um caminho sem volta. Em alguns hospitais, a tendência tem sido considerar o modelo de equipe administrativa remota como regra. Ou seja, ter 100% da equipe, principalmente a de setores como o setor financeiro, de faturamento e comercial, trabalhando remotamente para o hospital.

O modelo de equipes remotas pode gerar até mesmo redução de custos para a empresa, que passa a ter menos preocupação com estrutura física para receber os colaboradores.

Assim, a estrutura de mesas fixas para cada colaborador da empresa, com a necessidade de ampliação do espaço físico conforme o crescimento da equipe, tenderá a deixar de existir. Com a equipe revezando os dias no escritório, é possível fazer um melhor uso do espaço.

Com os colaboradores fora do escritório ou do hospital, as métricas de produtividade baseadas em cumprimento da folha de ponto parecem sem sentido. Pode ser mais eficiente olhar para a entrega e para os resultados alcançados por aquele profissional, por exemplo.

O profissional do futuro necessita de maior flexibilidade, seja em relação aos horários de trabalho, ou ao trabalho remoto. Por isso, os gestores precisam começar a reinventar seus modelos de gestão para atender às demandas desta nova geração de profissionais.

Inclusão digital na saúde

Além de novos modelos de gestão, a inserção da tecnologia na saúde pede também adaptação dos profissionais. O modelo analógico deve dar lugar ao modelo digital.

Isso implica na necessidade de um olhar mais aberto para a tecnologia. Mas isso não significa dominar todas as linguagens de programação, e sim ter uma noção e saber liderar times da área.

Para os médicos, a Transformação Digital na Saúde traz a necessidade de investimento em capacitação profissional para o uso das novas tecnologias. A regra vale tanto para estudantes e jovens profissionais, quanto para profissionais já há mais tempo no mercado.

Para os gestores de saúde, além de capacitação para o uso, é necessário uma capacitação para que sejam capazes de atuar ativamente na construção e aplicação dessas novas tecnologias. É preciso saber falar a língua da saúde digital.

A união entre gestores, médicos e profissionais de tecnologia é fundamental para todo o setor de HealthTech, para que possamos criar soluções verdadeiramente sustentáveis e com embasamento técnico, ético e científico.

Por isso, a inclusão digital dos médicos, sejam eles estudantes, residentes, ou profissionais mais experientes é essencial. O investimento em capacitação profissional e atualização dos currículos universitários deve ser pauta prioritária para os profissionais da categoria.   

Os gestores de saúde e médicos do futuro devem ter este perfil mais híbrido e aberto. Isso permitirá a experimentação, debate e participação ativa na criação de novas ferramentas tecnológicas, rumo à Transformação Digital da área da saúde.

Conclusão

O cenário causado pelo coronavírus trouxe a oportunidade de aquecer a discussão sobre a necessidade da Transformação Digital nas empresas. Inclusive na área da saúde. Assim, mesmo na adversidade, temos a chance de colher também bons frutos e nos prepararmos para os desafios do futuro.

Você pode conferir o bate-papo que gerou essa série de artigos, no YouTube do nosso parceiro Health Innova Hub!

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Telemedicina RedFox
Transformação Digital na Saúde

Da adversidade à oportunidade: A telemedicina e a saúde digital

Como a telemedicina pode ser explorada para diversificar o modelo de negócios para as organizações de saúde e quais os próximos passos rumo à Transformação Digital na área da saúde.

Na live que aconteceu no dia 29/04, no canal da Health Innova Hub com Fernando Cembranelli, CEO da Health Innova Hub, nossa CEO, Isabela Abreu, conversou sobre como a crise causada pela pandemia do coronavírus no Brasil pode ser uma oportunidade para acelerar a Transformação Digital na Saúde.

Com base nos temas discutidos, criamos uma série de artigos para te deixar atualizado sobre os principais assuntos relacionados à saúde digital, durante este momento de crise. 

No primeiro deles, falamos sobre como a crescente transformação digital está sendo responsável por uma nova revolução industrial, trazendo novos modelos de negócios e novos perfis de consumidores, com novas exigências. Descubra agora quem é o novo consumidor de saúde e como se preparar para atendê-lo.

Sabemos que o isolamento social causou grandes mudanças em nossas formas de nos comunicarmos, estudarmos, consumirmos e trabalharmos.

O presencial e o analógico deram lugar ao uso da tecnologia para a realização das atividades diárias à distância. Nunca antes as ferramentas tecnológicas tiveram uma oportunidade tão grande de mostrar o seu potencial e valor.

Só saberemos ao certo todos os impactos disso daqui há algum tempo, mas sabemos que não seremos mais os mesmos. Consumidores e empresas sairão transformados deste período, inclusive empresas da área da saúde.

Por isso, é essencial estarmos cientes dos possíveis cenários, para que sejamos protagonistas na transformação que está por vir.

Telemedicina: um primeiro passo para a Transformação Digital na saúde

A telemedicina é uma nova modalidade de prática médica, que possibilita que consultas, que antes eram feitas exclusivamente de forma presencial, sejam feitas à distância. 

Durante a quarentena causada pelo coronavírus, a telemedicina se provou a melhor alternativa para garantir a continuidade do cuidado médico para muitos pacientes, gerar receita, manter a produtividade, diminuir gargalos e desafogar as filas de espera nos hospitais.

Algumas ferramentas de telemedicina chegaram a registrar mais de 5000 atendimentos realizados na plataforma em um único dia, um número inimaginável para a realidade da maior parte das clínicas do país. 

Após ter sido regulamentada, muitas empresas surgiram oferecendo ferramentas de telemedicina rápidas e aparentemente eficientes. No entanto, são poucas as que possuem requisitos mínimos de segurança de dados, deixando médicos e pacientes em situação vulnerável.

Um exemplo de ferramenta inadequada para a prática da telemedicina é o Whatsapp. Além de problemas como falta de limites de horários para os questionamentos dos pacientes, o aplicativo não garante a segurança das informações transmitidas por ele e não cumpre os requisitos éticos e, futuramente, legais para a prática da telemedicina.

O Whatsapp não garante sigilo, por ser vulnerável à ataques de clonagem como SIM swap e de extração de backups, implicando em duas formas de acesso às mensagens trocadas entre médicos e pacientes. Há também coleta de dados de seus usuários pela própria empresa responsável pelo aplicativo.

Outra dificuldade é a falta de ferramentas de verificação de certificados de atributo, que impede que pacientes e médicos tenham a segurança de saber que a pessoa do outro lado é realmente quem ela diz ser. 

Uma dúvida frequente tem sido sobre qual ferramenta de telemedicina utilizar, dentre tantas opções disponíveis no mercado. Neste momento de urgência, a recomendação é escolher a que melhor atenda às necessidades dos médicos e de seus pacientes: que possuam uma boa usabilidade e que ofereçam segurança para todas as partes.

No entanto, passada a pandemia, é importante a continuidade das discussões sobre telemedicina, para que sejam feitas as regulamentações necessárias e definidas quais as melhores práticas no exercício profissional e para que possamos entender o objetivo do uso da telemedicina pelas instituições e, a partir disso, avaliar se as ferramentas em uso atendem às suas necessidades.

Assim, a escolha das plataformas poderá ser feita com base em critérios como qual agrega maior valor ao negócio, qual oferece a experiência que você quer dar aos seus pacientes, qual tem os melhores diferenciais. 

Muitas organizações, principalmente grandes empresas, já têm percebido que as plataformas de prateleira atuais são pouco customizáveis e não atendem completamente às suas demandas, sendo necessário buscar por soluções que ofereçam maior customização e adequação à realidade de sua organização.

É importante que as empresas comecem a olhar para a telemedicina como um novo modelo de negócios, que tem ainda um grande potencial a ser explorado.

As pessoas migraram para o digital buscando serviços que ofereçam comodidade e que possuam alto valor agregado. O novo consumidor quer ter experiências incríveis. Mas como oferecer comodidade e experiências incríveis na área da saúde?

No primeiro momento, soluções como as ferramentas de telemedicina e aplicativos de agendamento já resolvem algumas dores dos pacientes de forma eficaz. Mas não podemos parar por aí. Devemos buscar novas formas de reinventar o mercado da saúde, para atender às demandas dos novos consumidores, cada vez mais exigentes.

Neste sentido, a tecnologia se mostra, cada vez mais, como a mais importante aliada rumo ao futuro. A saúde do futuro é a saúde digital.

Se você quer saber mais sobre telemedicina e saúde digital, confira  os principais tópicos abordados no HealthTech Business: from the present to the future, um evento especial de aquecimento para o Global Summit Telemedicine & Digital Health, do qual também participamos.

O futuro da saúde digital

Se os estabelecimentos e profissionais de saúde querem estar prontos para atender às demandas dos novos pacientes, a saída é a Transformação Digital.

Se no passado ser digital era apenas ter um site, hoje não é mais assim. As empresas precisam ser digitais como um todo. A Transformação Digital é um meio de trazer tecnologia para as organizações, de forma estratégica e alinhada às necessidades do negócio, à cultura organizacional e às pessoas.

Para fazer Transformação Digital, é preciso olhar para o que você faz hoje, para as suas dores, perceber as tendências e criar uma forma completamente diferente e inovadora de fazer isso, com o uso da tecnologia.

Para a saúde, fazer Transformação Digital é pensar em como reinventar os seus modelos de negócios, de forma a estarem preparadas para os desafios do futuro, como pandemias de novos vírus e consumidores cada vez mais exigentes.

Assim como a indústria como um todo foi modificada pelos avanços tecnológicos, a saúde também será. Pensando na evolução da tecnologia em saúde ao longo do tempo, a HIMSS (Healthcare Information and Management Systems Society, Inc.), referência global em saúde digital, propôs o seguinte modelo:

Pensar em como os pacientes consomem saúde é fundamental para criar novos modelos de negócios, como exames digitais mais práticos e intuitivos do que os que já são feitos hoje, estruturas de armazenamento e processamento de dados que possibilitem um analytics completo dos pacientes que fazem todos os seus exames no mesmo laboratório, telemetria e telemonitoramento de pacientes crônicos, de pacientes recém-operados, gestantes ou diabéticos.

É importante também que os gestores de saúde comecem a olhar para os dados que possuem de seus pacientes com mais atenção, para transformá-los em informações relevantes, que possibilitem a tomada de decisões de negócios.

A grande promessa da saúde digital, de acordo com a HIMSS, é a alavancagem de tecnologias digitais para transformar a prestação de cuidados em saúde do modelo atual para um futuro no qual os sistemas de saúde buscam conectarem-se significativamente com as pessoas, para oferecer-lhes não mais o tratamento de doenças, mas saúde e qualidade de vida.

As tecnologias necessárias para a mudança já estão por aí. No entanto, ainda há desafios a serem superados para a Transformação Digital na Saúde brasileira acontecer, como imaturidade nos processos das empresas e falta de profissionais capacitados para liderar o caminho.Para saber como lidar com estes obstáculos, continue nos acompanhando pelo Linkedin Instagram. E acompanhe a publicação dos novos conteúdos!

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Da adversidade à oportunidade: O que buscam os novos consumidores de saúde?

A nova revolução digital tem alterado cada vez mais a forma como as pessoas consomem. O que podemos esperar dos novos consumidores de saúde, os pacientes do futuro, e como podemos nos preparar para atendê-los?

Em uma live no canal da Health Innova Hub, nossa CEO, Isabela Abreu, conversou sobre como a crise causada pela pandemia do coronavírus no Brasil pode ser uma oportunidade para acelerar a Transformação Digital na Saúde.

Com base nos temas discutidos, criamos uma série de artigos para te deixar atualizado sobre os principais assuntos relacionados à saúde digital, durante este momento de crise. Você está lendo agora o primeiro deles!  

O cenário no Brasil hoje, com a pandemia do coronavírus, tem causado grande impacto em nossos padrões de consumo.

O isolamento social certamente mudou a forma como trabalhamos, consumimos os shows dos nossos artistas favoritos, fazemos mercado, nos comunicamos com nossos familiares e amigos e, até mesmo, como consumimos saúde.

É a primeira vez que vemos a tecnologia ser amplamente utilizada como primeira opção para questões que sempre foram resolvidas de forma majoritariamente analógica.

Esse fato inédito terá grande impacto, tanto para os consumidores, quanto para as grandes empresas, inclusive para as empresas da área da saúde. Assim, conversar sobre o tema e entender quais serão os impactos é fundamental para que sejamos protagonistas na transformação que está por vir.

Para os profissionais de saúde, é essencial entender qual é o novo perfil de consumidores de saúde, os pacientes do futuro, que já buscam por soluções digitais para suas dores.

A nova revolução digital

A revolução digital pela qual o mundo hoje está passando vem pra definir um novo modelo de gestão de negócios, sejam eles do setor industrial, de varejo, ou de serviços, como a saúde.

Ela é marcada pela transformação radical da sociedade, graças à evolução das tecnologias de informação, automação, inteligência artificial e big data e promete mudar completamente a forma como nos comportamos, consumimos e produzimos hoje, em escala, alcance e complexidade. 

A revolução digital é marcada por:

  • interoperabilidade: capacidade de comunicação transparente entre diferentes sistemas de informações;
  • virtualização: serviços e ferramentas passam a ser oferecidos de forma virtual, facilitando o acesso por multidispositivos, à qualquer hora e local. É o princípio da realidade aumentada e realidade virtual;
  • descentralização dos processos decisórios: os sistemas digitais tem autonomia para tomar decisões baseadas em análise de dados;
  • tempo real: necessidade de captura, análise e transformação de dados em tempo real, permitindo maior agilidade e awereness na tomada de decisões;
  • orientação a serviços: estilo de arquitetura de software que tem como princípio que as funcionalidades das aplicações devem ser disponibilizadas na forma de serviços;
  • modularidade: produção por demanda e customização de produtos e serviços.

O que muitas organizações parecem ter dificuldade para perceber é que a revolução digital já começou. Grandes empresas hoje já fazem parte dela, como a Netflix, Uber, Ifood, dentre outras que, com suas propostas disruptivas, mudaram para sempre os seus mercados.

Conforme negócios disruptivos são criados, mudando para sempre antigas estruturas de negócios já bem delimitadas e consolidadas, nasce também, uma nova classe de consumidores: o consumidor 4.0.

Um novo consumidor: o consumidor empoderado

Quem hoje se imagina ligando para a central de táxis para solicitar um carro? Ou indo até uma videolocadora escolher um filme para assistir? Ou ainda, colecionando ímãs e folders de restaurantes para pedir o jantar?

Aplicativos de compras, transporte e delivery, bancos digitais e serviços de streaming mudaram, para sempre, antigos hábitos de consumo. Os consumidores de hoje já resolvem a maioria de suas dores de forma digital.

São também consumidores que sabem o que querem e que buscam por conta própria quais as melhores alternativas para resolver seus problemas, mesmo se tiverem que pagar mais caro por elas.

O consumidor 4.0 valoriza o acesso à informação, a comunicação, o atendimento ágil e impecável e a experiência com o produto ou serviço. 

O mercado da saúde também tem, aos poucos, se inserido nesta nova era e precisa evoluir ainda mais para responder às expectativas e necessidades dos novos consumidores.

O perfil do paciente do futuro: quem são os novos consumidores de saúde

Referência na área da saúde, a HIMSS fala sobre o consumidor empoderado, como sendo aquele que procura, por conta própria, informações relevantes sobre sua saúde. São pacientes que querem entender todas as suas possibilidades de tratamento, seus riscos e benefícios, para tomar melhores decisões sobre sua saúde.

Pacientes como estes têm maiores chances de reconhecer riscos e erros, e desafiam a hegemonia do modelo tradicional de saúde, no qual o médico é quem toma, sozinho, as decisões sobre os cuidados do paciente. O paciente 4.0 quer participar das decisões sobre seus cuidados, quer ter acesso à todas as informações sobre seu tratamento.

O modelo tradicional de saúde para curar doenças também não interessa mais aos pacientes do futuro, que tendem a buscar por modelos centrados no consumidor, nos quais são utilizados recursos digitais, ferramentas e dispositivos que permitam a criação de estratégias personalizadas de manutenção de saúde e bem-estar, garantindo a atenção às suas necessidades, valores e objetivos pessoais.

Empresas de todos os setores hoje estão buscando por melhores estratégias para garantir a melhor experiência para seus consumidores, e na área da saúde não é diferente.

A jornada do paciente deve ser uma preocupação para todos os gestores de saúde. Com boas experiências, é possível manter o paciente engajado e disposto a continuar utilizando os seus serviços.

Para garantir este engajamento, é necessário oferecer um serviço centrado no paciente. Isso inclui

  • acesso às suas informações médicas;
  • autonomia e uso de tecnologia para tomadas de decisões pautadas em dados;
  • conexão digital, para oferecer suporte e informações de acordo com as demandas dos pacientes.

Não há como continuar ofertando serviços analógicos para estes consumidores digitais. Para manter a qualidade do atendimento e satisfação dos usuários, a saúde precisa também ser digital.

Conclusão

Com a crise do novo coronavírus, muitos estabelecimentos de saúde perceberam tal necessidade, havendo poucas alternativas que não fossem as soluções digitais. Seja para continuarem gerando receitas, para proteger seus médicos com EPI’s, ou para diminuir gargalos. Uma delas, amplamente adotada, foi a telemedicina.

No próximo artigo, vamos conversar sobre como a telemedicina tem sido usada durante este período de quarentena e quais as perspectivas para o futuro da saúde digital no país. Você não pode perder!

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