Tendências em Saúde para acompanhar no pós COVID-19
Transformação Digital na Saúde

Saúde do futuro: 7 tendências para acompanhar no mundo pós COVID-19

Após um período de adaptação forçada à nova realidade imposta pela pandemia global do coronavírus, já é possível fazermos algumas considerações sobre as tendências que nortearão a área da saúde nos próximos meses. 

Muitas coisas mudaram do começo do ano até agora, e as consequências das medidas adotadas durante as piores fases da crise terão forte impacto no que está por vir.

Novos modelos de negócios, com maior participação e influência digital, aceleração da transformação digital e um novo olhar para a saúde são algumas das mudanças que experimentamos. Quer saber mais? Então confira 7 tendências para a área da saúde no mundo pós COVID-19! 

Acesso à saúde pelo digital

Uma área da saúde que foi positivamente impactada pela crise atual foi a telemedicina. Com a liberação emergencial da teleconsulta, telemonitoramento, e da teleinterconsulta, cresceram as plataformas que oferecem esse tipo de serviço. Mais do que isso, a procura por assistência médica à distância também cresceu.

Hoje os pacientes já procuram com por essa modalidade de tratamento e, dadas as experiências positivas, pensam em continuar utilizando serviços de medicina à distância no futuro. 

A regulamentação da prática após a pandemia pode ajudar a ampliar o acesso à saúde preventiva, tanto para populações com acesso dificultado aos serviços presenciais de atendimento, quanto para o público em geral que, muitas vezes, deixa de realizar acompanhamento médico por dificuldades de encaixar as visitas à sua rotina. 

Assim, uma das principais tendências é que, agora, o acesso à saúde poderá ser feito pelo digital. É importante dizer: a telemedicina não será uma substituta do atendimento presencial, mas pode servir como uma porta de entrada de acesso à saúde para muitas pessoas. 

Análise preditiva impulsionada por Inteligência Artificial 

A inteligência artificial é uma tecnologia com muitas aplicações importantes para a área da saúde. A análise preditiva, impulsionada por inteligência artificial e machine learning, é uma delas.

A análise preditiva será uma tendência no pós COVID-19 porque, com a crescente globalização,  o mundo está ficando mais integrado. Isso aumenta a probabilidade de que novas crises epidemiológicas como a que estamos vivendo aconteçam de novo. 

Por esse motivo, governos e instituições de saúde precisam estar preparados e utilizar tecnologia para serem capazes de prever e impedir o alastramento de crises com medidas de contingência. 

Assim, a saúde preditiva é outra grande tendência em saúde que promete vir para ficar.

Transformação Digital para otimização de processos e recursos

A transformação digital, a partir do alastramento da crise e suas consequências, deixa de ser um diferencial e se torna uma obrigatoriedade para as organizações. Migrar do analógico para o digital é, sem dúvidas, uma tendência em saúde que tenderá à permanecer como necessidade nos próximos meses.

Na saúde, a transformação digital pode servir para trazer uma nova mentalidade digital para as instituições, melhorar a qualidade do serviço prestado, otimizar processos e reduzir custos, especialmente aqueles causados por erros operacionais e baixa eficiência dos sistemas obsoletos e legados.

tendência em saúde: transformação digital na saúde

Monitoramento remoto e wearable devices

Assim como a telemedicina promete ganhar seu lugar ao sol no mundo pós COVID-19, o acompanhamento remoto de pacientes, possibilitado por wearable devices, também é uma tendência em saúde. 

 A expectativa é de que se amplie o uso de aparelhos inteligentes que permitam o monitoramento remoto de pacientes em tratamento. Alguns dos maiores beneficiados seriam pacientes com de doenças crônicas, por exemplo. 

Tais equipamentos permitem que os profissionais de saúde possam acompanhar seus pacientes à distância, aliviando a carga de internações e diminuindo a necessidade de deslocamento, o que é particularmente para pacientes idosos e pessoas com mobilidade reduzida.

Cibersegurança na saúde

Com o aumento da digitalização de processos e do uso de wearables devices integrados à rede, a tendência é que aumentem também as tentativas de ataques virtuais. 

De roubo de dados de saúde para fraudes à biohacking, há diversas oportunidades na saúde digital integrada para cibercriminosos. Por isso, garantir a segurança de dados em saúde passa a ser, ainda mais, uma necessidade para o setor. 

Robôs assistentes em clínicas e hospitais

Nos últimos meses, os robôs se tornaram uma grande tendência nas instituições de saúde de todo o mundo. Assim, já são parte do dia a dia de instituições de saúde ao redor do mundo. Alguns exemplos são: robôs de limpeza e desinfecção, assistentes que levam comida e medicamentos para pacientes internados com COVID-19 e robôs de triagem.

Equipados com inteligência artificial, os robôs podem:

  • agilizar e otimizar a recepção e triagem de pacientes;
  • auxiliar no cuidado dos pacientes internados, levando medicamentos e alimentos;
  • diminuir as chances de infecção das equipes de saúde;
  • realizar uma limpeza eficiente com raios UV;
  •  intermediar o telemonitoramento e também visitas de familiares à pacientes internados, através de câmeras integradas. 

Supply chain: mudanças no estoque e drones

 A última tendência em saúde que devemos acompanhar nos próximos meses é em relação à cadeia de suprimentos de medicamentos e equipamentos para a área da saúde. 

Durante a pandemia, aqueles que adotavam o modelo de estocagem just in time, por exemplo, baseando-se no princípio Lean, tiveram dificuldades em suprir o súbito aumento da demanda por EPIs.  No manejo de crises, o modelo just in case se mostrou mais efetivo. A premissa é de que haja sempre um excesso de estoque, para driblar contratempos e imprevistos.

É preciso otimizar estoques e rever contratos com fornecedores, de modo a manter a cadeia de distribuição mais próxima e eficiente, antecipando futuras crises. 

Conclusão 

A pandemia do COVID-19 nos tomou de surpresa. Muitas instituições de saúde não possuíam planos e estratégias de contenção de crises e tiveram de que adaptar às pressas. Como consequência, os gestores dessas instituições agora enfrentam um cenário complexo, no qual todo recurso deve ser otimizado, com o objetivo de conter despesas e maximizar a geração de receitas. 

Por isso, acompanhar as tendências em saúde para o futuro que está por vir pode ser uma forma de encontrar novos caminhos. 

Quer acompanhar as tendências, e saber como transformar a sua instituição de saúde e entrar no mundo digital? Então conheça o Health Lab da RedFox e leve sua instituição de saúde para o digital!

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Qual impacto da tecnologia está causando na saúde

O avança tecnológico no mundo dos negócios está trazendo diversas oportunidades para as empresas. Está cada vez mais comum ver pequenas empresas crescendo e ganhando seu espaço do mercado.

O impacto da tecnologia está mudando muitas estratégias de negócios, as empresas que estão investindo em tecnologia tem a oportunidade de trazer melhores resultados.

Na área da saúde não é diferente, está cada vez mais comum identificar como a tecnologia tem mudado áreas da saúde e como o impacto tecnológico tem feito muitas áreas de atuação crescer.

Os profissionais da saúde, independente da área de atuação, hospitais, clínicas ou consultórios, que estão investindo em tecnologia para o seu negócio tem conquistado mais pacientes, pois estão oferecendo inovação e em alguns casos, melhores tratamentos.

O Impacto da tecnologia na saúde

Com todo o avanço da tecnologia, hoje a área da saúde pode melhorar diversos procedimentos, atendimento e até mesmo o relacionamento entre profissional e paciente.

Vamos falar de alguns exemplos práticos de como está sendo esse impacto.

Facilidade de contato entre profissional e paciente

Um dos avanços tecnológicos mais conhecido por todos é a internet, através dela é possível acessar as redes sociais, site de busca e sites das empresas.

Na área da saúde essa ferramenta está facilitando muito o relacionado “profissional e paciente”, pois é possível conhecer mais sobre procedimentos, fazer agendamentos e tirar qualquer dúvida que o paciente possa ter.

Por exemplo, uma clínica médica pode realizar agendamentos de consultas e tirar algumas dúvidas sobre procedimentos através do WhatsApp. Ou então, através das redes sociais como Facebook e Instagram tirar algumas dúvidas que eles possam ter.

Outro impacto causado é a facilidade de informações no Google, se um paciente procura sobre clareamento a laser valor, se o seu site tiver as informações certas, poderá atrair esse paciente e possivelmente, fazer com que ele agende uma consulta.

Maior eficácia nos diagnósticos e agilidade em resultados de exames

Outro impacto da tecnologia foi nos diagnósticos e resultados de exames. Antes o que poderia demorar 1 semana para ficar pronto, como uma ultrassonografia de abdome, hoje por causa da tecnologia está pronta em poucos minutos e o paciente já saí com o resultado na mão.

Aumentou também a eficácia dos diagnósticos, trouxe mais segurança aos profissionais da saúde em diferentes doenças dos pacientes.

Com a precisão computadorizada das clínicas, hospitais e consultórios, a probabilidade de erro em um diagnósticos foram, significativamente, minimizadas.

Com isso, aumentou a possibilidade de maior exatidão nos resultados e assim, encaminhando para os devidos tratamentos, otimizando todo o processo médico.

Melhorias na Gestão

O que tecnologia ajudou muito foi na gestão de dados, seja de procedimentos, de pacientes ou de funcionários.

Antes os atendentes tinham que fazer uma ficha manual para cada paciente e todo o procedimento que iria realizar e a ficha de acompanhamento de cada consulta.

Também terá as informações que precisar mais rápido, como por exemplo, um paciente precisa de uma informação sobre quanto custa um implante dentario, o atendente já terá um documento que possui todas essas informações, só precisará procurar nos arquivos ou até mesmo um software de gestão.

Teleconsulta

A teleconsulta ficou mais conhecida durante a pandemia, mas ela já existe a algum tempo. É possível realizar atendimento para alguns casos em vídeo chamada.

Com isso, o paciente não tem necessidade de sair de casa (que no momento que estamos vivendo, evita correr riscos) para ir até um consulta e até mesmo o profissional pode fazer o atendimento da sua casa.

Porém, vale ressaltar que não são todos os procedimentos e consultas que podem ser feitas online, apenas orientações (no caso de dentista) e Clínico geral (no caso dos médicos), já na psicologia as sessões podem ser feitas online.

Por exemplo, os profissionais de odontologia podem realizar orientações sobre procedimentos como “clareamento dental” ou tirar dúvidas dos pacientes sobre “implante dentario valor”.

ChatBot

O ChatBot está sendo um ótima opção para várias empresas, não apenas na área da saúde.

Ele é um software de Inteligência Artificial que é capaz de interagir com usuários, seja por áudio ou textos. Ele pode ser pré-programado para simular um diálogo, se assimilando a uma conversa humana em tempo real.

O impacto dele na área da saúde está trazendo muito inovações em atendimentos, com isso otimizando tempo.

Ele pode ficar disponível 24 horas para que se uma pessoa precisar de informações, seja por telefone, chat, redes sociais, entre outros, sobre tratamento de canal preco, ele terá essas informações disponíveis em pouco tempo e assim diminuindo o tempo de espera para falar com um atendente.

Prevenção de doenças

A tecnologia está trazendo grandes benefícios quando se trata de prevenção de doenças e degenerações de demais problemas de saúde.

As novas formas estratégicas de realizar exames, está tornando possível detectar e identificar mais rápido possibilidade de patologias. Com isso, identificando essas doenças cedo, consegue-se evitar procedimentos invasivos, dolorosos e agressivos ao organismo.

Marketing

Por último, mas não menos importante, o marketing na saúde. 

Antigamente a visão que todos tinham era que estratégias de marketing era apenas para empresas que vendiam algum produto ou serviço.

Mas um dos benefícios do avanço tecnológico e que tem impactado muito a área da saúde, são as estratégias de marketing. Assim, aumentando o número de pacientes em clínicas, consultórios e hospitais.

Os profissionais que têm investido em tais estratégias, principalmente no meio digital, tem ganhado mais visibilidade e aumentando os resultados para os negócios.

O Avanço tecnológico

Neste conteúdo citamos apenas alguns exemplos de como a tecnologia tem impactado a área da saúde, é claro que a tecnologia tem oferecido muitos benefícios e está impactando todas as áreas.

O avanço tecnológico não parou, uma vez Steve Jobs disse que “A tecnologia está movendo o mundo” e está muito claro que todas os segmentos estão sendo impactados por ela.

Os profissionais que estão investindo nesses avanços estão ganhando mais espaço no mercado, pois é claro que quanto melhor a tecnologia e mais avançada, melhor o serviço ou produto que está sendo oferecido para o consumidor.

Conteúdo produzido por Larissa Figueiredo, assessora e redatora do Clínica Ideal.

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6 tecnologias habilitadoras da Transformação Digital nas empresas

Transformação Digital é assunto recorrente para nós aqui na RedFox. Entendida como um processo de mudança organizacional, acreditamos que a mudança tem mais a ver com pessoas do que com tecnologia. Isso porque, nesse processo, a tecnologia vem como uma habilitadora da Transformação Digital.

A tecnologia, por si só, dificilmente será um diferencial, porque o acesso à tecnologia está disponível para qualquer um. Assim, o diferencial está no uso inteligente da tecnologia para potencializar resultados e trazer mais valor ao negócio, através do empoderamento das pessoas que fazem parte da organização.

Podemos dizer então que, na Transformação Digital, o cerne é a estratégia, a cultura de inovação e as pessoas. É isso que cria vantagem competitiva. O que a tecnologia vai fazer, a verdadeira importância dela, é possibilitar que você chegue aonde você quer chegar. 

Por isso falamos de tecnologias habilitadoras: elas não devem ser o start do seu processo de mudança, mas, sem dúvidas, irão impulsionar os seus processos pra te ajudar a fazer a Transformação Digital. 

Sem mais delongas, neste artigo você conhecerá 6 tecnologias que podem acelerar o processo de Transformação Digital da sua organização. São elas que têm ajudado centenas de milhares de empresas a se tornarem digitais e que poderão ajudar a sua empresa também. Confira!

Ferramentas de automação de processos

A primeira tecnologia habilitadora da Transformação Digital é um grupo de ferramentas, responsáveis por fazer a automação dos processos manuais

Processos manuais são mais lentos e mais sujeitos a erros, além de pouco estimulantes para os colaboradores. Então por que insistir neles? 

Digitalizar os processos manuais e burocráticos da sua organização é um dos investimentos em tecnologia com maior percepção de valor a curto prazo.

Para realizar a mudança, pode ser útil procurar por empresas que ofereçam soluções customizáveis, considerando, inclusive, integrações com demais sistemas legados. Assim você fica mais fácil centralizar os processos e fazer sua gestão de forma mais assertiva. 

É importante que você faça uma análise profunda dos processos e busque formas de torná-los mais ágeis e eficientes. Você pode usar, além de tecnologia, metodologias ágeis, como Scrum, Agile e diversas outras. 

Inteligência Artificial e Machine Learning

Pra ir um pouco além, outra tecnologia que pode te ajudar bastante é a Inteligência Artificial., que compreende um conjunto de ferramentas tecnológicas que permite que máquinas possam imitar a inteligência humana. Ou seja, as torna capazes de aprender, perceber, analisar e tomar decisões sozinhas, com base nos dados e informações com as quais a IA é nutrida.

Dentre essas ferramentas, estão o Machine Learning, o Deep Learning e o Processamento de Linguagem Natural. 

A Netflix, por exemplo, usa Inteligência Artificial para selecionar quais conteúdos devem ser priorizados na tela inicial do seu perfil, de acordo com suas escolhas e preferências anteriores. Assistentes pessoais, como a Alexa e o Google Nest, também utilizam IA para trazer mais praticidade, conveniência e personalização para os usuários.

Esses exemplos mostram que, embora possa parecer muito futurista falar sobre Inteligência Artificial, na verdade ela já faz parte do nosso dia a dia e, sem dúvidas é uma das tecnologias habilitadoras da Transformação Digital nas empresas.

Nas empresas, a inteligência artificial pode ser usada em produtos e serviços, em análises financeiras e gestão, na otimização e automação de processos e mais.

Um exemplo são os chatbots, que, quando corretamente utilizados, otimizam o atendimento ao cliente e ajudam a criar uma experiência melhor. Há também os softwares de gestão, que, com a ajuda da inteligência artificial, conseguem processar e analisar dados, oferecendo insights importantes para tomada de decisões.

6 tecnologias habilitadoras da Transformação Digital nas empresas

Cloud

A terceira tecnologia que merece ser citada, como habilitadora da Transformação Digital, é a de Cloud.

Hoje, as tecnologias de nuvem são seguras e muito mais convenientes para os negócios do que as redes corporativas internas. Utilizar a nuvem é ampliar o potencial de alcance da sua organização para além das paredes do escritório.

Um exemplo prático: durante a pandemia do coronavírus, empresas que já trabalhavam com cloud e já possuíam políticas mais maduras de trabalho remoto se adaptaram muito melhor à situação da quarentena do que aquelas que tiveram que, às pressas, se adaptar ao modelo de trabalho remoto. O problema se agravou nos casos nos quais todos os arquivos e materiais necessários para o trabalho diário dos colaboradores estavam limitados ao acesso à rede interna.

Além disso, as soluções em nuvem atualmente já são mais acessíveis e trazem diversas vantagens, como a redução dos custos com servidores locais, a liberação de recursos e pagamento sob demanda, escalabilidade, armazenamento ilimitado, facilidade de backup e recuperação de arquivos, agilidade, confiabilidade e fácil acesso à informação.

Internet das Coisas

Outra tecnologia habilitadora da Transformação Digital é o que conhecemos como IoT (internet of things) ou internet das coisas.

Hoje, temos tecnologias cada vez melhores, custando cada vez menos. Novos aparelhos, com funcionalidades diversas, equipados com wi-fi e sensores, integrados à rede, surgem exponencialmente. Joias, relógios, carros, casas, e até mesmos cidades já são inteligentes.

Esse novo mundo smart, super conectado, é o mundo do IoT. Isso gera uma oportunidades de conexão entre aparelhos e pessoas quase infinita, com uma rede gigante de coisas conectadas.

Ela tem inúmeras aplicações, seja em redes de transporte, casas e cidades inteligentes, otimização do uso de recursos como energia e muito mais. Tem aplicação pra coisas que nós ainda nem somos capazes de imaginar hoje! Explorar essas possibilidades pode ser um prato cheio para o seu negócio. 

Segurança da Informação

Segurança da Informação é uma pauta que tenderá a ser cada vez mais importante para as organizações, à medida em que se digitalizam.

De treinamentos de boas práticas para usuários dos sistemas, para evitar ataques de engenharia social, trabalhos técnicos e cuidados com a LGPD, os campos de atuação para os profissionais da área são diversos.

O ritmo das tentativas de ciber ataques tendem a crescer em conjunto com a maior retenção de dados pelas organizações. Isso é um problema porque, no futuro digital, o uso de dados para embasar decisões de negócios se torna essencial.

Como muitos desses dados armazenados, sejam internos ou externos, são extremamente sensíveis, a hiperconexão trazida pela IoT também gera essa preocupação com a segurança.

Por isso que, pra proteger a privacidade, tanto dos clientes, quanto os das empresas, não será mais possível negligenciar essas questões.

Big Data e Analytics

A última, mas não menos importante das tecnologias habilitadoras da Transformação Digital nas empresas são as ferramentas de Data & Analytics.

Dados são importantes para fornecer melhor visibilidade dos processos e resultados da organização, favorecendo um bom gerenciamento.

Profissionais de Data Science, Business Intelligence,  Performance Marketing, Growth Hacking, People Analytics são cada vez mais requisitados, para gerar valor em suas respectivas áreas, utilizando a análise de dados para embasar ações e decisões inteligentes.

O uso de dados já é o novo business as usual em praticamente todas as áreas de negócioOu seja, é mais do que apenas uma tendência passageira: é a nova forma de gerir uma empresa, com uma mentalidade data driven.

Você pode conferir mais sobre a importância do Big Data e do Data Analytics na Transformação Digital neste outro artigo.

Precisa de ajuda para levar mais tecnologia para sua empresa e ter processos mais ágeis, com menos gastos e mais eficiência? Então entre em contato com uma de nossas foxes e inicie a Transformação Digital da sua empresa!

Qual a importância da tecnologia para a clínica do futuro
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Qual a importância da tecnologia para a clínica do futuro

Atualmente, quando falamos em tecnologia, é praticamente impossível não mencionarmos como o seu avanço vem trazendo benefícios para todos os setores.

A cada inovação que aparece, setores como o de educação, lazer  e até mesmo os setores da saúde – como no ramo da odontologia – vem ganhando um novo significado graças às inovações constantes.

Com isso, as clínicas que não optarem em adquirir essa nova era da tecnologia, certamente ficarão para trás quando falamos de produtividade e em proporcionar um atendimento mais otimizado para os seus pacientes.

Ficou curioso para saber quais avanços e quais os benefícios a tecnologia pode proporcionar para a sua clinica? Confira agora!

Telessaúde na odontologia

Se é você é uma pessoa que acompanha as últimas tendências, provavelmente já ouviu falar em telemedicina. Essa modalidade vem crescendo durante o período de isolamento social e consiste em informações clínicas por meio de consultas online.

Esse tipo de atendimento pode ser realizado de duas maneiras:

  • Síncrona: Uma forma de comunicação em tempo real entre paciente e especialista.
  • Assíncrona: Realizada de forma off-line, onde o paciente pode deixar suas dúvidas sobre tratamentos e consultas, através das mídias digitais como: facebook, instagram ou WhatsApp.

Algumas vantagens que esse atendimento a distância proporciona é:

  • Diminui a exposição à infecções;
  • Reduz custo e tempo;
  • Conveniência e comodidade para paciente e especialista.

No entanto, é preciso ressaltar que tal procedimento é uma opção para consultas que não demandem um exame detalhado do paciente, como aferições.

Além disso, todas as ferramentas que serão usadas devem ser conferidas, garantindo o pleno funcionamento da internet – por exemplo.

Por isso, dependendo do problema e da gravidade que se encontra, o melhor é procurar um especialista presencialmente e buscar o melhor tratamento para aquele momento.

Agendamento Online

A ferramenta de agendamento online tem se tornado essencial para o dia a dia dos especialistas da saúde, além de proporcionar a otimização de tempo ainda facilita o processo de agendamento de consultas pelos pacientes.

Algumas vantagens de possuir essa opção na sua clínica são:

  • Atração de novos paciente, facilitando sua localização através da internet;
  • Redução de faltas na agenda, já que o paciente vai optar pela melhor data;
  • Lembretes de consultas, evitando furo nas agendas.

Empresas nas redes sociais

As redes sociais também começaram a fazer parte do nosso dia a dia, tornando a nossa comunicação essencial através dos meios digitais, e com os profissionais que desejam atrair, conquistar e fidelizar seus pacientes não é diferente.

Vantagens de ser ativo nos meios digitais:

  • Facilita a segmentação do seu público;
  • Gera audiência;
  • Possibilita interação com os pacientes;
  • Ferramentas gratuitas.

No caso de uma clínica odontológica que deseja criar uma interação com os seus pacientes sobre clareamento dental com moldeira, é possível criar um post informativo sobre o procedimento e tirar dúvidas.

Desse modo é gera um pré-contato com o paciente que está interessado, despertando também o interesse daqueles que ainda tem alguma dúvida sobre o procedimento.

Software de atendimento odontológico

Essas ferramentas permitem administrar a agenda do especialista, facilitando a sua rotina e dispensando aquele arquivo gigante com os dados dos pacientes.

Ao adquirir um software odontológico você consegue ter controle de materiais e segmentos como:

  • Prontuários digitais;

  • Finanças;

  • Gestão de estoque;

  • Busca de medicamentos;

  • Entre outros benefícios integrados.

Existem diversos modelos que podem ser adquiridos e, dependendo do modelo, você consegue administrar a clínica  somente com um software.

Engana-se quem pensa que inovação tecnológica se diz somente a implementações de softwares e otimização de tempo.

Para se ter uma ideia, atualmente é possível notar inovações tecnológicas nos procedimentos realizados diariamente.

Invisalign

O novo aparelho da moda vem ganhando bastante admiradores, já que por sua transparência é quase que imperceptível o seu uso.

Esse modelo conta com a tecnologia 3D para o diagnóstico, mostrando como os dentes do paciente irão ficar em cada etapa do tratamento.

Serve como opção para quem não quer comprometer a sua imagem usando aparelhos ortodônticos tradicionais, e buscam um tratamento mais rápido, já que o tempo é mais reduzido comparado com o tradicional.

Próteses e implantes dentários

Esses dois tratamentos estão sendo beneficiados com o diagnóstico por imagem 3D, também conhecido como CAD/CAM.

Na prática, eles consistem no uso de dois maquinários distintos para realizar a captura de imagens digitais por meio do uso de uma câmera colorida de alta precisão.

Após o diagnóstico feito é possível realizar um molde com precisão, possibilitando que o paciente tenha uma visão de como a prótese ou os implantes dentários ficarão quando prontos.

Anestesia indolor

Quem nunca foi ao dentista para realizar algum procedimento e acabou sofrendo na hora de receber anestesia com aquelas agulhas enormes? Todo mundo já passou por isso.

Buscando reduzir o desconforto ao realizar a aplicação da anestesia, foi desenvolvido um sistema computadorizado que permite passar por esse processo praticamente sem dor.

O procedimento consiste em aplicar o líquido somente no dente em que vai ser realizado o tratamento, com um agulha menor, evitando a dormência nas bochechas e aquela sensação de boca torta.

Embora não exista ainda a anestesia praticamente indolor, essa inovação promete tornar tratamentos mais delicados, como o processo de colocar um implante dental mais simples e confortáveis de serem realizados.

Lentes de contatos dentais

As lentes de contatos dentais tem se tornado a queridinha dos famosos e anônimos, exatamente por proporcionar a aparência de dentes retos e brancos que todos idealizam.

Formadas por lâminas super finas que são moldadas através de uma impressora 3D, as lente de contato dente são colocadas sobre a dentição do paciente uma a uma, modificando o seu sorriso.

Esse tratamento além de trazer consigo a inovação tecnológica, ainda proporciona o aumento da autoestima do paciente.

Como listado acima, existem diversos avanços tecnológicos, tanto para implementar na sua clínica quanto para trazer mais conforto e comodidade para os seus pacientes.

Por isso, o importante é ter um planejamento adequado e ver qual tecnologia é melhor para a sua clínica, buscando sempre alcançar seus objetivos.

Conteúdo produzido por Karina Oliveira, assessora e redatora na empresa Vue Odonto

Data Analytics na Transformação Digital: saiba as aplicações e benefícios
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Data Analytics na Transformação Digital: saiba as aplicações e benefícios

A Transformação Digital é um processo de mudança organizacional no qual as empresas se utilizam de tecnologias digitais para solucionar problemas complexos e, com a ajuda de Data Analytics, a mudança pode ser ainda mais eficaz.

Empresas que enfrentam problemas como baixo desempenho, grandes custos com sistemas obsoletos e erros operacionais podem se beneficiar da Transformação Digital para trazer mais agilidade e eficiência para seus processos, mais satisfação e produtividade para seus colaboradores, aumentar o faturamento e, até mesmo descobrir novas fontes de receita.

Mas engana-se quem acredita que fazer transformação digital é apenas adotar ferramentas tecnológicas. O processo envolve algumas etapas, como o uso de data analytics para trazer mais precisão e confiabilidade nas ações estratégicas e auxiliar em tomadas de decisões mais assertivas.

Quer saber mais? Então confira nesse artigo:

  • Os 5 passos para a verdadeira Transformação Digital nas empresas;
  • Qual a aplicação de Data Analytics na Transformação Digital e
  • Quais os benefícios da análise de dados na Transformação Digital.

Transformação Digital em 5 passos

A popularização do conceito de Transformação Digital por um lado fez crescer a visibilidade sobre a urgência de sua aplicação nas empresas, mas por outro lado fez surgir algumas dúvidas e mal entendidos a respeito do tema.

Isso porque, apesar do que possa parecer, Transformação Digital não significa unicamente adoção de tecnologias digitais. Na realidade, significa muito mais uma incorporação de um mindset digital na cultura da empresa, em seus processos e, acima de tudo, nas pessoas. Nesse caso, a tecnologia digital vem para amparar, suportar e facilitar a mudança. Mas ela, por si só, não é transformadora.

Assim, há 5 passos que todas as empresas precisam dar para realizar a transformação digital em seus negócios. Confira a seguir:

1. Estratégia e Cultura

O primeiro pilar diz respeito à estratégia digital e à cultura de inovação.

O momento da criação da estratégia digital é aquele no qual especificamos a visão, as metas e as oportunidades da organização, com o objetivo de maximizar os benefícios que as iniciativas digitais podem trazer para o seu negócio. A grande questão é entender os desafios a curto, médio e longo prazo da sua organização, onde você quer chegar e como vai chegar lá.

Nas empresas de cultura digital, as pessoas têm mais liberdade e autonomia para ousar e inovar. Estas empresas costumam operar com times de alta performance e alto engajamento, que tem senso de dono e responsabilidade para pensar e agir sempre com foco no cliente e visando os melhores resultados para o negócio. A mudança de cultura deve então ser realizada com muita transparência, buscando inserir os colaboradores no processo de validação.

2. Pessoas

Sem que haja o engajamento das pessoas que fazem parte da sua organização, sejam elas colaboradores, gestores, clientes ou acionistas, fica praticamente impossível fazer uma mudança efetiva.

Nesse sentido, é preciso garantir, em primeiro lugar, que as lideranças estejam dispostas a guiar e orientar seus times a respeito da necessidade da Transformação Digital. Também é importante contar com o apoio de algumas áreas estratégicas de negócio, como a área de inovação, RH, TI e comunicação.

3. Processos

Processos muito engessados, robotizados e manuais podem desestimular seus colaboradores, diminuir a criatividade e gerar muita perda de tempo com erros e retrabalhos.

Para mudá-los, vale a pena aprofundar conhecimentos acerca das metodologias ágeis e automação dos processos da empresa. O objetivo deve ser diminuir a burocracia e a hierarquia, criando um ambiente propício à inovação.

4. Tecnologia

Elas não são o start do seu processo de mudança, mas, sem dúvidas, irão impulsionar os seus processos pra te ajudar a fazer a Transformação Digital.

Por exemplo, você pode usar tecnologias de automação de processos manuais para trazer mais agilidade e eficiência para seus processos. Além disso, outras tecnologias promissoras para os próximos anos incluem:

Mas atenção, com o aumento do uso de ferramentas digitais e a implementação da LGPD, é essencial também atentar-se à segurança de dados.

5. Data Analytics

Por fim, temos Data Analytics como o último, mas não menos importante, pilar da Transformação Digital. Mas não se engane: o processo não acaba aqui. Na verdade, a Transformação Digital é uma jornada de melhoria contínua.

Vejamos então como o Data Analytics impacta na Transformação Digital.

Data Analytics na Transformação Digital: saiba as aplicações e benefícios

Aplicando Data Analytics na Transformação Digital

Em primeiro lugar, dados são importantes para fornecer uma melhor visibilidade dos processos e resultados da organização, favorecendo um bom gerenciamento. Assim, não há como saber se as suas iniciativas de Transformação Digital estão realmente trazendo resultados se não houver um bom acompanhamento das métricas relevantes para o negócio.

Um exemplo de uma empresa que conseguiu usar muito bem os dados que tinha à sua disposição é a Unilever que, em vez de somente assistir ao cenário de declínio da indústria de bens de consumo, investiu na criação de um banco de dados próprio, chegando a ter mais de 900 milhões de registros individuais sobre seus clientes.

Em 2018, o CEO da companhia, Alan Jope, colocou a Transformação Digital no core da estratégia de negócios e começou a fortalecer a cultura digital na empresa. Também investiu em automação, análise de dados e inteligência artificial. Como resultado, hoje conseguem fazer previsões de tendências de forma ágil, para encontrar novas formas de se conectarem com seus consumidores.

O novo Business as Usual

Data Science, Business Intelligence,  Performance Marketing, Growth Hacking, People Analytics… Estas são algumas das áreas que têm crescido muito nas empresas, todas relacionadas ao uso e análise de dados para embasar ações e decisões inteligentes nos negócios.

Isso é possível porque, nas empresas, há diversas formas de obtenção de dados de clientes atuais e potenciais. Seja por registro de navegação e interações com a marca, por conversas, trocas de e-mails e dados cadastrados nas bases.

Pra você ter uma ideia, um estudo estimou que, em 2020, seriam gerados cerca de 35 trilhões de gigabytes de dados no mundo. Você consegue imaginar a dimensão disso?

Ainda que haja uma grande quantidade de dados sendo gerados continuamente, as empresas enfrentam dificuldades na hora de registrar e processar esses dados da melhor forma possível. Poucas realmente conseguem transformar dados em informações úteis, que possam fornecer insights para embasar tomadas de decisão.

Mas o uso de dados em diversas áreas de negócios já se tornou o novo business as usual. Ou seja, é mais do que apenas uma tendência passageira: é a nova forma de gerir uma empresa, com uma mentalidade data driven, orientada por dados.

Assim, se você quer alavancar os seus resultados e transformar o seu negócio em uma organização exponencial, não dá mais pra se basear em achismo. Você precisa de dados de qualidade e precisa aprender a trabalhar com eles, usando-os a favor dos negócios e clientes.

Quais os benefícios de Data Analytics na Transformação Digital

Uma pesquisa da New Vantage, realizada em 2017, mostrou que 80,7% dos executivos que investiram em Big Data em suas empresas geraram benefícios pro seu negócio. 48.4% deles classificaram seus esforços com Big Data como altamente bem sucedidos ou transformadores, 32,3% afirmaram que tiveram resultados bons à moderados, 17,7% ainda não tinham como determinar, pois haviam começado há pouco tempo e apenas 1,6% disseram que foi um fracasso.

As principais vantagens foram percebidas na  redução de custos e aumento de eficiência, em 49,2% dos casos, na criação de novos meios para a inovação e disrupção, em 44.3% dos casos e no lançamento de novos produtos e serviços, em 36.1% dos casos.

Por outro lado, um estudo recente mostrou que as empresas perdem, por ano, 15 milhões de dólares com dados de má qualidade. E mais: 85% dos projetos de Big Data nas empresas falham.

As razões são parecidas com aquelas que também fazem os projetos de Transformação Digital falharem. São elas:

  • uma cultura despreparada para receber e adotar a mudança,
  • falta de alinhamento organizacional,
  • falta de estratégia adequada e
  • resistência por parte da média gerência e dos colaboradores.

A partir disso, concluímos que a Transformação Digital é sim necessária, mas ela não pode ser feita de forma precipitada. A Transformação Digital é um processo, uma jornada de mudança, com vários pequenos passos. Se precisar de ajudar para concretizá-los, conte com uma empresa especialista em Transformação Digital. Converse com uma de nossas foxes!

LGPD-3
LGPD

TERMO DE CONSENTIMENTO PARA TRATAMENTO DE DADOS PESSOAIS

TERMO DE CONSENTIMENTO PARA TRATAMENTO DE DADOS PESSOAIS

  1. Para fins desta política e em consonância com o disposto na Lei Geral de Proteção de Dados (Lei nº 13.709, de 14 de agosto de 2018), considerar-se-á:
  2. a) BANCO DE DADOS: conjunto estruturado de dados pessoais, estabelecido em um ou em vários locais, em suporte eletrônico ou físico;
  3. b) TITULAR: pessoa natural a quem se referem os dados pessoais que são objeto de tratamento;
  4. c) CONTROLADOR: pessoa natural ou jurídica, de direito público ou privado, a quem competem as decisões referentes ao tratamento de dados pessoais;
  5. d) OPERADOR: pessoa natural ou jurídica, de direito público ou privado, que realiza o tratamento de dados pessoais em nome do controlador;
  6. e) DADO PESSOAL: informação relacionada a pessoa natural identificada ou identificável;
  7. f) DADO ANONIMIZADO: dado relativo a titular que não possa ser identificado, considerando a utilização de meios técnicos razoáveis e disponíveis na ocasião de seu tratamento;
  8. g) TRATAMENTO: toda operação realizada com dados pessoais, como as que se referem a coleta, produção, recepção, classificação, utilização, acesso, reprodução, transmissão, distribuição, processamento, arquivamento, armazenamento, eliminação, avaliação ou controle da informação, modificação, comunicação, transferência, difusão ou extração;
  9. h) ANONIMIZAÇÃO: utilização de meios técnicos razoáveis e disponíveis no momento do tratamento, por meio dos quais um dado perde a possibilidade de associação, direta ou indireta, a um indivíduo;
  10. i) CONSENTIMENTO: manifestação livre, informada e inequívoca pela qual o titular concorda com o tratamento de seus dados pessoais para uma finalidade determinada;
  11. j) FINALIDADE: realização do tratamento para propósitos legítimos, específicos, explícitos e informados ao titular, sem possibilidade de tratamento posterior de forma incompatível com essas finalidades;
  12. k) BLOQUEIO: suspensão temporária de qualquer operação de tratamento, mediante guarda do dado pessoal ou do banco de dados;
  13. l) ELIMINAÇÃO: exclusão de dado ou de conjunto de dados armazenados em banco de dados, independentemente do procedimento empregado;
  14. m) AUTORIDADE NACIONAL: órgão da administração pública indireta responsável por zelar, implementar e fiscalizar o cumprimento da Lei Geral de Proteção de Dados (Lei nº 13.709, de 14 de agosto de 2018), se houver.
  1. Este documento visa registrar a manifestação livre, informada e inequívoca pela qual o Titular concorda com o tratamento de seus dados pessoais para finalidade específica, em conformidade com a Lei nº 13.709 – Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD).

O Titular consente e concorda que a RedFox Digital Solutions tome decisões referentes ao tratamento de seus dados pessoais, bem como realize o tratamento de seus dados pessoais, envolvendo operações como as que se referem a coleta, produção, recepção, classificação, utilização, acesso, reprodução, transmissão, distribuição, processamento, arquivamento, armazenamento, eliminação, avaliação ou controle da informação, modificação, comunicação, transferência, difusão ou extração.

a.    Dados Pessoais

O Controlador fica autorizado a tomar decisões referentes ao tratamento e a realizar o tratamento dos seguintes dados pessoais do Titular:

  • Nome completo;
  • E-mail;
  • Idade;
  • Gênero;
  • Números de telefone, WhatsApp;
  • Comunicação, verbal e escrita, mantida entre o Titular e o Controlador.

b.    Finalidades do Tratamento dos Dados

O tratamento dos dados pessoais listados neste termo tem as seguintes finalidades:

  • Possibilitar que o Controlador faça análise dos resultados apontados pela referida pesquisa, buscando compreender o contexto e oportunidades para profissionais da saúde nos pontos levantados.
  • Possibilitar que o Controlador identifique e entre em contato com o Titular para fins de relacionamento comercial.
  • Possibilitar que o Controlador envie ou forneça ao Titular seus produtos e serviços, de forma remunerada ou gratuita.
  • Possibilitar que o Controlador estruture, teste, promova e faça propaganda de produtos e serviços, personalizados ou não ao perfil do Titular.

c.    Compartilhamento de Dados

O Controlador fica autorizado a compartilhar os dados pessoais do Titular com outros agentes de tratamento de dados para as finalidades listadas neste termo, observados os princípios e as garantias estabelecidas pela Lei nº 13.709.

d.    Segurança dos Dados

O Controlador responsabiliza-se pela manutenção de medidas de segurança, técnicas e administrativas aptas a proteger os dados pessoais de acessos não autorizados e de situações acidentais ou ilícitas de destruição, perda, alteração, comunicação ou qualquer forma de tratamento inadequado ou ilícito.

Em conformidade ao art. 48 da Lei nº 13.709, o Controlador comunicará ao Titular e à Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) a ocorrência de incidente de segurança que possa acarretar risco ou dano relevante ao Titular.

e.    Término do Tratamento dos Dados

O Controlador poderá manter e tratar os dados pessoais do Titular durante todo o período em que os mesmos forem pertinentes ao alcance das finalidades listadas neste termo. Após a finalidade ser atingida, os dados do titular poderão permanecer no banco de dados do controlador pelo período de 5 anos, para envios de futuros negócios, novas prospecções, ou novos lançamentos.

Dados pessoais anonimizados, sem possibilidade de associação ao indivíduo, poderão ser mantidos por período indefinido.

O Titular poderá solicitar via e-mail ou correspondência ao Controlador, a qualquer momento, que sejam eliminados os dados pessoais não anonimizados do Titular. O Titular fica ciente de que poderá ser inviável ao Controlador continuar o fornecimento de produtos ou serviços ao Titular a partir da eliminação dos dados pessoais.

f.     Direitos do Titular

O Titular tem direito a obter do Controlador, em relação aos dados por ele tratados, a qualquer momento e mediante requisição:

I – confirmação da existência de tratamento;

II – acesso aos dados;

III – correção de dados incompletos, inexatos ou desatualizados;

IV – anonimização, bloqueio ou eliminação de dados desnecessários, excessivos ou tratados em desconformidade com o disposto na Lei nº 13.709;

V – portabilidade dos dados a outro fornecedor de serviço ou produto, mediante requisição expressa, de acordo com a regulamentação da autoridade nacional, observados os segredos comercial e industrial;

VI – eliminação dos dados pessoais tratados com o consentimento do titular, exceto nas hipóteses previstas no art. 16 da Lei nº 13.709;

VII – informação das entidades públicas e privadas com as quais o controlador realizou uso compartilhado de dados;

VIII – informação sobre a possibilidade de não fornecer consentimento e sobre as consequências da negativa;

IX – revogação do consentimento, nos termos do § 5º do art. 8º da Lei nº 13.709.

g.    Direito de Revogação do Consentimento

Este consentimento poderá ser revogado pelo Titular, a qualquer momento, mediante solicitação via e-mail ou correspondência ao Controlador.

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Outros

Conheça 4 problemas nos processos de inovação e saiba como evitá-los

Embora o mercado, de forma geral, tenha evoluído bastante nos últimos anos, percebendo a necessidade de mudar hábitos e estratégias antigas, ainda vemos muitos problemas nos processos de inovação e uma dificuldade muito grande em iniciar a mudança.

Empresas de cultura analógica, em tentativas por vezes desesperadas de adentrar o mundo digital e competir com as startups, gastam todo o seu orçamento com softwares e tecnologias de ponta, sem nem mesmo possuir talentos com as habilidades necessárias para utilizá-las.

Mas as armadilhas vão muito além disso, quer ver? Então confira abaixo 4 problemas nos processos de inovação nas empresas e aprenda a evitá-los!

1 – Promover iniciativas de inovação desalinhadas à estratégia do negócio

Com a urgência de fazer Transformação Digital nas empresas, é comum que as iniciativas aconteçam sem que haja um planejamento cuidadoso. Ai se esconde um problema, já que, sem um planejamento estratégico e um alinhamento entre a estratégia de inovação e a estratégia de negócio, é pouco provável que a iniciativa traga algum resultado real.

Essas iniciativas, quando isoladas, geram pouco comprometimento com o processo. Assim, em muitos casos, ele acaba morrendo antes mesmo de se tornar um protótipo. Além disso, é comum que esse tipo de iniciativa surja de baixo para cima, ou seja, por iniciativa dos colaboradores. O grande problema é que, ainda que seja uma tentativa de mobilizar as lideranças, sem o apoio da gestão, a inovação não se sustenta.

Não que a ideia seja ruim, mas acaba sendo insuficiente se não for incorporada e alinhada à estratégia da organização. Esse é outro problema no processo de inovação: por um lado, os colaboradores não tem motivação, incentivo e recursos para continuarem com as iniciativas. Por outro, os gestores não conseguem perceber os possíveis impactos e retorno do investimento que o tornaria valioso.

Confira também, neste vídeo, o motivo pelo qual 70% das iniciativas de Transformação Digital dão errado:

https://www.youtube.com/watch?v=c4yEhDpR_Nw

2 – Fazer lançamentos que não resolvem as dores dos clientes

O segundo problema no processo de inovação que é bastante comum em empresas iniciantes é não pensar com a cabeça do cliente.

Dessa forma, acabam lançando produtos sem uma oferta real de valor porque, desde sua ideação até o lançamento, as dores dos consumidores não foram levadas em consideração.

Uma solução inovadora deve responder e resolver problemas reais dos clientes -ou potenciais clientes-. Assim, o caminho certo para criá-las é partir das necessidades do seu cliente ideal, buscando corresponder aos seus desejos e expectativas.

Por isso, da próxima vez que identificar uma oportunidade no mercado, procure conhecer intimamente o problema, antes de pensar em soluções superficiais ou padronizadas. Faça também protótipos rápidos e teste o produto antes de efetivamente lançá-lo.

Quer uma dica? Utilize técnicas de Design Thinking e Design de Serviços, que podem te ajudar a resolver problemas complexos, estabelecer processos e entregar resultados rapidamente.

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3 – Saber o que fazer, mas não conseguir implementar

Quando estamos criando novos processos e projetos, o momento mais difícil costuma ser tirar a ideia do papel e efetivamente implementá-la. Nos processos de inovação não é diferente.

Mesmo nas organizações com áreas dedicadas para inovação, CIO’s ainda enfrentam esse problema no seu processo: sabem o que tem que fazer, como fazer, mas não conseguem de fato aplicar.

Por quê? Os motivos são diversos. Seja porque falta orçamento, pessoas capacitadas ou apoio das lideranças, o fato é que esse é ainda um problema que faz com que iniciativas de inovação morram antes de ver a luz do dia.

Para evitar esse problema, volto a dizer, é essencial que a estratégia de inovação esteja alinhada com a estratégia de negócios, que as lideranças assumam o protagonismo no processo e que os colaboradores estejam dispostos a fazer também a sua parte.

Quer saber mais sobre a importância das pessoas na cultura de inovação? Então confira este artigo!

4 – Adiar o inadiável

Mesmo antes do período de pandemia, muitos executivos já sentiam os efeitos da disrupção digital impulsionada pelas startups em seus negócios. No entanto, uma parcela significativa destes empresários ainda não estava preparado para conduzir a mudança necessária.

Esse cenário, comum a tantas organizações, foi corroborado pelo Digitalization Trends 2018. Na pesquisa, foi constatado que, embora 87% das organizações sentissem os impactos da disrupção em seus negócios, apenas 44% delas se sentia preparadas para lidar com isso.

O último dos problemas que vamos abordar aqui é que, embora a disrupção e os processos de inovação possam ser vistos como uma oportunidade, ela é também uma ameaça para aqueles que não lhe dão o devido valor.

Para começar, é preciso ter expectativas claras sobre os resultados esperados com as iniciativas de inovação. Qual percentual de recursos devem ser alocados para desenvolver habilidades inovadoras e qual percentual deve ser alocado para produzir resultados rápidos para o negócio? Talvez, no começo, o ideal seja destinar mais recursos para o desenvolvimento de mindset, preparando o terreno para a criação de uma cultura que fortaleça a inovação.

Conclusão

E então, identificou sua empresa em algum desses casos? Saiba que você não está sozinho! Inovar é uma dificuldade para muitas organizações, especialmente aquelas com cultura ainda analógica.

Se você quer criar uma cultura de inovação na sua empresa e acelerar seus resultados, converse com uma de nossas foxes, nós podemos ajudar.

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Transformação Digital na Saúde

Transformação Digital na Saúde: o que é e como promover a Saúde Digital

Fazer a Transformação Digital na Saúde já é uma preocupação de gestores da área, seja em consultórios, clínicas, medicina diagnóstica ou hospitais.

Mais do que um modismo, a transformação digital é uma obrigação para as instituições de saúde que desejam continuar relevantes nos próximos anos, diminuindo custos, otimizando processos e melhorando a qualidade do serviço prestado.

Por isso, se você quer garantir a sobrevivência da sua instituição de saúde durante a crise e a prosperidade dos seus negócios no novo normal da saúde no Brasil, então a Transformação Digital também é pauta para você.

Neste artigo você descobrirá:

  • O que é Transformação Digital na saúde;
  • O que diz o nível de maturidade digital das intituições de saúde;
  • Quais os benefícios da Transformação Digital na saúde;
  • Quais os desafios da Transformação Digital na saúde no país;
  • Como preparar sua empresa para a mudança;
  • Quais os impactos da Transformação Digital na saúde e
  • Tecnologias habilitadoras da Transformação Digital na saúde.

O que é Transformação Digital na Saúde

A Transformação Digital, no contexto corporativo, é uma estratégia de mudança organizacional orientada pelo ritmo de mudança imposta pela evolução das tecnologias digitais.

Ou seja, com a evolução da tecnologia, mudamos também nossas formas de pensar, agir e interagir com o mundo à nossa volta. Com nossos hábitos de trabalho e consumo, as organizações também são afetadas, sendo exigindo que elas adaptem suas estruturas para se adequarem a estes novos tempos.

A área da saúde também foi afetada. Os pacientes que chegam hoje aos serviços de saúde já buscam por soluções mais ágeis e digitais para seus problemas e querem ter participação ativa em seu tratamento. Muito diferente da época em que os médicos eram os únicos difusores dos conhecimentos em relação à saúde e tomavam as decisões pelos pacientes.

A Transformação Digital na saúde é, portanto, uma jornada de mudança organizacional que abrange desde os modelos de negócios tradicionais em saúde à forma dos profissionais interagirem com seus pacientes. É uma mudança necessária tanto de processos e estratégias, quanto de cultura organizacional e mindset.

Maturidade digital de instituições de saúde

Segundo o Ranking de Maturidade Digital no Brasil, divulgado pela Isobar em 2019, mesmo as grandes organizações de saúde no país ainda tinham baixo nível de maturidade digital.

O estudo, realizado com 18 hospitais, 10 laboratórios e 10 operadoras de saúde, revelou que nenhuma das grandes instituições de saúde pode ser considerada expert em maturidade digital. Apenas 11% delas foi considerada maduras. Mas os resultados mais chocantes ainda estão por vir: 71% das instituições de saúde brasileiras com faturamento superior à R$ 1 bilhão, se enquadraram na modalidade básica e 18% estão na posição de iniciantes.

Dessa forma, a pesquisa revela que as organizações de saúde no país estão em déficit com a inserção de uma cultura digital em seus negócios e que a Transformação Digital é uma necessidade latente para o setor.

Benefícios da Transformação Digital na Saúde

No Brasil, muitos pacientes sofrem com atendimentos precários e a falta de planejamento de hospitais, bem como carência de medicamentos e aparelhos. O papel da transformação digital nesse cenário é trazer as ferramentas necessárias para evoluir a qualidade dos serviços, influenciando em todos os setores hospitalares.

A Transformação Digital na área da saúde pode trazer uma série de benefícios para clínicas, hospitais, pharma e operadoras de saúde. Dentre eles, podemos citar: maior transparência dos processos, redução de custos e melhora no compliance, e a entrega de uma jornada mais sólida para seus pacientes, aumentando seu engajamento e fidelização.

Transparência nos Processos e Compliance

Uma etapa da Transformação Digital envolve a adoção de novas tecnologias digital na automação de processos manuais e burocráticos. Dentre os benefícios dos processos automatizados está a maior facilidade na visualização dos processos, trazendo mais transparência para a administração, diminuindo as chances de erros e favorecendo o compliance.

Redução de Custos

Outro benefício da transformação digital na saúde é a redução de custos, sobretudo custos operacionais e gastos ocasionados por erros como glosas médicas. Com efeito, automatizar processos é uma excelente forma de diminuir essas glosas, organizar a gestão de escalas e agendas médicas e ter melhor controle de estoques e jornadas. As consequências imediatas são mais agilidade, produtividade e menos erros.

Para começar, a dica é realizar um mapeamento de todos os seus processos e iniciar a automação por aqueles que trazem as maiores dores.

Engajamento dos pacientes

Outro foco da transformação digital na saúde é o desenho de uma nova jornada do paciente, com o objetivo de oferecer um serviço mais conveniente, acessível e com menos erros.

A revisão e automação dos processos contribui para que a jornada do paciente seja mais fluída, porque tem como objetivo eliminar pontos de dores e desperdício. Assim, a mudança possibilita que seus pacientes se engajem mais com o serviço prestado pela sua instituição de saúde.

A adoção das tecnologias digitais como wearable devices ou uso de telemedicina também facilita o acesso de pacientes à saúde. Tenha como regra: na era digital, os serviços de saúde devem migrar para onde os seus pacientes estão e não o contrário.

Desafios da Transformação Digital na Saúde

Embora haja muitas vantagens em adotar a saúde digital como regra nas intituições de saúde, ainda há desafios para que a transformação digital seja uma realidade para a maioria das organizações de saúde, como resistência cultural de profissionais de saúde e pacientes, segurança de dados e dificuldade de justificar o investimento.

Resistência à mudança

A resistência à mudança é uma das principais causas que barra a adoção das tecnologias digitais na saúde. Isso porque não só as grandes universidades de medicina do país ainda possuem mentalidade analógica, como também intuições de saúde, públicas ou privadas, ainda se mostram conservadoras e céticas em relação à tecnologia.

Para enfrentar tais resistências, é preciso que haja mobilização para a mudança de mindset dos profissionais e estudantes da área da saúde. Gestores de saúde precisam estar alinhados com as discussões acerca das iniciativas de inovação em saúde e devem agir como embaixadores da mudança em suas organizações.

Segurança de dados

Uma das maiores preocupações em relação à adoção das tecnologias digitais pela área da saúde é o risco de vazamento de dados sensíveis de saúde.

Essa é uma preocupação valida, afinal, garantir a segurança das informações sobre a saúde dos pacientes é um dever ético para os profissionais de saúde. Além disso, quando nas mãos de pessoas mal intencionadas, informações vazadas podem servir como base para fraudes e golpes.

Para minimizar os riscos, o ideal é buscar por soluções tecnológicas desenvolvidas especialmente para a área médica, em vez de optar por alternativas adaptadas, que não garantem a segurança e privacidade das informações trocadas.

Interoperabilidade

É comum que as instituições de saúde, ao iniciarem seus processos de transformação digital, tenham uma série de sistemas legados que precisam ser integrados aos novos sistemas.

A interoperabilidade é um conceito que expressa a capacidade de sistemas diferentes operarem juntos, trocando informações entre si de forma eficiente.

Mas é possível ir além. Imagine os benefícios para pacientes e médicos de um sistema de informações que abranja sistemas públicos e privados por todo o país. Seria um passo importante na busca pela oferta de uma saúde verdadeiramente universal, integrada e focada em prevenção.

Como preparar sua empresa para a Transformação Digital na Saúde

Se você quer iniciar a Transformação Digital na sua instituição de saúde, mas ainda tem dúvidas sobre como fazer para mobilizar sua equipe e conseguir o apoio necessário para a mudança, confira essa dicas!

Cultura e Pessoas

Primeiramente, apague a ideia de que é possível fazer transformação digital rapidamente. A transformação exige mudança de cultura e mindset, o que pode demorar meses para acontecer. O que se pode fazer, nesse caso, é buscar o apoio dos gestores da sua instituição de saúde e de áreas de negócios, como RH, TI e Comunicação.

Mudar a forma como pensamos e as crenças dos profissionais não é uma tarefa simples. Dessa forma, um caminho possível pode ser focar na conscientização acerca dos benefícios e necessidade da mudança. Garanta que todas as dúvidas sejam solucionadas e que os colaboradores, sejam eles profissionais da saúde ou profissionais da área administrativa, não se sintam apreensivos.

Estratégia e Processos

Outro foco importante para dar inicio à transformação digital da sua instituição de saúde deve ser uma revisão minuciosa de processos e pontos de dores. Procure entender onde estão os gargalos e quais as maiores urgências. Não tente resolver todos os problemas de uma vez. Selecionar até 3 pontos de dor e atacá-los primeiro certamente trará melhores resultados.

Uma ótima forma de mapear e reestruturar jornadas é através da metodologia de design thinking. Quando aplicado à saúde, o Design Thinking ajuda a entender as dores e criar soluções com agilidade e eficiência. Quer um exemplo? Então confira aqui como a Kaiser Permanente, um dos grandes players de saúde dos EUA, conseguiu alavancar seus resultados com essa metodologia.

Principais impactos da Transformação Digital na Saúde

A Transformação Digital na saúde promove mudanças que podem ser facilmente percebidas por todas as partes. A saúde digital traz benefícios para profissionais da saúde, pacientes e familiares e as intuições como um todo. Mas como cada um sente os impactos?

Profissionais de saúde

Para médicos, enfermeiros e demais profissionais de saúde, a mudança é facilmente percebida em suas rotinas diárias.

A disponibilização de tecnologia adequada traz mais agilidade e eficiência nos processos, permitindo que os profissionais de saúde possam usar mais tempo para de fato tratar dos pacientes e menos tempo com atividades burocráticas.

Ferramentas de automação, como prontuários, agendas e prescrições eletrônicas também facilitam sua rotina, trazendo maior visibilidade e organização. Isso evita atrasos, faltas, erros e facilita o acesso do paciente às suas informações.

Pacientes e familiares

Para os pacientes e seus familiares, as mudanças são refletidas na melhora da qualidade do serviço prestado.

Um serviço de saúde digital e organizado apresenta menos falhas e erros, tem filas menores e menos atrasos nas consultas. Muitas vezes também trazem uma comunicação mais atual, falando a linguagem do digital.

Ligar para fazer agendamentos? Para que? Faça tudo pelo site ou aplicativo.

Serviços complementares de telemedicina e acompanhamento remoto? Claro que sim.

Diagnósticos digitais mais precisos, com auxílio de inteligência artificial? Por que não?

A imaginação é o limite para as possibilidades de soluções digitais inovadoras para a área da saúde, para tornar o atendimento mais eficiente e conveniente para seus usuários.

Instituições de saúde

Para as instituições de saúde os impactos são bastante concretos. Além do aumento da satisfação e produtividade do corpo médico e da melhora na jornada dos pacientes (e NPS), há redução de custos e consequente aumento de receitas.

Uma pesquisa realizada pela Canada Health Infoway, em 2015, estimou que, se os canadenses pudessem realizar consultas remotas, acessar resultados de exames e solicitar renovações de prescrições online, haveria uma economia de 18.8 milhões de horas ao ano de horas de trabalho dos profissionais de saúde e 47 milhões de visitas presenciais seriam evitadas.

Em relação aos dados concretos, a organização também descobriu que a saúde digital já havia produzido $ 13 bilhões em benefícios. Por exemplo, a telesaúde ajudou a reduzir custos para o sistema de saúde e seus pacientes, chegando a render, em 2010, uma economia de $ 125 milhões. Os registros médicos eletrônicos, ao evitar uma série de erros e problemas, renderam $ 1.3 bilhões em benefícios entre 2006-2012.

Como as novas tecnologias digitais impactam a área da Saúde

Muitas coisas mudaram do começo do ano até agora, e as consequências das medidas adotadas durante as piores fases da crise terão forte impacto no que está por vir.

Novos modelos de negócios, com maior participação e influência digital, aceleração da transformação digital e um novo olhar para a saúde são algumas das mudanças que experimentamos.

Confira as principais tendências de tecnologia para a área da saúde e seus impactos.

Automação de processos

Softwares de automação de processos, como prontuários eletrônicos, agendas e controles de escalas e plantões e plataformas de gestão financeira são, sem dúvidas, alguns dos que tem impacto e trazem resultados mais rapidamente. Isso porque seu uso tem impacto direto nas rotinas das instituições de saúde. Com efeito, automatizar processos pode ajudar na otimização das tarefas, na redução de custos e em uma gestão mais eficiente.

Inteligência Artificial e Machine Learning

A inteligência artificial é uma tecnologia com muitas aplicações importantes para a área da saúde, como apoio ao diagnóstico de imagens, análise epidemiológica preditiva, inteligência de dados, robôs e aparelhos inteligentes e muito mais.

A tecnologia permite o aprendizado continuo da máquina a partir da coleta de dados, cruzando informações para gerar insights. A partir desse material, as instituições conseguem ter mais assertividade para a tomada de decisões.

A tecnologia de IA mostrou-se especialmente valiosa, por exemplo, no combate ao coronavírus, durante a pandemia.

Wearable Devices

O acompanhamento remoto de pacientes, possibilitado por wearable devices, também é uma tendência.

 A expectativa é de que se amplie o uso de aparelhos inteligentes que permitam o monitoramento remoto de pacientes em tratamento. Alguns dos maiores beneficiados seriam pacientes com de doenças crônicas, por exemplo.

Tais equipamentos permitem que os profissionais de saúde possam acompanhar seus pacientes à distância, aliviando a carga de internações e diminuindo a necessidade de deslocamento, o que é particularmente para pacientes idosos e pessoas com mobilidade reduzida.

Big Data

Big Data e Data Analytics também são tendências em tecnologia que tem grande aplicabilidade na saúde.

O Big Data abre caminho para a melhoria da precisão de ações na área médica a partir da análise preditiva. O cruzamento de informações gera insights que direcionam várias previsões: custos, necessidade de equipamentos e medicamentos, prescrições clínicas, taxa de ocupação dos leitos etc.

Também aumenta a precisão dos diagnósticos clínicos e laboratoriais, pois o cruzamento dos dados permite chegar a conclusões mais eficientes em relação ao estado do paciente, ainda nos estágios iniciais das doenças.

Dados podem auxiliar na tomada de decisões mais assertivas, tanto em relação à gestão, quanto na prática dos profissionais de saúde.

Telemedicina

A telemedicina é uma nova modalidade de prática médica, que possibilita que consultas, que antes eram feitas exclusivamente de forma presencial, sejam feitas à distância.

Algumas de suas formas de aplicação são: a teleconsulta, o telemonitoramento e a teleinterconsulta. Essas três formas de atendimento passaram a ter uso permitido durante a quarentena do coronavírus e logo se mostraram, apesar das críticas, algumas das melhores alternativas para garantir a continuidade do cuidado médico para muitos pacientes. Para médicos e gestores, a prática tornou-se uma oportunidade de geração de receita, manutenção dos atendimentos e diminuição de gargalos e das filas de espera nos hospitais.

Nesse período, algumas ferramentas chegaram a registrar mais de 5000 atendimentos realizados na plataforma em um único dia. Um número inimaginável para a realidade da maior parte das clínicas do país.

Assim, a telemedicina pode ser uma forma de otimizar o atendimento e levar cuidado para regiões de difícil acesso.

Conclusão

O futuro da saúde será digital, isso é fato. Mas ser digital não significa, de forma alguma, menos humana. Pelo contrário: os avanços tecnológicos caminham cada vez mais na direção de trazer mais conveniência para o trabalho dos profissionais de saúde e para o bem estar e qualidade de atendimento dos pacientes.

Com tantos benefícios, para profissionais da saúde, pacientes e instituições de saúde, resta a dúvida: por que ainda adiamos a Transformação Digital na Saúde?

Quer saber mais sobre o futuro da Saúde Digital e como iniciar a Transformação Digital na sua clínica, consultório, hospital ou laboratório? Então confira este ebook que preparamos para te ajudar a dar os primeiros passos!

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Gestão ágil: como resolver problemas complexos com Design Thinking

Resolver problemas complexos com design thinking pode ser uma boa alternativa para o seu negócio. Isso porque a metodologia combina o olhar estratégico, humanizado e focado no usuário dos designers, à visão de negócios e gestão.

Em momentos de crise, a geração de oportunidades para superar as dificuldades com eficiência deve ser uma prioridade nas organizações. Mas quando os métodos tradicionais falham no enfrentamento dos desafios, é preciso ter agilidade para encontrar alternativas verdadeiramente eficazes para ajudar.

Neste contexto de incertezas, o mais seguro é optar por alternativas já consolidadas. É ai que entra o design thinking, uma metodologia focada na resolução de problemas complexos nas empresas de forma ágil, prática e extremamente eficaz.

Quer saber como você pode resolver problemas reais na sua empresa com Design Thinking? Então leia este texto e descubra!

O que é Design Thinking

O design thinking é uma metodologia de planejamento e execução de tarefas, focada na resolução ágil de problemas complexos. Como o nome sugere, é baseado na maneira crítica, criativa e orientada ao usuário com a qual os profissionais de design trabalham.

Ele combina o olhar técnico e centrado no humano à visão de negócios e tem na tecnologia um importante aliado. O processo do design thinking pode ser aplicado aos mais diversos cenários e contextos e pode trazer resultados positivos para empresas de diversos setores.

É uma forma simples, empática, humana, visual e holística de resolver problemas complexos, começando por um esforço coletivo para entender a demanda e dores dos usuários. Dessa forma, você será capaz de se perguntar as perguntas certas e criar protótipos de soluções rapidamente.

As etapas do processo de Design Thinking

O processo de Design Thinking se divide em 5 etapas fundamentais. São elas:

  • Empatizar: implica em um conhecimento profundo sobre o desafio, exigindo olhar de perto para as dores, os desejos e as expectativas dos pacientes, procurando entendê-las e empatizar com elas;
  • Definir: é o momento de olhar para os problemas levantados e articulá-los, definindo claramente o que você quer resolver;
  • Idear: hora de juntar a equipe e fazer um brainstorming de ideias criativas para solucionar o desafio. Quanto mais ideias (e mais ousadas!), melhor. Depois, elas poderão ser lapidadas e reorganizadas;
  • Prototipar: esse é o momento de entender como viabilizar as soluções pensadas. Considere a receita que a proposta de valor pode gerar, quais os investimentos e tarefas necessárias para a viabilização dos projetos. Crie um (ou vários) protótipos para testar as soluções completas, ou parte delas;
  • Testar: o processo não acaba quando a entrega da solução fica pronta. O ideal é investir em ciclos de inovações e novos testes, para continuar melhorando sempre.

Como resolver problemas com Design Thinking

Um dos grandes diferenciais do Design Thinking é que ele propõe a colaboração para a resolução de problemas complexos. Mas não aquele tipo de colaboração em que profissionais de uma mesma área -designers, por exemplo- se reúnem para falar a mesma língua e ter ideias parecidas. Para ter os melhores resultados com a metodologia, o ideal é poder contar com equipes interdisciplinares, e profissionais T (aqueles com perfis híbridos).

Assim, a interdisciplinariedade e diversidade nas equipes são fundamentais para o processo criativo, porque fomentam um ambiente adequado à inovação.

Em segundo lugar, o design thinking ajuda a resolver problemas complexos porque procura equilibrar a viabilidade de mercado ao alcance possível pela tecnologia disponível e aos desejos e demandas dos usuários. Isso faz com que as soluções criadas a partir desta estratégia sejam não só altamente eficazes e centradas na dor dos clientes, como também financeira e tecnologicamente viáveis e sustentáveis.

E então, já percebeu como o design thinking pode ser uma ótima metodologia para criar soluções inovadoras? Agora confira 2 cases de empresas que utilizaram a abordagem para resolver seus desafios de negócio na prática!

Como o design thinking resolveu problemas na Airbnb

Você pode nunca ter usado os serviços da Airbnb, mas certamente sabe o que a empresa faz. No entanto, o que nem todo mundo sabe é que a famosa unicórnio quase fechou suas portas.

Em 2009, seus 3 jovens fundadores enfrentavam momentos difíceis, com a receita semanal da companhia chegando a apenas 200 dólares. As dívidas acumulavam e não havia atrativos para apresentar aos investidores. Mas tudo mudou quando, em uma reunião com Paul Graham, co-fundador da aceleradora Y Combinator, os jovens notaram um fator em comum em sua lista de quartos para locação em Nova York: a baixa qualidade das fotos.

As imagens, tiradas a partir de câmeras de celulares, não geravam uma boa impressão. Graham então fez uma sugestão ousada: “vão para Nova York, passem algum tempo com seus clientes e substituam as fotos amadoras por fotos de qualidade profissional”. O resultado? Logo na semana seguinte às mudanças, as receitas da empresa dobraram.

Você pode argumentar que US$ 400,00 de receita não é muita coisa. Mas foi o primeiro avanço, que colocou a Airbnb no caminho certo para crescer.

Ainda hoje, se colocar no lugar do cliente é uma premissa essencial para qualquer colaborador da organização. Para reforçar esse valor, a empresa costumava financiar uma viagem para todo novo colaborador, em sua primeira ou segunda semana de trabalho, para que fosse realizada uma pesquisa de campo, com sugestões de melhoria. Também, no primeiro dia do onboarding, o novo colaborador deveria criar novas features para os produtos da Airbnb.

A Airbnb acertou em manter o design thinking e a inovação no core da cultura da empresa, incorporando-as às rotinas da organização, para resolver seus problemas. Você pode conferir o case completo neste link (em inglês).

Como o design thinking resolveu problemas na Airbnb
Reprodução (Airbnb, LinkedIn)

Como o design thinking resolveu problemas no Setor de emergência do Hospital de Stanford

Em 2016, um exercício realizado por 14 pessoas, entre médicos, enfermeiras e técnicos do setor de emergência de Stanford, como parte de um curso de dois dias de design thinking trouxe mudanças significativas para a administração do hospital. O curso foi ministrado pelo instituto de design de Stanford, com o objetivo de encontrar, na prática, formas de melhorar a oferta do cuidado para os pacientes.

Durante o primeiro dia, os profissionais fizeram desde entrevistas aos pacientes à simulações. Assim, ao se colocarem na pele dos pacientes, puderam exercitar a empatia e descobrir dores que eles sequer sabiam que existiam.

No segundo dia, os resultados foram apresentados e discutidos e as propostas para solucionar as dificuldades foram levadas à administração do hospital. Uma questão que o grupo encontrou foi, por exemplo, a ânsia dos pacientes por uma comunicação mais eficiente e transparente durante o período de atendimento.

Com efeito, após o experimento, o design thinking passou a fazer parte do dia a dia dos profissionais e gestores do hospital e serviu, inclusive, de base para o planejamento do novo Hospital de Stanford, que foi inaugurado em 2018. Além disso, o design thinking foi utilizado também para redesenhar duas unidades de enfermagem do antigo hospital, para atender apenas aos pacientes com câncer.

Confira aqui o case completo (em inglês).

Como o design thinking resolveu problemas no  Setor de emergência do Hospital de Stanford
Reprodução (Stanford Health care)

Quer saber mais sobre como resolver problemas complexos com Design Thinking° Então assista agora a este case em vídeo sobre o uso de Design Thinking na Kaiser Permanente, um dos maiores players de saúde dos EUA!

Fail fast fail often saiba como vencer com a historia de 3 startups que deram errado
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Fail fast, fail often: saiba como vencer com a história de 3 startups que deram errado!

Fail fast, fail often, fail foward. O lema de empresas inovadoras do Vale do Silício não poderia ser mais adequado. Conheça a história de 3 startups que deram errado e aprenda como evitar os mesmos erros!

A inovação é o único caminho a seguir para as empresas do futuro. Mas nenhuma invenção é realmente inovadora se não houverem riscos envolvidos, e tudo bem! Correr riscos e errar faz parte da cultura de inovação. Além de aprender com erros na sua própria jornada, é possível retirar insights importantes das histórias de outros empreendedores.

Por isso, nesse texto você poderá conferir 3 cases de startups corporativas internas que deram errado e aprender com seus erros e acertos!

Google Glass

O Google Glass foi um produto lançado pelo laboratório X da Google. O projeto vinha sendo desenvolvido em segredo desde meados de 2006 e foi finalmente anunciado em 2012. Com proposta inovadora, o óculos inteligente deixou entusiastas da tecnologia curiosos sobre o potencial do equipamento.

conheça 3 startups que deram errado: Google Glass, Laboratório X da Google.
Reprodução (Revista Exame/Flickr/thomashawk)

Onde a startup errou

O óculos de realidade aumentada passou a ser vendido em 2014 para o publico geral, mas foi descontinuado em 2015.

As primeiras impressões acerca do Google Glass foram bastante variadas. Alguns reclamaram da inconveniência do design do produto, que dificultava o uso por pessoas que usavam óculos, por exemplo, outros, das falhas de performance.

Outra questão era o preço, que tornava o aparelho bastante inacessível: o Google Glass chegou ao mercado custando US$ 1.500,00 dólares.

Mas certamente, as maiores críticas em relação ao produto foram em relação à privacidade. As críticas se deram porque a câmera acoplada permitia que o usuário tirasse fotos e gravasse vídeos de forma razoavelmente discreta. Isso causou preocupação em muitas pessoas a respeito de sua privacidade. O Google Glass acabou sendo descontinuado em 2015, em virtude de tantas reclamações.

Em 2019, a Google anunciou o lançamento de uma nova versão do Google Glass, voltada para o mercado corporativo. O aparelho deixou a divisão X da Alphabet para fazer parte da linha de produtos da Google. Os preços começavam a partir de US$ 999,00.

Com um novo design, user-friendly e com o foco nas vendas B2B, a aposta da empresa é de obter melhores resultados com a nova versão. Será?

Theranos

Outra empresa na linha de startups promissoras que deram errado foi a Theranos.

Com a proposta de conseguir realizar mais de 200 exames laboratoriais com poucas gotas de sangue, a Theranos foi, durante muito anos, uma grande aposta para a área da saúde no Vale do Silício. A startup unicórnio chegou a ser avaliada em US$ 9 bilhões em 2014 e recebeu, ao longo dos anos, mais de US$ 700 milhões em fundos de investimentos.

Foi fundada em 2003 por Elizabeth Holmes, uma jovem de 19 anos que abandonou sua graduação em Engenharia Química em Stanford para criar a empresa e, ao longo de mais de uma década, dedicou-se ao desenvolvimento do Edison, a ferramenta revolucionária de análise da Theranos.

Em seu momento de auge, Holmes não só foi comparada à Steve Jobs, como também participou de entrevistas e palestras, apresentou um TED e foi capa das revistas Forbes, Fortune e Bloomberg Businessweek.

conheça 3 startups que deram errado: Theranos, fundada por Elizabeth Holmes.
Reprodução (Medium)

Onde a startup errou

Apesar das grandes promessas, os segredos que cercavam a tecnologia da empresa logo começaram a chamar a atenção da imprensa e de órgãos reguladores. Assim, em outubro de 2015, o Wallstreet Journal publicou uma investigação sobre as inconsistências na empresa. Na época, o jornalista descobriu, através do depoimento de um colaborador da Theranos, que a máquina Edison só era capaz de realizar testagem para 15 tipos de exames.

Outras inconsistências diziam respeito ao uso de equipamentos de outras empresas para a realização das testagens -em vez de tecnologia proprietária, como era anunciado- e, ainda mais grave para uma organização que afirmava já ter realizado mais de 3,5 milhões de exames, fraude nos resultados apresentados.

O escândalo, por fim, culminou

  • no fechamento da empresa em 2018,
  • em acusações de fraude massiva cometida pela fundadora e pelo ex-CEO da companhia,
  • um processo federal -que ainda segue em aberto- e
  • uma série de processos de clientes que se sentiram lesados pela companhia.

O cientista-chefe da Theranos, um dos primeiros profissionais contratados pela empresa, chegou a alertar a empreendedora sobre as inconsistências no aparelho, que ainda não permitia a entrega dos resultados prometidos.

Talvez a proposta inicial da empresa fosse mesmo de revolucionar o mercado de saúde e melhorar o cuidado com pacientes. No entanto, em algum momento isso parece ter se perdido e a Theranos errou em não ser ética e transparente com seus acionistas e clientes e em apressar a entrada no mercado de uma tecnologia que ainda não estava pronta para isso.

Raden: malas inteligentes

Por fim, a terceira empresa na lista das startups que deram errado é a Raden. A startup foi fundada em 2015, por Josh Udashkin. Sendo ele mesmo um executivo que vivia em viagens à trabalho e buscava por mais praticidade nesses momentos, juntou cerca de US$ 500.000,00 entre economias pessoais e investimentos de parentes e amigos para lançar o seu produto.

Logo nos primeiros meses, a mala inteligente da Raden despertou a atenção dos consumidores, chegando a ser classificada na lista de presentes favoritos para o Natal da Oprah como “a mala mais inteligente que já existiu”. No Natal, pouco depois de seu lançamento, a Raden já havia vendido todo o seu estoque de 19.000 malas e possuía uma fila de espera de 7.000 pessoas.

O produto em si era uma mala de policarbonato com 4 rodas giratórias e um puxador que funcionava como uma balança para medir o peso da bagagem. Além disso, possuía uma bateria de lítio para recarregar acessórios e contava com GPS e 3G que permitiam seu rastreamento através de um aplicativo. Os preços variavam de US$ 295,00 à US$ 395,00.

Reprodução (Raden/Instagram)

Onde a startup errou

Nos primeiros meses de lançamento, quando o produto ainda estava em alta em função da recomendação da Oprah, o então presidente negou-se a procurar por investimentos de grandes fundos, contando apenas com o lucro das vendas dos produtos. Pouco tempo depois, a empresa já enfrentava momentos difíceis e havia períodos nos quais o caixa chegava a ficar zerado.

A falta de visão também cegou Udashkin, impedindo-o de perceber os riscos que corria com o crescimento da Away, outra empresa de malas inteligentes que nasceu por volta da mesma época. Diferentemente da Raden, a Away soube buscar e aproveitar os investimentos para fazer a marca crescer, tornando-a uma empresa focada em estilo de vida -e não em venda de malas-, através da criação de uma revista e podcast.

Enquanto a Away crescia e investia em anúncios e fidelização dos clientes, a Raden pouco utilizava estratégias de publicidade e propaganda e apenas vendia malas, mas não sabia reter clientes.

O tiro final veio por conta de regulamentações governamentais. Em dezembro de 2017, a Federal Aviation Administration anunciou a proibição do embarque com malas inteligentes que não tivessem baterias removíveis, porque as baterias de lítio estavam causando incêndios nos vôos.

No momento da proibição, a empresa não tinha mais verbas, quer para investir em publicidade, quer para investir no desenvolvimento de uma nova versão para o seu produto. A bateria das malas era removível, mas isso exigia que o passageiro abrisse a mala no aeroporto, tornando-a pouco conveniente.

Enquanto isso, a Away conseguiu se adaptar rapidamente, gerando conteúdo educativo para mostrar aos seus consumidores como remover com facilidade a bateria de suas malas e possibilitando que os modelos antigos fossem substituídos pelo novo de forma gratuita. A Raden fechou as portas em março de 2018, pouco menos de 4 anos após sua fundação.

Conclusão

Startups com grandes ideias nascem e dão errado todos os dias. No entanto, para obter verdadeiro sucesso e transformar uma boa ideia em um produto realmente inovador, é preciso ir além das boas ideias. É necessário saber executar uma estratégia com planejamento, propósito e visão.

Soluções inovadoras precisam ser acessíveis, convenientes e confiáveis. Quando algum destes três fatores falha, seja por falta de visão, de antecipação da reação dos consumidores, ou qualquer outro motivo, as coisas podem começar a dar errado.

Não queremos, com isso, desencorajá-lo a tentar e -por que não- errar se necessário. Pelo contrário, ideias inovadoras dificilmente são aplicáveis sem que haja riscos, mas é preciso estar atento e saber quando avançar, recuar, ou até mesmo reinventar. Afinal, um olhar estratégico pode te ajudar a evitar que a situação chegue a um ponto irreparável.

Por isso, não desanime se der errado: erre rápido, com frequência e siga em frente!

Quer conhecer mais 6 histórias de startups internas que deram errado? Então aproveite e baixe já o nosso ebook!

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