Fail fast fail often saiba como vencer com a historia de 3 startups que deram errado
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Fail fast, fail often: saiba como vencer com a história de 3 startups que deram errado!

Fail fast, fail often, fail foward. O lema de empresas inovadoras do Vale do Silício não poderia ser mais adequado. Conheça a história de 3 startups que deram errado e aprenda como evitar os mesmos erros!

A inovação é o único caminho a seguir para as empresas do futuro. Mas nenhuma invenção é realmente inovadora se não houverem riscos envolvidos, e tudo bem! Correr riscos e errar faz parte da cultura de inovação. Além de aprender com erros na sua própria jornada, é possível retirar insights importantes das histórias de outros empreendedores.

Por isso, nesse texto você poderá conferir 3 cases de startups corporativas internas que deram errado e aprender com seus erros e acertos!

Google Glass

O Google Glass foi um produto lançado pelo laboratório X da Google. O projeto vinha sendo desenvolvido em segredo desde meados de 2006 e foi finalmente anunciado em 2012. Com proposta inovadora, o óculos inteligente deixou entusiastas da tecnologia curiosos sobre o potencial do equipamento.

conheça 3 startups que deram errado: Google Glass, Laboratório X da Google.
Reprodução (Revista Exame/Flickr/thomashawk)

Onde a startup errou

O óculos de realidade aumentada passou a ser vendido em 2014 para o publico geral, mas foi descontinuado em 2015.

As primeiras impressões acerca do Google Glass foram bastante variadas. Alguns reclamaram da inconveniência do design do produto, que dificultava o uso por pessoas que usavam óculos, por exemplo, outros, das falhas de performance.

Outra questão era o preço, que tornava o aparelho bastante inacessível: o Google Glass chegou ao mercado custando US$ 1.500,00 dólares.

Mas certamente, as maiores críticas em relação ao produto foram em relação à privacidade. As críticas se deram porque a câmera acoplada permitia que o usuário tirasse fotos e gravasse vídeos de forma razoavelmente discreta. Isso causou preocupação em muitas pessoas a respeito de sua privacidade. O Google Glass acabou sendo descontinuado em 2015, em virtude de tantas reclamações.

Em 2019, a Google anunciou o lançamento de uma nova versão do Google Glass, voltada para o mercado corporativo. O aparelho deixou a divisão X da Alphabet para fazer parte da linha de produtos da Google. Os preços começavam a partir de US$ 999,00.

Com um novo design, user-friendly e com o foco nas vendas B2B, a aposta da empresa é de obter melhores resultados com a nova versão. Será?

Theranos

Outra empresa na linha de startups promissoras que deram errado foi a Theranos.

Com a proposta de conseguir realizar mais de 200 exames laboratoriais com poucas gotas de sangue, a Theranos foi, durante muito anos, uma grande aposta para a área da saúde no Vale do Silício. A startup unicórnio chegou a ser avaliada em US$ 9 bilhões em 2014 e recebeu, ao longo dos anos, mais de US$ 700 milhões em fundos de investimentos.

Foi fundada em 2003 por Elizabeth Holmes, uma jovem de 19 anos que abandonou sua graduação em Engenharia Química em Stanford para criar a empresa e, ao longo de mais de uma década, dedicou-se ao desenvolvimento do Edison, a ferramenta revolucionária de análise da Theranos.

Em seu momento de auge, Holmes não só foi comparada à Steve Jobs, como também participou de entrevistas e palestras, apresentou um TED e foi capa das revistas Forbes, Fortune e Bloomberg Businessweek.

conheça 3 startups que deram errado: Theranos, fundada por Elizabeth Holmes.
Reprodução (Medium)

Onde a startup errou

Apesar das grandes promessas, os segredos que cercavam a tecnologia da empresa logo começaram a chamar a atenção da imprensa e de órgãos reguladores. Assim, em outubro de 2015, o Wallstreet Journal publicou uma investigação sobre as inconsistências na empresa. Na época, o jornalista descobriu, através do depoimento de um colaborador da Theranos, que a máquina Edison só era capaz de realizar testagem para 15 tipos de exames.

Outras inconsistências diziam respeito ao uso de equipamentos de outras empresas para a realização das testagens -em vez de tecnologia proprietária, como era anunciado- e, ainda mais grave para uma organização que afirmava já ter realizado mais de 3,5 milhões de exames, fraude nos resultados apresentados.

O escândalo, por fim, culminou

  • no fechamento da empresa em 2018,
  • em acusações de fraude massiva cometida pela fundadora e pelo ex-CEO da companhia,
  • um processo federal -que ainda segue em aberto- e
  • uma série de processos de clientes que se sentiram lesados pela companhia.

O cientista-chefe da Theranos, um dos primeiros profissionais contratados pela empresa, chegou a alertar a empreendedora sobre as inconsistências no aparelho, que ainda não permitia a entrega dos resultados prometidos.

Talvez a proposta inicial da empresa fosse mesmo de revolucionar o mercado de saúde e melhorar o cuidado com pacientes. No entanto, em algum momento isso parece ter se perdido e a Theranos errou em não ser ética e transparente com seus acionistas e clientes e em apressar a entrada no mercado de uma tecnologia que ainda não estava pronta para isso.

Raden: malas inteligentes

Por fim, a terceira empresa na lista das startups que deram errado é a Raden. A startup foi fundada em 2015, por Josh Udashkin. Sendo ele mesmo um executivo que vivia em viagens à trabalho e buscava por mais praticidade nesses momentos, juntou cerca de US$ 500.000,00 entre economias pessoais e investimentos de parentes e amigos para lançar o seu produto.

Logo nos primeiros meses, a mala inteligente da Raden despertou a atenção dos consumidores, chegando a ser classificada na lista de presentes favoritos para o Natal da Oprah como “a mala mais inteligente que já existiu”. No Natal, pouco depois de seu lançamento, a Raden já havia vendido todo o seu estoque de 19.000 malas e possuía uma fila de espera de 7.000 pessoas.

O produto em si era uma mala de policarbonato com 4 rodas giratórias e um puxador que funcionava como uma balança para medir o peso da bagagem. Além disso, possuía uma bateria de lítio para recarregar acessórios e contava com GPS e 3G que permitiam seu rastreamento através de um aplicativo. Os preços variavam de US$ 295,00 à US$ 395,00.

Reprodução (Raden/Instagram)

Onde a startup errou

Nos primeiros meses de lançamento, quando o produto ainda estava em alta em função da recomendação da Oprah, o então presidente negou-se a procurar por investimentos de grandes fundos, contando apenas com o lucro das vendas dos produtos. Pouco tempo depois, a empresa já enfrentava momentos difíceis e havia períodos nos quais o caixa chegava a ficar zerado.

A falta de visão também cegou Udashkin, impedindo-o de perceber os riscos que corria com o crescimento da Away, outra empresa de malas inteligentes que nasceu por volta da mesma época. Diferentemente da Raden, a Away soube buscar e aproveitar os investimentos para fazer a marca crescer, tornando-a uma empresa focada em estilo de vida -e não em venda de malas-, através da criação de uma revista e podcast.

Enquanto a Away crescia e investia em anúncios e fidelização dos clientes, a Raden pouco utilizava estratégias de publicidade e propaganda e apenas vendia malas, mas não sabia reter clientes.

O tiro final veio por conta de regulamentações governamentais. Em dezembro de 2017, a Federal Aviation Administration anunciou a proibição do embarque com malas inteligentes que não tivessem baterias removíveis, porque as baterias de lítio estavam causando incêndios nos vôos.

No momento da proibição, a empresa não tinha mais verbas, quer para investir em publicidade, quer para investir no desenvolvimento de uma nova versão para o seu produto. A bateria das malas era removível, mas isso exigia que o passageiro abrisse a mala no aeroporto, tornando-a pouco conveniente.

Enquanto isso, a Away conseguiu se adaptar rapidamente, gerando conteúdo educativo para mostrar aos seus consumidores como remover com facilidade a bateria de suas malas e possibilitando que os modelos antigos fossem substituídos pelo novo de forma gratuita. A Raden fechou as portas em março de 2018, pouco menos de 4 anos após sua fundação.

Conclusão

Startups com grandes ideias nascem e dão errado todos os dias. No entanto, para obter verdadeiro sucesso e transformar uma boa ideia em um produto realmente inovador, é preciso ir além das boas ideias. É necessário saber executar uma estratégia com planejamento, propósito e visão.

Soluções inovadoras precisam ser acessíveis, convenientes e confiáveis. Quando algum destes três fatores falha, seja por falta de visão, de antecipação da reação dos consumidores, ou qualquer outro motivo, as coisas podem começar a dar errado.

Não queremos, com isso, desencorajá-lo a tentar e -por que não- errar se necessário. Pelo contrário, ideias inovadoras dificilmente são aplicáveis sem que haja riscos, mas é preciso estar atento e saber quando avançar, recuar, ou até mesmo reinventar. Afinal, um olhar estratégico pode te ajudar a evitar que a situação chegue a um ponto irreparável.

Por isso, não desanime se der errado: erre rápido, com frequência e siga em frente!

Quer conhecer mais 6 histórias de startups internas que deram errado? Então aproveite e baixe já o nosso ebook!

Row of light bulb with a one glowing. Idea and innovation concep
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Inovação Disruptiva, Radical e Incremental: você sabe a diferença?

Você já deve saber que, para se manter relevante no mercado hoje, a cultura de inovação deve ser o seu grande norte. Mas você sabia que há diferentes formas de inovação, como inovação disruptiva, inovação radical e inovação incremental?

Entender em qual o melhor momento para investir em cada uma dessas iniciativas pode ser a melhor estratégia para melhorar os resultados da sua empresa e dar mais um passo rumo à Transformação Digital do seu negócio. Quer saber o que é cada tipo de inovação e como aplicá-las? Então confira neste texto!

Inovação Incremental

Inovação incremental, é aquela que acontece quando adicionamos novas funcionalidades a produtos já existentes, ou criamos soluções complementares para atender às demandas do mesmo mercado no qual já atuamos.

Em inglês, o termo utilizado para descrevê-la é sustainable innovation, ou seja, representa um tipo de inovação sustentável, que garante a permanência e a competitividade da empresa no mercado por meio de melhorias.

A inovação incremental costuma ser a forma de inovação com menos custos e riscos para a empresa.

Inovação Radical

A inovação radical acontece quando saímos um pouco mais da caixa.

Fazer inovação radical é olhar para aquele mar vermelho, o mercado saturado em que você atua, ou pretende atuar, virar o rosto e olhar para um outro lado, procurando pelos oceanos azuis, que são aqueles mercados que ainda não estão monopolizados por grandes empresas, os tubarões que engolem novas iniciativas.

A Estratégia do Oceano Azul foi criada por W. Chan Kim e Renée Mauborgne e descrita em detalhes no livro de mesmo nome, em 2005. Apesar dos quase 15 anos de sua publicação, a estratégia ainda é muito referenciada nos dias de hoje, porque possibilita um olhar diferenciado para inovação e negócios. Você pode conferir a autora explicando o conceito neste vídeo.

Seu principal ensinamento é que, para conquistar vantagem competitiva de verdade, uma empresa precisa, em vez de competir com seus concorrentes, torná-los irrelevantes. Como? Inovando, encontrando oportunidades em mercados pouco explorados ou não explorados e, finalmente, fazendo a disrupção.

Inovação Disruptiva

Na inovação disruptiva, também nos recusamos a navegar em mares vermelhos. Porém, ela vai mais além: empresas disruptivas criam seu próprio oceano azul para navegar, ou seja, criam novos mercados, para demandas que, muitas vezes, as pessoas sequer percebiam que tinham.

Na inovação disruptiva são criados novos mercados e produtos com soluções que permitem que os clientes experimentem situações ou produtos que não existiam antes. Ainda mais importante: oferecem soluções que são eficientes, convenientes e financeiramente mais acessíveis e que oferecem uma proposta de valor concreta para seus consumidores.

As maiores críticas em relação à metodologia do Oceano Azul giram em torno de seu ideal quase utópico. De fato, é difícil ser disruptivo e poucas empresas conseguem realmente encontrar Oceanos Azuis. Ainda assim, a estratégia permanece relevante porque incentiva uma cultura de inovação continua e permite que as pessoas continuem procurando seus oceanos azuis.

Inovação Disruptiva, Radical e Incremental: você sabe a diferença?

Qual a melhor forma de inovar na minha empresa?

É claro que todo mundo quer ser disruptivo e descobrir um novo oceano. Mas veja bem: empresas com cultura de inovação de verdade estão sempre agindo – ou buscando agir – em todas as frentes, seja em inovação incremental, radical ou disruptiva.

Por exemplo, incentivam que os colaboradores pensem e executem constantemente a inovação incremental, enquanto seus gestores se dedicam a buscar por novas oportunidades e modelos de negócios e encontrar oportunidades nas dores das pessoas.

Ou ainda, incentivam que os colaboradores também procurem por novas oportunidades de negócios através, por exemplo, de incubadoras internas para criar startups corporativas internas.

Se interessou? Então aproveite, porque temos um ebook recheado com 10 cases de startups corporativas que foram lançadas dentro de grandes empresas. Confira!

Se você está em dúvida sobre por qual forma de inovação você deve começar, já adianto: não há uma única receita a seguir.

O que você quer para o seu negócio? Apenas sua sobrevivência, pelo menos até que uma startup com uma inovação disruptiva destrua o seu mercado, ou quer criar asas para viver como quiser e passar a ditar as regras do jogo?

Inove, ou fique para trás

Um grande problema pelo qual as empresas que não olham para inovação passam é a falta de visão a longo prazo. Imagine o seguinte cenário:

Uma nova empresa surge, com uma solução que tem certo potencial para atingir seus clientes, mas que, no momento, é pouco mais do que um MVP, com poucas funcionalidades e só consegue atingir consumidores menos exigentes, ou aqueles early adopters, dispostos a correr riscos por alguma feature interessante. Não é um problema para você. 

Sua empresa não se alarma muito. Talvez pense por alguns momentos em implementar uma solução parecida, mas decide que não vale a pena investir em algo que parece pouco escalável e apenas uma moda passageira.

No entanto, a tartup logo começa a ter novas ideias e incrementar as funcionalidades do produto rapidamente. Através de relação próxima com os clientes, conseguem se conectar e absorver suas dores e desejos com agilidade e transformá-las em oportunidades de negócios, implementando soluções com eficiência. Em pouco tempo, o produto começa a parecer atrativo até mesmo para os consumidores mais exigentes, até, finalmente, alcançar os clientes da sua empresa. 

Nesse momento, já é tarde e caro demais aprimorar o seu produto e você se vê enxugando gelo e tendo que se virar para correr atrás do prejuízo.

Apesar de ser apenas um exemplo, essa poderia ser a história dos taxistas quando a Uber começou a crescer, dos bancos tradicionais quando a Nubank nasceu, ou de tantas outras indústrias que tiveram seus mercados disruptados por soluções inovadoras.

Inovação no passado e no futuro

Veja bem, se formos pensar em exemplos históricos de situações como essa que eu acabei de narrar, como o clássico Netflix vs Blockbuster, você logo entenderá que, muitas vezes, a mudança acontece tão rapidamente que simplesmente não há tempo de correr atrás do prejuízo. De uma hora para outra, o mercado em que você atua pode simplesmente deixar de existir, levando a sua empresa com ele!

Um exemplo bastante atual que vale a pena trazer também é o da impressora 3D. Hoje os modelos domésticos dessas impressoras não permitem assim tantos usos, mas tente imaginar o que será possível fazer com elas em apenas alguns anos. Você poderá imprimir o seu jantar, por exemplo. Ou produtos como roupas, acessórios e presentes tardios.

Como a indústria, da forma como a conhecemos hoje, ficará nesse cenário? Uma aposta é que, neste caso, o foco seja na venda do design do produto e não mais na peça pronta.  

Viu como tudo pode mudar em um instante? Por isso, criatividade e flexibilidade são habilidades que todos temos que começar a desenvolver. Se pararmos para pensar fora da caixa, muitas boas ideias podem nascer! Vamos por a mão na massa?

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Qual a importância das pessoas na Cultura de Inovação?

Com os negócios funcionando em ritmo de grande competitividade, a promoção de uma cultura de inovação nas organizações se torna praticamente uma necessidade para a sobrevivência das empresas. 

Afinal, pra fazer o que todo mundo faz, não é necessário uma empresa nova. Não quando já existem outras dezenas e centenas de organizações fazendo a mesma coisa, fazendo o óbvio. Para sair na frente e obter vantagem competitiva de verdade, é preciso saber pensar fora da caixa e fazer diferente. 

Para implementar uma cultura de inovação nas empresas, não basta apenas criar uma área de inovação, e nem somente trazer novas tecnologias. É preciso começar pelas pessoas. Serão elas as responsáveis por impulsionar este novo olhar e esta nova cultura. Mas como se faz isso na prática? Como criar uma cultura de inovação e qual o papel das pessoas neste processo?

Quer saber as respostas para estas questões? Então leia este artigo até o final e entenda!

A Cultura de Inovação

Sua empresa ainda é analógica, tem processos muito burocráticos, é altamente hierarquizada e punitiva? Então o primeiro passo é por isso tudo abaixo!

Para mudar de verdade, é preciso ter consciência de que não adianta apenas montar um time de inovação, apartado da realidade do dia a dia das áreas de negócios, e isso será suficiente para transformar sua empresa tradicional na próxima 3M.

Empresas inovadoras de verdade não tem apenas um time trabalhando com inovação. Nelas, cada uma das pessoas na organização está em constate aprendizado e desenvolvimento e está pensando em formas de trazer inovação para o negócio. Sejam elas incrementais ou radiciais.

A lógica é simples: em que cenário você acha que tem mais chances de nascerem ideias inovadoras? Quando há apenas um time pensando nisso, ou quando todo mundo na organização está?

Certamente, a matemática está a favor da segunda opção e vocês?

E na verdade, a questão principal não envolve apenas probabilidade e estatística. O grande motivo pelo qual as iniciativas de inovação e transformação digital nas empresas analógicas falha é apenas criar um time de inovação em uma empresa que não aceita o diferente é o maior problema. 

A prática mostra que, em culturas próprias das organizações mais analógicas, muito hierarquizadas, com processos burocráticos e manuais e que não aceitam de forma nenhuma que seus colaboradores cometam erros, não combina com a inovação.

Mas então, como fazer dar certo de verdade?

As pessoas na Cultura de inovação

O grande problema por trás de sustentar uma cultura organizacional analógica é que, nestas organizações, tudo é muito engessado. Os colaboradores ficam com medo de sugerir coisas diferentes e não terem aceitação, ou ainda de serem punidos, então se limitam a fazer os processos de uma forma mais operacional mesmo. 

Aqui nasce um problema: se os seus funcionários hoje só fazem coisas que um robô ou um software pode fazer, a longo prazo, é mais barato investir no robô. Já imaginou ter 100% do seu quadro composto por robôs? Surreal, não?

É uma brincadeira, mas o que está por trás disso é que, de fato, contratar pessoas custa caro para os negócios. Mas o investimento, quando bem feito, vale a pena. Tanto é que, mesmo em grandes empresas de tecnologia, ainda existem pessoas. Aliás, essas empresas costumam investir uma boa parte de seu orçamento no desenvolvimento de seus colaboradores. Você sabe o por quê?

Porque investir em pessoas é lucrativo.

Vamos lá, no mundo digital, a tecnologia é facilitadora. Ela agiliza processos, aumenta produtividade e traz diversos outros benefícios. Mas ela não é 100% autônoma e não consegue ser tão criativa e inteligente quanto os humanos. Portanto, no fim do dia, quem move o negócio são as pessoas 

O que as empresas digitais fazem é justamente aproveitar o melhor das pessoas: a criatividade, a capacidade de resolver problemas complexos, o empreendedorismo e a vontade de pôr a mão na massa. Da burocracia a tecnologia dá conta, mas dessa outra parte, não. 

E é isso o que você também precisa fazer na sua empresa, promovendo uma cultura de inovação que valorize as pessoas como protagonistas. 

Aprenda com quem faz na prática

Algumas empresas, como a 3M e o Google, pagam para que seus colaboradores aprendam e criem coisas novas. Como? Incentivando que eles usem uma parte da jornada de trabalho semanal para estudar e pensar em soluções para problemas reais, quaisquer que sejam eles.

É daí que vem o grande potencial de inovação desses negócios: não de meia dúzia de pessoas fechadas numa sala com ideias que dificilmente vão sair do papel, porque a cultura não vai suportar isso, mas sim com todo mundo pensando junto, testando, errando e tentando de novo, até funcionar. 

E, na verdade, não tem porque restringir a cultura de inovação da sua empresa só pra dentro dos muros do seu escritório. Você pode chamar sua base de clientes para criar com você!

Lego

Essa foi uma das estratégias que salvou a Lego da falência, sabia?

No início dos anos 2000, a empresa acumulava prejuízos que chegavam à casa dos US$ 200 milhões anuais e tinham suas vendas despencando.

Até que, em 2004, o novo CEO, Jorgen V. Knudstorp, deu início ao processo de Transformação Digital da organização. Primeiramente, revisou todo o sistema de remuneração e bonificação, para incentivar a nova cultura de inovação. Posteriormente, apostou em outras três grandes mudanças:a criação do Future Lab, do Lego Ideas e uma parceria com a Disney.

O Future Lab, por exemplo, é um laboratório de prototipagem de novos brinquedos, criado para testar a recepção do público em uma escala menor, antes de lançar a novidade para o mercado.

Já o Lego Ideas funciona como uma plataforma de inovação, que permite que qualquer um possa enviar ideias de novos produtos pra empresa produzir.

Por fim, a parceria com a Disney rendeu a produção de séries e filmes com a cara dos bonecos também o lançamento de brinquedos licenciados de personagens da Disney.

Dobra

Você pode achar o último exemplo muito distante da realidade da sua empresa. Afinal, a Lego é uma grande empresa multinacional, conhecida por todo o mundo. Por isso, trouxemos este segundo exemplo, de uma pequena empresa nacional. Vamos te mostrar que é possível sim contar com seus clientes para trazer mais inovação para o seu negócio. Confira! 

No Rio Grande do Sul, há uma empresa que faz carteiras dessas que parecem de papel. O nome você talvez já tenha ouvido falar: Dobra. Se você for olhar o site deles, verá que existem dezenas, talvez até centenas de estampas diferentes para seus produtos. E as novidades não param de chegar. Isso com uma equipe pequena, com mais ou menos umas 20 pessoas. 

Como eles conseguem ter tanta criatividade? Simples: montando uma plataforma aberta de colaboração para criação de estampas, que possibilitou que eles tivessem mais de 300 artistas enviando sugestões pra eles o tempo todo. Os artistas que tem suas estampas aprovadas pela empresa recebem comissão de 5% do lucro pelas vendas, além da divulgação de seu trabalho.

A Dobra tem outras iniciativas interessantes como, por exemplo, produção sob demanda, com zero estoque e um escritório que funciona inteiramente à base de energia solar. Vale dar uma conferida!

Essa estratégia, conhecida como inovação aberta, não só funciona muito bem, como também já tem sido adotada por muitas empresas. Mas este assunto é tão interessante que pode ser tema de um post dedicado só para ele. Contudo, caso tenha interesse nestas formas diferentes de inovar, recomendamos a leitura deste outro artigo, sobre Venture Innovation. Vale a leitura!

Conclusão

Trazer a cultura de inovação para a sua empresa não precisa ser uma missão impossível. É claro que, para colher os melhores resultados, exigirá tempo e dedicação. Mas tudo ficará mais fácil se você souber por onde começar, e nós já demos a dica: pelas pessoas!

Trazer as pessoas para o centro da cultura de inovação e incentivar que sejam protagonistas no processo de transformação da sua empresa é essencial para que o novo modelo de cultura voltado à inovação não só funcione, como também seja sustentável a longo prazo.

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O que é Employee Experience? Saiba a importância e como implementar

A experiência do colaborador, ou employee experience, corresponde a todo o ciclo de vivências que um colaborador tem com a sua empresa, desde o primeiro contato, ainda enquanto candidato, até o momento do desligamento. Dessa forma, é algo que vai acontecer naturalmente, cabendo aos gestores e profissionais de RH decidirem se devem se preocupar com isso ou não. Nossa dica é: sim, vocês devem.

Se a sua empresa está enfrentando problemas com baixa performance e altos índices de rotatividade, o problema pode estar na experiência dos seus colaboradores.

A experiência do colaborador sempre fez parte do dia a dia das empresas, isso porque ela não dá nome a um processo, como o recrutamento, por exemplo, mas diz respeito à vivência que o colaborador tem na sua empresa, durante toda a sua jornada como funcionário.

Apesar disso, foi só nos últimos anos que o tema passou a ser pauta da área de recursos humanos e, mais importante, dos executivos, que começaram a entender a importância que o investimento na experiência do colaborador pode trazer para seus os negócios.

Neste post, você irá entender

  • O que é employee experience;
  • Quais os benefícios de planejar e investir na experiência do seu colaborador;
  • Como mapear e medir a experiência;
  • Qual a diferença entre employee experience e employer branding;
  • Como melhorar a experiência do seu colaborador.

O que é employee experience

Employee Experience é um termo que engloba toda a vivência que o colaborador tem com a empresa onde trabalha, durante sua jornada nela. A experiência passa por alguns marcos, como a admissão, o onboarding, promoções e desligamento, mas também inclui a experiência cotidiana, a troca entre pares, o relacionamento com as lideranças, a cultura e o clima organizacional.

O termo ficou especialmente conhecido após a publicação do livro The Employee Experience: How to Attract Talent, Retain Top Performers, and Drive Results, escrito por Tracy Maylett e Matthew Wride, sem tradução para o português.

Uma pesquisa realizada pelo Linkedin relevou que 94% dos talentos acreditam que o tema é muito importante para o futuro da área de recursos humanos. De acordo com a mesma pesquisa, há 4 principais áreas que afetam a experiência do colaborador, que podem ser sintetizadas em 4 P’s: pessoas (people), plano (place), produto (product) e processos (process).

De fato, apesar de ser um tema geralmente atribuído ao setor de recursos humanos das organizações, a experiência do colaborador é de responsabilidade de todas as lideranças da empresa, inclusive do CEO, e todos precisam fazer parte da construção de uma jornada que traga real valor para os colaboradores.

Pessoas

Aqui entram fatores como o relacionamento com a gerência e lideranças, times e pares e as interações com clientes e fornecedores.

Dessa forma, estão inclusas também as questões culturais e a qualidade do clima na organização.

Plano

No plano, deve-se observar o espaço físico do escritório, incluindo questões como a oferta de condições ideais de trabalho, fornecimento dos equipamentos necessários e atenção aos aspectos de ergonomia, além de opções flexíveis de trabalho, como trabalho remoto, por exemplo e equilibro entre vida profissional e pessoal.

Produtos

Este aspecto diz respeito ao trabalho em si. Ele é estimulante e favorece o engajamento das pessoas? As funções desempenhadas estão de acordo com o nível de habilidades do colaborador?

Processos

Por fim, a experiência do colaborador também é afetada pelas normas, como regras de governança da empresa, políticas de remuneração fixa e variável, benefícios e recompensas, treinamento e desenvolvimento profissional e pela forma como os processos internos são conduzidos.

Uma empresa com muitos processos burocráticos e ainda manuais pode perder engajamento e produtividade porque mantém seus colaboradores realizando tarefas de maneira robotizada e pouco estimulante, por exemplo.

Quais os benefícios de planejar a experiência do seu colaborador

Tornar a experiência dos colaboradores parte de uma jornada bem planejada e estruturada, pode trazer diversos benefícios para a sua empresa.

Criar uma jornada wow para seus clientes internos vai muito além do que seguir uma moda. É, na verdade, um processo estratégico que pode trazer mais economia, gerar vantagem competitiva e trazer grandes talentos para a sua organização. Confira!

Aumentar o engajamento

Uma boa employee experience pode melhorar a performance do seu time. Isso porque, quando os colaboradores de uma empresa tem à sua disposição equipamentos e tecnologia adequada, trabalham em um ambiente com um bom clima organizacional, com trocas construtivas entre pares e com seus líderes, e se sentem desafiados no seu dia a dia, a tendência é que seus níveis de engajamento e satisfação com seu trabalho aumentem.

Um colaborador engajado produz mais e com melhor qualidade, tem menos chances de deixar a empresa na qual trabalha, se relaciona melhor com os clientes e gera mais valor para o negócio.

Reter talentos e diminuir o turnover

Dentre as empresas que já investem na experiência do colaborador, 77% delas enxergam esse investimento como uma estratégia para aumentar a retenção de talentos.

Na era da Transformação Digital, enfrentamos uma guerra por talentos que tenham tanto as hard-skills quanto as soft-skills que o mercado necessita. E aqueles que possuem estas características são cada vez mais difíceis de reter.

De acordo com a Paysa, em 2017, o tempo médio que um colaborador permanecia em gigantes da tecnologia era de

  • Facebook: 2,02 anos;
  • Uber: 1,23 anos;
  • Amazon: 1,84 anos;
  • Airbnb: 1,64 anos.

Um dos motivos para esta baixa permanência é a tendência das novas gerações de procurarem por experiências marcantes e significativas e conexão com a proposta da marca, mais do que com seguir um plano de carreira estruturado e “fazer carreira” em uma organização, ao contrário dos baby-boomers.

Mas a rotatividade de talentos custa caro para as empresas. Isso porque altos índices de turnover implicam em gastos com desligamentos, processos seletivos e treinamentos dos novos colaboradores.

De acordo com uma pesquisa realizada pela Galup, processos seletivos podem demorar até 12 semanas, do anúncio da vaga ao fechamento do contrato. O custo chega a cerca de R$ 500,00 por hora, se somados os gastos com a hora de trabalho dos recrutadores, contratação de consultorias, deslocamento de equipes e onboarding. Além disso, quanto mais alto o nível de senioridade da vaga, mais altos são os custos para fechá-la.

Em suma, investir na retenção dos talentos da sua empresa pode ser uma excelente forma de economizar, evitando gastos na reposição de vagas.

Encantar seus clientes

Colaboradores engajados também são mais customer-centric. Segundo a SAP, eles têm até 4,6 vezes mais probabilidade de focar no cliente em comparação aos não engajados.

Isso, em uma era em que 80% dos clientes deixa de consumir de uma empresa após uma experiência ruim de atendimento, vale ouro e precisa ser levado em consideração.

Gerar mais vantagem competitiva e valor para a empresa

Por fim, vale ressaltar que os colaboradores, quando engajados por uma experiência incrível na empresa, chegam a retornar até 22% mais em valor para seus acionistas.

Dessa forma investir em employee experience pode aumentar a satisfação dos clientes, trazer mais lucro, diminuir gastos e gerar mais vantagem competitiva para a companhia.

Também pode ser um diferencial para a empresa como marca empregadora, aumentando sua visibilidade para candidatos em potencial.

Como mapear e medir a experiência dos colaboradores na sua empresa

Antes de realizar qualquer ação no sentido da mudança, o ideal é mesmo ter uma boa ideia sobre a situação atual, buscando entender os pontos fortes que sua organização já oferece em termos de jornada e os pontos de melhoria.

Para te ajudar neste diagnóstico, os dados serão os seus melhores amigos. Você pode se apoiar na pesquisa de clima da empresa, mas também vale fazer uma análise mais aprofundada nesta temática. Uma boa alternativa é lançar uma pesquisa de ENPS, o Employee Net Promoter Score.

A ferramenta se assemelha ao NPS que você provavelmente já aplica em seus clientes, mas agora com foco no nível de satisfação dos colaboradores. Sua aplicação é simples e rápida e ajuda a entender como os colaboradores se sentem em relação à empresa.

Vale também realizar entrevistas e escutar a opinião dos colaboradores sobre o que funciona e o que poderia ser feito de forma diferente. Mas não adianta só fazer o levantamento e não colocar as mudanças em prática. Isso só gerará mais frustração para seus colaboradores.

o que é employee experience

Como melhorar sua Employee Experience

Uma vez realizado o diagnóstico e mapeamento da jornada atual do colaborador na sua empresa, é hora pensar no que pode ser melhorado. Apesar de cada empresa ter seus pontos fortes e pontos de melhoria particulares, há algumas estratégias que geralmente contemplam a maior parte das organizações.

A primeira impressão realmente importa para a experiência do colaborador

Você pode perceber, por exemplo, que o onboarding da sua empresa não está tendo o efeito que se espera.

Isso é relevante porque é no onboarding que o colaborador conhece mais a fundo o propósito, os valores e objetivos da empresa, o time do qual fará parte e as ferramentas e processos necessários para performar seu trabalho. Se este alinhamento falha em algum momento, as consequências podem ser sérias. Quando satisfeitos com o onboarding, os novos colaboradores tem 75% de probabilidade de permanecerem fiéis à organização.

E você sabia que 33% dos colaboradores dizem saber já na primeira semana se continuarão na empresa por um longo período ou não?

Sua empresa precisa entregar valor para as pessoas

Ainda que aquele colaborador não pretenda permanecer por 30 anos na sua organização, as pessoas tendem a valorizar mais as companhias que se preocupam com o seu desenvolvimento profissional.

Não estamos falando sobre um plano de carreira tradicional, até porque a carreira em Y já é a opção de muitas colaboradores, mas sim de oferecer oportunidades para que aquele profissional continue aprendendo e evoluindo. Os benefícios servem para os dois lados.

Escute as reais demandas dos colaboradores

Por fim, não é só a cultura e o clima organizacional que compõe uma ótima experiência para o seu colaborador.

Tem sido cada vez mais comum que empresas, seguindo o exemplo das startups e empresas de tecnologia como o Google e Facebook, na expectativa de melhorar a jornada de seus colaboradores, gastem todo o seu orçamento em mesas de ping pong, happy hours e brindes. O problema é que, em muitos casos, esta estratégia não é efetiva e tampouco combina com a cultura da organização.

Se tirassem um momento para entender as reais expectativas dos seus colaboradores, seus gestores logo compreenderiam que as demandas eram outras. Engana-se também quem pensa que basta oferecer aumentos salariais e benefícios. Em muitos casos, melhorar a experiência do colaborador envolve investir na simplificação de processos, na capacitação das lideranças, na adoção de novas tecnologias que facilitem o trabalho e nas oportunidades de treinamento e desenvolvimento.

Conclusão

Agora que você já sabe o que, quais os principais elementos que compõe a experiência do colaborador, como fazer o diagnóstico da jornada atual e como melhorá-la, não existe mais desculpas para começar a mudança na sua organização, afinal benefícios não faltam.

Seja na indústria, na saúde, no varejo ou no setor de serviços, o futuro do trabalho exige que as empresas sejam capazes de encantar seus clientes, oferecendo experiências incríveis. Com efeito, a forma mais eficiente de encantar os clientes externos é começar encantando os clientes internos, através de uma jornada do colaborador que seja estimulante e que o incentive a trazer os melhores resultados para organização, como se fosse ele mesmo o dono do negócio.

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Woman paying using NFC technology
Digital Estratégias de Negócios Outros Transformação Digital

O novo varejo: como será o varejo do futuro no mundo pós COVID-19

O varejo do futuro já tem sido tema de palestras, artigos, livros, TEDx e pesquisas há alguns anos, com diversas iniciativas sendo desenvolvidas antes da chegada da pandemia do novo coronavírus pelo mundo. 

No entanto, apesar das  especulações, a realidade da maior parte das organizações do setor ainda não condizia com as previsões para o futuro do varejo até o início do período de isolamento social. 

Enquanto as expectativas sobre o varejo do futuro incluíam discussões sobre integração entre o físico e o digital, inteligência artificial e a entrega de uma jornada de compras ultra conveniente, o que se viu é que muitas das varejistas brasileiras sequer tinham um e-commerce. 

Estas empresas, ainda totalmente analógicas, foram as mais impactadas quando, com medo do contágio, as pessoas deixaram de sair de suas casas para consumirem e passaram a recorrer às opções online. 

A nova crise mundial, portanto, tem sido uma importante catalisadora da aceleração da transformação digital no varejo, fazendo com que as organizações, grandes ou pequenas, saiam à força de sua zona de conforto para sobreviver. 

Dado o contexto, a pergunta que fica é: como será então o varejo do futuro?

Descubra com a gente neste post!

Crescimento do E-commerce na pandemia

Uma pesquisa realizada pela Adobe em dezembro de 2018 revelou que, já naquela época, os consumidores gastavam 8,8 horas de seus dias engajadas em conteúdos digitais

Porém, a sensação é de que nunca antes tivemos tão conectados quanto em 2020, a partir do decreto da situação de quarentena e início do isolamento social. As implicações deste cenário já chegaram também ao novo varejo.

De acordo com a Mindminers, o aumento de compras online no Brasil durante a quarentena foi de 28%. Dentre aqueles consumidores que nunca haviam comprado pela internet, ou que haviam comprado apenas uma vez, o aumento foi de 23%.

Durante a fase mais aguda da crise, quando poucas pessoas arriscavam sair de suas casas para fazer compras, mesmo as de supermercado, o e-commerce foi a melhor opção para os consumidores comprarem desde serviços de delivery de comida, compras de mercado e farmácia até itens como roupas e cosméticos.

Mas a pesquisa da Mindminers revela algo interessante: mesmo após a normalização, a maioria dos consumidores (55%) pretendem continuar fazendo compras online.

A consequência disso é que, no novo normal, os consumidores não voltarão às lojas físicas como antes. Em vez disso, exigirão experiências que conectem o físico ao digital e que sejam mais convenientes e eficientes. Um exemplo de tendência que promete fazer parte do novo normal é o contactless shop, uma experiência de compras física sem contato, mediada por aparelhos digitais.

A comunicação entre as marcas e o público também deve mudar. O foco agora é manter uma comunicação cada vez mais próxima com os clientes. As estratégias de marketing devem priorizar a transformação de seus clientes normais em promotores e divulgadores da marca. É o marketing de influência entendendo que pessoas comuns também são potenciais influenciadores.

Como é o futuro do varejo?

No varejo do futuro, a tendência é que, cada vez mais, os consumidores priorizem a comodidade e o imediatismo. Ninguém quer esperar por muito tempo para receber suas compras.

Outra mudança que podemos esperar é que, até 2025, não haja mais distinção entre lojas físicas e virtuais. O cliente deseja fazer uma compra online e escolher receber em casa ou retirar em uma loja próxima, ou em um locker em seu bairro. Ou ainda, fazer a compra na loja física e, em vez de sair de lá carregando sacolas, receber os produtos em sua casa rapidamente.

As possibilidades, neste varejo conectado, são as mais diversas. Isso porque o objetivo é sempre tornar o processo de compra mais cômodo e orientado à satisfação dos consumidores.

Mas o novo varejo vai muito além da integração do offline com o online (O2O) ou omnichannel. É, na verdade, a busca pela entrega de uma jornada de compra pensada e desenhada para atender às necessidades e desejos de seus clientes, de forma extremamente conveniente.

O futuro do varejo passa pela China

Um grande exemplo do que nos espera no varejo do futuro é o modelo da Alibaba, empresa chinesa, dona da marca AliExpress, que já se tornou a maior plataforma de negócios B2B do mundo.

Para entender o seu modelo de negócios, é importante compreendermos a distinção entre empresas ponto, linha e plano, criado por Ming Zeng, estrategista-chefe do Alibaba por mais de 10 anos.

Empresas ponto

Empresas ponto são aquelas super especializadas em um tipo de produto ou serviço. Tem excelente expertise em determinada área, mas por serem muito nichadas, dependem de uma rede maior de parcerias para sobreviverem.

Empresas linha

Já as empresas linha são aquelas que tem controle sobre uma cadeia específica. São as empresas mais tradicionais, que oferecem serviços e produtos para seus clientes coordenando diversos pontos ao longo da cadeia.

Empresas plano

Por fim, as empresas do tipo plano se organizam como plataformas que conectam um ecossistema de empresas e clientes e formam uma rede integrada. Alguns dos exemplos mais famosos dessas empresas são a própria Alibaba, o Google e o Facebook.

Neste modelo de negócios, a proposta de valor é a conexão e o diferencial acontece na entrega de eficiência operacional.

Hema: o supermercado futurista do Alibaba

Foi a partir desta abordagem de empresas ponto, linha e plano que a Alibaba iniciou o seu plano de crescimento exponencial, deixando de ser uma empresa plano, para se tornar um grande canal de integração entre negócios e clientes.

Além disso, a empresa também está constantemente investindo na ampliação do seu próprio ecossistema de serviços. Foi neste contexto que nasceu o Hema, um supermercado que utiliza tecnologia e inteligência de dados para oferecer uma experiência de compras focada em conveniência e comodidade. Na prática, este modelo promete impactar o futuro do varejo no mundo todo.

No Hema, os clientes podem fazer suas compras através do aplicativo e recebê-las em até 30 minutos, caso o consumidor resida em um raio de até 3 km de uma de suas lojas. O sucesso é tanto que atingiu inclusive o mercado imobiliário, valorizando as regiões que contam com um Hema em suas proximidades.

Mas se você ainda prefere ir pessoalmente ao mercado, o Hema também tem mais conveniência para oferecer. Para fazer suas compras no mercado, basta baixar o aplicativo da rede e escanear os códigos dos produtos. As compras são registradas diretamente na sua conta do Alibaba e o pagamento é processado sem a necessidade de dinheiro ou cartões. Além disso, o registro do seu histórico de compras é utilizado pelo sistema para apresentar ofertas personalizadas para o seu perfil.

No Amazon Go, a experiência de mercado futurista da Amazon, você só precisa pegar os produtos na prateleira e adicioná-los ao seu carrinho para que estes sejam computados. Não é necessário nem pegar fila para pagar!

O novo varejo no Brasil

Um exemplo de marca brasileira que já está de olho no futuro há alguns anos é a Amaro. A empresa concilia moda à tecnologia e oferece uma experiência revolucionária aos seus clientes.

O grande diferencial da organização são as popups guide shops. São estabelecimentos físicos onde os consumidores podem experimentar roupas e acessórios da marca e completarem a compra de forma online, ali mesmo, pelo próprio celular ou pelas telas espalhadas nos guide shops. O cliente sai da loja sem sacola nenhuma e o produto é entregue no mesmo dia, ou até no dia seguinte, em sua casa.

A Amaro começou como uma loja online e, ao perceber a resistência de muitos consumidores brasileiros em comprarem roupas sem poder prová-las, criou as guide shops para solucionar essa dor.

Outro exemplo de destaque é a Magazine Luiza que, nos últimos tempos, tem investido agressivamente em seu projeto de tornar-se uma empresa plano.

A empresa iniciou seu processo de Transformação Digital ainda em 2011, digitalizando processos e reestruturando a jornada de clientes e consumidores. Em 2017, transformaram sua plataforma online em um marketplace, aumentando o valor de suas ações em 4.500% entre 2016 e 2019. Este foi o início de sua jornada de transformação de uma empresa linha para plano.

A Magalu garantiu seu crescimento exponencial focando em duas frentes: na inclusão digital de empreendedores e consumidores brasileiros e em aquisições de empresas como Netshoes, Estante Virtual e Beleza na Web.

Durante a pandemia, lançou o Magazine Pay, carteira virtual da marca, que oferece opções de cashback nas compras dos clientes pela plataforma, pagamentos de contas e transferências, e pretende continuar investindo em novas aquisições.

Os principais obstáculos para o futuro do varejo no Brasil

Dentre os principais obstáculos para que o futuro do varejo no Brasil se torne amplamente digital e conectado, encontramos:

  • A dificuldade de acesso ao digital de parte da população, principalmente em regiões mais periféricas;
  • Uma cultura ainda resistente ao uso de algumas tecnologias, como as carteiras virtuais e às compras online, por exemplo;
  • Uma cadeia de logística ainda deficitária e pouco ágil para responder à demanda crescente.

Temos, no país, um índice ainda muito alto de desbancarização, com 45 milhões de brasileiros desbancarizados, uma situação semelhante à da China. No entanto, se lá esse fato serviu como oportunidade para que as empresas explorassem as carteiras virtuais, aqui a nossa cultura ainda muito conservadora em relação ao uso da tecnologia, em especial para intermediar serviços financeiros, ainda é uma barreira.

Somada à cultura analógica, enfrentamos também dificuldades na cadeia de suprimentos e logística, que ainda precisa de avanços para estar pronta para atender às demandas do novo varejo.

Para este problema, uma solução possível é o investimento em pequenos centros locais de distribuição. Outra alternativa é o compartilhamento de transporte por concorrentes, reduzindo os custos.

Tecnologias para o varejo do futuro

O futuro do varejo é digital. Isso não significa a extinção do físico. As lojas físicas continuarão existindo e tendo a sua importância. Mas a tecnologia entrará como um agente facilitador e impulsionador de novas experiências, mais convenientes e ágeis, para os consumidores.

Neste cenário, algumas tecnologias se destacam. Dentre elas:

Inteligência Artificial

No varejo do futuro, a inteligência artificial pode ajudar a oferecer uma experiência mais personalizada para os clientes, através do aprendizado de máquina.

Do mesmo modo, essa tecnologia já tem sido utilizada para criar chatbots cada vez mais interativos e prontos para interagir com clientes 24 horas por dia, 7 dias por semana. Não dá mais para deixar seu cliente esperando por respostas quando precisa de assistência fora do horário comercial. Os chatbots são excelentes aliados nessa demanda.

Os chatbots também podem ajudar seus clientes a encontrarem ofertas relevantes. Os novos consumidores são mais propensos a compartilhar seus dados pessoais quando isso tem reflexo em uma maior personalização.

Realidade virtual e realidade aumentada

Essas tecnologias têm grande potencial de aplicação para o varejo do futuro. Quer um exemplo?

Que tal utilizar realidade aumentada para experimentar uma roupa, ou ver como um móvel ficaria na sua casa? Algumas marcas já tem utilizado este tipo de tecnologia para trazer um diferencial para a jornada de seus clientes e os resultados são animadores.

Blockchain

O Blockchain, no novo varejo, irá muito além dos bitcoins. Será uma parte crítica do ecossistema, tendo um papel fundamental, por exemplo, na redução da falsificação de produtos, no aumento daeficiência nas transações e na melhora da rastreabilidade da cadeia de produtos.

Big Data Analytics

O uso de análise de dados pode trazer muitos benefícios para o novo varejo, porque possibilita um melhor planejamento, previsão e antecipar de tendências e demandas dos consumidores.

O big data analytics também será importante para coordenar as iniciativas de colaboração e parceria entre diferentes empresas, para reduzir custos com cadeia de abastecimento e transporte, por exemplo.

Conclusão

Os novos consumidores digitais estão remodelando as tendências e necessidades do novo varejo. Neste novo cenário, as empresas devem começar a, de verdade, concentrar esforços na melhora da experiência dos clientes, colocando-os como cerne dos negócios.

Além disso, devem se preocupar em integrar, de uma vez por todas, seus canais online e offline. Só assim serão capazes de oferecer uma experiência mais fluída na jornada de compras.

Outras tendências estão nas formas de entrega de produtos, que devem acontecer de forma cada vez mais rápida. Para solucionar os problemas de logística, as empresas começam a apostar na descentralização dos estoque e em estratégias como os lockers, armários onde os clientes podem retirar seu produtos.

Um modelo de vendas que ganhou destaque no Brasil durante a quarentena foi o sistema de drive-thru, onde as compras feitas pelo site ou whatsapp da empresa podiam ser retiradas nas lojas, sem que os clientes precisassem sair de seus carros.

Uma pesquisa da TrendWatching revelou que cerca de 71% dos consumidores se sentem frustrados com experiências de compras impessoais. Neste sentido, terão destaque as empresas que investirem em customização.

Para concluir, o cliente do futuro busca, mais do que consumir um produto ou serviço, estabelecer um relacionamento com a marca, que precisa garantir a inclusividade e a responsabilidade social, para gerar identificação e engajamento.

Os consumidores do futuro já mudaram. E a sua marca, continuará a mesma?

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Design de serviços: saiba como se destacar no mercado competitivo!

Design de serviços, ou service design, é uma prática que utiliza princípios do design na estratégia de negócios, para desenvolver serviços centrados nas necessidades do cliente. O objetivo é oferecer uma experiência consistente, fluida, conveniente e efetiva para gerar vantagem competitiva.

Em um mercado altamente competitivo no qual, só no Brasil, 21% das empresas fecham no primeiro ano e 60% delas fecham em até 5 anos, os gestores precisam se preocupar sobre como garantir visibilidade, sustentabilidade a longo prazo e competitividade para sua marca.

Neste sentido, buscar por oportunidades de destacar a sua organização frente aos consumidores, atraindo e mantendo uma boa base de clientes fiéis é um desafio que tira o sono dos empresários.

Na onda da Transformação Digital, o design de serviços aparece como uma importante estratégia para empresas de qualquer porte e setor, sejam elas especializadas em entrega de serviços ou produtos.

Após a leitura deste artigo, você sai saber:

  • O que é design de serviços;
  • Qual a diferença entre service design e design thinking;
  • Quais as vantagens do design de serviços;
  • Como aplicá-lo na prática.

O que é Design de Serviços

Design de serviços, ou service design, é uma prática que utiliza princípios do design na estratégia de negócios, para desenvolver serviços centrados nas necessidades do cliente. O objetivo é oferecer uma experiência consistente, fluida, conveniente e efetiva para gerar vantagem competitiva.

Em outras palavras, o service design é aquilo que faz o consumidor optar pela sua marca, em vez da concorrente. Imagine, por exemplo, que você e seu vizinho vendem o mesmo produto, ambos com a mesma qualidade.

O que você faz para se destacar? Vende o seu mais barato? Será que isso basta, ou só te dá prejuízo? E se você, em vez disso, criar uma estratégia para o seu negócio que esteja absolutamente conectada com as necessidades e preferencias dos seus clientes, que ofereça não só o produto, mas uma jornada de compra que seja:

  • consistente: precisa preservar a essência da sua marca em qualquer fase da jornada ou canal de comunicação;
  • eficiente: focada na resolução dos problemas;
  • conveniente: simples e acessível, sem barreiras ou complicações;
  • desejável: deve despertar o desejo de consumo;
  • agradável: seu cliente deve se sentir satisfeito.

Embora muitos acreditem que vender mais barato é a chave para conquistar clientes, este é um engano. Pelo contrário, os consumidores estão sim dispostos a pagar mais caro por um produto ou serviço que ofereça maior valor agregado e que possibilite que façam parte da comunidade de relacionamento com a marca.

Como resultado, ao oferecer um serviço que atenda verdadeiramente às necessidades de seus clientes, sua empresa poderá cobrar o valor que ela realmente vale.

Qual a diferença entre design de serviços e design thinking?

Design thinking é uma metodologia de planejamento e execução de tarefas que importa do design sua maneira crítica e criativa de resolver problemas. Em resumo, como o nome sugere, significa pensar através do design.

Há quem diga que, embora o design thinking se refira à forma como os designers pensam, não é possível separar o pensar e fazer. Dessa forma, design thinking seria apenas design.

A diferença entre os dois conceitos é que, enquanto o design thinking pode ser aplicado em qualquer cenário e contexto, o design de serviços tem um foco específico. Assim, service design seria a aplicação do design thinking para resolver desafios orientados a serviços.

Na prática, os princípios e técnicas utilizadas são os mesmo e o objetivo sempre será trazer os usuários para o centro do processo de desenho, prototipagem e testagem dos produtos e serviços, a fim de conseguir alcançar os melhores resultados.

Quer conhecer outro conceito que tem muito em comum com o design de serviço? Então confira nosso artigo sobre UX design!

Quais as vantagens do design de serviços

Primeiramente, o design de serviços tem o objetivo de ajudar os gestores a mapear as principais dores da organização e a encontrar as melhores soluções para superá-las. Assim, sua aplicação traz grandes vantagens para as empresas, como diferenciação dos competidores, maior visão de negócio e fidelização da base de clientes.

Saiba mais sobre as vantagens a seguir.

Vantagem competitiva

É muito comum que os serviços criem aplicativos para seus clientes, por exemplo. Quantos deles você já baixo? E quantos foram realmente úteis e atenderam às suas expectativas?

Pense na forma do designer de criar um aplicativo para um serviço. Uma loja de calçados, por exemplo. Antes de mais nada, seria necessário entrevistar as pessoas envolvidas na operação: clientes, vendedores, equipe de suporte e lideranças. O objetivo seria entender na essência quais os principais problemas que necessitam de atenção.

Em seguida, o designer faria uma pesquisa para entender melhor o problema e como resolvê-lo.

A terceira etapa envolve a prototipagem da solução, criando um MPV. Ou seja, um mínimo produto viável, que deve ser testado o quanto antes para ser aperfeiçoado, mas de forma ágil, sem perder o timing do mercado.

Em suma, o resultado final deste projeto é um produto que atende completamente às demandas de todos os seus usuários, porque já foi desenvolvido com este objetivo. A diferença entre este aplicativo e aquele criado sem nenhuma pesquisa sobre os usuários é o que fará com que o cliente prefira a primeira opção.

E é isso que cria a vantagem competitiva: a efetividade, eficiência, consistência e a experiência positiva no relacionamento com a marca.

Visão global da operação

Implementar o service design exige um olhar atento para o mapeamento de todos os processos contidos na jornada de compra dos produtos ou serviços da organização.

Isto é, por meio da cooperação das lideranças, são definidas os principais pontos de dor na jornada e estabelecidos os focos de ataque. Dessa forma, os gestores passam a ter mais visão e controle sobre os caminhos e a estratégia do negócio, podendo definir com mais assertividade para onde querem levar a empresa e o que precisa ser melhorado.

Mais do que isso, aprendem a desenvolver as ferramentas para chegar lá e a fazer a gestão da mudança.

Fidelização de clientes

Quando compramos um serviço ou produto, não estamos comprando apenas aquilo. Compramos também todos os valores da empresa que o produziu e a marca de forma geral.

Isto sempre foi verdade, mas os consumidores de hoje estão mais conscientes disso do que nunca. Como consequência, seus clientes não querem somente comprar seu produto, mas manter um relacionamento com a marca. Aliás, um relacionamento que vai muito além de cupons de desconto e black friday toda sexta-feira.

Assim, as empresas que conseguem, de verdade, criar uma conexão com seus clientes, através da empatia, personalização, transmissão de valores e propósito, ou seja, as que tem realmente o cliente como centro do negócio, são as que se destacam.

O design de serviço consegue ajudar as organizações a estabelecerem este tipo de relação com seus clientes justamente porque prioriza sua experiência acima de qualquer outro valor. Isso faz com que tenham clientes fiéis e, além disso, promotores vorazes da marca.

Como aplicar o design de serviços na prática.

Agora que você já sabe o que design de serviços e quais os principais benefícios de utilizá-lo na sua empresa, resta apenas saber como aplicá-lo no seu negócio.

Na RedFox, utilizamos um modelo bastante prático e orientado para resultados que acreditamos que se encaixa em qualquer modelo de negócios. Ele se baseia em algumas etapas, que dividimos com vocês a seguir.

Descobrir as dores e problemas

A primeira fase do design de serviços é mapear e analisar quais as principais dores da organização no momento. O envolvimento e participação das altas lideranças da empresa nesta fase inicial é crucial para o sucesso de todo o processo que virá em seguida.

Geralmente, na fase inicial do processo criativo do designer, há o momento da criação de empatia, em que o profissional busca se conectar às dores dos usuários finais. No contexto organizacional, convém fazer essa aproximação com clientes e personas e com os colaboradores diretamente envolvidos com a jornada de compra, como aqueles das áreas:

  • Comercial;
  • Suporte e sucesso do cliente;
  • Desenvolvimento de produtos.

Definir OKRs

A segunda etapa é a definição dos objetivos chave. Para ajudar a defini-los e medi-los, recomendamos a metologia OKR.

OKRs são uma ferramenta de orientação e gestão da execução da estratégia, formados por objetivos qualitativos e key-results quantitativos correspondentes. São usados em grandes empresas, como a Google, mas servem para orientar a definição e o acompanhamento de metas em organizações de qualquer tamanho e setor.

Uma vantagem dos OKRs é que, embora cubram metas a longo prazo, são mais focados nas metas de curto e médio prazo, como metas mensais, trimestrais ou semestrais, ajudando a criar uma cultura focada em resultados. Além disso, dão clareza e alinhamento para as ações de todos os colaboradores, dos gestores aos estagiários, na medida em que os responsabiliza pelo estabelecimento de suas próprias metas, de acordo com as metas da organização.

Em resumo, os OKRs ajudam a traduzir a estratégia geral da organização para gerar alinhamento e foco nas prioridades estratégicas e são facilmente monitoráveis.

Prototificar e testar a solução

Após definidas as metas, chega o momento de fazer o brainstoming e começar a prototipagem de soluções possíveis. Lembre-se: o objetivo é entregar serviços mais simples, convenientes e focados na satisfação dos clientes.

É importante estabelecer ciclos de entregas curtos e garantir que as soluções sejam testadas e implementadas com agilidade.

É muito comum que as empresas se percam nessa fase, pois estão acostumadas a acreditar que o produto só deve ser lançado quando alcançar o estágio da perfeição. Isso faz com que as soluções demorem meses para serem implementadas e, em muitos casos, se percam pelo caminho, seja por terem ficado muito caras e insustentáveis, ou por terem sido superadas pelo concorrente que agiu mais rápido.

A fim de lidar com este tipo de problema, muitos negócios passaram a adotar as já bem conhecidas metodologias ágeis. Desde agile, scrum e kanban, há várias alternativas destas metodologias que podem ser incorporadas ao seu negócio para torná-lo mais ágil.

Entregar

Após a fase de prototipagem e testagem, os primeiros resultados positivos já devem começar a aparecer.

Mas os riscos não acabam por aqui. Outro engano comum é que as empresas, ao chegarem nesta fase se contentem com os resultados alcançados e parem por aí. O problema é que, com o mundo em constante mudança, a sua empresa não pode ficar parada.

O service design, assim como a Transformação Digital, pressupõe um processo de melhoria contínua. Nesse sentido, todos os resultados e feedbacks devem ser avaliados e utilizados como base para novas mudanças e inovações nos processos.

Conclusão

Assim como o design thinking e o UX design já se tornaram indispensáveis nos negócios, a prática do service design também tem muito a oferecer para melhorar a qualidade da oferta de valor das empresas.

Embora seja comum que, com o crescimento, as organizações comecem a projetar processos mais complexos e até burocráticos, a prática mostra que o melhor caminho é justamente o oposto. Para expandir seus negócios a níveis exponenciais, o ideal é focar em resultados e optar pela simplicidade.

Se for difícil começar sozinho, uma boa alternativa pode ser procurar por empresas especializadas neste tipo de serviço.

Tem pressa de transformar o seu negócio por meio do design de serviços? Fale com nossos consultores, podemos te ajudar a alavancar os resultados do seu negócio!

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Outros Transformação Digital

Transformação Digital: O que é e como fazer na sua empresa

A Transformação Digital nas empresas é um tema de muita importância na atualidade. No entanto, no dia a dia de muitas empresas ainda não era tratada como uma pauta urgente. 

Até agora.

Nos últimos meses, a situação global fez com que as organizações passassem a olhar esta pauta não mais como opcional, mas como estratégia de sobrevivência.

Em uma rápida pesquisa no Google Trends, é possível notar um pico de pesquisas sobre o termo “Transformação Digital” durante a fase de isolamento social: 

Evolução das pesquisas sobre Transformação Digital no Google Trends em julho/2020
Evolução das pesquisas sobre Transformação Digital no Google Trends em julho/2020

Se a importância da mudança é irrefutável, fica a questão: será que as empresas realmente sabem o que é Transformação Digital e como iniciá-la?

Se você ainda tem dúvidas, não se preocupe. Neste post, iremos explicar: 

  • O que é Transformação Digital
  • Muito além dos negócios: como o digital está mudando a sociedade
  • Quem é o consumidor do futuro: digital e empoderado
  • Nível de Maturidade Digital das empresas brasileiras
  • Por que investir em Transfomação Digital? Conheça os benefícios.
  • Os erros mais comuns sobre Transformação Digital
  • Pilares da Transformação Digital
  • Quais as tendências em tecnologia para Transformação Digital
  • Como fazer a Transformação Digital 

 Aproveite e entenda também como a crise causada pelo novo coronavírus pode acelerar a Transformação Digital nas empresas.

O QUE É TRANSFORMAÇÃO DIGITAL

É comum a associação do conceito com a adoção de tecnologia nas empresas. Mas a Transformação Digital é muito mais do que isso. 

Primeiramente, a sua implementação provoca mudanças profundas nas organizações, atingindo seu modelo de negócios, a cultura da empresa, os colaboradores e clientes, os processos e a tecnologia. 

A Transformação Digital é uma jornada estratégica de mudança organizacional orientada pelo ritmo acelerado de transformações tecnológicas causado pela Revolução Pós-Digital.

Mas o que isso quer dizer? Primeiro, que ela é inevitável. 

O mundo está mudando rapidamente e as pessoas junto com ele. A experiência de compra que os consumidores desejam hoje já não é a mesma que há alguns anos. 

O ritmo dos grandes players do mercado também já mudou. Para ser competitiva hoje, uma empresa precisa entregar resultados muito melhores e muito mais rápidos. 

A mentalidade do mundo já não é mais analógica. Então, por que a sua empresa ainda deve ser?

A segunda implicação desta definição é que Transformação Digital não é sinônimo de Transformação Tecnológica. Ela é sobre pessoas, não sobre softwares e algoritmos. Portanto, de nada adianta equipar o seu negócio com o que há de mais moderno em tecnologia, se não houver uma mudança estrutural no mindset da organização. 

Quer saber mais? Confira neste vídeo a explicação da nossa CEO, Isabela Abreu, sobre o que é a Transformação Digital!

Transformação Digital: O segredo das empresas do futuro

MUITO ALÉM DOS NEGÓCIOS: COMO O DIGITAL ESTÁ MUDANDO A SOCIEDADE

O avanço acelerado da tecnologia não está impactando apenas as empresas. Na verdade, é a transformação do mundo que está forçando as empresas a mudarem também

A ascensão da tecnologia digital no século passado começou a mudar a forma como as pessoas se relacionavam umas com as outras. De lá para cá, com a chegada de dispositivos portáteis e acesso à internet sem fio, as mudanças se acentuaram ainda mais. 

Um exemplo: não é mais preciso estar fisicamente em algum lugar, como no trabalho ou em uma reunião de amigos e familiares, para estar realmente presente. 

Essa evolução é contínua, com tecnologias surpreendentes sendo desenvolvidas e lançadas cada vez mais rápido. Robôs já fazem cirurgias, interagem com seres humanos de forma inteligente e carros com autonomia para dirigirem sozinhos já são uma realidade. 

Essas novidades rapidamente se tornam parte essencial de nossas rotinas. Quer ver? Tente se imaginar sem um celular. 

Ou ainda, pense em como você pede um táxi hoje em dia. 

Alias, você ainda pede um táxi?

Esse é o famoso mundo VUCA. Ele é volátil, incerto, complexo e ambíguo. 

Veja como a sociedade está mudando. As novas gerações já nascem em um mundo completamente digital. Elas sequer tiveram, ou terão, contato com o mundo analógico que já existiu um dia. E, se olharmos bem, até mesmo as gerações anteriores à Z já se adaptaram a este novo mundo. 

Qual a importância disso? Bem, é simples: essas pessoas, que passam seus dias cercadas por todas as maravilhas que as tecnologias digitais têm a oferecer, são as pessoas que consomem, ou poderão consumir, os seus produtos e serviços. 

QUEM É O CONSUMIDOR DO FUTURO: DIGITAL E EMPODERADO

O consumidor do futuro – na verdade, o consumidor de agora -, é aquele que espera poder resolver todas as suas dores de forma digital. 

Ir a um banco para abrir uma conta? 

Jamais. 

Ligar para a empresa para resolver um problema?

Precisa mesmo?

E como de fato vender para eles?

Estes consumidores têm acesso, na palma de suas mãos, a uma infinidade de informações. Antes de escolherem comprar da sua empresa, eles provavelmente farão uma pesquisa, buscando opiniões de outros clientes ou de influenciadores. E eles não querem saber somente sobre a qualidade do produto. Importa também a reputação da marca, seu propósito e impacto social e quais são seus parceiros próximos.

Lembra da época em que o cliente chegava na loja sem saber nada sobre o produto e o vendedor podia contar a história que quisesse para convencê-lo a fazer a compra? Isso acabou. Até chegar ao momento efetivo da compra, os consumidores hoje já estão previamente informados sobre seu produto. 

São consumidores engajados, exigentes e empoderados. A decisão da compra está em suas mãos.

E então, para acompanhar o ritmo deste novo consumidor, as empresas precisam saber falar a sua língua, estar onde eles estão e oferecer produtos e serviços de qualidade e com algum diferencial competitivo.

O caminho para que as marcas alcancem esse grau de excelência exigido é o digital. 

NÍVEL DE MATURIDADE DIGITAL DAS EMPRESAS BRASILEIRAS

Em 2019, um estudo inédito no Brasil realizado pela Isobar analisou 284 marcas dos setores de Varejo, Bens de Consumo, Saúde e Educação e Ensino, com faturamento superior a R$ 1 bilhão. O objetivo era entender o nível de maturidade digital das empresas brasileiras. 

Dentre elas, apenas 4,2% das entrevistadas foram consideradas como experts em maturidade digital. A grande maioria foi classificada entre iniciante ou básica (65,8%).

A pesquisa apresenta insights valiosos:

  • Mesmo as grandes empresas brasileiras ainda patinavam quando o assunto era Transformação Digital;
  • Apesar de haver o entendimento geral sobre a importância da mudança, ainda era algo que as empresas estavam adiando. 

POR QUE INVESTIR EM TRANSFORMAÇÃO DIGITAL? CONHEÇA OS BENEFÍCIOS

Não é fácil fazer Transformação Digital. Um processo bem feito exige esforço e comprometimento de todas as pessoas da organização: do CEO ao estagiário. Talvez seja por isso que muitos preferem adiá-la. Mas o esforço vale a pena. 

Ainda assim, os benefícios de fazer a Transformação Digital na sua empresa podem elevar o seu negócio a patamares que você nunca antes imaginou. Para te convencer de que vale a pena, listamos aqui algumas das vantagens. Confira!

AUMENTO DE ENGAJAMENTO DOS COLABORADORES

Uma das etapas fundamentais da Transformação Digital é a mudança cultural. Ela é necessária porque a cultura digital é a cultura da inovação, ou seja, uma cultura da qual se retira a burocracia dos processos, a aversão pelo erro e a rigidez hierárquica dos processos. 

As empresas digitais costumam ter colaboradores mais engajados e produtivos, porque dão a eles autonomia para criar e tomar decisões por conta própria, aumentando o senso de pertencimento e de responsabilidade pelos resultados do negócio. Além disso, incentivam que produzam de forma mais eficiente por meio de metodologias ágeis

Dessa forma, contratar trabalhadores para realizar apenas tarefas operacionais é um desperdício, tanto financeiro, quanto de talentos. Para otimizar recursos, é melhor delegar a burocracia para as máquinas e deixar os colaboradores livres para criarem novas soluções de interesse estratégico para o negócio. 

MAIS PRODUTIVIDADE E EFICIÊNCIA NOS PROCESSOS

Com a nova cultura ágil, os colaboradores ficam motivados para produzirem com mais qualidade. Além disso, a implementação de novas ferramentas tecnológicas, através da automação de processos manuais, traz benefícios como:

  • mais eficiência e agilidade para os processos;
  • melhora de desempenho;
  • diminuição de erros operacionais;
  • melhor compliance. 

Quer saber mais? Então confira já a lista completa dos benefícios da automação de processos para a sua empresa!

MELHORA NA EXPERIÊNCIA E SATISFAÇÃO DOS CLIENTES

Um dos pilares da Transformação Digital é a melhoria na jornada de compra do cliente. Com tantas opções de concorrentes e a decisão da compra nas mãos dos clientes, garantir uma experiência excepcional é fundamental para atrair e engajar seus potenciais consumidores. 

A melhora da satisfação dos colaboradores e da automação dos processos rapidamente será refletida no aumento da satisfação de seus clientes, já que eles serão atendidos mais rápido e com mais qualidade.

Para começar, mapeie toda a jornada de compra atual da sua empresa, encontre os principais pontos de dor e busque por soluções inovadoras e eficientes. Para facilitar, aposte na tecnologia como sua aliada.

DESCOBERTA DE NOVOS NEGÓCIOS E NOVAS FONTES DE RECEITA

A Transformação Digital se inicia com o planejamento de uma nova estratégia de negócios. Então, enquanto as lideranças da empresa estabelecem suas metas, sua jornada de compras, seus processos internos e externos, podem também aproveitar o momento para avaliar as demandas e mudanças do mercado, e pensar sobre como a sua empresa pode se reinventar para atendê-las.

ENGANOS MAIS COMUNS SOBRE TRANSFORMAÇÃO DIGITAL

Com tantas questões no dia a dia das empresas, a Transformação Digital pode parecer algo adiável, ou um plano para ser executado aos poucos, no horizonte dos próximos 5 à 10 anos. 

Neste contexto, é comum que o seguinte cenário aconteça: a organização percebe que está atrasada diante das principais mudanças da atualidade e, para corrigir esta falha, cria um projeto de Transformação Digital e monta um time de inovação para conduzi-lo. 

Como resultado, há três problemas neste cenário: 

ENCARAR A TRANSFORMAÇÃO DIGITAL COMO UM PROJETO

Considerar a Transformação Digital como um projeto é um erro primeiro porque retira dela o seu potencial de mudança organizacional. Projetos contém começo, meio e fim. A verdadeira Transformação Digital, tem um ponto de início bem definido, mas não tem fim. Ela deve ser uma jornada de melhoria contínua dentro da organização. 

Portanto, assim como o mundo está em constante mudança e aceleração, a sua empresa deve estar também. 

CONCENTRAR OS ESFORÇOS DE INOVAÇÃO EM UMA SÓ ÁREA

Montar um time de inovação para conduzir a mudança pode ser um grande tiro no pé das organizações. Para colher bons resultados, o mindset de inovação e o engajamento com a mudança deve englobar todas as áreas e todos os colaboradores, desde os líderes até os estagiários. 

De fato, a área de inovação sozinha não será capaz de impulsionar e alcançar os resultados esperados e nem mesmo assegurar que as melhorias planejadas sejam verdadeiramente adotadas pelas demais áreas. 

Mas problema quando o squad de inovação é formado restritamente por profissionais da área de tecnologia é ainda maior. Isso porque, apesar de possuírem o conhecimento técnico adequado para pensar em boas soluções tecnológicas, fica faltando uma visão mais ampla sobre o objetivo dos negócios e também uma visão sobre uma boa gestão de pessoas. 

NÃO ENVOLVER AS LIDERANÇAS

A grande estratégia para fazer com que a sua iniciativa de Transformação Digital não alavanque resultados e se torne um esforço perdido é não envolver as lideranças. 

O primeiro passo para uma mudança verdadeira é traçar uma nova estratégia de negócios que contemple os objetivos chave da organização a curto, médio e longo prazo, o mapeamento dos principais pontos de dor da empresa e a determinação de quais jornadas serão modificadas primeiro

dessa forma, ainda que a área de inovação da sua empresa tenha muita autonomia, ela não tem poder e nem alcance de visão suficiente para determinar isso sozinha.Por isso, esta etapa inicial precisa ser realizada pela alta liderança do seu negócio e só então difundida para o restante da companhia. 

Além disso, as lideranças têm o importante papel de engajar e acompanhar os colaboradores com a aceleração, garantindo que os objetivos traçados sejam alcançados

Descubra porque 70% das empresas falham na implementação de suas iniciativas de Transformação Digital

PILARES DA TRANSFORMAÇÃO DIGITAL

Até agora, já vimos que a Transformação Digital é uma jornada de mudança organizacional que envolve e afeta a empresa como um todo. Vimos também que, apesar de ser impulsionada pelo digital, não se baseia somente em adoção de novas tecnologias. 

Na realidade, para que a Transformação Digital nas empresas seja sustentável a longo prazo, ela precisa estar apoiada em 5 pilares:

  • Estratégia e Cultura: comece pela criação de uma nova estratégia de negócios orientada para o digital e faça um diagnóstico das dores e jornadas atuais da organização, mapeando os pontos de ataque. Inicie também a mudança cultural, que deve deixar de ser analógica e abraçar os erros, a tecnologia e a inovação; 
  • Pessoas: comunique-se o tempo todo com os seus colaboradores e clientes. Conscientize-os das necessidades da mudança e informe-os sobre os benefícios esperados, pois, sem o engajamento e empenho das pessoas, sua jornada não terá sucesso; 
  • Processos: revise seus processos para torná-los mais fáceis e mais ágeis. Corte os pontos desnecessários, que só atrasam e complicam suas jornadas. Busque ferramentas tecnológicas para automatizar os processos mais burocráticos e repetitivos e dê autonomia para que seus colaboradores possam se engajar em atividades mais estratégicas;
  • Tecnologia: em vez de trazer todas as tendências tecnológicas para o seu negócio, procure compreender o que de verdade faz sentido para a empresa. Isso garante um investimento mais preciso e menos desperdício. Entenda quais tecnologias podem impulsionar seus resultados e trazer retorno mais rápido, com menos esforços; 
  • Analytics: boas fontes de dados irão te ajudar a entender melhor os resultados que a sua empresa está conseguindo verdadeiramente alcançar. Oriente-se pelos KPIs que fazem mais sentido. Utilize os dados a seu favor, focando na melhoria do desempenho de seus processos e na tomada de decisão mais assertiva, que seja orientada por dados.

INFOGRÁFICO: OS 5 PILARES DA TRANSFORMAÇÃO DIGITAL

Infográfico: os 5 pilares da Transformação Digital nas empresas
Infográfico: os 5 pilares da Transformação Digital nas empresas

TENDÊNCIAS EM TECNOLOGIA PARA TRANSFORMAÇÃO DIGITAL

Como vimos, a tecnologia não é o início da mudança, mas ela ainda ocupa um papel importante para impulsionar os resultados do negócio. Confira abaixo algumas das tendências em tecnologia para Transformação Digital das empresas.

CLOUD

As soluções em nuvem são seguras e acessíveis e trazem diversas vantagens,  como a redução dos custos com servidores locais, a liberação de recursos e pagamento sob demanda, escalabilidade, armazenamento ilimitado, facilidade de backup e recuperação de arquivos, agilidade, confiabilidade e fácil acesso à informação.

Mas os benefícios não param por aí. Durante a pandemia do coronavírus, por exemplo, as empresas que já trabalhavam com serviços de nuvem saíram na frente, pois não dependiam de um servidor local para acessar a rede da empresa.

INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL

 Inteligência Artificial é o nome dado a um conjunto de ferramentas tecnológicas que permite que máquinas possam imitar a inteligência humana. Ou seja, as torna capazes de aprender, perceber, analisar e tomar decisões sozinhas, com base nos dados e informações com as quais a IA é nutrida. Dentre essas ferramentas, estão o Machine Learning, o Deep Learning e o Processamento de Linguagem Natural. 

A IA tem as mais diversas possibilidades de aplicação: 

  • Personalização de sugestões em serviços de streaming;
  • Assistentes pessoais inteligentes, como Alexa e Siri;
  • Detecção de doenças e criação de novos medicamentos;
  •  E muito mais!

INTERNET DAS COISAS

Na atualidade, temos tecnologias cada vez melhores custando cada vez menos, com evoluções acontecendo de forma exponencial. Novos aparelhos e máquinas estão sendo inventados, com as mais diversas finalidades, equipadas com wi-fi e sensores, integrados à rede. Isso gera uma oportunidades de conexão entre aparelhos e pessoas quase infinita. É uma enorme rede de coisas conectadas.

Essa rede de conexões é o que nós chamamos de internet das coisas. Ela tem inúmeras aplicações em oportunidades de melhoria, seja em redes de transporte, casas e cidades inteligentes, otimização do uso de recursos como energia e muito mais. 

BIG DATA

Big data é um termo utilizado para descrever uma grande quantidade de dados, coletados e armazenados em grande volume e velocidade e transformados em informação através da análise realizada por softwares potentes, para fornecer insights úteis para embasar tomada de decisões. Se baseia em 5V’s: 

  • Volume: Estudos afirmam que a produção de dados dobra a cada dois anos. Estima-se que, neste ano, sejam gerados 35 trilhões de gigabytes de dados no mundo. 
  • Variedade: Os dados são capturados das mais variadas fontes e em diferentes formatos. Podem ser estruturados ou não, ser provenientes de imagens, vídeos, textos, navegação online, sensores, redes sociais, catracas etc.
  • Velocidade: Com grande volume e variedade, a troca de informações online precisa acontecer cada vez mais rápido. Quanto mais próximo de em tempo real, melhor.  
  • Veracidade: Determinar se os dados coletados são verídicos e atualizados é importante para orientar a tomada de decisão com mais segurança.
  • Valor: É preciso saber identificar como extrair valor dos dados, para transformá-los em informações e insights relevantes para o negócio.

REALIDADE VIRTUAL E AUMENTADA

Seja a tela do computador ou do celular, passamos grande parte de nossos dias olhando para elas. A realidade virtual e a realidade aumentada são tecnologias que utilizam as telas para alterar nossa percepção. 

As tecnologias de realidade virtual nos permite, através de óculos com telas e fones, mergulhar em realidades diferentes. Nos negócios, pode ser utilizada em processos seletivos, visitas guiadas virtuais e treinamentos cirúrgicos. 

Já a realidade aumentada tem a capacidade de trazer o virtual para o mundo real, ou seja,  faz a integração de elementos ou informações virtuais no mundo real. Suas aplicações vão desde filtros de redes sociais e jogos à arquitetura, decoração e até medicina!

COMO FAZER A TRANSFORMAÇÃO DIGITAL

Agora você já sabe o que é a Transformação Digital, mas ainda pode estar se perguntando como de fato colocá-la em prática na sua empresa. 

Nós vimos ao longo deste artigo que a mudança deve começar pelas altas lideranças. Então, se você não faz parte do grupo de tomadores de decisão da organização, mas tem percebido a necessidade da sua empresa de iniciar a jornada de mudança, a melhor estratégia pode ser buscar conscientizar seus líderes sobre a importância e benefícios da Transformação Digital. 

Mas se você é um gestor, selecionamos 3 dicas importantes para te ajudar a dar o primeiro passo: 

LIDERE A MUDANÇA

Seja você o exemplo de performance e comprometimento que você quer que seus colaboradores tenham com a nova fase da organização. 

Espalhe a ideia e haja como um verdadeiro promotor da Transformação Digital na empresa. Entenda como se tornar um líder digital, despindo-se das antigas concepções sobre gestão de pessoas baseada em uma cultura de mitigação do erro e punição. 

Um líder do futuro precisa saber descentralizar os processos decisórios, incentivar e dar condições para que seus liderados ajam de forma autônoma sobre os problemas e consigam criar soluções criativas para eles. 

Em uma pesquisa realizada pelo MIT, foi constatado que, dentre as características esperadas das lideranças pelos seus liderados, as principais são direcionamento, empoderamento e incentivo a pensar diferente. O líder digital é, por si só, transformador. Sobretudo, ele é expert em montar e gerir equipes de alta performance e estimulá-las a pensar fora da caixa e quebrar paradigmas. 

NÃO TENHA MEDO DE ERRAR

As culturas que punem o erro fazem com que as pessoas se sintam pouco dispostas a criar, arriscar e pensar fora da caixa, por temerem represálias em caso de falha. 

Por isso, os líderes digitais não devem condenar os erros de seus colaboradores, mas sim ensinar seus liderados a errar de forma inteligente e a saber lidar com os erros de forma a corrigi-los rapidamente e aprender com eles

Soluções inovadoras podem vir das mais simplórias ideais, até das que parecem que deram errado. Afinal, foi a invenção de um adesivo que praticamente não colava, que passou anos sem uma aplicação, que possibilitou a criação do post it. 

NÃO PARE DE INOVAR

A Transformação Digital nas empresas não acaba na primeira rodada após as novas iniciativas digitais. Por isso, para ver os resultados continuarem a aparecer, é preciso fazer da jornada de mudança algo contínuo

Mesmo que alcance suas metas iniciais, não pare de inovar, de buscar melhoria para seus processos, de investir no engajamento de seus colaboradores e de aumentar a satisfação de seus clientes com a sua jornada de compra. 

Assim como o mundo não pára de mudar, sua empresa não deve parar de buscar novas soluções inovadoras para as dores de seus clientes. E, se quiser ir além, em vez de se concentrar apenas nas dores atuais, procure identificar as dores que seus consumidores sequer imaginam que tem, e crie soluções para elas. 

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