MVP: metodologia ágil para lançamento de produtos

Levar um novo produto ou serviço ao mercado é sempre um empreendimento de risco para qualquer empresa, ainda que ela já não esteja mais dentro do conceito de startup. No entanto, existem técnicas e práticas para reduzir os riscos de falha em um lançamento. O MVP – Produto Mínimo Viável – é uma dessas ações.

O MVP se desdobra em três funcionalidades, que serão detalhadas neste artigo. Em primeiro lugar, é preciso entender que é preciso fazer existir um produto que resolva uma dor e que ele tenha um básico de funcionalidades. Estas, evidentemente, podem ser aprimoradas com o tempo.

Entendendo a necessidade do MVP: por que os produtos falham?

Os motivos que levam produtos a falharem são diversos, em muitas áreas. Segundo divulgado pela Oxford College of Marketing, existem cinco erros cruciais, frequentemente cometidos, para explicar as falhas. São eles:

  • Ausência de pesquisas independentes a respeito do mercado e do público-alvo a ser atingido;
  • O produto não atinge as expectativas prometidas e sofre críticas e má avaliação;
  • Uma campanha de lançamento fraca e problemática;
  • Regras de margem simples acabam trazendo prejuízos à política de preços;
  • O produto requer educação primária do consumidor, inaugurando uma nova categoria.

Uma vez que sejam identificados e compreendidos os problemas de um produto, buscar evitá-los já é um primeiro passo fundamental. Ao passo que foram criadas diversos sistemas de gestão e métodos para combater esses eventuais problemas.

O produto mínimo viável (MVP) não foi criado para contemplar apenas startups. Como já mencionado, estes fracassos não são incomuns em empresas já fortificadas e estabelecidas.

Para entender melhor sobre problemas internos em startups, selecionamos um material completo para você. Nele, confira casos de startups lançadas internamente que deram errado, de modo a compreender onde estavam os erros e como evitá-los.


Entendendo melhor o produto mínimo viável

Em síntese, o MVP é uma metodologia ágil, que visa gerenciar um produto, com o objetivo de finalizá-lo no menor período de tempo possível. Ao passo que se consegue acesso ao aprendizado de mercado já de início, o aprendizado também é validado no estágio inicial.

Como se sabe, o produto mínimo viável pode ser destrinchado em etapas. Para compreender seus processos, pode-se definir:

PRODUTO: O produto não é, necessariamente, um produto. Também pode ser um vídeo, um aplicativo ou uma hipótese de mercado. Em todo caso, ele é primordialmente uma ideia ao mercado, que precisará devolver as respostas sobre sua viabilidade ao empreendedor.

Ademais, é possível também fazer um MVP digital. Este pode ser um app desenvolvido com o menor número de recursos, de modo a ofertar os serviços e a experiência necessários em um dispositivo móvel. São os diversos tipos de inovação, como este, que permitem que as empresas se mantenham relevantes no mercado.

MÍNIMO: Quando se fala na capacidade mínima do produto a ser lançado, é preciso levar em conta que seja exercido um esforço mínimo para sua criação. Com o fim de focar e entregar resultados primordialmente básicos, o MVP necessita resolver um problema específico do usuário.

Sua funcionalidade se difere daqueles produtos finais desenvolvidos de maneira extensa e analítica, que demandam maior tempo e recursos. Assim sendo, é possível realizar melhorias contínuas e aprimoramentos no produto depois de seu lançamento, reduzindo custos e tempo. Caso haja a aceitação da audiência, novas ideias podem ser adicionadas ao catálogo de funcionalidades do produto.

VIÁVEL: Embora desenvolvido com um número limitado de recursos, o produto precisa ser, acima de tudo, viável. Em outras palavras, seu lançamento precisa, obrigatoriamente, ser útil e resolver uma dor do consumidor.

Além do mais, ele precisa ser atrativo o suficiente para engajar usuários. Um ponto a ser ressaltado é que a empresa não deve, jamais, prometer soluções que não se encaixem dentro do produto. Isso garante uma melhor reputação no mercado e o isenta de críticas negativas.

Como o MVP reduz as chances de falha no produto?

Em primeiro lugar, o MVP possibilita o início do aprendizado sobre o mercado o mais rápido possível, gastando menos tempo no desenvolvimento. A gestão de projetos convencional costuma focar seus esforços no lançamento de um produto perfeito em um primeiro momento. Isso torna a gestão ágil um excelente caminho a ser adotado.

Promover um lançamento rápido e antecipado garante que você receba uma validação de mercado impactante, bem como um feedback precoce. Tudo isso torna o projeto mais viável economicamente. Como a empresa não precisa empenhar todos seus investimentos no MVP, não existe o risco de ficar sem capital depois que descobrir que os consumidores não desejam seu lançamento.

Outra boa ideia é a construção de um protótipo que passe por testes de usuário para a compreensão do mercado pré-lançamento. Segmentar e acompanhar potenciais consumidores do seu produto, mensurando seus hábitos em redes sociais, é outra maneira de se esquematizar as pesquisas.

Cases de sucesso

Uma boa exemplificação de MVPs bem-sucedidos e famosos é através das redes sociais. O Instagram, por exemplo, foi criado com um recurso de compartilhamento simples de fotos, com número limitado de filtros. O mercado de aplicativo de imagens já estava saturado na época de seu lançamento. A proposta inicial era somar compartilhamento e edição de imagens em um só app.

Outro exemplo básico é o Spotify, que foi lançado inicialmente com uma única função: streaming de música. Hoje, o app apresenta diversos outros recursos adicionais para seus usuários premium.

Em síntese, um MVP diminui a chance de um lançamento de produto dar errado, mas não está imune a falhas. Sua principal função é reduzir os danos, custos e tempo que eventualmente possam ser perdidos.

Para além do citado, é preciso que você faça uma campanha de lançamento bem organizada, sabendo o real valor do seu produto: a precificação correta é tão necessária quanto conhecer a dor do público-alvo e garantir que ele compreenda as funcionalidades do projeto. Usuários confusos não convertem e a geração de críticas negativas pode acabar atrapalhando algo com bom potencial de mercado.

Tente buscar sempre o princípio da familiaridade: abuse dos aspectos do design digital que já sejam rotineiros e intuitivos. De tal forma, o tempo até que o produto se torne verdadeiramente familiar ao usuário será menor.

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