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Qual a importância das pessoas na Cultura de Inovação?

Com os negócios funcionando em ritmo de grande competitividade, a promoção de uma cultura de inovação nas organizações se torna praticamente uma necessidade para a sobrevivência das empresas. 

Afinal, pra fazer o que todo mundo faz, não é necessário uma empresa nova. Não quando já existem outras dezenas e centenas de organizações fazendo a mesma coisa, fazendo o óbvio. Para sair na frente e obter vantagem competitiva de verdade, é preciso saber pensar fora da caixa e fazer diferente. 

Para implementar uma cultura de inovação nas empresas, não basta apenas criar uma área de inovação, e nem somente trazer novas tecnologias. É preciso começar pelas pessoas. Serão elas as responsáveis por impulsionar este novo olhar e esta nova cultura. Mas como se faz isso na prática? Como criar uma cultura de inovação e qual o papel das pessoas neste processo?

Quer saber as respostas para estas questões? Então leia este artigo até o final e entenda!

A Cultura de Inovação

Sua empresa ainda é analógica, tem processos muito burocráticos, é altamente hierarquizada e punitiva? Então o primeiro passo é por isso tudo abaixo!

Para mudar de verdade, é preciso ter consciência de que não adianta apenas montar um time de inovação, apartado da realidade do dia a dia das áreas de negócios, e isso será suficiente para transformar sua empresa tradicional na próxima 3M.

Empresas inovadoras de verdade não tem apenas um time trabalhando com inovação. Nelas, cada uma das pessoas na organização está em constate aprendizado e desenvolvimento e está pensando em formas de trazer inovação para o negócio. Sejam elas incrementais ou radiciais.

A lógica é simples: em que cenário você acha que tem mais chances de nascerem ideias inovadoras? Quando há apenas um time pensando nisso, ou quando todo mundo na organização está?

Certamente, a matemática está a favor da segunda opção e vocês?

E na verdade, a questão principal não envolve apenas probabilidade e estatística. O grande motivo pelo qual as iniciativas de inovação e transformação digital nas empresas analógicas falha é apenas criar um time de inovação em uma empresa que não aceita o diferente é o maior problema. 

A prática mostra que, em culturas próprias das organizações mais analógicas, muito hierarquizadas, com processos burocráticos e manuais e que não aceitam de forma nenhuma que seus colaboradores cometam erros, não combina com a inovação.

Mas então, como fazer dar certo de verdade?

As pessoas na Cultura de inovação

O grande problema por trás de sustentar uma cultura organizacional analógica é que, nestas organizações, tudo é muito engessado. Os colaboradores ficam com medo de sugerir coisas diferentes e não terem aceitação, ou ainda de serem punidos, então se limitam a fazer os processos de uma forma mais operacional mesmo. 

Aqui nasce um problema: se os seus funcionários hoje só fazem coisas que um robô ou um software pode fazer, a longo prazo, é mais barato investir no robô. Já imaginou ter 100% do seu quadro composto por robôs? Surreal, não?

É uma brincadeira, mas o que está por trás disso é que, de fato, contratar pessoas custa caro para os negócios. Mas o investimento, quando bem feito, vale a pena. Tanto é que, mesmo em grandes empresas de tecnologia, ainda existem pessoas. Aliás, essas empresas costumam investir uma boa parte de seu orçamento no desenvolvimento de seus colaboradores. Você sabe o por quê?

Porque investir em pessoas é lucrativo.

Vamos lá, no mundo digital, a tecnologia é facilitadora. Ela agiliza processos, aumenta produtividade e traz diversos outros benefícios. Mas ela não é 100% autônoma e não consegue ser tão criativa e inteligente quanto os humanos. Portanto, no fim do dia, quem move o negócio são as pessoas 

O que as empresas digitais fazem é justamente aproveitar o melhor das pessoas: a criatividade, a capacidade de resolver problemas complexos, o empreendedorismo e a vontade de pôr a mão na massa. Da burocracia a tecnologia dá conta, mas dessa outra parte, não. 

E é isso o que você também precisa fazer na sua empresa, promovendo uma cultura de inovação que valorize as pessoas como protagonistas. 

Aprenda com quem faz na prática

Algumas empresas, como a 3M e o Google, pagam para que seus colaboradores aprendam e criem coisas novas. Como? Incentivando que eles usem uma parte da jornada de trabalho semanal para estudar e pensar em soluções para problemas reais, quaisquer que sejam eles.

É daí que vem o grande potencial de inovação desses negócios: não de meia dúzia de pessoas fechadas numa sala com ideias que dificilmente vão sair do papel, porque a cultura não vai suportar isso, mas sim com todo mundo pensando junto, testando, errando e tentando de novo, até funcionar. 

E, na verdade, não tem porque restringir a cultura de inovação da sua empresa só pra dentro dos muros do seu escritório. Você pode chamar sua base de clientes para criar com você!

Lego

Essa foi uma das estratégias que salvou a Lego da falência, sabia?

No início dos anos 2000, a empresa acumulava prejuízos que chegavam à casa dos US$ 200 milhões anuais e tinham suas vendas despencando.

Até que, em 2004, o novo CEO, Jorgen V. Knudstorp, deu início ao processo de Transformação Digital da organização. Primeiramente, revisou todo o sistema de remuneração e bonificação, para incentivar a nova cultura de inovação. Posteriormente, apostou em outras três grandes mudanças:a criação do Future Lab, do Lego Ideas e uma parceria com a Disney.

O Future Lab, por exemplo, é um laboratório de prototipagem de novos brinquedos, criado para testar a recepção do público em uma escala menor, antes de lançar a novidade para o mercado.

Já o Lego Ideas funciona como uma plataforma de inovação, que permite que qualquer um possa enviar ideias de novos produtos pra empresa produzir.

Por fim, a parceria com a Disney rendeu a produção de séries e filmes com a cara dos bonecos também o lançamento de brinquedos licenciados de personagens da Disney.

Dobra

Você pode achar o último exemplo muito distante da realidade da sua empresa. Afinal, a Lego é uma grande empresa multinacional, conhecida por todo o mundo. Por isso, trouxemos este segundo exemplo, de uma pequena empresa nacional. Vamos te mostrar que é possível sim contar com seus clientes para trazer mais inovação para o seu negócio. Confira! 

No Rio Grande do Sul, há uma empresa que faz carteiras dessas que parecem de papel. O nome você talvez já tenha ouvido falar: Dobra. Se você for olhar o site deles, verá que existem dezenas, talvez até centenas de estampas diferentes para seus produtos. E as novidades não param de chegar. Isso com uma equipe pequena, com mais ou menos umas 20 pessoas. 

Como eles conseguem ter tanta criatividade? Simples: montando uma plataforma aberta de colaboração para criação de estampas, que possibilitou que eles tivessem mais de 300 artistas enviando sugestões pra eles o tempo todo. Os artistas que tem suas estampas aprovadas pela empresa recebem comissão de 5% do lucro pelas vendas, além da divulgação de seu trabalho.

A Dobra tem outras iniciativas interessantes como, por exemplo, produção sob demanda, com zero estoque e um escritório que funciona inteiramente à base de energia solar. Vale dar uma conferida!

Essa estratégia, conhecida como inovação aberta, não só funciona muito bem, como também já tem sido adotada por muitas empresas. Mas este assunto é tão interessante que pode ser tema de um post dedicado só para ele. Contudo, caso tenha interesse nestas formas diferentes de inovar, recomendamos a leitura deste outro artigo, sobre Venture Innovation. Vale a leitura!

Conclusão

Trazer a cultura de inovação para a sua empresa não precisa ser uma missão impossível. É claro que, para colher os melhores resultados, exigirá tempo e dedicação. Mas tudo ficará mais fácil se você souber por onde começar, e nós já demos a dica: pelas pessoas!

Trazer as pessoas para o centro da cultura de inovação e incentivar que sejam protagonistas no processo de transformação da sua empresa é essencial para que o novo modelo de cultura voltado à inovação não só funcione, como também seja sustentável a longo prazo.

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