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Saúde e liderança feminina: veja o que essas gestoras estão fazendo para superar os desafios na pandemia

Mulheres, visionárias, mães, líderes. Descubra o que têm feito essas gestoras de saúde para superar os desafios impostos pela crise do novo coronavírus e trazer resultados para o seu negócio e para a saúde do país.

A pandemia do COVID19 forçou grandes mudanças nas rotinas de empresas, escolas e da população como um todo.

Nesse cenário de incertezas, os negócios na área da saúde foram duramente impactados.

De um lado, há aqueles que tiveram um grande crescimento de demanda, como hospitais e alguns laboratórios. De outro, clínicas e consultórios de atendimento eletivo, viram sua receita cair em mais de 60% após o início da pandemia.

No entanto, o aumento de custo operacional com EPIs, o medo de infecção e a instabilidade das equipes tem sido uma realidade para todos.

Neste contexto, têm se destacado estabelecimentos de saúde liderados por mulheres incríveis, que, com planejamento e ação, tornaram-se exemplos de protagonismo e superação e tornaram seus negócios grandes agentes de promoção de saúde.

Conheça suas histórias e inspire-se para ser também, protagonista da mudança que você quer ver no seu estabelecimento de saúde e na saúde do país!

REDFOX – DIGITAL SOLUTIONS

 Logo no início da pandemia, Isabela Abreu, nossa CEO e fundadora, agiu rapidamente para planejar as melhores ações para contribuir com as necessidades do mercado de saúde. Deste planejamento, surgiu o movimento, liderado por ela, de criação do grupo #FightCOVID19.

Formado por mais de 300 voluntários, dentre profissionais de saúde e tecnologia, o grupo tem buscado soluções para fornecimento de EPIs e desenvolvimento de outras soluções para atender hospitais, laboratórios e clínicas.

Além disso, também disponibilizou para uso de todos os estabelecimento de saúde que precisassem, a plataforma de gestão de escalas Go Health.

Isabela aposta na cooperação como estratégia de superação.

Menos impactadas, as empresas digitais tem se destacado pela iniciativa de ajudar empresas analógicas a enfrentarem o desafio, seja por criação de conteúdos educativos, ou ações de parceria.

Para o futuro, acredita na criação de novas parcerias e novos modelos de negócios em saúde e entende que não iremos mais voltar aos modelos pré-COVID19. É fundamental, então, a inclusão digital dos médicos, educação, colaboração e o foco no paciente. É o momento de inovar em saúde, para avançar o país.

SORRIDENTS FRANCHISING

 Carla Renata Sarni dirige do grupo Salus, composto pela rede Sorridents e outras 4 empresas da área de saúde e bem estar fundadas por ela. Seu maior desafio durante a crise foi continuar levando saúde para seus pacientes odontológicos em situação de emergência.

A ação que tornou isso possível foi a implementação rápida de um canal de teleodontologia, no qual cirurgiões dentistas conseguem fazer um pré-diagnóstico para definir a urgência do caso e orientar a população. Dentre os mais de 2000 atendimentos realizados ao dia, a maior parte pode esperar, priorizando os casos de real emergência.

Nas empresas que estão fechadas, como o caso das clínicas de estética, a solução foi aproveitar para rever processos e treinar a equipe.

Outra ação importante tem sido a distribuição de cartilhas de higiene pessoal e bucal em comunidades economicamente desfavorecidas.  

A executiva acredita que o momento seja de união, parceria e humildade para desaprender e aprender novas habilidades. As mudanças de hoje, em saúde e tecnologia, vieram para ficar e as empresas precisam se preparar para isso, pensando no bem comum para seus negócios, clientes e para o Brasil.  

GRUPO SABIN  – MEDICINA DIAGNÓSTICA

 Lídia Abdalla é CEO do Grupo Sabin. Especializado em análises clínicas, o grupo tem sido protagonista na coleta e análise dos testes para diagnóstico do COVID-19, atendendo, além de seus clientes habituais, outros 24 hospitais.  

Com visão de negócios, acionou a área de pesquisa e desenvolvimento para, já em janeiro, iniciar os primeiros testes com amostras para validação do teste RT-PCR.

A cultura de inovação da empresa foi crucial na adaptação para o momento de pandemia. Projetos previstos para serem lançados no segundo semestre foram adiantados e postos para funcionar em 10 dias. 

Investiram também em conteúdo digital, home office e treinamento para a classe médica e migração de toda a sua estratégia de marketing para o digital. 

Aumentaram as interações com clientes em suas páginas virtuais, as ferramentas tecnologias e a equipe de atendimento.  

O foco no cuidado com a saúde física e psicológica de colaboradores e clientes e a comunicação intensa foram também fatores essenciais.

Para o futuro, defende como fundamental uma maior integração entre saúde pública e suplementar e mais investimentos em educação, saúde e indústria, para que o país deixe de depender da importação de equipamentos e reagentes estrangeiros e possa alcançar a auto suficiência.

INTERNE SOLUÇÕES EM SAÚDE.

Fundadora e diretora executiva da Interne, Paula Meira enfrenta o desafio de liderar uma empresa que atua há 23 anos na frente de um grande negócio voltado ao home care em Pernambuco, região que, até o momento, tem mais de 15 mil casos confirmados de coronavírus.

Se, por um lado, a demanda pelos serviços prestados pela Interne não para de crescer, a preocupação com a segurança de seus clientes e de sua equipe de médicos, enfermeiros e profissionais da área administrativa, cresce no mesmo ritmo.

Atendendo também a casos de remoções de casos de COVID-19, seus colaboradores e ela mesma tem enfrentado longas horas e grande volume de trabalho, com esforços imensos para administrar os afastamentos de mais de 600 funcionários, trocas de equipes e integração de novos médicos.

Hábitos precisaram ser revistos e as escalas das equipes precisaram ser remanejadas com muito cuidado e eficiência para garantir o atendimento contínuo. 

Daqui para frente, Paula acredita que, além do avanço tecnológico, como telemedicina e IoT, a grande mudança precisa acontecer nas pessoas. Os profissionais e órgãos reguladores precisam se capacitar e se adaptar aos novos modelos de negócios.

VIDIA

Médica de formação e com uma sólida trajetória em gestão de saúde pública, Paula Mateus foi a responsável pela idealização e execução do programa Corujão da Saúde, uma parceria entre setor público e privado de saúde em São Paulo.

Agora na área privada, é co-fundadora da Vidia, startup que viabiliza cirurgias e amplia o acesso à saúde através de um marketplace que conecta pacientes, provedores e instituições financeiras.

Após receber captação de fundos para começar o negócio, Paula teve o desafio de fazer as primeiras contratações, onboardings e gestão da equipe de forma completamente digital.

Entende que a Vidia já estava no caminho certo desde o início: sua experiência na saúde pública a ajudou a conhecer os problemas da saúde antes da pandemia chegar.

Paula sempre acreditou que somente o achatamento de curvas de contaminação, premissa do SUS desde muito antes do coronavírus, não é o suficiente.

É necessária também a ampliação da oferta de saúde, que almeja possibilitar por meio da criação do sistema da Vidia.  

Ela adianta: não vê a Vidia como unicórnio, mas sim como zebra.

Empresas unicórnio apresentam soluções escaláveis e rápidas. Na área da saúde, é preciso escalar com muita qualidade. Por isso, a zebra parece um modelo mais adequado: tem a premissa de growth alto, oferecem soluções de alto valor agregado, mas são mais sustentáveis.  

No futuro, espera que o sistema de saúde e que a categoria médica como um todo seja menos engessada, gaste menos tempo com teorias e realmente aprenda pela prática. É a expectativa por uma saúde de qualidade, mas ágil.

 CONCLUSÃO

 O cenário de pandemia forçou todas as empresas a pensarem fora da caixa e fazerem mudanças para enfrentar os desafios.

Ao ousar fazer diferente, essas mulheres têm causado impacto não só em seus negócios e pacientes, mas no sistema de saúde como um todo.

Todas elas defendem um ponto em comum: o momento agora é de muita cooperação, aprendizado e inovação. Juntos, temos o potencial de agir para transformar significativamente a saúde hoje, para termos a saúde que queremos no futuro: digital, acessível e de qualidade.

E então, vamos juntos?

Quais são os seus exemplos de liderança feminina? Conte pra nós nas nossas redes sociais! 

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