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Transformação Digital

Os desafios da Telemedicina e Saúde Digital no mercado brasileiro

Os destaques do painel “HealthTech Business: from the present to the future”, o evento especial de aquecimento para o Global Summit Telemedicine & Digital Health

Sua organização de saúde está preparada para enfrentar os desafios que o mundo contemporâneo impõe sobre a área da saúde? Qual o impacto que a pandemia do COVID-19 está causando no seu negócio hoje e no futuro?

Foram questionamentos como estes que mobilizaram, no último 23 de abril, oito renomados profissionais da área da saúde e tecnologia a dialogarem sobre o mercado de HealthTech no Brasil hoje e quais as perspectivas para o futuro. Em um cenário crítico, que forçou desde grandes organizações de saúde até médicos autônomos a se utilizarem das tecnologias disponíveis para manter o atendimento e acompanhamento de seus pacientes, há diversas possibilidades de reconhecimento e desenvolvimento da potencialidade da Transformação Digital na Saúde.

O painel HealthTech Business: from the present to the future, organizado como um aquecimento para o Global Summit Telemedicine & Digital Health, que acontecerá entre os dias 13 e 15 de outubro deste ano, contou com a presença de nossa CEO, Isabela Abreu, como uma das palestrantes. No painel, os palestrantes se propuseram a demonstrar como as tecnologias exponenciais estão transformando a área da saúde, compartilhando os desafios da Telemedicina e Saúde Digital no mercado brasileiro. Confira os principais assuntos debatidos:

Aceleração na saúde digital durante a pandemia do COVID-19

 Não há dúvidas de que a situação de quarentena imposta a todo o país, forçou empresas e médicos autônomos a buscarem soluções tecnológicas para viabilizar a continuidade de seus serviços. Neste sentido, a crise mostrou-se como uma oportunidade para acelerar a Transformação Digital nas empresas, ou pelo menos, provou a necessidade de a Transformação Digital acontecer o quanto antes.

Em um cenário no qual o isolamento social mostrou-se como a melhor opção, a tecnologia trouxe o seu potencial de aproximar médicos e pacientes. O número de pessoas recorrendo à telemedicina aumentou muito desde o início da pandemia, levando aos pacientes o acesso a médicos e informações de qualidade, para tirar suas dúvidas, muitas vezes simples. Essa iniciativa diminui os riscos de exposição do paciente, que, em muitos casos, acaba não precisando ir pessoalmente aos hospitais e pronto socorros, graças ao poder da tecnologia.

No entanto, é preciso um olhar crítico dos gestores de saúde para entender se o que está sendo feito em sua organização é Transformação Digital, ou seja, um processo estruturado e estratégico de mudança total de mindset de todos os líderes e colaboradores e de cultura organizacional, rumo a um modelo de gestão ágil e digital, ou se apenas estão sendo adotadas tecnologias que atendem paliativamente às dores do momento.

Na pressa para viabilizar a continuidade dos serviços, muitos gestores têm adotado soluções sem analisar com cuidado quais oferecem, de fato, os melhores custo benefício. No contexto atual, diversas ferramentas foram criadas e têm sido ofertadas para a área da saúde, sem que tenham os mesmos cuidados,  éticos, técnicos e de segurança de dados, que ferramentas mais maduras já possuem.

Tornando-se digital e escolhendo as melhores opções para o seu negócio

 Com tantas opções de plataformas de telemedicina diferentes, pode ser difícil tanto para os médicos, quanto para os gestores de estabelecimentos de saúde escolherem quais utilizarem.

Dentre os critérios essenciais para a escolha da melhor plataforma para o seu negócio, se encontram a criação de parcerias com empresas que buscam validar suas ferramentas, tanto tecnicamente quanto eticamente, levando em conta critérios e protocolos básicos de segurança de dados e LGPD

Também é preciso avaliar a possibilidade de customização da plataforma, de forma a garantir o atendimento das necessidades particulares de seu estabelecimento de saúde.

A telemedicina, assim como a plataforma que é utilizada para realizá-la, deve ser um facilitador, uma ferramenta para garantir a melhor experiência, tanto para os médicos, quanto para os pacientes.

Antes de escolher qual a melhor ferramenta para o seu negócio, portanto, você deve se perguntar qual o seu objetivo em adotá-la, qual o valor que você quer entregar e que experiência você quer oferecer para os seus clientes, tanto internos quanto externos.  

Lembre-se: você não precisa se limitar a uma ferramenta! Experimente algumas e avalie qual é a melhor para o seu modelo de negócio.

Telemedicina e jornada do paciente

Entendemos a telemedicina como um facilitador da relação entre operadoras de saúde, médicos e pacientes.

Para a nossa CEO, Isabela Abreu, a telemedicina é fundamental nesse cenário de COVID-19, como uma forma de reduzir gargalos nos Pronto Socorros, gerar novas receitas para estabelecimentos que estão ociosos e levar o atendimento para quem está isolado em quarentena.

O contexto atual foi favorável para que médicos e pacientes vencessem alguns preconceitos em relação à telemedicina. 

Se antes a discussão sobre a telemedicina estava restrita apenas à profissionais da área da saúde e de tecnologia, tivemos uma ampliação do diálogo sobre o tema para pacientes e público geral. A experiência será muito útil para fomentar os necessários debates e regulamentações para tornar ainda melhor a experiência para todas as partes envolvidas.

Um fator a ser observado, por exemplo, é o quanto de integralidade da jornada do paciente as plataformas de telemedicina abarcam. Mais do que softwares de vídeo chamadas, ou ferramentas que contemplem apenas etapas isoladas da jornada, estas plataformas devem oferecer prontuários personalizáveis, encaminhamentos, prescrições eletrônicas com assinatura digital, solicitações de exames, integração de pagamento com a fonte pagadora, e integração com laboratórios.

Além de médicos autônomos e clínicas, as operadoras de saúde já têm aderido à telemedicina, como uma forma de se aproximar de seus clientes finais, evitar viagens desnecessárias aos hospitais e pronto socorros e viabilizar o acesso à saúde neste momento de pandemia.

Melhores práticas em telemedicina e inclusão digital

 Como já foi dito, pensar em melhores práticas envolve avaliar e escolher as melhores opções de plataforma para o seu negócio. Mas não é só isso!

Outras práticas importantes incluem aproveitar o momento para reinventar o seu modelo de negócios, estar atento às novas possibilidade e buscar parcerias com instituições sérias de HealthTech, instituições de ensino, e instituições da área da saúde de forma geral.

É só por meio do diálogo e construção coletiva que será possível encontrar as melhores formas de aproveitar a tecnologia exponencial e levar a inclusão digital para os professores e estudantes de medicina, novos médicos e profissionais da saúde já mais maduros. 

Para que todos possam ser incluídos nas práticas de telemedicina e na transformação digital como um todo, é necessário uma reestruturação na formação de novos médicos, se não nos currículos das universidades, pelo menos nas residências médicas.

É sempre importante lembrar que a verdadeira transformação se faz por meio das pessoas. Assim, a inclusão se faz necessária não só para os gestores do futuro, que estão saindo das universidades, como para os gestores de hoje que já são grandes prescritores e para médicos  mais experientes que não podem ser excluídos desta pauta. Precisamos de pessoas capacitadas, para que elas sejam as precursoras das grandes mudanças, como a Transformação Digital na saúde.

Privacidade e sigilo: como garantir a segurança da informação

Uma discussão fundamental hoje é sobre como garantir a segurança de informações sensíveis, como as informações médicas, para profissionais da saúde e seus pacientes.

Como garantir que a pessoa que está utilizando a plataforma é, de fato, o médico ou o paciente que se cadastrou nela? Como ter certeza de que o médico está realmente apto à exercer a profissão?  Quais os certificados de atributo utilizados pela plataforma?  Os dados são criptografados? As receitas médicas possuem assinatura digital?

Estes são alguns dos pontos de atenção na construção de plataformas eficientes de telemedicina. O cuidado com a qualidade do atendimento prestado, com o sigilo e a segurança das informações coletadas sobre os pacientes deve ser primordial em qualquer ferramenta tecnológica.

Além disso, dentre as melhores práticas de segurança de dados na saúde, está a adoção do padrão internacional do HL7 ®, que permite que as aplicações médicas troquem informações sensíveis de forma segura, garantindo o processamento, a comunicação e a integração dos dados.

Outro fator a ser considerado é a atenção à LGPD. Apesar de só entrar em vigor à partir de maio de 2021, é essencial que as empresas já comecem a se adaptar à nova legislação, de forma a garantir a segurança das informações coletadas sobre seus médicos e pacientes.

Conclusão

É fato que são nos momentos de maiores adversidades que surgem oportunidades com grande potencial de mudanças. Temos em nossas mãos todo o aparato necessário para revolucionarmos para sempre o setor de saúde brasileiro.

Estamos vivendo um momento de diálogo e atenção, mas também de inovação, reinvenção e desenvolvimento. Muitas startups estão nascendo, e as empresas mais tradicionais devem estar preparadas para arriscar e reinventar os seus processos.  

Para isso, precisamos garantir que os avanços que tivemos nessas últimas semanas não sejam perdidos nos próximos meses. Façamos deles uma semente rumo à transformação digital na área da saúde, em todos os seus setores.

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